Touhou - o Segredo dos Wyverns
8 Capítulo 7 - Uma boa garota - Parte 1
Notas iniciais
Postei o outro capítulo muito rápido, já que não acrescentou muito da história de Wyvern, o que precisaria de muito tempo para eu pensar.
De todo jeito, espero que gostem ;3
Flandre realmente não ligava muito para as estações do ano, nem para que dia era, nem horas. Afinal, não fazia muita coisa na sua vida. Comia, dormia, lia coisas relacionadas a morte e assassinato, brincava com Sakuya... Por isso queria fazer algo novo, como... Visitar o Templo Hakurei. Mas lembrou-se de algo que Reimu, a dona do templo, disse a ela tempos atrás:
Depois de uma longa batalha, Reimu consegui derrotar Flandre Scarlet.
- Viu? — disse, vitoriosa. — Este é o poder de quem serve a Deus.
Mas Flandre não parecia muito feliz com a situação.
- Não acredito que você ganhou. — disse Flandre. Ela não acreditava no que estava acontecendo. Perdeu uma luta. Para uma pessoa que passa o dia todo cuidando de um templo. — Ainda tem mais!
Flandre lembra como se fosse ontem, do dia em que conheceu Reimu. Lutaram pra valer, e quase saiu vitoriosa.
- Sakuya, o que acha que Reimu está fazendo agora?
A empregada, sentada a mesa junto com a vampira menor, respondeu:
- Cuidado do templo, claro. — disse. — O que mais ela faria?
- Talvez... — Flandre pensou. — Procurando sobre a garota estranha.
- Wyvern?
- Exato. — concordou. — Ela é muito forte. Não Wyvern, Reimu. Me derrotou, por tanto, conseguirá derrotá-la.
- Como se você fosse a pessoa mais forte do mundo. — Sakuya riu.
Flandre continuou lembrando-se do dia em que conheceu Reimu:
- Mas você me parece muito... Ruim. — disse Reimu, falando da aparência de Flandre. Ela estava muito cansada.
- Sim... Bem... — Flandre não tinha notado esse detalhe. — Eu não consigo mais atirar.
Hakurei pensou um pouco, e falou:
- Não se preocupe. — e riu. — Eu venho brincar com você todas as vezes que você quiser.
Flandre não entendeu muito bem, mas concordou.
- Mas, por favor. — e repetiu a frase. — Por favor. Não venha ao meu templo.
Se a garota vampira fosse no Templo Hakurei, provavelmente explodiria cada coisa dele. Era melhor não arriscar...
x-x-x
Já tinha amanhecido completamente, e a comemoração tinha sido um sucesso. Até Sakuya e Flandre tinham comparecido, o que é realmente raro de acontecer. Sakuya passou toda a festa correndo atrás de Flandre, para que não acontecesse nenhum desastre.
Reimu estava muito cansada. Tinha servido comida a todas as pessoas, arrumado milhares de mesas, limpado milhares de metros de pisos... Tinha motivos para ficar dormindo o resto do dia, mas resolveu acordar e admirar a paisagem. Tinha uma vista fantástica de onde estava. O Templo Hakurei era muito grande, mas não ofuscava em nada a beleza de Gensokyo, e Reimu sabia disso.
- Tenho muita sorte de viver aqui. — disse Reimu, sorrindo.
Mas não foi uma coisa bonita que viu. Não na opinião dela. Viu uma pessoa (ou animal) com asas voando pelo céu. Não tinha dúvidas de quem era. Wyvern. Não conseguiria confundir ela com ninguém. E reparou que a garota serpe estava voando para um lugar que nunca tinha reparado existir em Gensokyo.
- Como ela conseguiu entrar dentro de uma nuvem? — Agora Reimu tinha todos os motivos para seguir Wyvern. Com certeza algo de suspeito tinha acontecido, ou iria acontecer...
x-x-x
Algum tempo depois, a mágica ordinária, Marisa Kirisame, apareceu no Templo Hakurei e resolveu ajudar Reimu a procurar Wyvern. Agora estava sobrevoando Gensokyo em sua vassoura. Reimu ia ao seu lado, voando.
- Eu tenho certeza de que ela entrou naquela nuvem. — a garota de vermelho apontou para uma das milhares de nuvens que cobriam o lindo céu azul de Gensokyo. — Mas como...?
- Ela teria atravessado a nuvem e continuado seu percurso, mas ela sumiu. Certo?
Reimu concordou, e as duas garotas seguiram até a nuvem suspeita.
- É essa. — Marisa tocou na nuvem, mas nada aconteceu, apenas a fez se espalhar um pouco. Como uma nuvem normal.
Algo parecia não estar se encaixando. Wyvern fez algo de suspeito quando passou pela nuvem? Não... Mas e se ela não precisasse ter feito nada?
- Marisa, escute. — Reimu chamou a amiga. — Ela é uma wyvern.
- E o que isso ajuda? — perguntou, incrédula.
- Talvez os wyverns tenham algum tipo de habilidade especial. Como abrir portais, ou atravessar a dimensão, ou até mesmo sumir...
- Ou talvez o lar dos wyverns seja nas nuvens. — respondeu Marisa.
Talvez. Reimu tinha descoberto que os wyverns possuiam imortalidade. Quer dizer, não podiam ser mortos, não do jeito normal. Mas isso não era a resposta. Os wyverns possuem asas. E se eles usassem essas asas de algum modo especial?
- As asas... — Reimu continuava pensando em teorias. — Talvez algo possa explicar o que ela fez para atravessar a nuvem. E eu acho que os wyverns usam as asas para expandir as nuvens e ficar dentro delas.
- Ou usam as asas para abrir a nuvem. — disse Marisa. — Mas para quê eles abririam as nuvens?
Reimu finalmente pensou em uma teoria aceitável.
- Para entrar no lar dos wyverns. — disse. — Dentro das nuvens. É onde está o lar dos wyverns. Por isso não conseguimos entrar lá. Não temos asas.
- E dentro das nuvens, provavelmente tem portais ou algo do tipo. — falou Marisa, completando o que Reimu tinha dito. — Mas só em certas nuvens, prevenindo de que certos animais com asas entrem no lar dos wyverns.
Nem Reimu nem Marisa possuiam asas. Como entrariam? Marisa tinha uma ideia, mas tinha medo de usá-la.
- E se chamássemos alguém que tem asas... — perguntou Marisa. — ...E o fizéssemos entrar no lar dos wyverns? Entrariamos logo em seguida.
- E eu já sei quem chamariamos para fazer isso. — disse Reimu, sorrindo.
E as duas responderam exatamente no mesmo momento:
- Flandre Scarlet.
Continua.
Notas finais
E vocês devem estar se perguntando... Por que Flandre Scarlet vai ajudar Reimu e Marisa, se as asas dela são falsas? Descubram isso no próximo capítulo, que se chamará Uma boa garota - Parte 2.
Até breve. E um comentário não mata ninguém, e ainda faz o escritor ficar bem mais alegre. :]
Fale com o autor