Notas iniciais
Olá meus amores!!!
Demorei um pouquinho para postar, né?
Me perdoem... é que eu tive uns compromissos e acabai me atrapalhando.
Mas, vamos ao que interessa.
Quem ainda não votou no nome do bebê... por favor escolha a sua opção e VOTE!
Depois da leitura desse capítulo tenho um recadinho no rodapé... então, BOA LEITURA e nos falamos lá em baixo!
bjs.
Fênix

O funeral foi digno de todas as sumptuosidades e ostentações possíveis. Ruas e avenidas da maior Metrópole do mundo, Nova York, foram fechadas para que o cortejo fúnebre seguisse seu caminho moroso e tristemente até o seu dramático final no “Morvain Cemetery”.

Os fãs se desesperaram, choraram, fizeram vigília... enfim todos os tipos de homenagens que se possa imaginar e atos inusitados foram cobertos pela imprensa sensacionalista e também pela imprensa branca. Afinal a morte de Lisa Hendrix era sinônimo de venda de revistas e jornais, fora é claro, os altos pontos alcançados nas transmissões televisivas que cobriam tudo a respeito do funeral.

Celebridades deixaram seus relatos e seus pesares por perderem uma mulher tão talentosa e com uma voz tão extraordinária. O que mais se comentava é que Lisa Hendrix agora fazia parte da maldição dos 27 anos. A famosa lista de celebridades que infelizmente morreram cedo demais, deixando milhares de fãs órfãos espalhados pelo mundo.

O tempo passava a jato, os dias corriam na velocidade da luz.

A polícia continuava a buscar os culpados pelo crime hediondo, mas apesar da grande pressão da sociedade e também da mídia ainda não tinha descoberto nada.

Na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital St. Francis a garota já tinha nome em seu prontuário. Julia Gardner, 19 anos. Essas foram às informações passadas pela polícia depois que vasculharam o quarto do hotel e encontrar os documentos. A mulher loira que reservou a suíte e pagou adiantada a permanência em dinheiro, nunca mais retornou, nem sequer para pegar seus pertences.

As informações eram mínimas e confusas. As autoridades sabiam que o documento de identidade era falso e que Julia havia desembarcado em Nova York num voo vindo da Itália. Quanto à mulher mais velha, somente um nome na ficha de entrada: Susan Listen, que não existia. Seu sumiço coincidia com o terrível dia do rapto de quatro meninas do Colégio Sagrado Coração, porém não havia nada que ligasse uma coisa à outra.

Julia Gardner havia piorado. Apesar dos exames certificarem que estava em perfeito estado, os aparelhos mostrava que estava em colapso. Toda a equipe médica espera o pior.

Continuava em coma profundo, porém até o mais leigo dos leigos em medicina ao chegar perto do leito e olhar para aquela garota que dormia, poderia afirmar que ela estava sonhando. Seus olhos mesmo fechados apresentavam uma grande movimentação.

Depois de três dias procurando a causa de tamanha comoção, a equipe médica do Dr. Manello desistiu e acomodou-se em somente avaliar e monitorar o caso.

No prontuário as anotações restringiam-se a “sem alteração”.

Tudo era escuridão, não conseguia entender como fora parar ali. Não sentia seu corpo e parecia não ter coordenação motora suficiente para sair do lugar. Às vezes era tomada por um medo dilacerante, então se agarrava às paredes e começava a caminhar... no entanto não enxergava. Não havia luz, nada para se guiar.

As vozes que ouvia chegavam distorcidas. Sua última lembrança era a notícia da morte de Lisa Hendrix. Alguém havia comentado. Naquele terrível momento ela ainda conseguia visualizar seu corpo de cima, deitado sobre uma cama hospitalar.

Deus... pensava estar presa dentro de um filme de terror. Aqueles horríveis que falam sobre experiências extracorpórea, onde você levita ou sai do seu próprio corpo, porém não fala, não se move e nem pode dizer a ninguém que está viva e lúcida.

As vozes se intensificaram. Ouvia uma discussão.

– Não quero nada. Deixe-me... estou bem.

– Bem? Sua teimosia será seu caixão. Está com febre alta e suas costas estão completamente infeccionadas. Precisa tomar o antibiótico e me deixar limpar as feridas.

– Já disse, não quero nada.

– Você quer morrer? É isso Lisa?

– Não, Évora. Eu não quero morrer. Só que quanto mais tempo eu ficar doente, acamada e invalida, mais tempo Paul ficará afastado de mim. Agora me deixe em paz e saia daqui. Não quero nada que venha de nenhum de vocês.

Ouviu nitidamente a batida de uma porta e depois um choro baixo e abafado. De onde vinha aquela conversa? Precisava continuar andando, mas para onde? Será que estava morta?

Era isso? Estava morta e por se tratar de uma feiticeira ocupava agora seu lugar no umbral. Sempre ouviu dizer que os espíritos depois de desencarnados passavam a viver conforme seus atos cometidos na Terra.

E o que tinha sido em vida? Uma garota que podia ver a morte de uma pessoa com 48 horas de antecedência e que era diagnosticada louca quando tentava avisar ou...

Então era isso... encontrava-se no purgatório e aguardava por sua sentença final. Mas... se estava onde pensava que estava como podia ouvir as vozes de Lisa e Évora? Estariam elas mortas também?

– Droga, concentre-se Julia. Você pode até estar morta, mas ainda tem um cérebro. Pensou, dizendo isso a si mesma.

E se tudo não passasse de feitiçaria? E se tudo pudesse ser resumido ao mundo malvado de Évora e sua ambição por poder?

Como uma luz que se ascende, o cérebro de Julia gritava as respostas e ela entendeu perfeitamente.

Precisava sair daquela escuridão, procurar pela luz. Naquele momento desejou ter um pouco mais de fé. Ser menos cética e rezar. Sentiu um incômodo em seu íntimo e lembrou-se de quando rezada a Deus para que não pudesse reconhecer a proximidade da morte nas pessoas que olhava. Como seu pedido não foi aceito, Julia nunca mais rezou.

Filosofar não iria tira-la daquela situação. Pensar sim!

A sua prioridade era juntar as peças do grande quebra-cabeça que estava espalhado por sua mente e... depois, depois... achar Lisa. Lógico que aquela conversa realmente existiu, fazia todo sentido.

Évora não mataria Lisa simplesmente. Não fazia seu feitio, ela era mais astuta que isso, mais meticulosa. Lisa se transformaria numa feiticeira muito poderosa e faria coisas grandiosas e Évora não desperdiçava poder.

A conclusão brilhou em seu cérebro como uma explosão. Lisa Hendrix encontrava-se presa em algum lugar e era essa certeza que moveria sua busca.

Desperte! Desperte...

Na UTI do hospital, além dos aparelhos que indicavam o colapso, a paciente começou a convulsionar fortemente.



Vishous já estava de pé e totalmente recuperado... sete dias haviam se passado desde a trágica notícia. Assim como o tempo é rápido ele também é cruel. Sentado a frente de seus computadores ele digitava concentrado em busca de informações sobre tudo e qualquer coisa que o levasse a Évora. E ele achou... achou mais que a polícia, pois conhecia parte da história ou pelo menos pistas corretas.

Graças a sua genialidade cibernética, Raghe já tinha esmiuçado o quarto do hotel onde Évora se hospedara e também descoberto que não chegara sozinha em Nova York, uma tal de Julia Gardner a acompanhava. O voo veio da Itália... mas elas saíram juntas de Praga.

As contendas com a Sociedade Redutora estavam em baixa. Na última patrulha Zsadist encontrou apenas um redutor e com métodos certeiros o vampiro conseguiu arrancar do monstro, enquanto agonizava que o número de mortos-vivos tinha diminuído drasticamente depois do incêndio da Rota 22. Dos oitenta e sete membros só dezesseis ainda respiravam.

Porém nada disso amenizava a sua dolência. V. praticamente não comia. A primeira coisa que fez quando se levantou da maldita cama do seu quarto foi tomar um porre de Goose começou na sala do Buraco enquanto fumava uma cigarrilha atrás da outra e terminou sentado na mesma poltrona onde em uma lembrança muito recente observava Lisa dançando e tirando sua roupa para ele.

Foi o que lhe havia restado. Lembranças.

Butch até tentou argumentar... mas foi inútil, ou melhor, desastroso. A discussão entre eles podia ser classificada como homérica. As últimas palavras de V. para seu melhor amigo naquela noite foram: “Me deixe em paz, não há nada que você ou qualquer dos Irmãos possa fazer por mim ”.

Depois disso as coisas começaram... não, terminaram piorando. Sobrando apenas cumprimentos diários obrigatórios e conversas mínimas e sem sentido. V. queria espaço e isolamento e Butch entendeu que lhe daria o que lhe era exigido.

Diante dos “brinquedos” cibernéticos Vishous montava um quebra-cabeça. Aqueles enormes de cinco mil peças. Para a grande maioria da população mundial resumia-se em um desafio de paciência e persistência. Para V. resumia-se em pura vingança. A cada minuto surgiam mais e mais informações sobre Évora... sua busca o tinha levado a diversas datas 1845, 1753, 1430... todos os fatos estavam ligados a morte de mulheres envolvidas com bruxaria e magia negra.

Sua obstinação era tanta que não comia, não dormia, apenas pesquisava, digitando freneticamente e com tamanha convicção que era de se esperar que a verdadeira ficha psiquiátrica de Julia surgisse a sua frente sem maior demora. Seu nome, seus problemas mentais, a morte trágica do amigo que ela foi suspeita de executar, a infância maltrapilha pelas ruas de Praga, as idas e vindas do Reformatório, as inúmeras fugas e a revelação aterradora que ela era obstinada por Lisa Hendrix deram a única fudida certeza que V. precisava para continuar vivo. Ele iria atrás da garota no Hospital St. Francis.

A porta do Buraco se abriu e Butch entrou.

– Oi.

– Oi.

O tira se dirigiu até a geladeira pegou uma Budweiser estupidamente gelada e se sentou no sofá preto, próximo à mesa de pebolim. V. ouviu os barulhos, mas não disse coisa alguma.

– Ei cara, você quer uma? – Perguntou Butch puxando assunto.

– Não. Vou continuar com a vodca.

– Ok.

Se o tira não falasse nada não haveria mais conversa e isso não estava acontecendo só com ele. Era geral. O único que forçava a conversação era Wrath e só porque ele era também o único que podia mandar em Vishous, portanto obrigava-o a responder usando sua hierarquia suprema de Rei.

Novamente Butch puxou assunto.

– Achou alguma coisa que possa nos levar ao paradeiro de Évora?

Como V. não respondeu, ele continuou.

– O que você comeu hoje?

É parecia que mais um monólogo estava começando.

– Você dormiu? Nem que por uma única maldita hora?

O silêncio era o esperado, mas Butch tinha chegado ao seu limite e deixou bem claro isso no escritório do Rei, antes de ir direto para o Buraco, depois que chegou da ronda.

– Você não vai responder?

Esperando por alguma palavra que não veio, tomou toda a cerveja de uma vez só, enquanto escutava as venezianas baixando indicando mais um amanhecer e o teclar alucinado dos dedos de Vishous. Levantou-se calmamente e então puxou os fios dos computadores da tomada. Tudo desligou. Naquele exato momento ele obteve a atenção de V.

Os olhos diamantinos vorazes e cheios de ódio viraram na sua direção no mesmo segundo que ele foi arremessado contra a parede.

– Seu filho da puta. Seu grandessíssimo filho da puta. – as mãos de V. estavam pressionando o pescoço de Butch fortemente. – O que pensa que está fazendo?

– Não me deu alternativa. – Apesar de se encontrar sufocando as palavras saíram duras e fortes.

– Não se meta comigo, entendeu? Nunca...

Já chega. – Gritou Wrath. Atrás dele Raghe, Z e Phury. – Vishous eu disse chega.

V. recuou e fez o que podia fazer, se abaixar para ligar os fios nas suas respectivas tomadas de energia. Não olhou para o Rei e muito menos para os outros Irmãos.

– Meu Irmão... – o Rei baixou o tom de voz como num lamurio triste e sombrio — Sei é difícil. Merda... pra ser bem sincero não posso sequer imaginar o que você está passando.

– Wrath, não comece. Não preciso de conselhos e não falarei sobre isso.

– Mas mesmo assim os ouvirá – A Virgem Escriba apareceu diante de todos com seu manto negro – E ouvirá de mim.

– Era só o que faltava – murmurou V. para si mesmo, enquanto a observava .

– Wrath filho de Wrath, como está?

– Estou bem e sinto-me honrado com sua presença. – O Rei curvou-se assim como todos os outros Guerreiros que se encontravam na sala em sinal de respeito. Exceto Vishous.

Antes de falar sobre o assunto principal, ela se dirigiu a Raghe.

– Raghe, filho de Tohrture o que tem a me dizer sobre a Escolhida Gaya? Tem a tratado dignamente?

– Sim, Virgem Escriba. Ela está muito bem e feliz. Eu e minha shellan cuidamos dela com apreço e agradecimento.

– Isso é o esperado e parece aceitável para mim.

Então, ela olhou direto para seu filho.

– Guerreiro, sei que está infeliz e sinto por sua perda.

Ele não respondeu. Não era porque ela se intitulava sua mãe que V. mudaria seu estado de espírito ou humor para lhe responder. Tratou-a como tratava todos nos últimos dias. Com distância e ódio.

– Venho lhe trazer a solução. Uma vida nova, onde encontrará a paz que necessita para prosseguir.

Phury olhou para Wrath pensando se o melhor a fazer não seria apenas saírem para que a Virgem e V. pudessem conversar em particular. Como lendo o pensamento de todos a divindade se antecipou.

– O que tenho a dizer é importante e crucial para a Irmandade e sobrevivência de nossa raça. Portanto não é segredo e todos podem ouvir.

Virando-se diretamente para Vishous ela mostrou-lhe o medalhão. A pesada joia em ouro com uma enorme pedra negra incrustada em seu centro. Todos sabiam o que isso significava.

– Chegou à hora de assumir seu cargo, quero que seja o Primaz. Você possui todas as qualidades necessárias e...

– Só pode estar louca? – V. praticamente não respirava, seu coração estava aos saltos, ele tentou se afastar temendo a monstruosa animosidade que lhe preenchia seu âmago.

– Cuidado Guerreiro, meça as suas palavras.

Aquilo não ia dar certo. Vishous já era imprevisível quando se encontrava estável. No meio do turbilhão que vivia, aquele momento não era o apropriado para tal exigência. Todos esperavam o pior, todos esperavam que ele se perdesse para sempre.

– Você não tem sentimentos? – perguntou transtornado. Ele mesmo respondeu – Não... e eu já sei disso a muito tempo. Se minha vida sempre foi tão ínfima para você, imaginar que a vida da mulher que eu amava e perdi significaria algum sofrimento para você é idiotice. E se tem uma coisa que eu não sou é idiota.

– Estou preocupada com a continuidade da raça, então acredito que isso já seja o suficiente para que compreenda que tenho sentimentos.

– Claro, sempre a raça em primeiro lugar, nunca seu filho. – Desdenhou cuspindo as palavras.

– Sou a criadora. O que acha que eu deveria fazer? Preocupar-me com humanos ou mestiços?

Foi a gota d’água. Não podia suportar tal pedido. Sua dor parecia um trem de carga prestes a descarrilhar arrastando tudo à sua frente.

– Não servirei ao seu propósito. – gritou furioso – Não assumirei essa responsabilidade.

– Não se esqueça de quem sou. – apesar da ameaça as palavras foram ditas dentro de um autocontrole espantoso e cruel – Sua dor um dia será amenizada e...

– Basta! – disse ele fazendo um gesto para que ela se calasse – Nada que você diga poderá mudar a minha resposta.

– Acaso pensa que eu lhe fiz uma pergunta?

Vishous congelou, estava por um fio. A loucura contida em seu íntimo, sua dor, sua perda, sua insanidade logo seriam libertados em uma explosão de fúria. Seu corpo começou a brilhar.

– Se me for permitido, gostaria de assumir esse compromisso. Com toda a minha honra e respeito.

Ceeeeerto. A explosão aconteceu, mas desta vez... partiu de Phury.



Um mês depois...

Estamos no final do verão, só mais alguns dias e o outono chegará trazendo o amarelar das folhas das árvores. No mesmo quarto, no mesmo colchão, Lisa seguia seu enegrecido caminhar. Por ter negado a ajuda de Paul e depois de Évora para o tratamento de suas chibatadas, tinha pegado uma grande infecção que lhe proporcionou febres delirantes e cortes cheios de pus. Não tomou nenhum tipo de remédio, mas comia tudo que lhe davam e bebia muita água. Não podia sequer imaginar perder seu bebê.

Todos os dias ela fazia pequenas marcas na parede para não perder a noção do tempo e agora contando os risquinhos se dava conta que já haviam se passado quarenta e quatro dias.

Passou as mãos pelos cabelos e como se sentia muito melhor, sem febre há quase uma semana, sentiu como eles estavam sujos e pegajosos. No que ela havia se transformado? O que lhe restou?

Paul abriu a porta e entrou segurando um lindo buquê de rosas vermelhas, seu sorriso era enorme e preenchia todo o seu rosto pálido. Lisa não sentiu o perfume das flores só o cheiro de talco de bebê.

– Pra você, minha querida – disse ele estendendo-lhe o ramalhete – Rosas vermelhas um sinal do meu amor e de toda a minha paixão.

– Sim.

O sarcasmo expresso nessa pequena palavra de três letras bastou para deixar Paul inquieto.

– Não acredita? Dúvida do meu amor? – as perguntas começavam a ser pronunciada casa vez mais altas – Eu me sacrifico todos os dias por você, veja como eu vivo. Preciso desempenhar um papel para mantê-la comigo e a salvo do meu superior. Você não sabe como é difícil ter que mentir para o Sr.D.

Vai começar tudo de novo, ele trouxe flores ontem, trouxe hoje... Deus. Eu estou sem febre, os ferimentos fecharam... ele vai...vai...

– Precisa tomar um banho. Vou soltar você para que tome um banho e depois...

– Eu não quero as flores. Jogue no lixo.

Lisa empurrou o buquê com os pés para longe, dando um pequeno chute. Paul tremeu.

– Quer ser novamente castigada? – ele se aproximou e colocou seu rosto tão próximo ao dela que os narizes se tocaram – Quer apanhar?

Um riso ensandecido ocupou todo o quarto. Lisa beirava a loucura.

– Porque não? Seu inútil.

O primeiro tapa marcou o rosto do lado esquerdo. Os cinco dedos ficaram estampados sobre a pele delicada.

– Mais. – exigiu ela sem lhe desviar o olhar. – Com mais força.

Quando Paul terminou ele estava coberto pelo suor, sua camisa estava molhada e sua respiração demonstrava cansaço. Ele olhou para o lindo rosto que agora se encontrava sangrando e desfigurado pelo inchaço e ficou assustado, em seus olhos uma fagulha de terror e remorso foi notada por Lisa e ela se alimentou disso.

– Você não significa nada para mim.

Ele saiu correndo, sequer levou as rosas.

Ela se encolheu e então percebeu que não se encontrava sozinha. Um vulto, um espectro, uma forma fantasmagórica estava parada em um dos cantos do quarto. Lisa se lembrou de quando viu Kathy, a vampira assassinada, enquanto descansava no quarto de Vishous.

O pequeno vulto se encolheu ficando na mesma posição de Lisa, como se estivesse com medo.

É uma criança? Uma menina?

Enquanto as indagações retumbavam no cérebro de Lisa ela fez a única coisa que poderia ser feita. Seu coração mandava e que ambas precisavam... esticou seus braços e com um gesto chamou a garotinha.

Num segundo o pequeno fantasma estava aninhado ao seu lado e parecia chorar. Lisa sentiu quando a pequenina tentou passar as mãos pelo rosto machucado, sentiu frio... mas não o tato.

– Não quero que você morra... não quero que seu bebê morra.

O corpo não existia, mas as lágrimas molharam as mãos de Lisa.



Notas finais
Recadinho: O tempo vai passar mais rápido e eu vou citar alguns acontecimentos para deixar bem claro essa relação na história. Como já fiz nesse capítulo, por exemplo: A chegada do outono.
Então fiquem atentos a isso para não perderem o fio.
Agora... quero saber a opinião de vocês. Me contem tudinho.
O que acharam de Julia? E o fantasminha?
Espero o comentário de todas com muito carinho.
Muitos beijos.
Fênix