Transformada A Saga Carmim 1°Livro

5 Capítulo 5 - Lembranças dolorosas.


Notas iniciais
Boa tarde meus amores! Venho com fragmentos da vida de Mary, espero que gostem.

Estou no jardim com a July e minha mãe brincando de "A hora do chá!", conversando, brigando com elas para brincarem direito, quando a empregada chegou com um carrinho de comida para nós. Eu me levantei e fui até o carrinho e peguei a minha mamadeira e tomei o meu leite com sangue e comi uns biscoitos, fui até minha mãe com o biscoito e a mamadeira na mão e me sentei em seu colo, assim me aconchegando em seu colo e bebi o meu leite todo e dei a mamadeira para ela que a colocou na mesa.
—Você é gulosa hein Mary. — Minha mãe falou brincando.
—Sim, e com muito olgulho mamãe! — Digo tudo enroscado, já que não consigo pronunciar o "r" ainda — Eu gosto do café da talde.
Ela riu e fez cócegas em mim, me fazendo rir também. Tente me soltar dela, e quase cai no chão, por causa disso ela me segurou direito e começou a rir mais junto com a July.

Quando estávamos voltando para dentro da mansão, ouvi um barulho alto e cheiro de sangue, minha mãe me entregou para a July e mandou ela tomar conta de mim.
—July — Minha mãe disse me entregando -, tome conta de minha filha.
—Sim — Ela disse comigo em seu colo -, senhora.
— Mamãe — Perguntei a olhando sem entender -, o que foi?
—Não é nada minha filha. — Ela disse docemente fazendo carinho em meu rosto — Apenas fique com a July, que eu já vou até vocês. Te amo meu amor.

A olhei enquanto ela entrava e eu ia para outro lugar com a July. Estava chorando quando chegamos no local, e July tentava me acalmar para não chamar a atenção dos outros e falando que a mamãe logo chegaria com o papai.
July me acordou, quando sentou uma presença perto de onde estávamos e me fez ficar quieta e assim que me pegou no colo a porta se abriu e um homem entrou, olhou diretamente para mim com um olhar horrível, como se quisesse me matar.

—Então quer dizer que a pequena Mary está viva?
Eu me encolhi no colo da July e falei com ela baixinho.
—July, quem é ele? — Perguntei abraçada a ela — E o que ele quel comigo?
—Fica tranquila Senhorita. — Ela disse olhando para o homem com uma cara de poços amigos — Eu vou te proteger com qualquer custo.
Eu confirmei e fiquei quieta.
—Você não irá encostar em nenhum fio de cabelo dela. — Ela disse ameaçadoramente — Isso eu te garanto.
—É o que vamos ver.

Ele correu na nossa direção, com intenção de matar, mas foi lançado longe quando tentou encostar em mim. Eu olho na direção oposta e vejo o meu pai, com a roupa toda suja de sangue, mas já era sangue velho e não sentia cheiro de sangue novo. O que quer dizer que ele já está bem e sem ferimentos, sorri para ele que retribuiu e veio na minha direção e colocou a mão em meu rosto.
—Está bem — Ele perguntou me examinando -, meu bebê?
—Sim, glaças a July.
—Obrigada July — Ele a olhou agradecido — por cuidar de minha filha, por todo esse tempo.
—Não à de que Senhor. — Ela disse sorrindo — É o maior prazer cuidar dessa pequena.
—Tivemos sorte em te contratar — Ele disse e voltou a olhar na direção do homem esquisito — Mas agora temos de lidar com ele, se quisermos que Mary vive feliz e tranquila.
—O Senhor está certo. — Ela disse e me olhou — Mary querida, preciso que você vai para a minha costas e se segure firme. Tudo bem?
Confirmei e fui para as costas dela e lá fiquei por um bom tempo até que a luta acabasse e o homem esquisito sumisse bem na minha frente. Meu pai veio até mim e me pegou no colo e me olhou orgulhoso.

—Vamos procurar a mamãe?
Abri um sorriso gigante.
—Sim!

Saímos de lá e fomos procurar a mamãe. A procuramos pela mansão inteira, e nada dela. Senti um cheiro vindo do jardim, eu conheço esse cheiro, é o cheiro do sangue da mamãe. Sai correndo na direção do cheiro, com meu pai e July vindo atrás de mim. Quando cheguei lá, eu vi a mamãe sentada no chão, em uma poça de sangue encostada em um banco, fui até ela e quando estava perto o suficiente pulei nela a abraçando e chorando.

—O quê aconteceu Mamãe? — Perguntei chorando — Polque a senhola está sanglando?
—Ô meu amor — Ela disse com esforço -, estou bem não se preocupe.
—A senhola não está nada bem... — fui interrompida.
—Meu amor, vai um pouquinho com a July — Meu pai pediu -, que eu quero conversar com a mamãe, tudo bem?

Olhei para ele e confirmando com a cabeça me soltei da mamãe e fui até a July que estava com a mão esticada em minha direção e com um sorriso fraco no rosto. Entramos na mansão e fomos para o meu quarto, lá a July pegou uns brinquedos meus e se juntou a mim na cama. Brincamos até dizer chega e eu ficar com fome, ela desceu para pegar a minha comida, enquanto eu esperava ela acabei adormecendo.

♡

Estou correndo pela mansão brincando de pega-pega com a minha prima Jennyffer, enquanto nossos pais estão conversando. Ela é um ano mais velha que eu, então ela tem quatro aninhos e eu três aninhos.
—Mary para de correr!!! -Ela me chamava e eu só ria e corria.
—Não vou pala de collel, Jenny!!!
—Para, eu não aguento mais!
—Você aguenta sim — Digo a olhando por cima do ombro e correndo -, só não quel blincal de pega-pega polque não consegue me pegal.
—Cuidado Mary!
Ela me avisou, só que era tarde de mais, eu acabei batendo contra alguém e cai no chão. E adivinha, me machuquei e comecei a chorar. A Jenny veio até mim e me ajudou a levantar, enquanto a pessoa não fez nada, só ficou nos olhando com desprezo.
Escutei alguém vindo correndo na nossa direção e falando preocupada, claro que e a mamãe e a titia Julia.
—O quê aconteceu meus amores? — Minha mãe perguntou — Porque está chorando, minha pequena?
—A gente estava blincando de pega-pega -Expliquei para ela com os olhos marejados e com a voz embargada e apontando para o local onde a pessoa estaria -, aí eu bati contla aquela pessoa e me machuquei quando cai, mamãe.
Ela olhou para o lado e depois para mim de volta.

—Meu amor, não tem ninguém aqui. — Ela me disse me olhando e depois para a Jenny — Vocês tem certeza que tinha alguém aqui?
—Sim tia. — Jenny falou na tentativa de convencê-las — Eu mesmo vi e a avisei, só que ela não conseguiu desviar a tempo e acabou batendo contra ele.
—Jennyffer, espero que você não esteja mentindo só para a culpa não cair em você pela sua prima ter se machucado. -A titia disse brava, o que me fez dar arrepios e ficar assustada — Porque se estiver, você vai ver o que vai acontecer.
—Eu não estou mentindo, mamãe! — A Jenny disse praticamente chorando — E eu também não teria coragem de machucar a Mary!
—Titia, não fica blava com a Jenny, ela não fez nada comigo. — Digo chorosa para a titia — Ela até me falou pala palal de collel, mas eu fui teimosa... A culpa não foi dela...

Minha mãe me pega no colo e me consola, olha para a titia, que é sua irmã mais velha. A titia suspira e se rende dando um sorriso e depois vai até a filha e a pega no colo e a enche de beijos e cafunés.
—Desculpa meu amor -A titia fala a enchendo de beijos -, eu fui dura de mais com você.
—Não tem problema mamãe. — Jenny disse sorrindo — Afinal, eu sei que você me ama e briga comigo para o meu bem.

Na biblioteca procurando algum livro com a Jenny para as nossas mães ler para nós, mas acho nenhum e todos os que eu vejo e que chamam a minha atenção, a mamãe já leu para mim. Acabei esbarrando em alguém, me virei pedindo desculpas e quando vi que era o mesma pessoa de primeiro, tentei chamar minha mãe, mas ele tampou a minha boca.

—Você vai ficar quietinha, se não você vai se arrepender — Ele falou no meu ouvido apertando o meu pescoço até eu ficar sem ar -, pequena Mary.
—Mary! — Escutei bem longe a voz de minha mãe — Solt...

Acordei em um quarto todo escuro e em uma cama, olhei ao redor, mas não consegui encontrar nenhuma janela. Me levantei da cama, mas logo cai no chão fraca e zonza.
—Faz quanto tempo — Perguntei baixinho para mim mesma — que eu não me alimento?
—Dois dias.

Me virei na mesma hora e vi a mesma pessoa, na frente da porta encostado no batente. Recuei na cama, a ponto de encostar na cabeceira. Ele veio até mim e se sentou na cama e eu vi que na outra mão tinha um copo, um copo de sangue. Ele o estendeu para mim e eu dei um tapa nela, derrubando o copo no chão, assim o quebrando, ele me olhou com pesar e irritado.

—Se você não se alimentar, vai acabar morrendo — Ele disse irritado e calmo — e se você morrer, não vou ter a minha recompensa. Então trate de se alimentar.
—Eu não quelo me alimental! — Digo o olhando irritada — Ainda mais se fol desse sangue!
Ele bufou.
—Então que assim seja. — Ele disse e estou o próprio pulso com os dentes — A partir de hoje, você vai se alimentar de mim.
—Nunca!

Disse e me virei na cama, com a boca bem fechada e prendendo a respiração para não sentir o cheiro de sangue. Senti quando ele se levantou, mas em vez de sair do quarto ele veio para perto de mim e me forçou a olhá-lo.
—Beba.
Fiz uma cara de emburrada e continuei de boca fechada e sem respirar e negando com a cabeça. Ele acabou desistindo, me soltou e saiu o quarto, me deixando lá sozinha de novo.

—Mamãe... Mamãe... -A chamei chorando e com medo — Estou com medo, mamãe...
Acabei adormecendo de novo por estar fraca e com sono.

Acordo com alguém me chamando, abro os olhos e vejo que é o taxista avisando que chegamos ao nosso destino. Eu ainda estava meio fora do ar e com a cabeça ainda nas lembranças assustadoras, aquelas lembranças realmente me abalaram.
—Moça chegamos. — Ele me chama — Moça.
—Obrigada. — Digo e lhe entrego a quantidade da corrida e saio do táxi olhando para frente. — Pode ficar com o troco.
—Obrigada pela corrida e até mais Senhorita. — Ele deu partida no táxi e foi embora.

Fui em direção da enorme mansão, que mais parecia um castelo do que uma mansão. Na frente da porta, eu hesitei um pouco e ela foi aberta assim que dei um passo a frente e braços me rodearam.
—Senhorita!

Notas finais
Ela era uma fofinha de pequena. =)