O romance entre Willian e Elyssa seguiu em segredo por meses. Elyssa acabou se acostumando com a ideia de mentir para Matheus e com o tempo ficava cada vez mais fácil. Matheus nunca cobrava nada de Elyssa e isso a deixava feliz e facilitava seus encontros com Willian que ocorriam todas as semanas.

— Eu acho que você deveria ir. — Disse Elyssa, despreocupada após ouvir a novidade que Matheus acabara de lhe contar em um sábado a tarde em sua casa.

— Mas e você? Não posso deixar você. Não suporto a ideia de pensar em ficar longe de você. — Matheus estava triste.

— Se sua família decidiu se mudar, não há o que possamos fazer. Eu também não queria ficar longe de você, mas não posso aceitar que você se afaste de sua família por minha causa. Você tem que ir com eles.

— Mas eu quero ficar.

— Você não pode morar sozinho. Como vai se sustentar? Vai precisar trabalhar e assumir muitas responsabilidades. Acho que é muito cedo para isso.

— Vem morar comigo?

— O que?

— É sério Elyssa. Eu já tenho pensado nisso há algum tempo. Já estamos namorando há alguns meses, não tem porque não pensarmos na ideia de morarmos juntos.

— Matheus, não. Você só pode estar louco. — Elyssa estava chateada agora.

— Por que não gostou da ideia?

— Por que eu não gostei? Você ouviu o que você acabou de dizer? Olhe para mim, olhe para você. Somos apenas dois adolescentes concluindo o ensino médio, não consigo nem imaginar isso. Como iriamos viver?

— Isso é muito comum nos dias de hoje. Achei que você fosse gostar.

— Mas não gostei. E agora tenho certeza de que você deve mesmo ir embora com sua família.

— Você tá falando sério? Você quer mesmo que eu vá embora?

— Sim, eu quero.

— Você sabe que se eu for eu não vou voltar.

— Eu sei e talvez seja melhor para nós dois. Foi bom enquanto durou, mas não podemos mais continuar fingindo.

— Fingindo? Quem aqui estava fingindo? Eu sempre fui sincero com você, sempre deixei claro que era completamente apaixonado por você e ainda sou. Não entendo o que você está querendo dizer. Você acha que eu menti para você?

— Não. Eu sei que você não mentiu. Mas eu menti. Era eu quem estava fingindo esse tempo todo.

— O que? Não. Eu não ouvi isso. Diz que você está brincando.

— Não Matheus, não estou brincando. Na verdade nunca fui tão sincera quanto estou sendo agora. Eu não gosto de você. Não como você gosta de mim. Eu não amo você e acho que devemos terminar e você deve ir embora com sua família e esquecer que eu existo. — A voz de Elyssa era fria.

— Não. Isso não está acontecendo. — Uma lágrima rolou no rosto de Matheus. Ele não acreditava no que estava ouvindo. Aquela não era Elyssa. Aquela menina em sua frente naquele momento não podia ser a mesma que ele connheceu e se apaixonou meses atrás. — Você só está dizendo isso para eu ir embora, não é? Você não está falando a verdade. Você só quer um tempo, é isso. Eu sei que você gosta de mim. Você não pode me afastar de você. Você não pode...

— Matheus, por favor — interrompeu Elyssa — não faça isso com você. Não se machuque ainda mais. É melhor você ir. — Elyssa se dirigiu até a porta e a abriu fazendo sinal com a mão para Matheus sair.

— Você tem certeza que é isso o que você quer?

— Tenho.

— Você vai se arrepender de ter feito isso comigo. — Matheus olhou nos olhos de Elyssa e saiu em seguida.

— Uma lágrima rolou no rosto de Elyssa. Era realmente difícil fazer aquilo com Matheus, mas era preciso. Ela tinha um bom motivo para isso, apesar de saber que Willian não poderia fazer o mesmo.

Minutos após a saida de Matheus, Elyssa pegou o celular para enviar uma mensagem a Willian.

Algumas horas depois Willian ligou.

— Oi Elyssa — Disse ele assim que ela atendeu — desculpa a demora em te ligar, mas eu estava com a Fernanda quando recebi sua mensagem.

— Tudo bem, entendo.

— Então, você ainda quer me ver?

— Sim, claro que eu quero.

— Posso ir te buscar no mesmo lugar de sempre daqui a 1 hora?

— Combinado, estarei lá.

— Então até depois. — Willian desligou o telefone.

Elyssa tinha certeza agora de que fez o certo terminando com Matheus.

Willian pegou Elyssa no local e horário combinado e ela estava ansiosa para contar a ele a novidade. Queria que ele soubesse o quanto ela estava aliviada por ter tomado essa atitude e decidido logo o que já havia pensado há muito tempo.

— Você queria me contar alguma coisa — disse Willian quando estacionou o carro em frente a casa de seu amigo, a mesma em que estiveram no primeiro encontro. Ir até aquela casa, tornou-se um hábito.

— Sim eu queria. — Disse Elyssa olhando para Willian enquanto ele desligava o motor e tirava a chave preparando-se para sair do carro.

— Vamos entrar? — Willian abriu a porta do carro para Elyssa e estendeu a mão convidando-a. — Você me conta lá dentro.

Elyssa seguiu Willian em silêncio até a casa.

— Antes de você me contar — começou Willian após fechar a porta -vamos matar a saudade. — Ele a puxou para perto de seu corpo e a beijou. Sempre que fazia isso Elyssa ficava sem reação. Era como se o mundo todo desaparecesse e só existisse ele ali. Nada mais importava. Elyssa não sabia explicar porque se sentia assim ao lado dele, mas tinha certeza absoluta que jamais tinha sentido isso antes, nem mesmo com Leandro.

Algumas horas depois, Elyssa abriu os olhos e sentiu a presença de Willian ao seu lado na cama em que estava. Percebeu que não era um sonho. Virou-se para olhar para ele e notou que ele a estava observando enquanto dormia.

— Não sei se um dia vou me acostumar coma ideia de que você não é um sonho. Você não imagina como é bom acordar ao seu lado.

— E você não imagina como é bom te olhar enquanto você dorme. Você fica tão linda.

— Agora você só pode estar brincando. — Elyssa riu, constrangida.

— Não, não estou brincando. Você é linda sim.

— Você exagera.

— Não é exagero, você é perfeita para mim.

Elyssa abraçou Willian e ficou em silêncio por alguns minutos.

— Eu terminei com o Matheus. — Disse finalmente, quebrando o silêncio, sem olhar para o rosto de Willian.

— Por que? Perguntou ele após mais um momento de silêncio.

— Porque eu não gosto dele e não acho justo continuar fazendo isso com ele.

— Entendo. E qual foi a reação dele?

— Ele ficou mal. Mas isso vai passar. Ele e a família estão se mudando, então acho que ele logo me esquece. É melhor para ele.

— E para você?

— Também. É melhor para todos nós. Para você também.

— Por que para mim também?

— Porque ficarei só com você a partir de agora.

— Elyssa, você sabe que eu não posso dizer o mesmo para você. Não posso fazer o mesmo que você. Então se você terminou com ele esperando que...

— Shhh — Elyssa colocou o dedo sobre a boca de Willian pedindo para que ele ficasse quieto.

— Eu sei disso. Não fiz isso esperando que você fizesse o mesmo. Eu entendo sua situação. Eu só fiz porque achei que deveria fazer. Eu não tinha nada que me prendia ao Matheus. Nunca senti nada por ele e você sabe disso.

— Tudo bem então. Mas sabe que eu até fiquei feliz com isso?

— Ficou?

— Sim, é bom ter você só para mim agora.

— Sim, apenas para você. Eu esperava mesmo que você ficasse feliz.

Willian beijou Elyssa, fazendo com que ela perdesse a reação novamente. Ficaram na casa por mais alguns minutos e então ele a levou embora.

Elyssa chegou em casa sorrindo, demonstrando o quanto estava feliz. Isso fez com que sua mãe questionasse seu comportamento assim que ela passou pela porta.

— Fiquei sabendo que você terminou com Matheus? — disse Clara em um tom de voz repreensivo.

— Sim, nós terminamos. Como sabe disso?

— Ele acabou de sair daqui.

— O que ele veio fazer aqui?

— Veio te procurar. Ele estava muito triste. Senti pena e então resolvi conversar com ele. Ele me contou tudo o que aconteceu. Elyssa, acho que uma briguinha assim como essa que tiveram não é motivo para o fim do namoro. Você deveria dar uma chance a ele. Ele gosta tanto de você.

— Mas eu não gosto dele mãe.

— Mesmo? Você parecia tão feliz ao lado dele. Por que só agora decidiu terminar então?

— Porque só agora tive coragem. Eu não quero mais falar sobre isso mãe. Foi melhor assim, eu fiz o que deveria fazer.

— Você é quem sabe. Eu acho que você deveria pensar mellhor.

— Não preciso pensar. Já decidi.

— Quem é ele?

— Ele quem mãe?

— Ele. O garoto pelo qual você trocou Matheus.

— Quem disse que há outro garoto? De onde tirou essa ideia ridicula?

— O Matheus disse que acha que você tem outra pessoa. E agora pelo seu comportamento, acho que ele estava certo.

— Vocês dois estão malucos. Não há ninguém. Eu só não queria mais namorar o Matheus. Apenas isso, dona Clara.

— Tudo bem Elyssa, mas pode baixar seu tom de voz, ou você esqueceu que eu sou sua mãe?

— Desculpa mãe. Eu vou para o meu quarto.

Elyssa esqueceu de Matheus naquela noite mas não conseguiu parar de pensar em Willian. Ele estava cada vez mais tomando conta dela. Era algo incontrolável e tudo o que ela sabia até então é que não poderia mais ficar sem ele. O que a mais pertubava era o fato de não entender porque Fernanda não parecia mais ser um problema para eles. Elyssa não sentia mais ciúmes dela, apenas não achava necessário que Willian terminasse seu namoro. Ela só queria Willian ao seu lado. Com ele, nada mais importava.

No dia seguinte, Elyssa foi para o colégio preocupada com como seria encontrar Matheus depois do que havia acontecido. Ela sabia que ele havia ficado arrasado, mas tinha esperanças de que passasse em alguns dias. Afinal, ela superou Leandro, então por que Matheus não superaria o fim do namoro sendo tão mais forte?

Elyssa não viu Matheus ao chegar no colégio. O procurou no intervalo e não o encontrou. Flávia, Rodrigo e Leo também não o encontraram e Matheus não atendeu quando Leo tentou ligar.

— Ele deve estar apenas triste e resolveu não vir hoje. Com certeza amanhã ele volta. — Disse Rodrigo à Elyssa, quando estavam saindo do colégio.

— Ou ele já deve ter pedido transferência, afinal eles irão se mudar, não é? — Indagou Flávia que ia para casa ao lado de Rodrigo e Elyssa.

— Não, parece que eles só se mudarão daqui uns 2 meses, ele não pediu transferência ainda, tenho certeza. — Disse Elyssa, discordando dos amigos.

— Vai ver ele só perdeu a hora. Não entendo porque você está tão preocupada assim. — Falou Rodrigo.

— Eu também não sei o que está me preocupando. — Refletiu Elyssa.

— Leo disse que iria passar na casa dele mais tarde. Você pode ligar para ele depois e perguntar como está o Matheus. — Disse Flávia tentando reconfortar a amiga.- Agora, vamos ao shopping comigo? Preciso comprar umas coisas para minha mãe.

— Vamos sim, eu combinei de encontrar a Fernanda lá.

— Fernanda? — Flávia franziu a testa. — Você está muito amiguinha dela ultimamente.

— Isso é ciúmes? — Elyssa riu.

— Não, mas em todo lugar que você vai ela também vai.

— Deixa de ser assim Flávia, ela é legal, você só precisa conhecê-la melhor, afinal você só a viu uma vez. Hoje é uma boa oportunidade para fazer isso.

— Tá bom. Eu faço isso por você.

— Vamos também Rodrigo? — Disse Elyssa lembrando-se que o primo ainda estava com elas. — Pode chamar Manuela.

— Acho que não é uma boa ideia. — Respondeu Rodrigo.

— O que? Ir ao shopping com várias meninas não é uma boa ideia? — Brincou Flávia.

— Não, chamar Manuela para ir junto não é uma boa ideia.

— E por que não? — Perguntou Elyssa. — Ela não é sua namorada?

— Não mais. Terminamos há uma semana.

— E por que não nos contou?

— Achei que não tinha importância.

— Como sempre, você e seus casinhos sem importância. É uma pena, eu gostava da Manu.

— Mas eu não. Agora chega desse assunto. — Disse Rodrigo. — Eu vou ao shopping com vocês.

— Então vamos. — Se animou Flávia.

Passar a tarde com os amigos, distraiu Elyssa da preocupação com Matheus. Mas novamente não a impediu de pensar em Willian, apesar de estar ao lado de Fernanda, que não parava de falar sobre ele. Elyssa até gostava disso.

— Elyssa — chamou Fernanda quando estavam na fila do cinema esperando para comprar ingressos — vamos até aquela loja de sapatos comigo? Eu preciso olhar o preço de um sapato que eu vi quando passamos por lá.

— Claro. Flávia, vamos também? — Convidou Elyssa.

— Não — interrompeu Fernanda — é melhor ela ficar aqui na fila com o Rodrigo. Nós não iremos demorar.

— Tudo bem — concordou Elyssa, percebendo que Fernanda na verdade só queria se afastar de Flávia por alguns instantes.

Flávia olhou para Elyssa com um olhar de reprovação, como alguém que queria impedir a amiga de sair dali. Flávia deixava cada vez mais claro sua antipatia por Fernanda, que por sua vez, não fazia questão de demonstrar o menor afeto pela amiga de Elyssa.

— Sua amiga é um pouco ciumenta em relação a você não é? — Questionou Fernanda quando já estavam longe da fila do cinema.

— Não. Um pouco talvez. Mas isso é normal, nada demais. — Disse Elyssa.

— Entendo. — Fernanda ficou em silêncio por um momento e deu várias voltas pelo shopping, enquanto Elyssa a acompanhava sem entender o motivo de estarem tão caladas, até chegarem à porta de uma pequena farmácia que ficava na parte inferior do shopping

— Não iriamos até aquela loja de sapatos? Por que estamos aqui em frente a essa farmácia? — Perguntou Elyssa enquanto Fernanda entrava no estabelecimento.

— Não. Eu só disse aquilo para tirar você de lá sem ter que explicar nada. Preciso comprar uma coisa e ninguém pode saber o que é. Apenas você. — Disse Fernanda abaixando o tom de voz conforme pronunciava cada palavra.

— O que você precisa comprar em segredo?

— Você vai ver. Espere aqui que eu já volto, não precisa entrar comigo.

— Tudo bem.

Fernanda demorou alguns minutos conversando com o farmacêutico e depois saiu guardando uma embalagem em sua bolsa, que Elyssa não conseguiu identificar o que era. Seria mais alguns de seus remédios para o tal tratamento de transtorno bipolar que Willian comentara? Elyssa não tinha certeza. Mas de repente, toda a história que Willian contara estava passando novamente pela cabeça de Elyssa.

-Vamos até o banheiro comigo? — Chamou Fernanda, seguindo em direção ao corredor que levava até o banheiro do shopping.

— Claro. — Concordou Elyssa, curiosa para saber o que a amiga guardava na bolsa.

Ao chegarem no banheiro, Fernanda colocou sua bolsa sobre a pia e retirou o pacote que pegara na farmácia.

— Elyssa, você tem que prometer que não vai contar a ninguém sobre isso. — Fernanda levantou uma caixa rosa e mostrou a Elyssa, que no mesmo instante ficou sem reação ao ver o teste de gravidez na mão da garota.

— Você está achando que você... — Elyssa falou após alguns minutos de choque.

— Sim, eu acho que sim.

— Do Willian? — A voz de Elyssa ainda era de espanto.

— Claro que é do Willian. De quem mais seria? — Fernanda parecia nervosa, mas riu da pergunta de Elyssa.

— Há quanto tempo você desconfia disso?

— Há pouco mais de 4 semanas. Desde que minha menstruação atrasou. Nunca antes havia atrasado tanto assim.

— Mas ás vezes acontece. Talvez seja só um período, sei lá.

— Ah, Elyssa, até parece que você não entende dessas coisas. Nós mulheres sentimos.

— Mas ás vezes nos enganamos.

— Ás vezes você é engraçada Elyssa. Eu hein? Que cara é essa? Você parece mais nervosa que eu. Bom, isso não importa. Eu vou fazer esse teste logo. Já volto. — Fernanda deixou Elyssa sozinha.

— Você sabe que esses testes podem estar errados. Nem sempre funcionam. — Disse Elyssa em voz alta, enquanto Fernanda se afastava.

— Eu li algo na internet e vi que geralmente esses testes têm uma boa precisão nos resultados. — Respondeu Fernanda.

— Internet? Se você confia, tudo bem. — Devolveu Elyssa.

Elyssa não estava acreditando no que estava acontecendo. Se Fernanda estivesse mesmo grávida, seu romance com Willian com certeza iria ter que acabar. Um filho muda completamente a vida de um casal. Sem contar dos problemas emocionais e depressivos que Fernanda tinha. Aquilo poderia afetar a gravidez? Ela teria uma gravidez de risco? Muitas perguntas invadiram a mente de Elyssa. Pegou o celular em sua bolsa e começou a discar o número de Willian. Pensou melhor e desligou antes de ouvir o primeiro tom de chamada. O que ela iria falar a ele agora? E se Fernanda ouvisse? O que ela diria à garota.

Uma lágrima rolou do rosto de Elyssa e ela sentiu vontade de sair correndo dali. Mas não podia deixar Fernanda que estava confiando um segredo a ela agora. Não havia o que fazer a não ser esperar que o resultado fosse negativo. Talvez Fernanda tivesse se precipitado. Afinal, Willian sempre dissera que tomava todos os cuidados possíveis para que isso não acontecesse. Ele não iria perder o controle da situação agora, ou iria? Teria Fernanda sido capaz de planejar isso?

— Tá tudo bem aí Fer? — Gritou Elyssa se aproximando da porta do banheiro em que Fernanda estava.

— Sim. Eu ainda não tive coragem de fazer. Estou com medo Elyssa.

— Medo do que?

— Eu não quero estar grávida. O que eu vou fazer com um filho agora? Eu não tenho condições para isso. E o que Willian vai pensar? Será que ele vai gostar?

— Por que ele não iria?

— Não sei. Mas nós dois somos novos demais para assumir essa responsabilidade.

— Acho que você deveria fazer logo esse teste e só depois pensar nisso. É rápido,não é? Em alguns minutos você já saberá o resultado. — Disse Elyssa, de certa forma aliviada por saber que Fernanda não planejou aquilo.

— Tem razão. Olha só, vai indo até o cinema que eu te encontro lá. Se não Flávia vai acabar achando que nós não iremos voltar.

— Tem certeza? — Elyssa perguntou, mesmo querendo realmente sair dali.

— Tenho, vá logo. eu já encontro vocês lá e depois te conto o resultado.

— Tudo bem então. Vê se não demora. E independente do que acontecer, tenta ficar tranquila.

— Eu estou tranquila — Fernanda tentou ser convincente, mas Elyssa percebeu.

Elyssa se afastou da porta e foi em direção a saída do banheiro. Resolveu então esperar por Fernanda. Se o resultado fosse positivo, com certeza Fernanda não iria gostar de ficar sozinha.

A garota demorou mais uns 15 minutos para sair. Quando finalmente saiu, Elyssa olhou diretamente em seus olhos esperando por uma resposta.

Fernanda ainda parecia nervosa.

— E então Fer? Qual foi o resultado? Você está ou não gravida de Willian?