Traiçoeiro

1 No Meu Caminho.


Notas iniciais
Depois de um ano Art e Camila voltam ao Brasil e trazem de volta fantasmas que os assombraram no passado.

16 de Junho de 2015, Midwood High School — NY.

Art sentado na larga janela que o separa do grande centro de Nova York, onde havia sido seu lar no último ano, estava a pensar no que tinha deixado para trás há alguns meses atrás: sua namorada, sua escola, sua família, seus amigos, no seu melhor amigo. Pensara o quão seria difícil voltar ao Brasil depois do ocorrido, se sentia um fraco toda vez toda vez que lembrara do motivo pelo qual o fez tomar a decisão de estudar o seu último ano em Nova York.

Logo depois Camila adentra em seu quarto sem bater e toda sorridente o avisa: “Chegou a hora, chegou a nossa hora, vamos nos despedir de todos, que o táxi está a nossa espera”. Art a olha com uma expressão triste e preocupada e ela pergunta “Eu sei que é difícil deixar tudo o que a gente conquistou aqui, mas a gente tem que ter esperanças que a NYFA vai nos aceitar, é tudo o que a gente sempre sonhou, não é?”, Art se levantou a olhou nos olhos e segurou sua mão respondendo, “quem deras fosse só isso. Você sabe o meu verdadeiro medo, da gente não ser aceito de volta pelos nossos amigos, o último ano foi muito difícil para todos e eu não consigo imaginar como será a reação de cada um. Estou com medo das coisas que nós deixamos para trás tenham mudado muito. Tenho medo de saber mais me encaixar naquele círculo... no que a gente deixou para trás. Você sabe que tudo mudou depois da mo” nesse momento Camila o interrompe e diz “Não precisamos falar disso agora, você que se eles forem realmente nossos amigos eles irão nos aceitar, e mais nós podemos reerguer nosso clube de teatro e quem sabe conseguir mais um ano. Eu sei o quanto foi difícil o último ano e sei que nosso clube não andava bem mas ainda podemos garantir alguns meses para ele, certo?”, “mas e o que aconteceu aqui? você sabe...” disse ele preocupado, “você que a gente pode superar o que aconteceu aqui, você sabe. O que aconteceu aqui foi incrível para nós dois, mas a gente tem uma vida no Brasil, uma outra vida" respondeu a garota, "eu não quero levar uma vida paralela, ser uma pessoa aqui e outra la, eu sou ator mas não tanto assim!", disse ele tentando agurmetar, "então a gente pode superar... eu te amo tanto meu amor, você é o meu melhor amigo da vida toda. Olha quanta coisa a gente conquistou junto, olha ao teu redor, olha so o que o nosso trabalho conquistou e o que eu quero mais do que tudo nessa vida é voltar pro Brasil, reencontrar o meu namorado, os meus amigos e a minha escola. E quem sabe a gente pode trazê-los para morar aqui com a gente? já pensou eu me casando com ele e vindo morar aqui em Nova York? você vai ver vai ser tudo como antes, é só a gente sincronizar nossas vida e deixar que o destino tome conta, agora vamos que o Brasil nos espera!!". Depois de encher o peito, amarrou seu casaco na cintura olhou com olhar de pena para Art, sorriu e deu meia volta rumo à porta. Antes de se levantar e deixar o quarto que guardara a maioria das suas histórias no último ano, Art, olhou tudo ao seu redor e por último olhou pela janela e uma última lágrima nova iorquina escorreu pelo seu rosto e disse "esse é o problema: nada vai ser como antes e o destino as vezes pode ser traiçoeiro". Depois pegou suas malas e as empurrou corredor a fora se despedindo de seus amigos que também estavam arrumando malas, se despedindo e deixando seus quartos.

No Brasil, na escola do segundo grau de artes Gonçalves Magalhães, Rebecca corria entre os alunos nos corredores esbarrando em todos à procura de Luca. Até que o avistara vasculhando seu armário e quando se surpreendera com uma garota baixinha loura, marcada por sempre está com seu rabo de cavalo. "Eles estão vindo!!", disse ela, "Eles vão chegar, e eu nem acredito!" ofegante encosta suas costas no armário ao lado, "Ela me disse, tô muito feliz por ela está chegando, imagina um ano fora, fico com medo de ela não ser mais a Camila que eu conheci e me apaixonei", disse ele com um mistura de preocupação e excitação. "Se você tá assim imagina eu, mais do que qualquer pessoa sabe do que aconteceu aqui comigo e estou disposta deixar tudo isso pra trás e ficar com o Art, e eu espero que você não conte nada a ele. Deixa que eu conto!". Seguiram andando os dois lado a lado e dizia ele "e espero que você conte mesmo, e você pode contar com a minha discrição. E também espero que você não o decepcione e você o quanto eu gosto dele e não vou perdoar se você fizer ele sofrer". Com cara de preocupada e com seus livros nos seus braços toma a frente de Carlos, que sempre fora um pouco mais alto, o que chamara bastante a atenção das meninas por seus belos olhos claros e suas tatuagens, disse a ele com o olhar voltado para cima "Foi um deslize, fraqueza e você... você sabe mais do que ninguém aqui você sabe como é difícil manter um relacionamento à distância, eu só vou esperar ele se adaptar aqui e se familiarizar com os últimos acontecidos, é só questão de tempo então por favor, eu te pecço, não fica me julgando como seu eu fosse a pior pessoas do mundo, porque eu sei que você também comete erros" chateada, ele dera as costas a Carlos e saiu pelo corredor.

Luca via ela desaparecer entre os alunos no corredor quando na mesma direção vinha Marina, uma garota que se destacava pelos seus cabelos longos, pretos e ondulados, sem contar seus olhos marcados pelos seus cílios grandes e sempre pintados, era sempre antenada à moda e tinha um blog, o qual era conhecido pela escola toda. Com as mãos na cintura e um expressão indignada falara "O que deu nela?", Carlos respondera, "Ela tá só chateada e preocupada", "com a chegada do Art? ela deveria está muito feliz, depois de mais de um ano que ele se fora então acho que tava errado aí esse sentimento" disse ela. "Você sabe, estamos todos apreensivos porque mesmo eles dizendo que não, nós sabemos um dos motivos de eles nos deixarem" disse ele reflexivo, "e depois disso tudo até eu iria... Agora deixa-me ir porque tenho que atualizar algumas coisas antes das aulas" disse a morena abraçando e beijando-o.

Apressada entrou no SAC da escola, na qual conseguira um estágio, sentara e olhara para a porta onde tinha uma garota alta e nunca tinha a visto na escola e calculara que ela era novata. "pois não?" disse marina. A garota alta dos cabelos médios, chamada Melissa, olhos azuis e com um casaquinho feito à mão e com um arco de tecido na cabeça dissera "oi, eu sou novata aqui e queria saber como faço para entrar no clube de teatro", ela se sentou e olhou com os olhos brilhando. Marina com uma cara constrangida olhou para a garota e disse "Olha eu não sei se você tá sabendo mas o clube deixou de ter aulas há um pouco mais de um ano, devido à falta de professor e pelo o que aconteceu nós alunos nos reunimos e procuramos estudar um pouco mais sobre, nada oficial, mas é o que temos", Melissa que estava animada com sua nova escola, ficara um pouco decepcionada com o que ouvira. Marina lhe estendeu uma ficha e dissera "nossas reuniões são às segundas, quartas e sextas depois das aulas", preenchendo já a ficha, Melissa dissera "como fui transferida agora, acho que não poderei frequentar agora as reuniões porque eu tenho que fazer as provas finais antes das férias e eu tenho que me esforçar para manter minha bolsa...", a blogueira, com um sorriso no rosto responde "olha tudo bem, não vamos nos precipitar, nosso missão é mais compartilhar experiências através do teatro e ficaremos felizes em recebê-la no seu tempo". Ao terminar de falar, logo foi surpreendida por Carlos, também do grupo de teatro, um garoto de altura mediana, louro, que também de destacava por sua beleza. "Oi coisa linda, hoje tem reunião?" disse ele, elas olharam em direção à porta, e Carlos logo chamara a atenção de Melissa que ficara corada quando ele olhara de volta, virou-se em direção a Maria que respondera "Vai ter sim Carlinhos, inclusive avisa à todos, ta bem?", enquanto ela falava ele fazia gestos que dava a entender que ele estivera interessado em saber quem era aquela moça. "tudo bem, aviso sim!" disse saindo do da porta olhando em direção à Melissa. "Pois bem dona melissa, foi um prazer conhecê-la. Espero você nas reuniões e espero que você goste" disse Marina, "Obrigado, muito obrigado. Espero me adaptar a isso tudo, vim duma escola humilde onde não tem esse luxo todo então..." disse a moça ressaltando suas origens humildes e Marina com toda sua bondade respondeu a ela "você pode contar com a gente pra tudo, e qualquer coisa você pode falar comigo, tudo bem?", a moça tímida respondera "obrigado, obrigado mesmo, espero não precisar de ajuda mas eu sei com que contar... Agora deixa-me ir porque atrasar no primeiro dia não é nada legal", entregando sua ficha, recolhendo suas coisas e saindo da sala.

Ao sair apressada pelos corredores, e não sabendo onde ficara sua sala, ela esbarrara com Erick, um garoto de estatura mediana poucos centímetros mais baixo que ela e com o cabelo pra cima, que quando vira as folhas da garota se espalhar pelo corredor, fora logo pedindo desculpas e juntando as coisas que caíram no chão. Por um momento parou e ficou olhando o quanto aquela garota era bonita. "Você não vai me ajudar não? faz essa bagunça e não me ajuda?" disse ela, "Epa!! quem veio apressada e louca pelo corredor foi você!! Foi você que tava no meu caminho, talvez se tivesse olhado por onde anda quem sabe isso não teria acontecido" dissera Erick. Já em pé, ela olhara pra ele furiosa, "Será que como pedidos de desculpas SEU, você poderia me dizer onde fica a sala 11?" disse a morena "só se você me disser seu nome!" disse ele com um sorriso sarcástico o rosto. "Rum" bufou melissa e seguindo em frente no corredor. Parando alguns metros depois virou-se e disse a ele "Então eu perco a primeira aula" com cara de debochada continuo andando e procurando sua sala.

Cansada de procurar e não achar a sala 11, ela avistara um garoto baixo no bebedouro e fora falar com ele. "Oi, desculpa, eu sou Melissa e novata aqui e eu tô meio, meio não tô totalmente perdida aqui e eu to precisando muito de ajuda" disse ela, "ah, quem não fica no primeiro dia... no que eu posso ajudar você?" disse Henrique, um garoto de 15 anos de cabelos curtos e ondulados. "eu queria saber onde fica a sala 11... Será que você pode me ajudar?" melissa encontrara naquele garoto sua última esperança, "claro... olha daqui a dois corretores laterais você dobra à esquerda e é a primeira sala!" disse ele com a maio paciência do mundo". Ela agradeceu a ele e seguiu a procurar sua sala.

Henrique era uma garoto calmo, ex aluno do renomado clube de teatro, que infelizmente se acabara no último ano. Desde então, o menino não achara nada o que lhe interessara na escola desde o traumático encerramento do clube. Perdeu a alegria de viver, não só pelo fim, mas pelo o que ocasionou o fim. Era um dos melhores amigos de Art e sentira uma falta enorme do amigo quando se fora e estava ansioso para a sua volta no dia seguinte.

Do Brasil para a pista de pouso em Nova York, Art olhava pensativo para fora do avião. Camila percebera e puxou seu queixo de maneira que ela pudesse olhá-lo nos olhos. "Ei meu amor, a gente deveria ta animado, não tristezinhos. A gente tá voltando pro brasil, pra nossa terra com nossos amigos, nossas famílias, ein?" disse ela tentando consolá-lo. Ele cabisbaixo respondeu "Eu sei, eu também tô assim porque estamos deixando essa cidade incrível e tudo o que a gente viveu". Ela sorriu para ele e respondeu "Eu sei, foram momentos inesquecíveis, mas pensa nossas cartas foram encaminhadas e em setembro a gente ta aqui de volta, esbanjando beleza e riqueza... vem cá vem!" disse ela puxando ele para um abraço.

De volta ao Brasil, ao fim da aula Marina antes de ir para a reunião do clube passou no estacionamento para falar com seu namorado. Ele, que já estava na faculdade, estava esperando-a encostado no seu carro e com as mãos nos bolsos. Juan é um rapaz muito rico, bonito, sempre com as melhores roupas e com o cabelo recheado de gel, e não esconde as coisas que tem de todos, o que deixa Marina um pouco chateada. Ele não mede esforços para ajudar o máximo possível sua namorada, que, por ter uma família muito humilde, se orgulha de tudo o que conquistou sozinha, o seu blog e todas as consequências do seu trabalho, tudo, tudo ela conquistou com seu esforço e dedicação. Chegando lá ela dera um beijo e um abraço nele. "Oi querido, você ta aqui há muito tempo? tive que vim aqui muito rápido já vou voltar porque tem gente nova no clube" disse ela abaixando seus óculos de sol que estava a sua cabeça, "não, não, acabei de chegar. Mas de novo? vai deixar de almoçar com seu namorado lindo e maravilhoso pra ficar com esse clubezinho?" disse ele com expressão indignada, já ela por sua vez dissera "de novo sim, você sabe o meu esforço pra tentar reerguer e conseguir verba para que possamos fazer o clube acontecer de novo!", "Você sabe que uma ligação minha você tem o seu clubinho assim né... num piscar de olhos" disse ele om um sorriso presunçoso no rosto. "nem pensar, já conversamos sobre isso, eu e o Luca estamos trabalhando muito para que a ESCOLA faça isso, em nome de tudo o que aconteceu ano passado" disse ela repreendendo-o. "Olha tá bom meu amorzinho, vem ca" disse ele puxando-a pela cintura, "Eu adoro quando você fica bravinha assim" disse ele distribuindo beijos no pescoço de Marina "não farei nada, até você disser que eu posso fazer" completou o rapaz. "Acho bom, espero mesmo. Agora deixa eu te dar um beijo e ir porque já estou atrasada, você me espera? por favorzinho?" disse olhando para ele com cara triste até que ele dissesse que iria esperá-la. Beijou-a e a deixou ir.

Luca estava sentado em na cadeira em frente a todos. Estavam na sala com ele, Carlos, Rebeca, Henrique e a recém chegada Marina. Luca sempre se inspirara em um dos seus professores, Cristopher, que segundo ele o melhor professor de teatro de todos, e pai de henrique. Ele sempre fora um garoto com espírito de líder, não ligava muito para a sua popularidade e sempre gostava de ajudar a todos. Tem um relacionamento com Camila e sempre a apoiou em tudo o que ela quis fazer. Tem um grande sonho que é ativar o clube de teatro da sua escola e esperar conseguir isso antes da sua formatura no final do ano.

Como sempre atrasada, Melissa olha as placas em cima das portas à procura da sala improvisada de teatro, até que avista Erick vindo em sua direção com um sorriso presunçoso, "Olha só quem está perdida de novo" disse ele, "Ah não você de novo não" falou ela batendo o pé e olhando ele com cara de deboche. "Meu nome é erick, para a sua melhor informação" disse ele sorrindo enquanto ela seguia em frente ignorando totalmente ele.

Alguns metros depois Carlos, a pedido de Marina, ficara na porta para que pudesse acolher Melissa, e logo avistou-a. "Olá moça" disse ele sorridente "Seja bem-vinda". Sorridente e corada, de novo, Melissa que era muito tímida, só retribuiu o sorriso e entrou. Marina ao vê-la, correu em sua direção, a abraçou de lado e caminhou com ela até onde o resto do clube estava e a apresentou. "Gente, essa aqui é a Melissa, e ela é novata a escola e também fará parte do clube. Já expliquei pra ela toda nossa situação e espero que ela aceite ficar conosco apesar de tudo". Cada um deles cumprimentou a garota, incluindo Carlos, e disseram a ela que o principal objetivo ali era conseguir uma autorização e um bom professor pra reerguer o clube de teatro.

No fim de da reunião, Rebecca, a garota mais popular da escola, pediu a atenção de todos e se pronunciou: "Olha gente, os meninos chegam hoje ao Rio e mais tarde chegam por aqui, que tal a gente se reunir e ir recepcioná-los no aeroporto?" propôs ela. "Tipo faixas, cadernos para autógrafos, uma banda?" disse Carlos, "Claro que não né cabeçudo." disse a loura "Nós podemos só esperá-los, né? estamos morrendo de saudades a final". "Acho uma ótima ideia" disse Marina apressada juntando suas coisas e colocado na bolsa, "olha, vocês resolvam aí me avisem o horário que eu vou sim, agora tenho que ir. Inclusive seja bem-vinda querida" dando um beijo na cabeça de Melissa, "e tchau a todos, beijos", disse correndo ao encontro de Juan. "Se não for muito incômodo, eu posso saber quem são esses meninos?" perguntou Melissa, "São dois debochadinhos aí que só porque estão estudando em Nova York estão cheios de não-me-toques" disse ele rindo. "Para rídiculo" disse Rebeca "São Art e a Camila, eles estudavam aqui ano passado, é meu namorado e do Luca... digo ele é meu namorado e ela do Luca. Não é por nada não mas ele é o melhor ator que o clube já formou, eles são na verdade, e não é a toa que eles estão aonde estão". Melissa curiosa completa "e o que eles vem fazer aqui?", Luca faz questão de respondê-la, "Como o calendário dos Estados Unidos é diferente do daqui, eles já se formaram e eles vão voltar apenas pras férias, até que chegue a carta de admissão da faculdade aí eles voltam", "ah entendi", disse ela, "Já que eles são tão bons assim espero que eles possam nos ajudar né? e me dar dicas para seguir meu sonho... que inclusive tô atrasada para o almoço. Tenho que ir, beijo!" disse ela apressada recolhendo suas coisas.

Chegando no Rio de Janeiro, Art e Camila estavam muito emocionados com sua chegada no Brasil, e quando avistaram suas famílias com plaquinhas escritas seus nomes correram para abraça-las. Depois de muita euforia e conversa, eles não teriam muito tempo na capital e escolheram pegar outro avião para voltar para casa. Art é um garoto que sempre quis e pensava no bem de todos, era muito dedicado e talentoso, com altura mediana ele possuíra cabelos lisos sempre arrumados e fazia questão de se vestir bem. Camila sempre tivera o que queria, apesar de todos os privilégios, fazia questão de trabalhar duro para se bancar nos Estados Unidos, era querida por todos. Poucos centímetro maior que Art e com cabelos castanhos e mexas louras, Camila se destacava pelo seu rosto tão bonito, e é claro que ela possuía um grande talento. Os dois sempre sonhavam juntos em estudar fora, aprimorar seus conhecimentos e ganhar mais oportunidades de viver do teatro

De volta ao colégio, Melissa quase enfiara a cara em sua bolsa para procurar seu dinheiro e poder pegar o ônibus. Avistara seu ônibus e se desesperava ainda mais porque não o encontrava e achara que o tinha perdido. Toda atrapalha, quanto mais procurava mais dava pequenos passos em direção à rua e mais seus ônibus se aproximava. Estava tão próximo a rua que pisara em falso na calçada e caíra na rua. Com suas coisas espalhadas pelo chão, seu pé com muita dor e seu ônibus chegando cada vez mais perto la se vira desesperada sentada na beira da rua. O motorista percebera que ela estava no seu caminho e tentara frear com todas as suas forças, mas era tarde demais... ele já tinha passado por cima da bolsa da garota e de todos os seus livros, enquanto ela tinha sido carregada por Erick pra calçada. Ela estava muito assustada com a velocidade que o menino a pegara e salvara sua vida. O motorista desceu do ônibus e ajudou, juntou suas coisas e a entregara para Erick que apoiou os braços dela em seus ombros e a carregou até à sua casa do outro lado da rua, motivo pelo qual chegou tão rápido. Depois de se recuperar, ele se ofereceu para levá-la de bicicleta ate a sua casa. Ele era de origem humilde, também era bolsista desde o início do ano e sempre sonhou em estudar naquele colégio, tocava bateria muito bem, motivo pelo qual foi aceito no colégio, no qual fazia parte da banda. Ao chegar no seu destino final, ele a levou até a porta e ela disse "obrigado por estar no meu caminho hoje e me desculpa por ter sido grossa hoje, de longe não foi um dos melhores dias", "todo mundo tem seus dias de cão, tudo bem. Agora tenho que ir senão a velha cai em cima, tchau" disse ele virando-se e indo em direção ao pequeno portão de ferro que unia os muros baixos da casa de Melissa. E ela? ela o olhava da porta com um sorriso no rosto e pensando que até que o dia não foi tão ruim. E ele? lembrara que não sabia o nome daquela garota que ele implicou o dia inteiro e no final salvou sua vida. Quado resolveu se virar e perguntar, ela já tinha fechado a porta. Sorridente para o caminho de casa, ele estava ansioso para encontrá-la e finalmente saber seu nome.

Depois de alguns posts no seu blog e muuuuitas horas de esperas de Jean, Marina estava pronta e desceu as escadas rapidamente se despedindo de todos. Mais uma vez, Jean a esperava encostado no seu carro. "E ai, como estou?" disse ela com os braços no alto e dando uma volta, "o que achou?" deu mais uma volta, desequilibrou-se e caiu na gargalhada. Jean a olhou dos pés à cabeça e disse "Você vai assim? Precisa disso tudo pra receber duas pessoas no aeroporto?", com expressão indignada ela disse, "Qual o problema?", "o problema é essa calcinha jeans que você chama de short" disse ele pegando seu casaco e colocando em volta da cintura da garota. "Meu bem, pra sua opnião eu uso o que eu quiser pra ir aonde eu quiser, e quero ver você me proibir disso" relutou ela. "Se você for assim, a gente não vai. Não vou querer ver marmanjo olha pra tuas pernas." disse ele, "Ótimo, você fica ai eu eu pego um táxi.. inclusive lá vem um. TÁXI!! TÁXI!!" respondeu ela no mesmo tempo que entrava apressada no táxi e dando beijinhos com a mão para Jean.

Marina, Rebeca, Luca e Carlos estavam sentados no saguão à espera de Art e Camila. Quando o avião pousava, Art desativou o modo avião e chegara várias mensagens de 'Cadê você' e ele respondeu a mensagem de Rebecca: 'No meu caminho'. Um pouco antes de entrar no saguão, Camila puxa Art pelo braço e disse "você confia em mim, não confia?", ele abriu um sorriso contido e respondeu a ela "eu confio sim", ela pegou as mãos dele e disse " vai dá tudo certo, não se culpa pelo o que aconteceu no passado, o que passou passou...". Ele puxou ela para um abraço e a respondeu "Obrigado, e me perdoa por ser tão perssimista. Eu prometo que darei o me melhor a partir de agora... vamos lá e vamos reerguer esse clube!" disse ele sorrindo e segurando a mão de camila em direção a seus amigos.

Poucos antes de chegar até eles, os dois foram avistados por Carlos que disse "olha só se não são as patricinhas de Nova Yok" abrindo um sorriso e abrindo os braços para abraçá-los. Art respondera "como sempre engraçado ne Carlinhos", esquivando-se com Camila por baixo dos braços do rapaz. Camila largou as malas e pulou em cima de Luca que se desequilibrou mas a abraçou de volta dando voltas pelo saguão da forma mais apaixonada possível. Art parou em frente a Rebeca a olhou e sorriu dizendo "oi, que saudades de você sua anã!", ela sorriu balançando a cabeça, "E eu de você oh Empire State" e depois disso o abraçou envolvendo seu pescoço, o que a fez se esticar um pouco. Ele retribuiu o abraço com muita força e distribuiu vários beijos na sua bochecha.

Depois dos primeiros abraços, Art cumprimentou Marina com um abraço apertado e balançando-a de um lado para o outro. Camila se direcionou à Rebeca com pequenos gritinhos entre as duas e vários pulos. "Ai que saudades eu tava de você" disse a Camila, "e eu tava morrendo de vontade de te ver, a gente tem tanta coisa pra conversar" disse a loura. Ainda abraçada de lado com Rebeca, Camila acolheu com seu outro braço Carlos que abraçou as duas muito forte. Luca deu pequenos passos em direção a Art e disse "será que eu posso ganhar um abraço desses, Sir?", ao ouvir isso, ele dera um sorriso sincero e se esticou para abraçá-lo, "Claro que pode Sir, vem cá!", "Sentimos muito a sua falta... eu senti." falando abafado devido o abraço. Durante isso lembrara como Art o incentivava a seguir e ser o líder e ficou muito feliz de tê-lo de volta, pelo menos por alguns meses.

Em círculo, art perguntava "e o Henrique? por que não veio?", alguns se olharam e Luca respondeu, "Ele anda muito estanho de uns meses pra cá, com a dissolução o clube nós nos afastamos muito, não só ele mas todos nós", Marina se pronunciou, "Desde aquela noite, ele nunca mais foi o mesmo. E com as coisas novas que aconteceram esse ano, a gente se dispersou muito". Carlos por sua vez disse, "Nunca mais nós fomos os mesmos, mas serviu pra gente encontrar novos rumos e novos objetivos para lutar". Segurando a mão de Camila e Art, Rebeca completou, "Mas, agora que vocês estão aqui, acredito eu que a gente pode voltar a ser como era antes e que a gente pode abrir e conseguir um espaço para o clube de teatro". Por fim todos com um sorriso no rosto e cheios de esperanças se abraçaram e riram. "Muita Merda pra gente esse ano!" disse Camila, e todos caíram na gargalhada.

Depois das boas vindas, seguiram para a casa de Art onde ficaram a noite toda conversando e querendo saber cada vez mais de Nova York. Rebeca estava muito feliz por ter Art de volta, ela sentiu que finalmente podia se redimir do que acontecera no passado. Rebeca estava cada vez mais animada por saber que Luca continuava sendo aquele rapaz por quem ela se apaixonara e tinha planos cada vez maiores com ele. Luca se emocionara por ter as duas pessoas que ele mais amava junto à ele. Marina olhava para cada um que tava ali com nostalgia e não sabia disfarçar. Já Carlos, como sempre fazendo piadas, mas no fundo estava feliz com todos reunidos ao seu redor de novo.

Notas finais
Espero que perdoem os erros ortográficos e a falta de dominação da narrativa e não desistam da minha história. Muitos segredos anda virão à tona.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.