Traga-me Para A Vida
37 Capítulo 36
Notas iniciais
Ahahahahaha... para compensar o atraso do último capítulo. Posto este com antecedência. É uma forma de me desculpar pelo ocorrido com todas vocês minhas amigas!
Tem algo novo e eu espero que gostem. Tenho que avisar que está chegando o fim dessa aventura. Acredito que só mais alguns capítulo serão necessários.
Espero que o que está escrito aqui agrade a maioria. Mas se isso não acontecer, por favor, quero que me digam. Quero saber o que esperam.
Então, agora... Boa Leitura!
Beijos,
Fênix
Já passavam das duas horas da madrugada quando finalmente Raghe conseguiu abrir as portas do mausoléu no Morvain Cemitery.
O túmulo tinha uma estátua de tamanho real ao lado das portas duplas de entrada e nela Lisa estava segurando um microfone, cantando alegremente. A escultura foi feita em mármore branco por um renomado escultor italiano e havia sido instalada a menos de uma semana. Fato que provocava nova peregrinação ao túmulo da estrela.
– Não é mais fácil queimar o corpo e pronto? Nunca vou entender esse negócio que os humanos têm com cemitério. – Disse Raghe mal humorado.
– Ah, por favor... isso tem haver com religião e tradição. – Butch tentou explicar, mas o vampiro fez um gesto com a mão de quê não queria ouvir.
– Você só está falando isso, porque ainda não abrimos o caixão... esperr para ver o que tem lá dentro.
– Chega! – Falou V. irritado – Sai da frente Raghe, até parece uma mulherzinha assustada. Eu faço isso.
Vishous escancarou as portas e entrou. As paredes eram brancas, também revestidas em mármore e no meio do enorme salão o luxuoso caixão encontrava-se dentro de uma espécie de invólucro adornado com cifras musicais. Atrás uma foto enorme preenchia a parede. Uma foto tirada no show do “Madison Square Gardem”. Lisa tinha a mesma postura da escultura de mármore da entrada. Tudo era muito impressionante. Uma lápide majestosa exibia a seguinte frase:
Você foi intensa e verdadeira. Uma amiga querida e solidária, mas também foi à criança que precisava ser protegida. Você trouxe mais que alegria e esperança a nossa vida... e agora só sobraram lembranças.
Amaremos-te eternamente.
Anne e Nick
– Uau... é lindo, apesar de ser um túmulo.
– Raghe?!! – Butch desprendeu um olhar feio e desgostoso. Não era hora de brincadeiras.
– O quê? Estou falando sério. Olhe essa frase – ele se virou para Vishous e prosseguiu – Eles devem sentir muita falta dela... eu me lembro de Anne, ela parecia ser bem legal.
– Sim... – respondeu V. – Ela deve estar sofrendo... ela era leal e apesar de eu ter batido de frente com esse tal de Nick tenho que admitir que ele fazia de tudo para manter Lisa segura.
– Vocês estão falando com se Lisa estivesse dentro desse caixão. – Butch estorou – E então V.? Vai abrir ou quer que eu abra essa merda pra você? Por Deus isso está se tornando uma tortura, francamente.
Sem mais demora eles se posicionaram ao redor do invólucro e levantaram a pesada tampa. Colocaram no chão com cuidado e... foi à vez do caixão.
Sem falar nada, começaram a soltar as tarraxas que prendiam as laterais. Quando a última foi solta por Raghe, V. não hesitou e levantou a tampa, imediatamente seus joelhos falharam. Ele não desabou no chão porque o tira agiu rápido segurando-o pela cintura.
– Jesus Cristo... – a voz de Vishous era um murmúrio baixo e angustiado – Ela está... minha Lisa... está viva.
O corpo de uma mulher caucasiana e arruivada, de aproximadamente quarenta anos jazia imóvel e seguindo o curso natural da morte: apodrecendo. Ela não se parecia em nada com Lisa Hendrix.
– Graças a Deus – Raghe falou mais alto do que esperava, ele se curvou sobre V. e o puxou para um abraço de urso, dando-lhe alguns tapas nas costas que ressoaram no mausoléu – Ah... meu Irmão, nós vamos achá-la. Nada vais nos impedir agora.
A alegria de Raghe cativou e envolveu a todos e pela primeira vez em sessenta dias... Vishous sorriu. A esperança havia retornado.
Lisa estava deitada na cama de Paul, no quarto dele. Tinha algemas em seus pulsos e nos tornozelos as correntes que limitavam suas passadas. Não conseguia dormir estava abalada demais com a constatação do amor doentio que o redutor sentia por ela.
Ele estava sendo sincero quanto aos seus sentimentos e ter lhe dito que se arrependia da escolha de ter se tornado um morto-vivo tinha mexido interiormente com Lisa. Ela não gostava de enganar e mentir para ninguém. Mas não podia negar que sentia-se extasiada pelo que tinha acontecido a Évora. Paul não comentou, mas não era preciso. Agora ela sabia tudo o que ele pensava mesmo antes de dizer. Paul virara um livro aberto e Lisa podia ler suas páginas a qualquer momento. Era só se concentrar e a mágica acontecia.
Não conseguindo dormir ela sentiu a presença de Hosana e chamou por ela.
– Hosana?
Na primeira tentativa não obteve resposta.
– Hosana, sei que você está aqui. Apareça, preciso falar com você.
O fantasma da pequena menininha surgiu aos pés da cama.
– Oi.
– O que você quer? Eu já disse que tenho medo de vir aqui. – A voz fina e infantil estava embargada pelo choro.
– Está tudo bem – Lisa tentou tranquilizá-la – Évora está presa... no porão. Não precisa ter medo.
O espectro deu um passo à frente e depois outro, sentando-se na cama.
– As coisas estão ruins – Hosana parecia que ia chorar – As sombras estão agitadas.
– Sombras? Que sombras?
Ela não respondeu. Apesar de quase transparente dava para notar que seu corpo tremia.
– Hosana, você pode confiar em mim – Lisa levantou os braços mostrando as algemas – Se eu pudesse, eu lhe abraçaria agora... acho que você ia gostar de um abraço.
A menininha caiu em choro profundo, escondendo o rosto com as pequenas mãos.
– Eu t-tenho... tanto m-medo.
– Ah minha criança... eu sinto tanto. Venha – mais uma vez ela levantou os braços e sorriu carinhosamente – Venha até aqui, eu não posso abrir meus braços, mas se você passar por baixo das algemas, será como um abraço, não é mesmo? Só que um abraço diferente.
Hosana correu para os braços de Lisa e apesar de senti-la fria, quando seu corpo entrou em contato com o de Lisa ela se tornou sólida. Abraçou-a fortemente e continuou chorando.
– Shhh... está tudo bem. Évora está presa e Paul saiu. Só eu e você estamos em casa.
– Mas as sombras estão do lado de fora... e parecem bravas.
– Que sombras? Onde elas ficam?
– Não é sempre que eu consigo vê-las e às vezes acho que elas não me vêem. Sabe, elas ficam rondando a marcação.
– Que marcação? – Lisa franziu a testa – Não estou entendo, querida.
– Quando Évora nos matou, ela enterrou nossos corpos de um jeito que o feitiço criou um escudo... não sei explicar direito, mas sei que são os pontos cardeais. É como uma linha, eu não posso sair e as sombras... acho que não podem entrar ou então, estão procurando a entrada. Não sei... elas me dão medo... elas são monstruosas... parecem que saíram do inferno.
O tom de pavor ao descrever as sombras era nítido e Hosana encontrava-se encolhida com a cabeça debruçada contra o peito de Lisa.
– O que você acabou de dizer... elas parecem do inferno, por quê?
– Ás vezes eu sinto como se elas estivessem procurando por mim. Algumas lembram pessoas... deformadas, outras... não tem forma alguma, apenas uma massa. Essas é que me dão mais medo, são pavorosas.
Jesus... Será possível? Não, claro que não!
A cabeça de Lisa deu um nó. Seus pensamentos estavam em desordem, simplesmente não conseguia se concentrar. Mas se houvesse uma única chance de estar certa? E se realmente as sombras estivessem procurando por alguém? E se esse alguém fosse ela? E qual seria o motivo da procura?
– Você ficou pálida. É o bebê? Está passando mal?
O som da porta principal da casa se abrindo foi o aviso que Hosana precisava para sumir. Paul estava retornando das rondas com a Sociedade Redutora.
Ouviu quando ele abriu a porta do quarto, porém Lisa fingiu dormir e logo ele se retirou. Com o click da fechadura ela pôde retornar aos seus devaneios.
Havia alguma lógica nas suas cogitações? Talvez sim, mas ela tinha medo de alimentar tais suposições, parecia loucura demais... Um pequeno sorriso tristonho surgiu em seu rosto.
A vida dela era uma loucura. Quem em sã consciência acreditaria que ela era uma feiticeira e que estava grávida de um vampiro? Quem acreditaria que ela era filha de um demônio.
– Pai. – Ela chamou sem se dar conta do ato e de seu abandono.
No escuro vale sombrio e angustiante, totalmente queimado por incêndios que ocorriam um após o outro, almas caminhavam sem saber para onde ir tentando fugir das labaredas monstruosas e sanguinárias que se levantavam do chão de cinzas mortas, enquanto outras gritavam em profundo desespero.
Uma caverna abria-se magnificamente ao fundo logo após um rio. As almas não tinham permissão de sequer subir na ponte rochosa que se estendia poderosa em cima das águas tempestivas e com corredeiras vorazes.
Do outro lado da ponte, a paisagem muda. A vegetação é rica, colorida... um paraíso tropical. O aroma das belas hortênsias azuis, roxas e rosadas se espalhava por todos os cantos e claro, aniquilava o cheiro de queimado e podridão da margem do vale escuro.
Guardas montavam vigia na entrada da caverna dia e noite. Quatro pares de cada lado. Um pequeno exército de dezesseis criaturas mortíferas e amaldiçoadas.
– Eu simplesmente não sei onde ela está meu Senhor. Eu falei novamente com alguns anjos caídos e eles me confirmaram que ela não foi para a Luz.
– Maldição. Temos que encontrá-la, não importa o quanto isso vai me custar. Tenho que ir atrás dela.
A voz era poderosa, austera, carregada de ódio e desumanidade. O nefasto estava sentado em seu enorme trono feito de pedra e coberto com peles de animais. Possuía cabelos negros que lhe caíam no rosto e chegavam até os ombros. Em seu corpo a força física era moldada na visão de músculos poderosos que saltavam aos olhos. A imagem era temível e nenhum humano na face da Terra não tremeria ou deixaria de ser curvar perante aquele homem.
– Não meu Senhor. Eu lhe imploro. Deixe que eu cuide de tudo... eu ainda não esqueci como o Senhor foi punido da última vez. Não quero que Lúcifer...
– Silêncio Adamo. Quem decide o quê e quando por aqui sou eu. Já errei uma vez, não permitirei que outro erro seja cometido.
– Évora é esperta, meu Senhor. Ela conseguiu matar dois de nossos melhores homens e agora se escondeu novamente.
– Ela pode ser esperta, mas você foi incompetente. Sendo assim, acho que não tenho escolha. Sou obrigado a resolver essa porra pessoalmente.
– Mas meu Senhor...
– Já está decidido Adamo. – Ladrou ferozmente fazendo vibrar as paredes rochosas – Vou atrás da pequena feiticeira.
– Ela está com os vampiros e também com ele.
– Os vampiros não me preocupam, quanto a ele... talvez, enfim nós travemos nossa guerra particular ou...
Pai... A voz de Lisa explodiu sobre as cabeças dos dois com desespero, com abandono.
– Você ouviu isso? – perguntou surpreso, levantando-se de seu trono com os olhos arregalados o Rei dos exércitos de Satanás – Ouviu Adamo?
– S-sim. Sua menina... ela está clamando pelo Senhor. Finalmente.
O servo fiel se jogou ao chão, caindo ajoelhado aos pés de seu magnânimo mestre enquanto lágrimas pesadas de emoção rolavam por sua face.
– As Sombras estão procurando. – disse ele tentando se recompor – Logo a encontraremos meu Senhor.
– Não importa. A hora é chegada. Já que você não foi capaz de encontrar Évora, eu irei atrás de Julia. E irei agora mesmo. Chame Legassa e mande-a avisar sobre nossa visita.
– Mas...
– Nem mais um palavra Adamo, eu estou ordenando. Faça agora, se quiser continuar respirando.
– Claro – respondeu temerosamente e saiu correndo a procura da mensageira.
Na sala de jantar da Irmandade a primeira refeição estava sendo servida. Todos os presentes a mesa com exceção de Gaya, até Julia juntou-se aos Irmãos, suas shellans e mais três jovens Guerreiros que ela não conhecia. Havia esperança no ar e apesar de ser a hora da refeição, as hipóteses e sugestões de onde começar a procurar por Lisa soavam a cada minuto.
Vishous também apareceu para comer. A primeira vez, depois da morte, ou melhor, seqüestro de Lisa.
– Por onde devemos começar? – perguntou Phury
– Que tal refazendo todos os caminhos que percorremos na noite em que encontramos Vishous? – sugeriu Raghe.
– É uma boa idéia, vamos fazer uma varredura minuciosa para assegurar que não deixamos passar nada – disse Z.
– É estranho eu não conseguir ver o local. – Julia começou falando baixinho, insegura – Consigo ver algumas coisas com tantos detalhes, O quarto, alguns objetos... mas nunca o lugar como um todo.
– É só uma questão de tempo. – Mary segurou a mão de Julia que estava sentada ao seu lado na mesa, apoiando-a e lançando-lhe um sorriso acolhedor – Nós sabemos que logo você verá onde Lisa está presa. Confiamos em você.
– Sim, é verdade. Confiamos em você – acrescentou a Rainha dando apoio irrestrito.
– Acho que é algum tipo de feitiço poderoso. Évora é poderosa, assustadoramente poderosa.
Um pequeno nevoeiro cintilou e apareceu aos pés da grande escadaria que levava aos quartos e ao escritório do Rei no segundo andar. Uma agitação tomou conta do local, enquanto uma aparição surgia demoradamente sobre os olhares de todos.
Como estavam ceando os Guerreiros não portavam armas. Nunca houve tal preocupação, afinal o complexo da Irmandade é blindado, no sentido bíblico da palavra. Nada podia passar por seus altos muros e portões.
A figura foi se formando. Primeiro um portal... abrindo-se, atrás das pesadas e torneadas portas de ferro, queimava o incandescente fogo do inferno. A claridade vermelha preencheu a sala de jantar e pelas portas surgiu uma fêmea de cabelos compridos, asas ogras e imperfeitas e muito pouca roupa. Nas mãos segurava fortemente dois machados. Ela era imponente, seu corpo parecia esculpido a mão. Nada de imperfeições... o que denunciava o que ela era eram dois pequenos chifres que saíam do alto de sua testa.
Imediatamente Lassiter se levantou e se colocou a frente de todos, principalmente de Wrath. Seu semblante estava transtornado, seus olhos estreitos expressavam repulsa e um ódio sobrenatural. Ele começou a brilhar sutilmente.
– Meu nome é Legassa e eu venho em paz.
Suas palavras foram pronunciadas com uma frieza e calma gutural.
– Você não é bem vinda. – rebateu o anjo sem demora.
– Não estou aqui para falar com você. Você não é nada! – seu tom continuava passivo, sem demonstrar qualquer sentimento – Procuro pelo Rei dos vampiros. É a ele que tenho que me dirigir.
– Estou aqui. – Rosnou Wrath levantando-se da cabeceira da mesa.
Imediatamente Legassa soltou os machados ao chão e curvando-se concedeu uma importante reverência. Tal gesto mostrava que ela realmente vinha em caráter de paz.
– Wrath, filho de Wrath – pronunciou em alto e bom tom – Meu Mestre e Senhor, pede encarecidamente que o receba brevemente dentro de sua casa e desde já pede desculpas pelo modo abrupto deste pedido. Ele reconhece que não é correto invadir sua residência. Porém é um assunto de extrema importância. Ele também pede se for possível, para conhecer Vishous.
– Vejo que pelo menos seu Senhor é sensato. Realmente não gosto que invadam a minha residência. – apesar de enxergar muito mal e estar usando óculos escuros, o olhar do Rei intimidou Legassa e ela baixou a cabeça – Quem é o seu senhor?
– Eligor, Rei dos Exércitos Demoníacos.
O pai de Lisa. A situação está começando a ficar interessante! Pensou Wrath, porém antes que pudesse responder Lassiter balbuciou lentamente tentando conter sua fúria.
– Não acredito que deva confiar em demônios.
Legassa não disse nada, mas sorriu com escárnio para o anjo, provocando-o. Tanto ela como ele, estava no limite de sua sensatez.
– Warth, filho de Wrath meu Mestre pede que eu diga que não somos inimigos e que não há nada para temer. O assunto que o trás aqui é de extrema importância para Ele. Trata-se de Lisa Hendrix, sua valorosa e estimada filha.
Sem conseguir se conter sobre o assento de sua cadeira Vishous levanta-se e caminha em direção ao seu Rei e a Lassiter, parando ao lado dele.
Wrath consegue sentir o cheiro de sua agonia e desespero. Terra molhada depois de uma tempestade, ele sabe que V. está no limite da sua sanidade mental e também sabe que ele carrega uma arma poderosa em seu corpo. Portanto decide jogar o jogo que se apresenta. Ele não desvia o olhar e ordena:
– Diga a Eligor que ele será recebido, já que vem em paz.
– Que assim seja. Obrigado Wrath, filho de Wrath, Rei dos Vampiros. Meu Amo e Senhor já está à caminho.
Enquanto Legassa faz uma nova reverência e se afasta para o canto, para perto das paredes laterais, posicionando-se em alerta como uma verdadeira Guerreira Amazonas. O grandioso portal torna a abrir, exibindo novamente as labaredas do inferno. Numa pequena fração de segundo é possível escutar os gritos alucinados que ecoam das chamas, mas tudo parece se perder quando a figura do pai de Lisa surge perante os olhares de todos os presentes.
Ele é tão imponente, deslumbrante e solene como Wrath e carrega consigo um ar altaneiro, digno da realeza, apesar de não ter nascido dela. Seus cabelos negros caídos sobre os ombros, são exatamente iguais aos de sua filha, assim como o formato de seu queixo e mandíbula. É um belo exemplar masculino de força. Vestido com calças de couro marrom e um peitoral de cobre puro que lhe protege o peito ele adentrou a sala de jantar sem qualquer arma. Porém a sensação, apesar dele se encontrar desarmado, é a mesma sensação de quando se olha para Wrath: ele é uma ameaça mortífera, daquelas que esmagam o inimigo, daquelas que se apresenta como o seu maior pesadelo.
Educadamente Eligor se aproxima, ignorando totalmente a presença de Lassiter e em sinal de respeito curva ligeiramente a cabeça para Wrath. Depois lhe estende a mão, expressando gratidão por tê-lo recebido.
A mão do demônio fica suspensa por alguns segundos, Wrath o está analisando friamente, porém Eligor não se altera, não liga para tal fato... afinal se fosse ao contrário ele faria a mesma coisa. Pacientemente ele espera até que o Rei dos Vampiros lhe estende a mão selando a visita bizarra.
Notas finais
Agora o bicho vai pegar? No sentido profundo da frase?
Ele não tem mais paciência para lidar com tudo isso, então o que ele pretende procurando por Wrath, Julia e Vishous? E é claro tem toda a tensão entre anjos e demônios juntos no mesmo ambiente.
Um ótimo final de semana e comentem. Eu espero sempre ansiosa.
beijos,
Fênix
Fale com o autor