Tra Te E Il Mare (Entre Você e o Mar)
5 Capítulo 5
Notas iniciais
No fim só tenho a agradecer a quem acompanhou a historia, então, muito obrigada a vocês. Principalmente a Dark_Hina que me incentivo a voltar a escrever. É como falaram você é uma santa para conseguir tal proeza.
Espero que gostem.
Fazer escolhas não é tão fácil, sempre antes de tomar qualquer decisão pensamos nas conseqüências de um sim ou um não, e como isso pode nós afetar. Porém existe uma coisa mais difícil do que tomar uma decisão que mudará sua vida é perceber o que te levou a escolher algo e aceitar que não há volta, sem contar que temos que aceitar que nem sempre fizemos a coisa certa, que trilhamos caminhos os julgando ser o melhor para nós. Pois antes de tomar uma escolha temos que está vendo a verdade e não o que só nossos olhos enxergam.
Mas ver a verdade não é uma tarefa fácil, ainda mais quando essa verdade está relacionada com sentimentos, pois quando há essa mistura nossos olhos se fecham e tomamos atitudes meios exageradas. Mas a única verdade de escolher, ver e aceitar é que todos esses três itens tecem nosso destino e este poderá amar ou machucar nosso coração.
Pois não existe coisa pior do que escolher entre o coração e a razão.
Mas ninguém jamais disse que a vida era fácil, muito menos o amor.
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–Por favor, me deixe entrar. –Olhei para ele e então respirei fundo, já tinha tomado minha decisão.
Abri a porta lentamente mais sem parar, meu coração ainda pulsava mais rápido do que o normal com o acontecido, mas eu sabia que quando mais adiava nossa conversa mais eu me machucava, e que se fosse para sofrer que seja logo.
Grissom entrou dando apenas um passo e fechou a porta impedido-me de desistir, o barulho em seguida reforçou o silencio posterior, lembranças invadiram minha mente, lembranças de um tempo não tão distantes, porém me pareceram fantasia, lembranças onde o bater da porta era o anúncio de nossa hora, onde não existia mais cenas de crimes, DNA, assassinos e sangue, existia apenas nós e o barulho de nossos corações batendo em sincronia. Lembranças de momentos que não existiam duvidas, perguntas, abandonos e saudades. Apenas amor.
–Está aqui agora me lembrou quando fui em seu antigo apartamento saber o porque de você ter perdido o controle com a Cathy. –Ele disse quebrando o silencio, quase sorri com a lembrança, foi uma das poucas vezes que ele foi me ver antes de ficarmos juntos, foi a primeira vez que tinha contado algo de mim para alguém de Las Vegas, a primeira vez que me senti plenamente segura quando ele segurou minha mão.
–Eu sempre tinha que me envolver com as vitimas, acho que isso sempre dificultou meu trabalho.
–Alguém tinha que ser humano lá dentro. –Grissom falou mais para ele mesmo do que para mim. Ambos ainda estavam de pé perto da porta, parecia que se um de nos se mexesse ia complica ainda mais a situação.
–Todos nós éramos, alguns só demonstravam mais que outros, eu só não conseguia ser forte o suficiente para guarda minhas emoções para mim mesma.
–Naquele tempo eu também achava que ser forte era ser frio, estava enganado, ser forte era conseguir não só pegar o assassino com controle era dar as famílias e as vitimas respostas, se mostra envolvido não é fraqueza, pelo contrario, para fazer transparecer suas emoções é ter coragem de ignora tudo e todos e busca a justiça. Eu não tinha coragem para mostrar o que eu sentia, na verdade eu mal sentia alguma coisa.
–Você mudou. –Disse surpresa com o que tinha ouvido.
–Não Sara, você que me mudou. –Ele respondeu pela primeira vez dês que entrou olhando nos meus olhos.
–Será que mudei mesmo? –Perguntando o fazendo suspirar, o momento de lembrar o passado e adiar o presente tinha passado.
–Acredite mudou, se não tivesse mudado eu não estaria aqui.
–Onde estaria então?
–No trabalho, enchendo minha cabeça com insetos e cenas de crime, estaria dizendo a mim mesmo que eu não podia voltar atrás, que era melhor cada um em seu lugar e fingir que nada aconteceu, mas...
–Mas você esta aqui. –O completei.
–Tem razão estou aqui parado na sua frente me perguntando no que esta pensando, o que espera que eu faça. Estou aqui sem saber qual o próximo passo para dar, sem saber o que fazer a seguir. Estou aqui só com uma coisa.
–E o que seria esta coisa?
–Desejo de lhe ter de volta e não soltar nunca, vontade de lhe segura e lhe mostra tudo que sinto, mas com medo de te afastar ainda mais, com arrependimento por ter lhe deixado ir em São Francisco, por não ter sido bom o bastante para você, por ter sido cego o suficiente para não ver minha ausência entre nos, teimoso bastante para deixar passar muito tempo e velho demais para perde mais um segundo.
–Gil... –Tentei irrompê-lo mais ele não deixou.
–Não, me ouça, não é tudo dia que tenho tanta coragem para isso. Eu realmente sinto muito por tudo que te fiz passar, por ter te deixado sozinha, por ter te feito derramar lagrimas, por te colocar nessa situação. Mas infelizmente eu não posso voltar ao passado e mudar tudo que eu fiz, mas posso e quero fazer diferente no futuro. As promessas podem parecer vazias, mas considere os momentos bons, os sorrisos, as caricias, os risos, nos fomos felizes.
–Grissom, eu... –Novamente fui calada, dessa vez por seus dedos que de levam pressionaram meus lábios.
–Apenas relembre. –Ele disse dando passos pequenos e calmos para minha direção. –Relembre das vezes que compartilhamos sorrisos, relembre de quantas vezes entrelaçamos nossas mãos, relembre de quando nos tocamos e de como nos sentíamos.
–E você acha que eu não lembro? –Perguntei olhando em seus olhos, nesse momento ele já estava a minha frente e centímetros nos separavam.
–Estão porque resiste? Sara, se nada disso tivesse acontecido, eu não posso garanti que voltaria para você, mas eu estou aqui agora, pedindo perdão e uma nova chance, porque não me diz sim?
–Porque eu tenho medo. –Confessei.
–De que?
–De você. De disser sim e a historia se repeti, Grissom, eu não vou agüenta tudo novamente, eu não quero disser sim e sim varias vezes, o primeiro sim era para ser o único. Se você for novamente? Eu vou ter que sofrer novamente? Não é justo.
–Isso é um não? –Ele perguntou e eu pude perceber a dor em suas palavras.
–Isso é um você que escolhe, se for para ficar que seja real, se for só mais um momento então vá. Porque eu não quero mais lembranças.
–Sara...
–Não, agora é minha vez. –Disse o calando. –Ou você volta ou então, fique to cansada se disser sim, to cansada de lembranças, de não poder sonhar, de ter medo. Não sou eu que tenho que escolher, é você, sempre foi.
–O que você vai fazer se eu disser não? –Aquelas palavras doeram, eu tinha dado a ele a escolha, mas no fundo desejava que só houvesse uma.
–Vou disser que então é adeus.
–Então de adeus. Mas de adeus a todas as escolhas, as lembranças, e aos seus medos. De adeus porque farei de tudo para que eles não voltem.
Nenhuma outra palavra foi necessária, nenhuma outra promessa ou ameaça. Não era mais preciso coragem, dor ou arrependimento. O medo já tinha ido embora no momento em que me deixei ser levada por seus braços.
Não era como se as coisas tivessem voltado a seu lugar, jamais seria. O céu que nos cobria agora era o de Las Vegas e com ele vinha a chuva que logo trouxe o frio. Ou pelo menos foi o que o noticiário do dia seguinte disse, pois nada sentir. Ou melhor, nada relacionado a isso.
Mas eu senti, senti o calor de nossos corpos colados um nos outros, senti seus beijos sobre minha pele, sentir a esperança a cada toque seu, senti meus lábios entre os seus a procura sempre de mais. O sentir me preenchendo.
Sentir e ouvi seus sons, e ouvi as únicas palavras sussurradas depois de ter me entregue: Eu te amo Sara. Só que desta vez elas não ficaram solta no ar, não foram deixadas a mercê da sorte, não desta vez elas voltaram para quem disse com a mais pura verdade da qual sempre e talvez nunca ira me deixar:
–Também te amo Gil.
Após tudo isso veio o silencio, mais uma vez nossos corações batiam em sincronia, e a cada batimento diminuíam o ritmo, e enfim deixamos o cansado nos levar, e fiz uma coisa que não fazia há muito tempo: Sonhei. Mas antes que pudesse fechar meus olhos e deixa minha mente me levar um simples gesto me fez sorri, um gesto que significava muito mais que duas mãos entrelaçadas, era a união.
E assim sonhei após deixa nossas alianças se tocaram.
Non posso più dividermi tra te e il mare
Não posso mais me dividir entre você e o mar
Non posso più restare ferma ad aspettare
Não posso ficar parada esperando você
Non posso più dividermi tra te e il mare
Não posso mais me dividir entre você e o mar
Porque ambos têm meu coração, mas enquanto o deserto de Las Vegas for o nosso mar sei que estarei bem.
Mas só por enquanto...
Notas finais
Obrigado de coração Dark_Hina.
Tra te e Il Mare como já disse é uma musica da cantora italiana Laura Pausini, eu amo essa musica, vale à pena conferir. *Não que minha opinião vala alguma coisa, amo as musicas da Laura.*
Até a próxima! *Apesar de está em um novo projeto com outra serie não muito conhecida no nyah, NCSI, vou pensar em algo, afinal é impossivel se separar de Grissom e Sara.*
Bjs
Letícia Paixão.
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