T.r.

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá pessoal, então hoje estou no meio da aula de Física, quando uma luz desce dos céus, me ilumina e eu finalmente reviso e ajusto o 2º capítulo. AEEEEEE (tá, grande merda). Enfim, mil desculpas pela demora, eu ainda não acho que o capítulo está perfeito, mas li e reli várias vezes e não achei o que mudar, ajustei o que achava necessário e prometo me esforçar mais no capítulo 3 e desculpas por não ter nenhum forte indicio Rizzles, ainda. Espero que gostem do capítulo e boa leitura!

Reconheci o olhar da Maura, era o mesmo que o meu e o de Frost, as lágrimas também vieram aos olhos dela, não sabia se queria conforta-la ou se queria conforto, só sei que a abracei, senti o cheiro dos cabelos dela, as lágrimas molhando minha blusa, me permito aproveitar o momento. Uma batida na porta nos fez separar era sua assistente, ela trazia o exame toxicológico da vítima, estava limpo.

Mais um dia frustrante no trabalho, não queria voltar a olhar aquele notebook, então convenci Frost a ir para casa e amanhã olharíamos o resto das conversas. Não estava no clima para ir beber, então apenas encontrei com a Maura e a convidei para jantar em casa, fizemos macarrão e fomos dormir sem trocar muitas palavras, aparentemente nenhuma das duas queria dormir sozinha, estávamos no escuro quando a escuto dizendo com a voz fraca:

-Poderia ser o filho de uma de nós, poderia ser algum conhecido nosso naqueles vídeos, como você consegue Jane, como você sobrevive a esse trabalho?

-Eu não sei.

E dormimos assim, com o pensamento horrível daqueles vídeos.

Na manhã seguinte a deixei em sua casa e fui para a delegacia chegando lá peguei um café com a minha mãe e subi para encontrar Frost e aquele notebook novamente, nos sentamos e começamos a analisar as conversas, horas se passaram e nada muito comprometedor aparecia, depois de mais algumas horas senti meus estomago roncar e achei que seria a hora do almoço, mandei uma mensagem para a Maura e nos encontramos na cafeteria.

-Hey, Maura, mais alguma novidade sobre nosso pequeno pedaço de alegria lá embaixo?

-Jane, o que você quer dizer com isso? –Pude ver que ela ainda estava abalada pelo o que contei ontem.

-Foi ironia, desculpa não foi apropriada, alguma nova evidência sobre o corpo?

-Tudo bem, eu reconheço que ironia é sua forma de fugir de assuntos sérios.

-Não é não! –Eu digo, mesmo sabendo que ela provavelmente está certa, ela é a Maura, ela está certa sobre tudo.

-Uhum, é sim.

-Só me diz se achou alguma outra pista.

-Não, me desculpe, nada de novo, exceto que o tiro foi a queima roupa.

-Nossa vítima viu seu assassino, interessante.

Voltamos a comer, de vez em quando parava para olhar Maura, prestava atenção em cada movimento dela, cada respiração, como ela conseguia ser elegante comendo em uma cafeteria de uma delegacia? Ela levantou a cabeça e nossos olhares se cruzaram, desviei rapidamente.

-Jane, alguma coisa errada? –ela me perguntou com seu tom de genuína dúvida

-Hm, nada, por que pergunta?

-Você estava me encarando, de um jeito estranho, está tudo bem com você Jane?

-Comigo tudo ótimo, com você que deve ter algo errado, estamos em uma cafeteria para que comer toda elegante e arrumada? –Falei com um tom de voz mais alto do que pretendia, todos estavam olhando para mim, abaixei rapidamente a cabeça e disse: -Só esquece.

-Saiba que não há nada errado em se vestir como estou vestida para um almoço, afinal estamos no ambiente de trabalho e no trabalho devemos usar... -Mais uma vez a deixei falando, só escutando o tom de sua voz enquanto comia. –Jane? –Aparentemente ela estava falando comigo, me desliguei mais do que gostaria. –Tem alguma coisa errada e eu realmente gostaria que você me contasse.

-Olha, não tem nada de errado, é só que esse caso está se prolongando mais do que deveria. Vou subir e terminar de investigar aquela conversa e você deveria olhar as roupas da vítima, se o assassino chegou tão perto poda haver vestígios. Tchau, Maur.

-Já estão fazendo isso. Tchau Jane.

E assim voltei para aquele maldito notebook, depois de mais algumas horas de leitura infrutífera Frost acha um acervo de conversas escondido, entramos lá nos preparando para todo tipo de coisa, e estávamos certo, ele conversava com uma pessoa chamada Crarah, obviamente não era seu nome real, mas podíamos rastrear um IP, deixei Frost fazendo isso enquanto olhava as conversas dos dois, e claro, não podia ser pior. Ela é uma garota de 10 anos segundo a descrição e ele se passa por um garoto de 13 anos, a conversa é repugnante, é quase um filme pornô escrito, isso me levou a crer que ela tenha mais de 10 anos, assim como ele.

-Alguma sorte no IP, Frost? –Pergunto com certa urgência.

-Não, está mascarado.

-Uma garota de 10 anos poderia fazer isso?

-Se ela tivesse um QI alto, fosse autoditada e conseguisse encontrar um bom guia online, poderia ser considerado possível, por quê?

-Estou formando uma teoria, que não bate com o fato dessa menina ter 10 anos.

Antes que Frost pudesse perguntar qualquer coisa meu celular tocou, era uma mensagem da Maura:

Você estava certa.

Achamos evidências nas roupas da vítima.

Maura.

Levantei da minha cadeira e praticamente corri até o elevador, ri internamente pensando na cara que Frost ficou a me ver saindo sem explicar nada da minha teoria a ele.

-Por favor, faça meu dia! –Digo apressada ao chegar ao laboratório.

-Desculpe-me? –Ela diz genuinamente intrigada como sempre.

-O que você achou na roupa da vítima? –Poderia prolongar a conversa e me divertir vendo a confusão dela, mas preferi pular essas etapas e ir direto para o assunto.

-Um fio de cabelo.

-Conseguiu DNA?

-Infelizmente não, não temos a raiz, tentei extrair DNA mitocondrial, mas há pouca amostra, corro o risco de destruir a evidência, posso apenas dizer que é um fio loiro, comprido e analisando melhor achei várias coisas que pode nos ajudar, pela composição química do cabelo pude identificar alguns remédios que o assassino toma, fui capaz de identificar várias formulas, como analgésicos, traços de benzoilmetilecgonina e anticoncepcional.

-Benzo o que mesmo? –Que palavra complicada.

- Benzoilmetilecgonina –diz ela novamente e depois de um tempo olhando para minha cara confusa ela finalmente cede –Conhecido popularmente como cocaína.

-Ah, por que você não disse isso antes?

-Eu disse. –E ela me olha novamente com aquele ar de dúvida, sempre me divirto com isso.

-Você quer dizer que nosso assassino é uma mulher? Provavelmente viciada em cocaína? –Isso comprovaria minha teoria.

-Não, eu quero dizer o assassino tomava anticoncepcional. E faz uso de cocaína.

-Maura, porque diabos um homem tomaria anticoncepcional? –Digo com voz de quem está irritada, porém estou extremamente feliz por estarmos cada vez mais próximos dessa mulher.

-Ele poderia estar em um processo de mudança de sexo e há vários mitos populares em relação anticoncepcional, há boatos de que cura a calvície, mas...

-Ok, vou sair lentamente e resolver um crime, finge que eu continuo aqui e me conte mais sobre transexuais carecas.

Eu estava animada, tinha provas de que não era uma garota de 10 anos na conversa e motivos para acreditar que ela possa ser a assassina, assim que chego lá em cima vejo Frost na minha mesa.

-Frost! O que você está fazendo ai?

-Jane, me desculpe. –Ele diz enquanto levanta rapidamente. –O computador estava procurando o IP e achei que deveria terminar de ver as conversas enquanto você estava lá embaixo, achei algo que você vai gostar, olhe a ultima mensagem que ela mandou, foi no dia do assassinato, ela mandou quando ela já havia saído para o suposto “encontro para tomar sorvete” dos dois. Leia o que diz.

Assim que sentei na minha mesa, rolei a conversa até o final e lá estava em claras letras apenas uma frase, uma única frase que fez todas as peças do nosso magnífico quebra cabeça se encaixar: PAYBACK IS A BITCH.

-Ela é nossa assassina Frost.

-Como você pode ter tanta certeza?

-Um cabelo loiro foi achado nas roupas da vítima, é ela, eu sei que é.

Enquanto Frost me olhava abobado e eu olhava para a tela do meu computador com raiva, o computador do Frost apitou.

-O que foi isso? –Perguntei alarmada

-Temos um endereço para o IP. Eu dirijo.

Não questionei, apenas peguei meu casaco e descemos correndo, entramos no carro do Frost e seguimos em silêncio, passamos por várias ruas conhecidas e desconhecidas, quando estávamos em algum lugar no subúrbio Frost diminui a velocidade e parou.

-Ali. –Disse ele apontando para uma casa com uma linda loira na frente cuidando do jardim e uma criança em um triciclo.

-Vamos!

Notas finais
Eu sei que para um capítulo que eu demorei mais de uma semana para postar está BEM curto, mas só demorei porque queria que o capítulo não tivesse nenhuma imperfeição, enfim, prometo me esforçar mais no capítulo 13 e postar mais rápido também. Obrigada a quem está lendo!
Ah, um p.s. básico, Reviews são muito legais *-*