Traição

4 Capitulo 4


Notas iniciais
Boa leitura.

– Casey! O que aconteceu? levantou da cama puxando a lençol para se cobrir desesperada. O que você está fazendo aqui? Por que eu estou sem roupas? Não sabia o que pensar e as lagrimas começavam a brotar em seus olhos.

– Como o que aconteceu? Sentou na cama. Maura você sabe o que aconteceu, e na hora não pensamos em nada, mas agora o que vamos fazer com a Jane?

– Jane? Andava de um lado para o outro. Parecia estar perdida.

– É Maura. A Jane... olha o que aconteceu ontem foi legal, mas eu amo a Jane. se levantou e foi vestindo as roupas. Acho melhor esquecermos que isso aconteceu. Vocês são amigas, e eu amo a Jane vamos deixar isso como está.

– Eu não sei do que você esta falando Casey, não me lembro de nada. A ultima coisa que lembro é entrar no carro com você.

– Maura... Serio que você vai começar com essa conversinha? perguntou sem dar importância para a resposta. Se você acha que isso vai mudar o que aconteceu, eu sinto muito, mas te garanto que para a Jane não vai fazer diferença você lembrar ou não. Saiu deixando a loira sozinha chorando, jogada no chão em desespero.

[***]

Maura estava no necrotério, mas sua cabeça estava longe não entendia o que aconteceu entre ela e Casey, porque não conseguia se lembrar de nada? O que faria agora? Como poderia encarar a amiga de novo sabendo do que fizera ou achava que tinha feito. Como explicaria para Jane o que aconteceu se nem ela sabia o que tinha acontecido. Estava perdida em seus pensamentos e não viu Frankie entrar e lhe perguntar se ela já tinha novidades, foi tirada de seus pensamentos com o barulho das palmas de Frankie numa tentativa de chamar a atenção da loira.

– Ei! Maura você esta ai?

– Sim claro me desculpe Frankie pode falar. olhou para ele tentando disfarçar o choro que já estava nítido em seus olhos.

– Está tudo bem Dra. Isles? Parece que andou chorando. Perguntou preocupado.

– Tive uns problemas pessoais, não precisa se preocupar. Mas você não veio até aqui para isso, o que deseja Frankie?

– Na verdade vim até aqui saber se você descobriu mais alguma coisa sobre nosso amigo aqui. Apontou o corpo na mesa de autopsia.

– Não infelizmente. Colocou a mão sobre a cabeça e fez uma cara de dor. Frankie você poderia me fazer um favor? Diga a Cavanaugh que preciso resolver umas coisas e por isso vou me ausentar um pouco.

– Eu aviso. Se aproximou de Maura e segurou em seu braço. Tem certeza que está bem Maura? Você parece um pouco abatida e com certeza andou chorando. Olha Jane não iria gostar de saber que você teve problemas e nós não a ajudamos então se precisar eu estou aqui.

– Obrigada Frankie, mas eu estou bem. Foi até seu escritório e Frankie se retirou entendendo que a loira queria ficar sozinha.

Maura jogou-se na cadeira e se permitiu chorar, estava perdida e estava quase ficando louca, precisava de respostas... o que de verdade havia acontecido noite passada? E por que não se lembrava de nada. Será que Casey e ela realmente tinham feito algo? Ela precisa descobrir o mais rápido possível.
Maura chamou Susie e pediu que a ajudasse a fazer um exame de estupro, queria saber se havia realmente tido relações com Casey, obvio que não comentou nada com a criminalista, disse que achava que havia sido vitima de um golpe, mas precisava de provas e que contava com a descrição de Susie naquele caso para não a expor diante de todos. Susie se prontificou a ajudá-la e garantiu que o assunto não sairia dali, entendia a situação de Maura e imagina como estava sendo difícil para ela pedir ajuda ainda mais sobre algo tão delicado e intimo.
Fizeram os testes e para tristeza de Maura foi confirmado que ela havia tido relações sexuais com alguém nas ultimas 24 horas. A loira só chorava, e Susie não sabia o que fazer para acalmá-la, tentou conversar saber o que realmente tinha acontecido com a médica, porque ela tinha a desconfiança do estupro que havia sido confirmado. E Maura disse que não lembrava que não se lembrava de absolutamente nada. Susie então achou melhor fazer um exame toxicológico em na loira já que tudo indicava que ela tinha sido drogada. Passaram o dia esperando os resultados do exame toxicológico e nada, a loira foi para casa descansar.
Aquele tinha sido o pior dia da sua vida como iria explicar a Jane o que tinha acontecido com Casey, e pior como contaria para a morena se exame comprovasse que Casey a drogou e depois a estuprou. Nada daquilo ajudaria Jane nunca a perdoaria ela amava Casey. Maura estava derrotada, se sentia esgotada não havia conseguido se alimentar direito não conseguia dormir, estava andando pela casa de pijama esperando não sabia o que, a verdade é que estava com medo com tanto medo que se sentia dominada. Ouviu a porta e foi atender era Frankie de novo.

– Oi Maura me desculpe aparecer essa hora é que passei na casa de hospedes e não encontrei a ma, por acaso ela esta ai? Parecia sem graça em incomodar.

– Não Frankie, a Ângela esta com Cavanaugh e acho que vai dormir na casa dele hoje.

– E você esta melhor? Perguntou como se já soubesse a resposta.

Maura pensou em mentir, mas não adiantaria qualquer poderia ver que ela não estava bem. Não! Na verdade eu estou pior Frankie. Começou a chorar de novo. Frankie se aproximou para abraçá-la, mas foi impedido pela loira. Não eu estou bem. Ao mesmo tempo em que empurrou Frankie perdeu as forças nas pernas e teria caído se o Rizzoli não estivesse perto o suficiente para ampará-la e pega-la no colo.

– Maura você definitivamente não está bem. a pegou nos braços e foi seguindo em direção ao quarto da loira. Você precisa descansar o que aconteceu com você? Colocou-a na cama e a cobriu.

– Já estou melhor, obrigado Frankie. Tentou desconversar.

– Não, Maura, não esta melhor eu estou vendo em você que algo esta errado. Afirmou preocupado. Eu sei que não sou a Jane, mas você sabe como ela é e sabe que ela vai me matar se souber que você não esta bem e nós não fizemos nada para te ajudar. se sentou de frente para a loira.

– A Jane nunca vai me perdoar. Colocou as mãos sobre o rosto cobrindo as lagrimas.

– Calma Maura. Afastou a mãos da loira mostrando o rosto abatido e molhado das lagrimas, segurou na mão da loira apertado, querendo passar confiança, e com a outra mão afastou os cabelos do rosto e a fez o encarar. Eu não sei o que aconteceu, mas você precisa ficar calma, você é a melhor amiga dela e ela te ama. Vai dar tudo certo. Fez carinho nos cabelos da loira. Assustou-se e deu um pulo da cama quando ouviu a voz transtornada de Jane.