Transformada A Saga Carmim 1°Livro
7 Capítulo 7 - Confusão?
Notas iniciais
Deitada na minha cama com uma dor de cabeça horrorosa e com fome. Olhando para o teto roxo, tentando me lembrar daquele rosto, mas não conseguia me lembrar de jeito algum dela.
Quem é ela? E o que ela quis dizer com aquilo? Eu não fui embora porque quis, mas sim porque estava sendo ameaçada. E outra, quando acordei já estava na casa da minha mãe e não me lembrava de nada. Eu não consigo entender o motivo dela ter falado aquilo.
Sou interrompida de meus pensamentos quando alguém bate na porta de meu quarto e entra, me olha da porta mesmo e vejo que a mesma garota de primeiro, ela pede licença e entra no quarto, fechando a porta e vindo até mim na cama e se sentando.
—Me desculpa por primeiro. – Ela estava pedindo desculpas por primeiro nas escadas? Ela não precisa se desculpar, mas sim eu por não me lembrar dela. – Eu não devia ter falado daquele modo com você. Desculpa?
—Você não tem que se desculpar. – Me sento na cama, a olhando me encosto na cabeceira – Eu que tenho que te pedir desculpas. Eu praticamente fiz um escândalo lá embaixo, sem falar nada. Vê se pode isso, fazer um escândalo sem falar nada, só ficando calada e preocupando todo mundo.
—Na verdade quem fez um escândalo fui eu. – Ela disse rindo e eu a acompanhe.
Ela é realmente engraçada, e ela me lembra alguém. Será que se eu perguntar, ela me fala o seu nome?
Parei de rir com muita dificuldade e me concentrando para fazer a cabeça para de doer, olhei para ela com um sorriso, mas logo fiquei seria e lhe perguntei o mais calma e sincera que eu podia, não querendo magoá-la novamente.
—Me desculpe perguntar assim do nada, mas como você se chama? – Perguntei repreensiva, com medo da sua reação – Você não me estranha, me lembra muito uma pessoa. Só não sei se realmente é ela, pois só me lembro dela de criança e nada mais.
Ela estava triste mas quando ouviu a ultima parte seu rosto se iluminou de volta e pegado minha mão gentilmente, pronunciou as palavras que eu mais queria ouvir. Seu nome.
—Eu me chamo Jennyffer Carstairs Morrow, Mary. – Ela disse sorrindo– Sua prima.
—Minha prima? – Perguntei confusa.
—Sim, a gente brincava de pega-pega aqui no corredor. – Ela me perguntou esperançosa– Não se lembra disso?
—Sim, mas só um pouco.– Digo me lembrando do dia– No dia que eu estava correndo no corredor e acabei batendo contra um homem.
Ela se encolheu um pouco por se lembrar daquele dia e me pareceu até que ela queria mudar de assunto, mas não teve coragem. Ela olhou de volta para mim e me puxou para um abraço caloroso e cheio de saudade e carinho, o que me fez escorrer uma lágrima de meus olhos. A abracei de volta e ficamos lá por um tempinho, nos deitamos na cama e ficamos conversando sobre o meu quarto e quem fez a roupa dela, porque sinceramente eu amei.
Eu descobri várias coisas sobre ela e ela sobre mim. Ela namora já faz dois anos com um garoto chamado Henrique, e ele tem uma irmã mais nova que se chama Biatrice. Ela tem dezessete anos, gosta de rosa, preto e roxo. Sua comida favorita é pasta al parmeggiano, sim é o meu preferido também. A mãe dela é minha tia, irmã da minha mãe biológica e seu pai é um ator famoso e que por milagre não foi descoberto por ninguém, que ele é um vampiro.
Acabamos adormecendo lá no quarto juntas na minha cama, enquanto conversávamos. Eu tive um sonho um tanto estranho, eu estava andando pelo colégio indo encontrar a Marissa, quando a Aurora me interditou me segurando pelo braço.
—O que você pensa que está fazendo, Aurora?!
—Te segurando horas, o que mais eu estaria fazendo?– Ela disse o óbvio com a cara de poucos amigos– Eu quero saber o porque de você ser essa pessoa tão medíocre e ser amada por todos? Você tem nada! Não é ninguém e ainda é uma escrota que fica se achando só porque o vestido de aniversário foi feito pelo Sr. François.
—Do que você tá falando, garota?!– Digo tentando me soltar dela– Você está maluca?! Me solta!
—Eu não vou te soltar.– Ela disse apertando mais o meu braço– Você vai me pagar por tudo o que me fez até agora, sua vadia.
Ela me puxou para o pátio, para um local isolado o resto e me jogou no chão com tudo, assim fazendo-me me machucar o braço. Eu me sentei e a olhei irritada, e ela me olhava sem um pingo de dó e arrependimento, vi ela tirando da bolsa dela um canivete e vindo até mim. Me segurou firme no chão, se sentando em cima de mim e tampando a minha boca e chegou com a faca perto de meu peito.
—Agora querida, vê se não grita se não você não vai mais ver a luz do sol. – Ela disse apertando o canivete em meu peito e eu tentei me soltar dela ou até gritar por "Socorro", mas não conseguia me livrar dela– Fica quieta, se não eu te mato aqui e agora.
Já estava chorando nessa hora, ela rasou a minha blusa e me cortou na parte de cima do meu peito, na clavícula o que e causou uma dor forte e eu soltei um grunhido e ela só ria da minha cara. Limpou o canivete com um paninho, e me olhando falou séria e calma, mas ao esmo tempo ameaçadoramente.
—Se você falar com alguém sobre o que eu fiz florzinha– Ela começou e guardou o canivete na bolsa e depois limpou o meu corte com o mesmo–, da próxima vez eu não vou ser tão carinhosa assim. Agora se levante e se arrume, troca de blusa aqui mesmo e vai para a sala de aula, e se eu ouvir ou ver você falando algo para a Marissa ou para qualquer ser dessa terra, você já era. Ouviu?
Estava mega irritada com ela, estava com vontade de pegar o seu canivete e lhe enfiar no pescoço e dar adeus para aquela mau amada da Aurora. Só que me controlei, me levantei e fui para o banheiro, me troquei e fui para a sala de aula e não dei um pio do que aconteceu comigo e a Aurora.
Acordei com alguém me chamando, quando abro os olhos vejo que é a July e a Jenny, que estava me olhando preocupada.
Me sentei na cama ad olhando confusa.
—O que foi? – Perguntei e aí senti uma ardência no peito, coloquei a mão nele e senti dor – Falem alguma coisa.
—Você está sangrando. – Jenny falou preocupada apontando para o meu peito – O que foi que você sonhou, Mary?
—Eu tive um sonho com a Aurora – Digo confusa e ai resolvo olhar para o meu peito e vejo sangue. A minha garganta arde na mesma hora que vejo o sangue. –, lá no Colégio. Mas porquê eu estou sangrando, não estou entendendo nada.
July se sentou do meu lado na cama e limpou o meu peito e clavícula com um pano branco, que logo foi tingido de vermelho. Eu estava tentando entender o que tinha acontecido comigo durante o sono, mas não me vinha nada na cabeça.
Ela terminou e se levantou, foi até o meu closet e voltou de lá com uma saia curta, que pega na coxa preta e um cropped branco de unicórnio e com uma rasteirinha da Melissa. Me ajudou a levantar e me entregou a roupa e eu fui para o banheiro, tomei um banho relaxante, cinco minutos depois saí dele e me vesti. Saí do banheiro e fui até a penteadeira, onde a July ia fazer a minha maquiagem.
No salão de estar, pedi desculpas pela minha reação de primeiro e que de pouco em pouco eu estava me lembrando das coisas, e eles compreenderam perfeitamente. No salão também tinha um garoto, que eu com certeza nunca o havia visto na minha vida, para a minha salvação a Jenny me falou que ele era o Henrique, o seu namorado e eu fiquei mais aliviada por não estar estragando mais nada de novo.
Fomos para a mesa e as empregadas nos serviram, dessa vez na mesa não tinha nem sequer uma gota de sangue, só água, suco e vinho. Já que o Henrique não sabia de nós e que muito menos a sua namorada era uma vampira, o que eu achei um desperdício. Jantamos tranquilamente conversando de pausas de alguns minutos e aí saiu o assunto que eu não queria.
—Os seus pais não moram aqui com você – Ele perguntou na maior inocência –, Mary?
Abaixei a cabeça, olhando para o meu prato de comida e pensando no que falar para ele. Mas como eu não respondi, ninguém fez questão de responder, o que deixou um silêncio total na sala de jantar.
—O quê foi? – Ele perguntou sem entender – Eu disse algo que não devia?
Me levantei da mesa pedindo licença e fui em direção da porta de entrada, fui para o jardim dos fundos e me sentei encostada em uma árvore, olhando para o céu e chorando. Senti alguém me abraçar, mas nem fiz questão de ver quem era, já estava sobrecarregada de mais para um dia só.
Acho que chorei horas e horas no colo dele, mas no final foi somente uma hora que chorei direto.
—Está melhor – Ele me perguntou com a cabeça encostada na minha –, Mary?
—Sim, obrigada Thiago. – Digo calma e sem chorar já – O que faz aqui?
—Vim ver como você estava – Ele se explicou fazendo carinho em meu rosto –, e aí te vi aqui chorando sozinha. E o resto das duas horas você já sabe.
—Mentiroso –Digo o desmentindo –, foi só uma hora e não duas.
Ele riu com o meu comentário e me deitou no chão, ficando por cima de mim e falou arrumando o meu cabelo. Senti uma vontade imensa de beija-lo, mas não seria eu a tomar a iniciativa. Levantei uma mão até o seu cabelo e fiquei brincando com os seus cachos lisos, até que senti o deus lábios nos meus, uma mão em meu rosto e a outra para manter o equilíbrio e não cair em cima de mim.
Esse foi o melhor beijo que eu já dei em toda a minha vida. E não, eu não era bv e sim sou virgem, mas não quero falar disso. O beijo dele é gentil, calmo, romântico, sincero e muito carinhoso e doce. Senti a sua presa descendo e mordendo de leve os meus lábios, eu sorri entre o beijo e retribui a mordida, e sinceramente, que sangue maravilhoso!
Dez minutos depois nos separamos e ficamos nos olhando com as testas grudadas uma na outra e eu estava sorrindo que nem uma boba e corada com a situação, assim que me lembrei com que roupa que eu estava. Dei uns tapinhas no braço dele, que entendeu o que eu quis dizer, saiu de cima de mim e me ajudou a levantar.
—Vamos entrar?
Confirmei e entramos de mãos dadas. Assim que passei pela porta, ouvi o Henrique me pedindo desculpas e que não queria ter me feito lembrar de coisas tristes. Eu disse que tudo bem e subi para o meu quarto com o Thiago, fechei a porta a chave e me dirigi até a cana e me deitei nela do lado dele e liguei a televisão no Telecine e fomos assistir filmes, meia hora depois eu estava dormindo e ele assistindo o filme.
—E então, gostou de ontem Mary? – Disse sombriamente – Quer mais um pouquinho? Se quiser eu te dou, mas se não quiser eu dou do mesmo jeito.
—Para, eu mandei de você. –Digo irritada e me mantendo na linha – Você não vai mais encostar nem sequer um dedo em mim mais, se não você já era!
Ela sorriu vitoriosa, o que me deu vontade de arrancar a cabeça de seu pescoço, mas como sou uma garota descente e gentil me mantive calma e serena.
—Tchau Aurora, até depois na aula e na diretoria.
Digo a levando até a saída e me deixando sozinha em casa, graças a deus não aguentava era mais ficar perto dela. Fui embora a deixando com cara de taxa e irritada.
Acordo com o meu celular despertando as seis horas da manhã e aí me lembro de não ter desligado ele por essa semana, me levanto na maior preguiça, vou até o banheiro e tomo o meu banho bem rapidinho para ele entrar, estou com um short de cós alto preto e uma blusinha branca com um emblema de coroa nela dourada.
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