Notas iniciais
Olá queridas amigas!
Então? Como foram as comemorações para a chegada de 2013? Espero que todas tenham coisas alegres para contar e se lembrar... e nenhuma ressaca para acinzentar os pensamentos.
Eu passei muito bem junto com meu marido querido e meus filhos (modéstia a parte) lindos e maravilhosos, tomando champanhe, comendo nozes e frutas secas e acreditando que um novo tempo cheio de alegrias e realizações estava chegando.
Bem, é o que eu espero para mim, para minha família e para todas as amigas que tenho aqui!
Sim, sim... todas vocês são minha amigas e amigas muuuuuuito generosas, porque estão sempre me apoiando e me incentivando.
Por esse motivo, lá vai mais um capítulo!
Uma boa leitura...
Salve 2013!
Beijos
Fênix

A tempestade se aproximava rapidamente o sol foi completamente encoberto. Desapareceu dos céus, mergulhando a parte rural de Caldwell nas sombras, na escuridão. Tudo ficou acinzentado e os ventos tomaram proporções épicas.

Na floresta, as arvores balançavam furiosamente, os troncos sacudiam como se travassem uma luta de vida ou morte. Arqueavam de um lado para o outro, mas nunca tocavam o chão, apesar da fúria da natureza impor tal limite.

Era fim de tarde e os relâmpagos marcavam os céus como cicatrizes, iluminando tenebrosamente os campos floridos.

\"\"


– Não há nada! – Falou Ádamo ao celular irritado – Apenas um terreno vazio. É só uma porteira com uma placa... talvez seja outro lugar Mestre. Outro Rancho Montanna.


A voz soava nítida no viva-voz do escritório do Rei. Toda a Irmandade estava reunida, além é claro de Julia, Lassiter, Eligor e Legassa.

– Vá para o próximo endereço. Agora! – Ordenou o demônio furioso.

No canto mais isolado do escritório, perto da lareira Vishous estava literalmente cercado. Butch, Raghe e Z. circundavam o vampiro que após descobrir, devido as suas buscas na Internet, quatro endereços diferentes de Rancho Montanna, saiu pelas portas da mansão em plena luz do sol às quatro horas da tarde.

Seus braços apresentavam queimaduras, bolhas cobriam sua pele, porém V. se negou a tratar-se e em seu rosto mais sinais, vermelhidão, só que não chegou a queimar. Ele usava o boné dos Red Sox e Lassiter tratou de resolver o problema em menos de um segundo... do jeito que só ele poderia. Com uma poderosa chave de braço aplicada eficientemente por trás, derrubou V. ao chão tirando-lhe completamente o ar. O que fez o enorme vampiro perder a consciência e poder ser carregado para dentro da mansão sem apresentar qualquer resistência. Enquanto caía ao chão o anjo bloqueou os raios solares o máximo que pôde, usando seu corpo como escudo.

Logicamente depois desse corpo a corpo, Wrath achou melhor manter Lassiter afastado de Vishous, apesar de ter agradecido, e muito, ao anjo o fato de ter salvado a vida de seu Irmão.

O telefone voltou a tocar e novamente a voz de Ádamo foi ouvida.

O último endereço é apenas uma casa caindo aos pedaços, com um casal de idosos. Mestre... Lisa não está em nenhum...

– Volte para o rancho anterior e fique lá até receber novas ordens minhas.

Sim, Mestre. Agora mesmo.

– E Ádamo... mantenha-se escondido.

Desligando, ele virou-se para V. e afirmou convicto:

– Achamos!

– O quê? – V. ergueu as sobrancelhas.

– Ela está no rancho onde não existe nada além da porteira.

– Como pode estar lá se...

– A casa está encoberta por um poderoso feitiço que infelizmente só pode ser quebrado de dentro para fora. Nada que estiver dentro do perímetro marcado pelos sacrifícios humanos pode ser visto aos olhos de estranhos ou intrusos. Tudo desaparece. É basicamente uma ilusão de ótica.

– E isso é uma boa notícia, porra? Porque eu não acho, assim como não acho que você possa fazer alguma coisa.

– Diretamente não, é verdade. Mas posso procurar pelas almas das crianças que foram estripadas quando o feitiço foi conjurado. Se encontrarmos alguma delas...

– E como você pretende fazer isso? – grunhiu Legassa extremamente irritada – Nem fodendo permitirei que você se exponha, já assisti a esse desespero anteriormente, só que pela humana, pela mãe de Lisa e não vou deixar que arrisque sua vida...

Chega Legassa! – gritou Eligor – à última coisa que preciso agora é de seu sermão.

Ele levantou as mãos impaciente, expressando um gesto de desgosto e também um que a mandava calar a boca.

Ela saiu do canto da sala, desviando de Phury e Raghe batendo suas botas contra o chão de linóleo rudemente. Deixando bem claro que não estava disposta a ceder.

– Eu cuido de sua segurança. Eu vi o que fizeram com você da última vez! – Os olhos da guerreira brilhavam intensamente, ela falava baixo com tom de respeito, mas jamais recuaria – É um milagre que esteja vivo meu Senhor. Não deixarei que seja punido daquela maneira novamente. Se você morrer o equilíbrio será quebrado e tudo que conhecemos por “mundo” vai virar de cabeça para baixo. Se existe alguém naquele inferno que ainda se preocupa com algo é você... portanto pense em outra coisa.

– E o que devo fazer? Assistir minha filha morrer ou deixar que seja... – O demônio parou bruscamente a frase, calando-se. Ele conseguia ver as imagens no cérebro de Julia... Lisa sendo estuprada sem nenhuma piedade pelo redutor lunático que dizia que a amava e para falar a verdade a última coisa que Eligor desejava agora era revelar tal fato a Vishous. – Porra, eu não tenho opção.

– O que está feito, está feito meu Senhor! Você tem a mim, sempre foi assim e sempre será. Portanto serei eu a quebrar as regras. Ordene e eu executarei.

Ela se posicionou altiva e determinada para qualquer missão que seu Mestre e Senhor lhe enviassem. Apesar da pouca roupa que vestia seu corpo mais parecia uma armadura. Naquele momento a demônia era uma fêmea a ser admirada.

– Legassa, eu...

– Não vai funcionar meu Senhor. Não vou ceder!

A Irmandade reunida, sabia reconhecer coragem e lealdade. E aquela Guerreira tinha isso de sobra. Assim como eles nunca arriscariam a vida de Wrath, ela também não arriscaria a vida de Eligor. Isso eles tinham em comum, isso era o elo que os unia independentemente de Lisa ser resgatada viva ou morta.

– Convoque as sombras que você mais confia e diga-lhes para buscarem o Rancho onde Ádamo se encontra. Procure pelas almas humanas que estão aprisionadas. Precisamos convencer pelo menos uma delas a mostrar para Lisa como o feitiço pode ser quebrado. Uma das estacas precisa ser arrancada do corpo infantil, do chão. Se isso acontecer poderemos ver e então entrar no local.

– Eu não confio nas sombras. Eu farei isso pessoalmente. – Legassa fez uma reverência onde sua boca tocou as botas de couro de seu Mestre. Ela as beijou e quando se ergueu, seu rosto era a máscara da morte. – Você sabe que a vagabunda da Évora... ela deve ter como aliado um de seus inimigos, pode ser um dos outros Reis do Inferno e quero saber se posso...

– Não! Você não deve matá-la. Eu a quero para mim... vou mostrar a essa cadela, com minhas próprias mãos qual o significado das palavras tortura e vingança!




Chega Paul... por favor pare, estou cansada... Não...

Lisa havia passado por uma maratona flagelante. Seu corpo doía, seu sexo doía, sua alma gritava por clemência. Não existia nenhum tipo de compreensão em seu cérebro, suas idéias velejavam no meio de um maremoto e foram vencidas pelo extenuante desengano. Para piorar toda a situação, Paul continuava ereto e ainda mais faminto por ela. Nada era suficiente para saciar seu desejo. Quanto mais metia, quanto mais a comia, quanto mais gozava... mais necessitava dela. Era como se seu desejo fosse insaciável. Era como se cada vez que atingisse o orgasmo, nada acontecesse.

– Por favor, preciso de uma pausa. Preciso dormir um pouco... tomar um banho.

Lutando interiormente para não demonstrar todo o asco e repugnância por aquele ser nojento, Lisa falava expressando uma tranqüilidade e satisfação que não existia. Um leve sorriso preenchia o canto da sua boca. Ela fingiu prazer, simulou orgasmos e principalmente mascarou seus verdadeiros sentimentos e isso fez com que sua alma, seu espírito mergulhasse em um poço de sofrimento caótico. Um lugar de trevas pungentes povoado por dores e dívidas impossíveis de serem pagas.

Pelo menos algo de bom tinha acontecido durante as horas ininterruptas de sexo torturante. Ela estava livre. Sem algemas nos pulsos e sem a pesada bola de ferro em seus tornozelos. Paul estava tão maravilhado que em determinado momento lhe presenteou com a soltura das amarras. Em seus pensamentos a lembrança da porta de saída aberta martelava como as badaladas de um sino de igreja anunciando uma nova hora.

Ela se virou de lado e Paul aconchegou-a em seus braços. Ficaram na posição de conchinha e Lisa teve a eclosão que lhe iluminou o caminho a ser seguido. O abajur.

– Durma minha amada. Vou deixar você descansar por uma hora.

Não houve resposta, ela fingiu estar dormindo. Todavia no momento que fechou os olhos percebeu que seu corpo realmente precisava de descanso. Num instinto maternal pousou as mãos sobre seu ventre, como se isso pudesse proteger seu bebê. Tinha que ser persistente, resistir a tudo, permanecer firme e com esperança.

Ela percebeu que seu ventre não mais se encontrava plano. Fazendo contas sobre menstruação e concepção ela se rendeu à realidade que estava com quase cinco meses de gestação.

A semente de Vishous estava crescendo dentro dela, apesar de tudo. Apesar dos maus tratos o “pequenino” continuava ali... persistindo, resistindo... Seu bebê era firme e destemido como o pai. Um verdadeiro Guerreiro. Aquele pequenino ser lutava para permanecer dentro de sua mãe, assim como sua mãe lutava para que ele sobrevivesse. Ele agarrava-se a suas entranhas permanecendo forte.

A visão chegou nítida e clara...


Um menininho de três anos com cabelos negros, corria atrás de um gato preto que parecia entender a brincadeira de pega-pega. Quando a criança se aproximava, o gato com toda a sua esperteza e agilidade corria à frente dando pulinhos, sempre mantendo uma distância razoavelmente segura. Então se sentava em cima das patas traseiras e balançava o rabo de um lado para o outro esperando que o menino voltasse a correr atrás dele. Entre uma corrida e outra o menininho parava para gargalhar e tomar novo fôlego. Tudo era muito divertido de se assistir.

– Boo, não seja um gato mau – Disse o pai sorrindo.

O belo macho caminhava sobre o gramado iluminado pelos postes de luz, sem camisa, só usando uma calça jeans desbotada. Ao ouvir a voz do Guerreiro, o gato disparou ao seu encontro e pulou em seu colo, arrancando novas risadas do menininho e olhares, no mínimo, deslumbrantes. Assim como o gato, o menino também se pos a correr em direção ao grande macho.

Ajoelhando-se o Guerreiro colocou o gato no chão que imediatamente virou de barriga para cima, ronronando sem vergonha alguma. Sim... o felino gostava daquilo.

O pequenino, então, olhou para seu pai e esperou que ele lhe desse seu consentimento ansiosamente. Por alguns segundos os olhares se encontraram e permaneceram fixos... dois pares de olhos adiamantados com bordas azul-escura.

– Ele estava fugindo de você?

O menininho balançou a cabeça rapidamente confirmando.

– Sim papai... Boo é rápido.

– Hoje ele é rápido... mas chegará um dia STRONG, que você será mais rápido do que ele!Agora que tal fazermos carinho na barriga desse malandro?

Entre risadas eles ficaram ali, pai e filho juntos... brincando com Boo.




Logo após a partida de Legassa, um a um os machos começaram a se retirar do escritório do Rei. A frustração era terrível, porém eles não podiam lutar contra a luz do sol. Tinham que esperar o anoitecer. A cena proporcionada por Vishous foi suficiente para lembrá-los que não podiam brincar com o astro brilhante.

Wrath e Eligor decidiram ficar e claro... Vishous foi obrigado, por ordem do Rei. Julia também permaneceu, mas de livre e espontânea vontade.

Raghe foi o último a se mover para fora, porém não chegou a cruzar os batentes da porta.

– Não quero chegar ao ponto de brigar com você. – A afirmação era sincera.

– Então deixe-a em paz, afaste-se. Deixe que ela cumpra seu destino e...

– E qual é o destino de Gaya, Raghe?

– Você é que não é Eligor.

– Ela tem direito a fazer escolhas.

– Ela está grávida. Espera um filho meu.

Bem... isso é o que chamamos de surpresa desagradável. O demônio não esperava por uma gravidez. Demonstrando visivelmente certo desapontamento, ele concordou balançando a cabeça.

– Então, ela é uma de suas fêmeas.

Parecia uma pergunta, porém Eligor se pegou afirmando. Talvez ele precisasse ouvir de sua própria boca que Gaya não pertencia e nunca pertenceria a ele.

Raghe deveria ter negado, mas o que estava em jogo era seu filho, então permaneceu calado aceitando a afirmação. Contanto sua consciência começava a castigá-lo. Apesar da criança, a fêmea em questão tinha sentimentos... e não estava nem um pouco feliz.

– Acho que terminamos essa conversa por aqui. – O vampiro se virou para sair, às suas costas ele ainda pôde ouvir a voz de Eligor em uma última frase.

– Eu não a procurarei mais.

O demônio passou as mãos por seus cabelos tentando disfarçar sua perda.

Mas que porra! Onde é que eu estava com a cabeça em fazer suposições sobre Gaya?

Quando o silêncio começou a ficar incômodo, Wrath relatou:

– Gaya é uma Escolhida e não uma das fêmeas de Raghe. Ela está aqui porque foi solicitada e aceitou livremente gerar o filho que meu Irmão não podia conceber com sua shellan, ela é estéril. Trata-se de um costume antigo de minha raça, uma tradição.

– Entendo. – murmurou Eligor, ainda permanecendo com os olhos focados no tapete.

Novo silêncio.

– Achei que você ia gostar de saber disso. – Terminando a frase o Rei quase que sorriu, ele sabia que aquela história não acabaria assim tão fácil.

– Só mais vinte minutos e eu irei para onde está Ádamo. – Vishous avisou impacientemente.

– Todos nós iremos V. – respondeu Wrath.

– Eligor... posso lhe fazer uma pergunta? – a voz de Julia saiu baixa e receosa.

– Sim, fale.

– Se eu posso ver e ouvir Lisa... será que o mesmo acontece com ela? Quer dizer... sobre mim?

– É difícil dizer, isso acontece porque ela quer. Droga, mesmo não tendo conhecimentos de seus poderes ela tenta de alguma forma se comunicar, avisar onde está. Não sei se ela tem noção do feitiço que existe naquela casa, mas está fazendo algo para sair desse pesadelo.

– Então, teoricamente é possível que eu consiga dizer a Lisa que ela tem que arrancar uma das estacas?

Xeque-mate! Essa sempre foi à resposta, a ligação entre Julia e Lisa. O demônio sorriu satisfeito e virou seu rosto para Vishous.

Os olhos de Eligor tremeram, reluziram com a boa nova ele não precisou falar, mas já tinha começado a pronunciar as palavras quando Vishous começou a nadar em direção a Julia. Pela primeira vez em meses, o vampiro ouviu os pensamentos antes deles se tornarem sons.

– Coloque-a para dormir V. – depois retornou o olhar para a adolescente – Quanto a você, Julia... concentre-se no aviso que quer enviar.



Depois da estonteante visão, do presente recebido em meio a tanta dor, de ter visto o amor de sua vida, o macho por quem era perdidamente apaixonada brincando com o filho deles e o chamando pelo nome: STRONG... Lisa não teve muito tempo para pensar, seu cansaço físico e mental a consumiu. Ela caiu em sono profundo, exausta.

Arranque uma das estacas. Puxe uma das estacas do chão e poderemos encontrar você!

Arranque uma das estacas. Puxe uma das estacas do chão e poderemos encontrar você!

Arranque uma das estacas. Puxe uma das estacas do chão e poderemos encontrar você!

Lisa abriu os olhos com a respiração descompassada. Seu peito subia e descia aos pulos. Ela realmente tinha ouvido aquilo? Se a resposta fosse sim... quem estava falando com ela?

Sem protagonizar movimentos bruscos ela virou lentamente o rosto para olhar para Paul. Por algum milagre, ou sorte do destino ele estava dormindo. Ainda ereto — é verdade, mas dormindo e logo atrás dele, em segundo plano, em cima do criado-mudo, adornando o quarto, o abajur.

Um abajur antigo. Seu pedestal tinha aproximadamente cinquenta centímetros de bronze puro, fundido e torneado em ornamentos de flores e folhas, sugerindo uma trepadeira. A cúpula era de cristal fosco e parecia ter sido lapidada a mão.

Enquanto Lisa assimilava a idéia, olhou para a janela e observou a escuridão. Já era noite!

Coragem! Era a mensagem que seu cérebro repetia.

Esse era o momento. Fugir no caso dela, só poderia ser possível à noite, porque além do breu lhe dar certa cobertura, ela tinha a esperança de Vishous buscar por ela onde quer que ela esteja. Isso se ele soubesse ou talvez, ainda acreditasse que continuava viva.

Coragem!

Merda! E se tudo saísse errado? E se não conseguisse? E se correr não fosse apenas o suficiente? Certamente Paul a mataria... devagar e dolorosamente. A ameaça soou em seus ouvidos como se o redutor estivesse pronunciando as palavras naquele segundo: Eu juro, juro que eu te mato e vou começar cortando o seu ventre e arrancando tudo que tem aí dentro. Você vai poder dar uma olhada no seu bebezinho antes de morrer.

Coragem!

Paul abriu os olhos, despertou e imediatamente procurou por Lisa, pelo seu calor, pelo seu corpo. Suas mãos, a princípio, correram pelos braços e também pelos ombros da estonteante mulher deitada ao seu lado com carinho e veneração. Ele a estava adorando. Como se Lisa fosse uma divindade, uma deusa de carne e osso.

– Você é tão bonita, sua pele é tão macia. – o olhar do redutor era penetrante e amoroso – Não tenho palavras para expressar o quanto preciso ter você ao meu lado. Eu te amo mais que tudo.

Não houve resposta. Não havia nada a ser dito. Lisa não conseguia pensar em nada para falar àquele monstro que não conseguia enxergar seu sofrimento e sua repulsa. Porém isso não o desestimulou, pelo contrário, extremamente excitado ele puxou-a para perto e tentou deitar sobre ela, foi então que o jogo começou a virar.

– Não – disse Lisa sussurrando, quase gemendo – Agora é a minha vez.

Mexendo-se eroticamente ela montou sobre Paul.

– Quero cavalgar... quero levar você à loucura... apenas sinta.

Seus cabelos caíam sobre os seios como se fosse um manto brilhante e seus lábios estavam semi-abertos como se Lisa precisasse puxar o ar para respirar. Ela era pura sexualidade!

Tudo era um teatro, mas para Paul era uma realização. Ele havia vencido. Finalmente havia conquistado a mulher que tanto amava. Erguendo um pouco o corpo, ela agarrou fortemente o membro ereto do psicopata com uma de suas mãos, posicionando-o em sua abertura.

– Apenas sinta. – Sua voz atuava como combustível na mente pervertida.

Lisa curvou-se sobre ele, puxando seus braços acima da cabeça.

– Agarre... a cabeceira e não solte.

Nossa, é bom demais. Pensou Paul enquanto gemia e se entregava totalmente, desligando-se do mundo.

Depois a deusa de carne e osso sentou sobre seu pau emitindo um som prazeroso. Paul fechou os olhos jogando a cabeça para trás nos travesseiros. Estava vencido pelo momento, pelas sensações inebriantes e libidinosas. Deslizando para longe da realidade, ele embarcou em um navio onde o prazer e a luxúria eram os convidados de honra.

Sim, sim. Ele queria tudo aquilo. Ele precisava de tudo aquilo. E finalmente, agora, estava recebendo. Como Lisa tinha lhe ordenado ele se permitiu sentir, baixou a guarda. Ele queria assimilar e experimentar todas as vibrações expressas naquela trepada. Ele seria consumido pelo gozo insuportável e imenso que estava se formando dentro dele e depois... depois de explodir em mil pedaços por sua liberação grandiosa, Paul devolveria tudo em dobro à sua amada.

Enfim conseguiu imaginar sua vida de forma diferente. Com Lisa ao seu lado ele conseguiria esquecer o passado, esquecer Ômega e suas escolhas erradas. Nada poderia impedi-lo de recomeçar.

E então... foi golpeado fortemente na cabeça com o pedestal de bronze do abajur.


Notas finais
... Paul foi golpeado fortemente...
ahahahahahah... não me matem, não me xinguem!!! Mas eu não resisti.
Sei que foi muita crueldade da minha parte... mas o que posso fazer???
Eu escutei uma vozinha sombria e nebulosa dentro da minha cabeça dizendo:
- Torture-as... torture-as até o próximo capítulo.
... e eu cedi! ahahahahahah (acho que essa voz era de Eligor)...
Vamos lá, quero comentários.... de todas, até daquelas que passam e não comentam. Digam apenas Oi (é um bom sinal) ou Oh (quer dizer que estão p. comigo)!!! Ahahahahah
Mas não tem problema... eu adoro tudo isso!
Um grande beijo!
Fênix