Transformada A Saga Carmim 1°Livro
8 Capítulo 8 - Saudades.
Notas iniciais
Algumas semanas depois.
Estou terminando de arrumar as minhas coisas para voltar para a minha casa, quer dizer, a outra casa. Estou com saudades da minha mãe e do eu irmãozinho, mas também não quero deixar a Jenny e a minha tia para trás. A July está me ajudando a arrumar a última mala. Conversamos e eu reforcei o meu pedido para ela ir comigo, o que consegui com grande estilo.
Falando em grande estilo, estou usando um modelito meu, a July pediu para a costureira costurar os meus modelitos que eu mais gostei e agora eles fazem parte do meu guarda roupa e não só de esboços. Descemos com as malas e fomos para a entrada da mansão, onde o meu motorista particular, o Jonas estava nos esperando. ele veio até nós e pegou nossas malas e as guardou no porta malas e esperou do lado da porta aberta para mim.
—Você vai voltar – Jenny perguntou me segurando as mãos, se segurando para não chorar – , certo Mary?
—Vou sim Jenny. –A consolo com um sorriso – Pelo menos alguns finais de semana eu venho para cá. Mas seria mais fácil se você fosse para a casa de minha mãe para me visitar todos os finais de semana. Más por enquanto eu vou morar com ela e aí depois vou para o Colégio da Moda.
—Tá, vou tentar ir todo final de semana para a sua outra casa. – Ela disse sorrindo– Te vejo daqui algumas semanas então. Te amo, Prima.
Ela me abraçou e eu retribui.
—Também te amo prima. Até.
July estava me esperando dentro do carro já, dei um último tchau a minha família e entrei no carro, que Jonas logo fechou a porta e foi para o lugar do motorista e deu partida ao carro. Eu estava falando com a July tudo o que podia e o que não podia fazer perto dos humanos, e ela compreendeu tudo rapidamente, o que me deixou aliviada. Como na viagem de vinda, eu adormeci mas dessa vez não tive nenhum sonho, graças a Deus. Três horas depois chegamos em frente a minha casa e July me acordou, Jonas desceu do carro e deu a volta nele e abriu a porta para eu descer. Eu fui até porta de casa e toquei a campainha, enquanto o Jonas pegava as nossas malas no carro.
Estava tão apreensiva que nem vi quando July parou do meu lado e me abraçou me confortando. A porta é aberta assim que Jonas chega com as nossas malas e na porta aparece o Antony e a minha mãe brigando com ele, a minha reação foi querer esganá-lo, mas como não posso só grito irritada com ele mesmo.
—Eu posso saber o que faz aqui Antony?!
—Eu poderia fazer a mesma pergunta para você Maryanne.– Ele diz me olhando da porta sem dar ouvidos a minha mãe– O que faz aqui? Não deveria estar na escola uma hora dessas?
—Me responda Antony e não se faça de desentendido– Digo o olhando com o fundo da garganta a arder–, porque não estou com humor para as suas gracinhas logo de manhã. Anda, o que veio fazer aqui?!
Ele me olha irritado e indignado com o meu tom, eu estava pouco me lixando para o que ele pensava. Ah! Esqueci de falar para vocês que eu consigo ler a mente das pessoas e as fazerem se dobrarem ao meu comando. Bem que eu gostaria de fazer isso com ele, mas aí eu não teria a glória de vê-lo se humilhando diante de mim.
—O que foi? O gato comeu a sua língua foi, Antony?!
—Olha o tom Maryanne!
—Se não o que. Vai me colocar de castigo?– O afronto dando um passo em sua direção– Você não é e nunca foi meu pai, então pare de agir assim e saia daqui antes que eu me arrependa de te deixar ir.
—Posso até não ser um pai presente, mas eu ajudei sua mãe a formar você... – O interrompi batendo palma e rindo.
—Parabéns Antony. Vai me ensinar como os bebês são gerados? –Digo séria– Pois fique sabendo que nunca fui sua filha, eu não tenho o seu sangue correndo em mim, Graças a Deus.
Só senti o meu rosto latejando e minha mãe com a mão na boca abafando a surpresa e a explosão que isso encadeou. Eu o olhei com fúria total, o que consequentemente fez meus olhos ficarem vermelhos, ele deu alguns passos para trás com medo o que me fez ficar inabalável e elétrica com tudo aquilo. Só não o matei porque a July e o Jonas me seguraram na hora e minha mãe puxou ele para dentro de casa, o trancando no banheiro.
Alguns minutos depois, minha mãe aparece na porta de volta e me abraça, examina o meu rosto que já estava sem marca e pede desculpas por ele. Ela agradece aos dois por terem me segurado e não terem me deixado fazer uma burrada. Entra e da espaço para entrarmos também, e ela me faz prometer que não chegaria perto do banheiro, o que fiz com muito bom grado.
—Mary, querida.–Ela disse da cozinha– Me ajuda aqui com o lanche para os convidados.
—Já estou indo.–Digo e me viro para os dois– Obrigada por primeiro, se não fosse vocês primeiro, o Antony estaria morto agora.
—Não se preocupe–July diz sorrindo sincera–, fizemos pelo seu bem e não o dele.
Sorri para eles e me levantei, me dirigi até a cozinha onde minha mãe estava me esperando. Mas assim que passei pelo local, senti um cheiro vindo do andar de cima e aquele cheiro me paralisou totalmente. Pensei no idiota do Antony e o forcei a se matar sozinho com a gilete, mas a única coisa que consegui foi feri-lo mais, ele se cortou inteiro, braços, perna e peitoral. Eu não consegui o matar, porque eu sei que me arrependeria depois se fizesse isso. Voltei a andar desconfortavelmente até a cozinha, respirei fundo e entrei na mesma vendo minha mãe de costas para mim fazendo os lanches.
—Mãe, o que a senhora quer que eu faça?
—Quero que você prepare o suco de uva que está ai em cima da mesa, Mary.
—Tá.
Fui até a mesa e peguei o pacotinho de suco e a jarra, entornei o suco dentro da mesma e depois entornei a água gelada dentro com um pouquinho de açúcar e misturei bem, até o pozinho se dissolver todo. Fui até o armário e peguei a bandeja, coloquei a jarra com o suco dentro e alguns copos, coloquei também os lanches que minha mãe fez e os levei para a sala.Coloquei a bandeja na mesinha e servi os dois, o que eles acharam estranho por serem servidos por mim, já que deveria ser ao contrário.
Depois que terminamos de lanchar, minha mãe acarretou a fazer perguntas sobre os dois que me deixou constrangida e com dó deles, por estarem sendo o alvo dela. Me levantei e subi para o meu quarto, entrei nele e fui para a minha cama, me deitei nela e fiquei pensando no que fazer com o Antony, quando chega uma mensagem em meu celular. O pego do bolso e vejo de quem era a mensagem, e adivinha. É da Marissa. Agora como ela sabe que estou aqui, não sei. Abro a mensagem dela e a leio.
Mar: Não acredito que você voltou e nem me falou nada?!
Eu: Oi Mar, e eu só não te avisei porque acabei de chegar. E quando chego dou de cara com o idiota do Antony, acabou com o meu dia.
Mar: Ok, desculpada. Que tal se sairmos hoje depois do Colégio?
Eu: Tudo bem. Mas onde vamos?
Mar: No Shopping! Faz tempo que não vou. E estou com saudade de você.
Eu: Ok, combinado. Depois do Colégio você passa aqui em casa.
Mar: Combinado. Agora tenho que ir, o professor tá passando nas fileiras para vistar a lição. Bjs miga.
Eu: Bjs.
Desliguei o celular e fui me arrumar, já que as aulas de hoje já estão acabando. Peço para o Jonas trazer a minha mala para o quarto, e como somos vampiros, significa que temos a audição aguçada. Alguns minutos depois, ele bate na porta e eu lhe dou permissão para entrar, coloca a mala na cama e sai assim que o agradeço.
Abro as malas e procuro um vestido que era de minha mãe. O achei lá no fundo da mala, o peguei com cuidado para não amassar, pego também uma roupa intima com o sutiã sem alça e vou para o banheiro, tomo o meu banho, lavo o cabelo, me seco e enrolo o meu cabelo na toalha e me visto, coloco o vestido tomara que caia curtinho rodado preto todo rendado, maravilhoso e coloquei a sandália e fiz a minha maquiagem e desci para a sala e esperei a Marissa chegar.
Vinte minutos depois a campainha tocou e a Mar abriu a porta e entrou já arrumada. Ela está usando uma saia de cós alta e que pega na coxa vermelha e uma blusinha soltinha branca de ombro a ombro e com a sandália melissa dela bege. Ela me cumprimentou e ficou chocada com a minha transformação e ficou mega feliz por eu ter voltado antes de acabar o bimestre. Demos tchau para todos e o Jonas nos levou até o Shopping e depois voltou para casa, nos deixando lá.
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