Traga-me Para A Vida
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Vou começar dizendo que foi muito difícil escrever esse capítulo.
Fiquei extremamente dividida sobre qual caminho tomar e isso me deixou sem escrever por dois dias.
Quero que tenham em mente que eu precisei mostrar para vocês a intensidade do que é Lisa e Vishous juntos para depois poder prosseguir...
Talvez tenha ficado maçante, talvez piegas ou até... ingênuo demais! Mas eu precisei escrever profundamente sobre eles.
Sobre sentimentos.
Por favor, leiam com carinho e se não gostarem quero que me digam. Quero que todas sejam sinceras porque, afinal, eu escrevo para vocês!
E as leitoras que eu tenho... todas elas, sem exceção são maravilhosas!
bjs.
A noite estava inevitavelmente agradável. A liberdade era uma coisa maravilhosa, um êxtase prazeroso e deleitável e era isso que Lisa sentia... um deleite.
Totalmente emocionada, as lágrimas eram o que no momento expressavam a sua gratidão. As palavras não saíam e ela desabou em um choro repleto de comoção e quem se esticou ao seu encontro para seu total assombro foi Raghe, já envolto pelo roupão que Wrath ajudou-lhe a vestir.
Olhando-a com um olhar indecifrável e muito cansado ele buscou pela mão machucada e segurou-a com cuidado. Delicadamente ele passou o polegar pela ferida que o Rei tinha beijado anteriormente e depois a colocou sobre seu peito, sobre o seu coração.
– Eu sinto muito.
Droga, o choro não cessava, ela não conseguia falar e Wrath estava indeciso. Qual deles precisava mais de apoio fisicamente? Sim, porque Raghe depois das transformações ficava péssimo e Lisa, bem... Lisa só chorava e dava a impressão que desabaria ao chão a qualquer instante.
– Sabe o que acabou de fazer?
Ela balançou a cabeça afirmativamente.
– Sabe realmente o que acabou de fazer?
– Temos um acordo.
A voz dela totalmente embargada pelas lágrimas que teimavam em continuar correndo pelo seu rosto.
– Um juramento foi feito e será comprido, Raghe. Disse o Rei pacificamente.
Ele abriu um belo sorriso, aquele de cinema que só Hollywood sabia dar.
– Não estou falando sobre isso, meu Senhor.
– Então do que é que...
– Nunca mais grite fogo. Estou com gosto de cinzas na boca e minha garganta está ardendo. A não ser que fiquemos sem gás ou lenha para cozinhar na mansão. Aí estou de pleno acordo.
Lisa trocou o choro por uma mistura de riso alto e leveza. Uma tonelada de um peso angustiante finalmente tinha sido tirada de seus ombros. Ela estava feliz.
– Só você mesmo Hollywood para fazer disto um circo.
– O que posso fazer Meu Senhor, sou o máximo!
Todos estavam rindo, quando Raghe soltou a mão de Lisa e puxou-a para perto de si, abraçando-a fraternamente.
Tudo que estava ocorrendo ali era glorioso. Um momento perfeito e sublime... a não ser pelo fato de que o Escalade já estava estacionado no pátio do jardim e que Vishous tinha uma visão privilegiada do imenso abraço que envolvia todo o corpo de Lisa.
Butch se quer tinha desligado o motor, mas Vishous pulou porta a fora antes mesmo de o carro parar. A tensão era tão insuportável que Zsadist e Phury já estavam posicionados para uma eventualidade, se bem, que naquele maldito instante os três Guerreiros agradeceram a Virgem Escriba pelos ferimentos no corpo de V. Com o braço em uma tipoia e o joelho praticamente imobilizado, ele até poderia ferir Hollywood, mas dificilmente mataria o cara.
Raghe libertou-a do grande abraço de urso e colocou suas mãos sobre os ombros de Lisa.
– Será que pode me perdoar? Fui um tolo.
– Afaste-se dela Hollywood.
Wrath foi austero, categórico, tinha farejado o humor de V. e imediatamente avançou colocando-se a frente de Lisa.
– O que está acontecendo? Ela perguntou.
– Vishous. Está de volta.
– Onde?
Lisa correu seus olhos ao redor, procurando por ele e... então ela o avistou. Estava a cerca de trezentos metros. Parado, imóvel, com o braço imobilizado.
– Meu Deus, ele foi ferido.
– Ele está rosnando? Perguntou Raghe incrédulo.
– Não escuto nada. Disse Lisa.
– Sim, Raghe. E o alvo é você.
– Mas que porra, Wrath. O que ele pensa que...
– Macho vinculado! Ele viu você abraçando a fêmea dele. Agora, escutem vocês dois. Vamos andar tranquilamente até ele e quem sabe...
– Fêmea? Eu não sou fêmea de ninguém. Já disse, não há nada entre nós, pelos Deuses, o que está acontecendo aqui?
– É o seguinte Pop Star. Aquele cara grandão – Raghe apontou para Vishous – ta querendo me matar.
Raghe parecia se divertir com a situação, mas a realidade é que machos vinculados são extremamentes violentos e perigosos.
– Ah... isso é ridículo, vocês são Irmãos, lutam...
– Nunca pensei que viveria para ver Vishous desse jeito. Rosnando... ele está rosnando pra mim Wrath. Isso é muito legal.
– Porra Raghe não é hora pra piadas, caralho! O assunto é sério. Tira essa merda de sorriso do rosto e vamos ao encontro deles.
O Rei estava ensandecido com Hollywood e preocupado com o descontrole de Vishous.
– Você precisa de ajuda para andar Raghe? Estava tremendo, foi pela transformação? Sente-se bem? Perguntou Lisa
– Como é difícil explicar nossos costumes aos humanos. – Dizendo isso o Rei colocou-se no meio dos dois e falou diretamente a ela com um semblante fechado e descontente – Faça-me um favor, ande ao meu lado sem sequer olhar para Raghe, não toque e também não fale com ele. Pode fazer isso?
– Sim, como quiser. Respondeu Lisa contrariada.
O que é que esse fodido, filho da puta está fazendo de roupão abraçando Lisa? Eu vou acabar com a sua raça, com sua carinha bonita e idiota. E Wrath porque não o impede? Vai ficar parado, olhando até quando? Está claro não é? Acorde, é como o anjo disse, ela vai mudar... seus poderes ficarão cada vez mais fortes e Lisa poderá enfeitiçar multidões e isso se aplicava também aos vampiros... aos machos de sua raça. Ela é uma feiticeira, nunca se esqueça disso.
Vishous tinha um milhão de pensamentos ao mesmo tempo. Perguntas e mais perguntas que nunca seriam respondidas com racionalidade no estado em que se encontrava.
Ele precisava sair dali, mas a necessidade de espancar Hollywood era maior que tudo. Não ouvia as palavras que Phury e Z. falavam ao seu lado e esqueceu completamente que estava impossibilitado de lutar. Não sentia qualquer dor nos ferimentos e sequer se deu ao trabalho de retirar do carro a muleta que Havers havia lhe dado na clínica para que ele não forçasse o joelho.
Todo o peso dele e toda a sua ira estavam distribuídos igualmente em cima de ambas as pernas, o que consequentemente,exibia a quem estava olhando, a impecável posição de combate.
Teso, com os pés fincados no chão, rosnando, as longas presas à mostra e mortalmente pronto para atacar. Essa era a figura postada na frente de todos.
Vishous era um pesadelo em forma de macho.
O grupo se aproximava calmamente e Lisa obedeceu ao Rei, ignorando Raghe totalmente.
– Boa noite meus Irmãos – Disse o Rei – Está bem Vishous? Vejo que se feriu?
Ele não respondeu, não se mexeu, nem sequer respirava. Só mantinha o olhar fixo em Raghe, como se estivesse hipnotizado. Como um predador olhando para sua presa.
Wrath colocou-se frente ao macho quebrando o contato visual. Seus rostos quase se tocaram, sua voz saiu ácida e transformou-se em um rosnado baixo e agourento.
– Responda. a. porra. da. pergunta. e. olhe. pra. mim. enquanto. falo. com. você.
– Eu estou bem.
– Ótimo. – O rei virou-se então para os outros guerreiros – Já que todos estão bem, tomem um banho, recomponham-se e depois reunião no meu escritório. Raghe... você vem comigo.
Com Hollywood ao seu lado ele se dirigiu para as suntuosas portas de entrada da mansão e não se dignou a olhar para trás. Z., Phury e Butch aproveitaram à saída em grande estilo de Wrath e o seguiram, deixando o casal enigmático a sós.
Lisa apesar de ter escutado tudo que o Rei havia lhe explicado sobre vinculação e posse, ainda não entendia como tal “coisa” podia existir, ou melhor, será que era o caso de machos brigarem por uma fêmea? Por um simples abraço? Isso soava tão arcaico, tão rudimentar. Estamos no século XXI, ninguém mais toma conta de ninguém. Os relacionamentos tomaram outro rumo, alguns até liberais demais, não que ela fosse preconceituosa... pelo contrário, sua vida sexual sempre fora uma bagunça.
Confusa. Essa era a palavra certa, completamente confusa, mas no meio desse turbilhão ela só queria saber se ele estava bem, se estava com dor e o que poderia fazer para ajudá-lo.
– Está ferido, o que aconteceu?
Ela estendeu a mão para ampará-lo, mas antes que isso se tornasse possível, Vishous agarrou-lhe o antebraço e puxou estupidamente forçando-a a andar.
– Você vem comigo.
– Aí... está me machucando.
– E daí?
Era tanta raiva, que ele não mancou uma vez sequer. Fez todo o percurso do pátio do jardim até o Buraco, batendo ostensivamente suas botas no chão e com a respiração pesada, além é claro de manter-se agarrado ao braço de Lisa. Mas agradecia o fato de que ela tinha se vestido. Usava uma calça jeans que realçava suas curvas e uma camisa branca que contrastava com o bronzeado.
Quando chegou a sala, Butch o esperava tomando uma dose caprichada de uísque.
– Vishous...
– Agora não!
Ele foi direto para o seu quarto. Abriu a maciça porta e empurrou Lisa para dentro. Ela caiu sentada na poltrona e ele travou a porta com a mente. Algumas velas se acenderam imediatamente, enquanto Vishous tentava, todo desajeitado tirar suas roupas encharcadas com seu sangue e de seus inimigos.
– Eu te ajudo.
– Não, não me toque. Tem sangue dos meus inimigos na minha roupa e eu não quero você perto disso. Além, é claro, de que não preciso da sua ajuda. Sei me virar bem sozinho, sou um Guerreiro se ainda não percebeu.
O tom que ambos usavam para falar era antagônico, uma mistura de irritante com intolerável.
– Sabe que você tem razão, ainda não tinha notado... mas notei seu showzinho, minutos atrás.
– Showzinho, chama aquilo de show? Você não sabe de nada.
– E o que eu deveria exatamente saber V.?
Finalmente ele conseguiu se livrar da camiseta, revelando o curativo no ombro.
A preocupação dela foi nítida, já que chegou a levantar da poltrona para ir ao encontro dele, mas sua consciência fez o favor de lembrá-la que ela tinha orgulho próprio e Lisa fingiu que estava mudando de posição ao sentar-se novamente e cruzar as pernas.
– Pelo menos se vestiu. A última vez que a vi, no escritório do Rei usava apenas um roupão. Meu roupão.
Caminhou até o banheiro e se apoiou na pia enquanto tirava as botas, se não fizesse isso, imaginou que talvez seu joelho não suportasse o peso total de seu corpo.
– Você se lembra? Então deve se lembrar também que você passou por mim como se eu não existisse.
As calças dele desceram, o barulho da fivela e do cinto batendo no chão fez Lisa levantar da poltrona para poder olhar diretamente o macho no banheiro.
Caramba, o corpo de Vishous era perfeito. Seu tronco era largo e forte, imitando um triângulo. Em seu peitoral esquerdo uma cicatriz, logo abaixo um abdômen atlético, sarado. Coxas poderosas e...
Ele virou e entrou no Box, ligando o chuveiro, mergulhando na água... traseiro espetacular.
Mas que merda! Tire os olhos dele! De repente as palavras de Wrath surgiram claramente:
Depois da vinculação o macho cria uma posse. Quer proteger e cuidar. Enfim não consegue ficar afastado.
Isso sim era uma grande merda. Lisa, por mais que se esforçasse não conseguia enxergar lógica nessa tal vinculação. Porra, qual seria o próximo passo? Colocar uma coleira em torno do seu pescoço? Aquele mundo era muito diferente do seu. Ela não se encaixava e para viver ali, daquela maneira, teria que ser moldada e ela não estava disposta a perder sua identidade, por pior que fosse. E ficar sem ele? Ela estava preparada?
Droga... ela está impregnada com o perfume dele. Suas roupas e seu cabelo, tudo... tudo cheira a Raghe!
Era só isso que batia no lóbulo frontal de Vishous. Era a única informação que chegava ao seu cérebro e que Deus tivesse pena de sua alma... ele a possuiria assim que saísse daquele banho com ou sem a permissão dela. Precisava estar dentro dela, precisava sentir o seu cheiro e não o de outro macho. Aquele corpo era seu, aquela fêmea era dele. Sim... era exatamente isso que faria. Por bem ou por mal.
Minha!
Finalmente Vishous mostraria a Lisa quem é que mandava.
O chuveiro parou. V. reclamou de algo inaudivelmente. Lisa andou em sua direção e foi checar se estava tudo bem, da porta do banheiro perguntou gentilmente.
– Precisa de algo?
– Não!Gritou ele.
Ela ficou indignada pela grosseria.
– Quer saber? Cansei. Cansei das patadas, do mau humor e principalmente do seu temperamento difícil. Pra mim chega!
Ela não conseguiu dar três passos, Vishous estava materializado bem na sua frente, impedindo a passagem. Rosto impassível, olhos penetrantes. Seu corpo nu, totalmente ereto, a água escorrendo pelos seus cabelos, por seu abdômen e aquele cheiro... o odor de especiarias impregnando o quarto.
– Tire a roupa.
– Não! Ela respondeu com autoridade.
O membro dele pulsou fortemente e ele gostou disso. Lisa era durona e V. estava louco para mostrar a ela o quanto ele sabia domar uma fêmea.
– Mandei você tirar a porra da roupa. – Ele exibiu suas pressas.
– Não!
Ele deu um passo à frente e colou seu corpo no dela. Olhava-a de cima já que era bem mais alto. A ereção roçava a calça jeans. Colocou um de seus braços em torno das costas de Lisa e o outro desceu direto para a bunda dela, agarrando-a com força.
– Não me provoque fêmea. Não mandarei novamente.
Ela pensou por uma fração de segundos e... cedeu.
– Como você quiser.
Ele expressou um sorriso de altivez e soberania, enquanto se afastava, dando espaço para que ela começasse a se despir.
Surpresa... Ela nunca seria igual às fêmeas que V. usava em sua cobertura no centro da cidade. Ela já passara por muita merda em sua vida e não, definitivamente não passaria por isso. Ela era Lisa Hendrix e mostraria para aquele macho pretensioso e arrogante o quanto ela o afetava. Vamos ver quem é que sabe dominar.
– Está vinculado? – Com a pergunta ela lhe devolveu o mesmo tipo de sorriso altivo e soberano.
Como? Quem lhe disse tal coisa? Com que tinha conversado?
Ela abriu o primeiro botão da camisa e caminhou até o aparelho de som...
– Sente-se Vishous. Minha pergunta deixou você sem voz?
Não é que ele se sentou mesmo. Deixou o corpo cair sobre a poltrona pensando como diria a ela o quanto estava... O que mais tinham dito sobre um macho vinculado? Beth... só podia ter sido a Rainha...
Conectando seu MP3 ao som , ela colocou uma música para tocar, aumentando o volume. Aerosmith surgiu tocando “Crazy”.
Postando-se bem na frente dele, em pé, com as pernas ligeiramente separadas e bem fincadas no chão, Lisa começou o espetáculo. Um botão e depois outro... bem devagar, enquanto cantarolava com Steven Tyler as primeiras palavras...
http://letras.mus.br/aerosmith/871/traducao.html
Come here baby!
Venha aqui baby!
You know you drive me up the wall,
Você sabe que me deixa subindo pelas paredes,
The way make good on all the nasty tricks you pull.
Com seus joguinhos perversos.
Seems like we’re makin’up more than we’re makin’love.
Parece que estamos mais fingindo do que fazendo amor.
A música e a voz dela preenchiam o ambiente e ela movia o corpo conforme seus acordes.
– Olhe pra mim Vishous, vou lhe dar um strip... aproveite! O sorriso dela era pura malícia.
Cara, ele estava “surpreso”... por tudo. Pela coragem de confrontá-lo e pela mulher quente e deliciosa que surgira a sua frente.
A camisa branca foi baixada sensualmente pelos ombros e deslizou até os quadris, quase caindo ao chão. Mas antes que tocasse no tapete persa Lisa jogou-a na direção de V. A peça pousou sobre sua espetacular ereção e ele gemeu.
As mãos deslizaram sobre o sutiã branco que acomoda seus seios perfeitos e num balé libidinoso continuaram a descer só para proporcionar o açoite do abrir do botão da calça jeans.
Crazy, crazy, crazy for you baby.
Louco, louco, louco por você baby.
I’m losin my mind, girl
Estou perdendo a cabeça, garota
‘Cause I’m goin’ crazy.
Porque estou enlouquecendo.
Lisa movia o corpo maliciosamente como uma bela serpente, descendo até o chão, colocando-se de joelhos. Suas mãos escorregavam por todo o seu corpo e ela imaginava que na verdade eram as mãos de Vishous que percorriam o caminho obsceno e delicioso. Em seu rosto um semblante de prazer lascivo e apetitoso revelava toda a sua excitação.
O cheiro dela mudou. Ela estava entregue as sensações e fez o corpo de Vishous responder prontamente. Seu quadril começou a se mover involuntariamente e a mão do ombro que não estava baleado baixou por seu peito, sua barriga e sua virilha até chegar e capturar fortemente seu membro ereto e duro como uma tora de madeira. Ele viu quando os olhos de Lisa capturaram a visão gloriosa de seu sexo e brilharam pela ânsia de seu derramamento.
– Faça! Mostre pra mim V.
Vishous começou a trabalhar nele mesmo, masturbando-se, tentando achar o ritmo perfeito. Com a mão brilhante fechada em torno se seu pênis ele subia e descia por toda a extensão grossa e espessa.
Ainda de joelhos ela soltou o “fecho éclair” do sutiã rendado jogando-o longe, enquanto ofegava em desesperador prazer. Só que agora ela não mais serpenteava o corpo, Lisa se comportava como uma felina, uma gata no cio. Levantando-se devagar sem tirar os olhos de Vishous, ela baixou o zíper da calça jeans vagarosamente e começou a tirá-la.
Virando de costas, ela lhe proporcionou um show à parte. Ao empinar seu traseiro e baixar lentamente o jeans, Lisa revelou uma minúscula calcinha vermelha. Ele estremeceu.
Caralho, ele esperava uma calcinha branca rendada e delicada como o sutiã que Lisa tinha acabado de tirar e não aquilo.
Ela sabia. Sempre soube, tinha plena certeza de que ele a desejava ferozmente... aquele pedaço de pano era o inevitável e evidente flagrante. Ele não podia negar. Foi nocauteado.
Naquela noite, antes de seu encontro com Nick, V. se dirigiu ao quarto de Lisa e pegou coisas básicas, do dia-a-dia, mas ao abrir uma das gavetas de “lingerie” não resistiu... fixou seus olhos e quando tocou não conseguiu soltar mais a pequena peça sexy. Ele imaginou Lisa, a calcinha e suas presas afiadas, tudo junto em sua enorme cama.
Seu sonho realizado. Lá estava Lisa totalmente sensual, esplendorosa com a tentadora peça em seu corpo escultural e um sorriso vitorioso no rosto. Ela vestiu... porque sabia que era o que Vishous queria, o que esperava e o que desejava.
Inferno. Aquilo continha um prazer insuportável e V. acelerou o ritmo do seu punho forte.
Em pé, totalmente imóvel, olhar vidrado, pernas levemente separadas fincadas sobre o tapete e mãos segurando seus seios, era assim que Lisa assistia enquanto sua própria umidade se derramava entre as pernas. Ela estava pronta para recebê-lo.
V. abriu a boca conforme seu ritmo avançava, arqueando o corpo, separando as enormes coxas. Ele não tinha nenhum tipo de inibição, afinal era sua fêmea que estava ali, devorando-o com os olhos.
– Gosta do que vê Lisa? – Perguntou ele com a voz rouca.
O corpo dela tremeu. Estava fascinada por ele.
– Sim. – Pronunciou como um gemido.
– Então vou fazer isso mais rápido... mais... rápido.
Ele estava quase lá e quanto mais próximo estava sua liberação, mais Lisa pensava que não conseguiria ficar em pé, somente olhando.
Sua mão encontrou o ritmo perfeito, para cima e para baixo, da ponta do sexo até a base. Preciso... e cada vez mais urgente. Sua respiração ficou alta e ofegante, Vishous jogou a cabeça para trás erguendo o quadril, gemendo alto. Todos os músculos do seu corpo tencionaram quando jatos quentes espirraram sobre seu perfeito abdômen.
E então ele parou e os seus olhos... aqueles lindos olhos brancos com borda azul-escuro encontraram os dela.
Lisa estava embriagada. Um calor intolerável sacudia seu corpo. Ela deu um passo à frente e mais um. Curvou-se sobre Vishous como uma gata e sem pensar passou a língua sobre o líquido perolado que jazia esparramado. Quando ela levantou o rosto seus lábios brilhavam. Ele a puxou direto para sua boca, para um beijo faminto e quando sentiu seu próprio odor, o sabor de sua vinculação... adorou que estivesse ali.
Agarrando-a fortemente ele impulsionou seu corpo lançando-se ao chão com Lisa, porém teve o cuidado de se virar e absorver o impacto da queda em suas costas.
Tudo era urgente, tudo era insuportável. E ele baixou suas presas pelo corpo de Lisa arranhando-o levemente, passou pelos seios, mas não parou. Eles seriam usados depois, mais tarde, em outro delírio erótico. E sim... lá estava a peça vermelha. Quando suas mãos tocaram o pedaço de tecido, Vishous confirmou o que já sabia. Completamente encharcada. A dona daquela calcinha estava molhada, pronta, quase no ápice e tudo aquilo, todas aquelas sensações eram por causa dele.
Atordoado, suas presas chegaram à peça que foi partida ao meio. Sob seu peso o corpo de Lisa exigia o momento. Ela precisava dele. Contorcia-se em uma deliciosa agonia, foi tudo tão rápido. Quando a língua quente de Vishous tocou-lhe o sexo, ela explodiu em um orgasmo violento e insano gritando seu nome loucamente.
Não havia tempo, portanto V. não parou. Ele não hesitou tão pouco esperou, montou sobre Lisa afastando suas coxas ainda mais e entrou profundamente. Seu grande tamanho apoderando-se completamente do núcleo dela. Deus... ele ainda podia sentir as contrações do orgasmo dela ordenhando-o.
Linda, tinha os cabelos esparramados bagunçadamente em cima do tapete, o rosto ruborizado e puxava o ar pela boca. Foi com essa imagem que Vishous começou a se mover. A princípio lentamente, depois não conseguindo conter sua fome, mais rápido.
Uma onda de paixão e desespero envolveu os amantes justamente quando os quadris começaram a bater violentamente um contra o outro sem clemência. O ritmo beirava a loucura. Os sons que ela fazia, os gemidos que emitia e o cheiro de flor de laranjeira levaram Vishous ao prazer total. O gozo tomou-o abruptamente, ele urrou fazendo tremer as janelas, mas sem se preocupar que outras pessoas ouvissem. Enquanto derramava-se no interior de sua fêmea ele percebeu que Lisa o havia acompanhado.
Incrível. Extraordinariamente incrível. Quando finalmente relaxou o corpo e baixou sua cabeça ao encontro de Lisa, ela o surpreendeu mais uma vez, arranhando violentamente suas costas.
O agarre foi arrebatador, as unhas se transformaram em garras e Lisa o marcou... O marcou a ponto do sangue escorrer. Ela o envolveu apertando-o, pressionando-o contra si. Suas pernas se trançaram em torno dos quadris de Vishous. E ela começou a se mover embaixo dele, forçando V. a voltar com suas poderosas estocadas.
Quando ele se ergueu para penetrá-la ainda mais fundo, com um movimento rápido Lisa conseguiu se virar colocando-se de quatro.
– Mais – Ela gemeu enquanto se empinava audaciosamente.
Sim, ele pensou. Sim!
As mãos de Vishous pousaram naquele belo traseiro arredondado, uma de cada lado. Posicionando-se ele agarrou seu membro e o levou até a entrada úmida e brilhante. Mergulhou totalmente ereto, penetrando-a com um único movimento possessivo. Fazendo com que seu quadril impactasse com o traseiro dela. As palmas das mãos de Lisa tocavam o tapete macio, seus cabelos balançaram com o golpe, mas ela o recebeu por inteiro com um ronronar extremamente erótico.
Não houve prelúdio. Ele começou a bombear como devia, como era justo. Dentro e fora, os movimentos eram certeiros e ferozes. V. a tomou com fúria, ele era puro sexo montando-a como um animal.
Quando Lisa murmurou palavras incompreensíveis com o corpo tomado por outro orgasmo ele a seguiu. Seu membro pulsou fortemente e seu gozo derramou-se mais uma vez. A respiração ofegante dos dois dividia com a música o preencher do ambiente e antes que Vishous desabasse sobre Lisa, ele a virou aninhando-a contra o seu corpo.
Assim permaneceram por alguns minutos. Deitados lado a lado, enroscados, enamorados.
A tormenta havia passado à tempestade caído sobre o solo.
Vishous passava suas mãos pelos longos cabelos de Lisa, brincando com seus cachos espalhados pelo tapete e ela lhe acariciava o peito. Foi então que V. farejou a fome.
– Deus... você está faminta.
– Não...
– Há quanto tempo não se alimenta?
– Está tudo bem, sou de comer pouco.
– Vou até a cozinha.
Antes de se levantar ela o puxou e o olhou com severidade.
– Não vai não!
Ele soltou um breve sorriso.
– E quem vai me impedir? Você?
– Sim. Olhe pro seu joelho, não pode forçá-lo.
– Eu volto logo, prometo.
Novamente ele tentou se levantar e novamente ela o segurou.
– Eu juro por tudo que é mais sagrado, se você se levantar para andar até aquela maldita cozinha... se você ousar forçar o seu joelho, eu...
A gargalhada ecoou fortemente. Vishous escancarou um sorriso, mostrando todos os dentes e esparramou-se com os braços abertos em cima do tapete. Ele estava tão relaxado que parecia até feliz. Virou a cabeça e olhando para ela falou.
– Leelan você não entende, não é? Não conhece os meus costumes. Eu tenho que ir. Eu tenho que alimentar você.
– Ah, droga!
– O que foi?
– Pode me chamar disso mais uma vez? Por favor... é tão bonito.
– Leelan, minha linda leelan.
O rosto de Lisa transbordava uma expressão de felicidade completa. Ela sentou sobre a cintura dele, segurou o rosto de Vishous com as duas mãos, aproximou sua boca e o beijou apaixonadamente.
Não há como descrever um beijo com tal intensidade é necessário sentir.
Foi demorado e saboroso. Foi inteligente porque não existem muitas coisas a se dizer quando faltam as palavras e sobram os sentimentos. O beijo é a expressão máxima pra quem o dá, fica incrustado no coração de quem o recebe e permanece eterno na memória dos amantes que realmente o dividem.
– Eu amo você Vishous. Deus... como eu amo você.
E novamente ela aproximou suas bocas. Eles se sentiam tão bem, dividiam algo precioso... o carinho que ambos nunca conheceram em suas miseráveis vidas.
Quando separaram suas bocas, os rostos estavam iluminados e os olhos brilhavam intensamente.
– Ta...você está lindo olhando pra mim desse jeito, mas mesmo assim... você não vai até a cozinha. Por mim... peça a um dos criados que traga a comida até o seu quarto.
– O que gosta? O que quer comer?
– Qualquer coisa serve.
– Não, diga-me. Está na hora da primeira refeição e tem muita coisa pra se comer nesta casa.
– Eu adoro morangos, mas é verão, então...
– Tenho certeza que posso dar um jeito. Frango? Cordeiro?
– Frango.
– Ok, só vou pegar o telefone.
– Não se levante. Eu pego.
Assim que Lisa ficou de pé, aquilo que Vishous expeliu dentro dela escorreu por suas coxas, mas ela não se incomodou nem um pouco. Confiante e sentindo-se linda, pegou o aparelho e entregou a V. enquanto se sentava no tapete ao lado dele, tendo a certeza de que ele havia notado o líquido.
– Eu... acho que você quer tomar um banho, não é?
– Não. Não quero.
Bom, isso era muito bom! Pensou, discando o ramal da cozinha.
Tenho que cuidar dela, depois de um longo banho, ela poderia apreciar a refeição mais relaxada...
– Oi Fritz, pode trazer morangos e também frango e... chocolate? Sim, claro... obrigado, cara!
Lisa não conseguia tirar os olhos dele.
– Fritz já vai trazer.
Ela balançou a cabeça concordando.
– Não quer mesmo tomar um banho, antes da refeição?
– Mais tarde. Gosto do que tem no meu corpo. O cheiro é bom e o gosto também. Fique tranquilo.
Vishous fechou os olhos. Aquela frase o atingiu como um tiro, fazendo seu membro enrijecer imediatamente. A voz de Lisa era baixa e sensual e ela mantinha um olhar sufocante sobre ele, além é claro de um sorriso malicioso. Ela estava muito excitada.
– O que está olhando?
– Meu homem, meu macho!
– Lisa...
Vishous estava pronto para entrar nela novamente, mas se conteve porque como um bom macho vinculado preocupava-se com sua fome, com seu bem estar. Merda... como não percebeu antes? Ele tinha certeza que não comera praticamente nada depois do sequestro.
Aquilo tinha sido um sequestro e ela era prisioneira... e ele a tinha tratado com desprezo e em toda a sua fúria ele a agrediu e teria a matado se seu Rei assim determinasse.
No que ele havia se transformado? Ele se tornara extremamente indiferente, insensível e frio.
Lisa percebeu no semblante de V. que ele estava perdido em pensamentos profundos, questionamentos intensos. Ela o puxou de volta.
– Você deveria estar sentado na poltrona, seu joelho não pode ficar dobrado como está.
– Só pode estar de brincadeira comigo, depois de tudo que nós fizemos sobre esse tapete.
– É... bem, sim – Ela corou totalmente, enquanto sorria – Mas na poltrona...
– Escute aqui fêmea – Ele a tomou nos braços e beijou-a ternamente – Eu sou um Guerreiro, não preciso de mimos. Eu cuido de mim e de você.
Abraçando-o desesperadamente ela se sentiu protegida e infinitamente entristecida por ter que deixá-lo. Com que coragem ela iria embora? Ele era seu porto seguro, era tudo que um dia ela se permitiu cobiçar.
Vishous leu os pensamentos.
– Temos que conversar – Disse ele emaranhado nos cabelos dela.
Ela não o soltou, não se afastou.
– Sim, eu sei. Será que podemos fazer isso depois da refeição? Vamos somente sentar, comer e fingir que não há problemas.
– Concordo.
Como o silêncio começou a se estender, Lisa tentou cortar a tristeza.
– É melhor desligar o som. Afinal você me disse que no meu MP3 só tinha porcaria.
– Não é tão ruim assim.
– Mesmo? O que fez você mudar de idéia?
– Vamos dizer que de hoje em diante eu gosto de Aerosmith.
Batidas do lado de fora. Era Fritz com a comida. Vishous se levantou antes mesmo que Lisa pudesse assimilar e já estava vestido com uma calça de agasalho preta abrindo a porta e pegando a enorme e pesada bandeja. Trocou algumas palavras de agradecimento com o doggen e só.
Ele acomodou tudo em cima da mesa onde alguns livros estavam espalhados e desligou o som, enquanto Lisa saia do banheiro.
– Peguei uma de suas camisetas para vestir.
Cara... ele gostava disso. Dela vestida com suas roupas, mesmo que ficassem extremamente grandes.
– Pegue o que quiser... e agora sente-se, acomode-se na cama vou alimentá-la.
– Vai me alimentar?
– É um costume antigo. Se você permitir, comerá das minhas mãos.
– Devo presumir que isso tem haver com a vinculação.
– Sim. Agora sente-se, precisa comer.
Ele pegou a bandeja e levou ao encontro dela, escolhendo o melhor pedaço de frango.
– O que mais Beth lhe disse?
– Beth?
– Sobre o macho vinculado?
– Não conversei com Beth.
– Então com...
– Foi com seu Rei. Falei com Wrath.
Puta que pariu! Fodeu! A grade emocional de Vishous despencou do centésimo segundo andar do Empire State e se desintegrou no chão de Manhattan. Ele mostrou os dentes e rosnou alto, enquanto saia da cama com um salto.
– Wrath? Disse ele.
Lisa riu.
– No escritório? E... você só de roupão?
Deus... ele estava praticamente murmurando as palavras.
– Vishous me escute.
– O que ele fez? Ele tocou em você?
– Claro que não!
– Não minta pra...
– Vishous – Lisa subiu o tom de voz somente para chamar sua atenção – Acha realmente que Wrath me desrespeitaria ou pior trairia Beth?
Naquele maldito minuto V. estava lutando como um Guerreiro entre seu instinto de posse e a razão. Se perdesse a luta socaria a cara de Wrath até que virasse geléia e provavelmente seria condenado a morte.
– Ei, venha aqui – Ela deu batidinhas no colchão – Estou faminta e você disse que ia me alimentar.
Ele escutou, mas não se mexeu.
– Cinco dias! Bem... eu comi duas ou três torradas quando bebi com as shellans. Mas não sei se isso conta. Então acho que não como há cinco dias.
– Merda, não.
Dizendo isso ele foi ao encontro dela.
– Vou cuidar de você e depois que comer tudo que eu lhe der conversaremos e eu lhe explicarei sobre os costumes de minha raça.
– Está bem e eu lhe contarei sobre a conversa com seu Rei e também sobre Raghe.
Vishous se agitou novamente, mas antes que pudesse reagir ela abriu um lindo sorriso.
– Prometa que primeiro vai ouvir tudo que tenho a dizer, para depois pensar em socá-los.
– Vou tentar.
Ele finalmente pegou o primeiro pedaço de frango, foi difícil escolher, nada parecia estar à altura de Lisa.
– E também vai falar porque pegou a calcinha vermelha, entendeu V.?
Ela abriu a boca e tomou o frango das mãos dele.
– Não mesmo!
Notas finais
Podem comentar e não me poupem!
... estou apreensiva!
bj.
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