Too dark to care.
15 Sad, but true.
Leana só conseguiu ouvir Zacky gritando para tentar impedir, mas foi tarde demais. Quando viu a lâmina entrando na barriga da amiga, gritou desesperadamente. Ela desmaiou na hora isso se não estaria morta daqui a alguns segundos. Zacky a segurou e, como os dois estavam atordoados com a situação, fez com que fosse muito mais fácil para os assassinos escaparem.
- Rápido, ligue para a ambulância!
- Zacky disse enquanto Valary estava ensanguentada em seus braços. Leana fez que sim com a cabeça e, com a mão tremendo, buscou o celular dele em seu bolso.
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- Nem na minha casa eu estou segura.
Leana disse baixinho para Zacky, que a abraçava no hall do hospital, esperando que o médico viesse com notícias. Matt também estava sentado em uma das cadeiras, olhando para o nada e com uma expressão péssima, apenas pensando.
- Vai ficar tudo bem. — Zacky disse, tentando confortá-la. De repente, Leana sentiu lágrimas descendo pelo seu rosto e as deixou, sem se preocupar em limpar.
- Se você não tivesse aparecido, eu não sei se... Nós estaríamos vivas. — Lea tentou falar, porém sua voz estava trêmula e falhando. — O...Obriga...Obrigada.
Nisso, Brian chegou e deu um aceno para Leana e Zacky, e foi direto para perto de Matt, tentando confortá-lo. Era um bom amigo. Um pouco depois, um Jimmy totalmente cansado e triste chegou.
- Você está bem?
Perguntou para seu irmão, ao ver seu olho roxo. Zacky deu de ombros. Jimmy olhou rápido para Leana, mas não proferiu nenhuma palavra, nem ela. Apenas balançou a cabeça tristemente como se estivesse querendo dizer "eu sinto muito", e ela entendeu.
O policial Nicholas chegou e se direcionou direto para Leana, o que fez com que sua expressão de tristeza mudasse um pouco e isso não deixou Jimmy satisfeito.
- Serial killer? — Ele perguntou e Leana assentiu. O policial suspirou fundo e olhou para baixo por alguns segundos e depois levantou a cabeça e com aqueles olhos azuis cristalinos olhando em seus olhos castanhos. — Eu sinto muito. — Seu tom de voz soou o mais sincero possível.
O doutor abriu a porta do quarto onde Val se encontrava e se direcionou aos seus amigos, cortando o silêncio e a tensão naquela sala de espera horripilante.
- Preciso de um responsável por Valary Dibenedetto, por favor.
- Eu. — Matt disse rapidamente.
- Entre.
Ficaram alguns minutos dentro de um consultório e quando Matthew saiu, não estava lá com uma das melhores caras possíveis. O coração de Lea se acelerou, junto com o de todos que realmente se importavam na sala, e por um momento pensou se o que temia poderia ter acontecido. "Não posso pender mais ninguém", pensou. Tentou afastar seus pensamentos e esperou Matt proferir suas palavras.
- Ela está bem. — Suas primeiras palavras fez com que todos soltassem suspiros dentro da sala. — Mas terá que ficar na cadeira de rodas.
- Por... Quanto tempo? — Brian perguntou. Matt abaixou a cabeça.
Todos ficaram tristes. Principalmente Leana, ela achava que isso foi sua culpa. Todos estavam nessa bagunça por causa dela. Nem mesmo ela própria sabia o por que.
- Ei, gente. — A loirinha apareceu de uma das portas em uma cadeira de rodas. — Pelo menos estou viva.
A positividade da amiga fez Leana se emocionar e chorar baixinho. Todos a abraçaram e saíram do hospital.
Quando Leana estava indo para casa, um braço a puxou. Se virou rápido e assustada, mas então viu que era Matt. Suspirou fundo, tentando acalmar seu coração.
- Por que você está se assustando tão fácil? — Ele quis saber.
- Com tudo que vem acontecendo... — Ela começou, sem saber o que explicar.
- Me conte o que está acontecendo, Leana.
- Ela se cortou na minha casa, foi um acidente. Já tinha te dito antes. — Mentiu.
- O que está realmente acontecendo, Lea. — Matt pediu, com a voz rígida.
Leana suspirou.
- Se eu contar, você não vai acreditar.
- Tente.
Após sentarem em um dos bancos de uma praça qualquer e esperar todos irem embora, Leana contou toda a história, sem omitir nenhum detalhe e Matt ficou se perguntando quem faria isso com alguem. Após tantas palavras proferidas pelos dois, ficou silêncio absoluto por muito tempo.
- É melhor eu ir pra casa. — Leana disse, triste.
- Quer que eu te acompanhe?
- Não... Obrigada. Acho que vou passar no Jimmy.
Ela deu um sorriso fraco e foi caminhando para sua casa, tomar um banho e trocar de roupa. Colocou um shorts preto com uma blusa cinza e chinelos e então rumou para a casa de Jimmy. Tocou a campainha e enquanto esperava, podia sentir suas mãos suarem um pouco. Tinha que admitir, estava nervosa. Os dois não haviam trocado uma palavra no hospital. Quando Jimmy abriu a porta e a viu, sua expressão foi de surpresa, não imaginou que Leana correria atrás dele dessa vez. Ele vestia uma gola V preta com uma calça jeans escura e chinelos. Dava para ouvir o barulho da TV ligada na sala dentro de sua casa.
- Valary não está triste. — Jimmy falou quebrando o silêncio.
- Até parece. Ela deve ter falado aquilo para não preocupar ninguém. Com certeza deve estar pensando que a culpada de tudo sou eu. — Leana sentiu lágrimas escorrendo de seus olhos. — E foi mesmo, sabe? Jenny, Michelle, minha avó, Valary... Tudo minha culpa. E ele não vai parar.
Jimmy sentiu seu coração apertado e sentiu vontade de chorar também, pois não suportava vê-la assim. Mas suspirou fundo e a abraçou com força.
- Vamos. Entre. — Disse empurrando-a para dentro.
Ao entrar, pôde ver a TV ligada, como havia ouvido quando estava na porta, e Zacky dormindo no sofá. Ela sentou do seu lado com cuidado para não acordá-lo e Jimmy se direcionou para a cozinha.
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- Matt, não precisa ficar cuidando de mim. — Valary disse entre risadas enquanto seu namorado estava na cozinha preparando algo para ela comer, porém ele não respondeu. — Matt? — Silêncio novamente. — Matt? Não precisa me ignorar também né! Valary sentou na cama e, com cuidado, se sentou na cadeira de rodas. Foi rodando aqueles enormes círculos com cuidado em direção à cozinha enquanto pensava como ia ser difícil se acostumar com aquilo. "Pelo menos estou viva", pensou. E então ouviu um barulho, como se fosse uma pessoa caindo. — Matt? — Ela chamou.
Sua respiração já estava ficando ofegante. Estava na sala e tinha receio de entrar na cozinha. Um homem com uma máscara saiu do cômodo onde supostaria o Matthew deveria estar e Valary pensou que ia desmaiar.
O mesmo homem que havia feito aquilo com ela. Sem dizer nada, ele levou a cadeira até a cozinha. Valary gritou ao ver Matthew morto no chão. Começou a chorar desesperadamente e gritou:- Por que? O que ele te fez? O que eu te fiz? — Silêncio. O homem foi até a cozinha e limpou a faca coberta sangue. O sangue de seu namorado. — Você vai me matar não vai?
O homem começou a afiar a faca. Isso respondia sua pergunta.
- Por que? — Valary chorava, não sabia se era porque estava prestes a morrer ou por que o amor de sua vida estava morto, ensanguentado, no chão bem à sua frente.Se bem que morrer seria melhor do que continuar sem ele.
O homem foi chegando perto e a baixinha teimosa continuou:
- Se vai me matar, pelo menos me diga a verdade! Você me deve isso!
Por um momento, o homem parou, Valary até pensou que ele a deixaria ir. Então, nesse tempo parado, ela tentou levantar da cadeira, mas logo caiu no chão. Mas isso foi uma surpresa para o homem, então para segurá-la ele ficou em cima dela.
- Saia de cima de mim, seu idiota!
Então, o que ela menos esperava aconteceu: O homem a segurava com as pernas, enquanto uma de suas mãos segurava a lâmina afiada e a outra tirava sua máscara, mostrando um rosto rígido, porém delicado. Cabelos repicados negros e olhos também da mesma cor, uma boca sedutora e uma lágrima caindo de seus olhos.
- Bri... — Valary ficou sem voz. — Brian?
- Você queria saber a verdade. Acho que era melhor morrer sem ela. — O homem, ainda com uma lágrima traiçoeira caindo por sua face, fez um unico gesto, rápido e bruto, e apunhalou-a bem em seu coração. Quando não sentiu mais pulsação, ele falou, mesmo sabendo que não seria ouvido:
- Me desculpe.
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Leana pegou no sono nos braços calorosos de Jimmy, como sempre. Então acordou com um barulho vindo da cozinha. Assustada, já com o coração acelerado, foi até a cozinha verificar.
- Olá Leana. Como você está? — Respirou fundo satisfeita ao ver que era só o Zacky.
- Estou... Tentando sobreviver. — Disse com um sorriso triste no rosto.
- Continue tentando. Não desista. — Zacky sorriu sinceramente enquanto buscava um whisky. Encheu um copo e olhou para Leana. — Vai querer um?
- É... Pode ser. Ajuda a esquecer, né. — Por um momento, ela deu um pequeno sorriso, porém sincero.
Sentou na mesa da cozinha na fente de Zacky e tomou o whisky que havia em seu copo. Ficaram em silêncio, pois não havia mais nada para falar. Mais nada à se fazer.
- Vai dormir aqui essa noite? — Zacky perguntou, cortando o silêncio. Ela olhou a hora.
- Acho que vou embora. — Leana disse, fitando o relógio. — Queria passar na Val, ver se está tudo bem.
- Quer que eu te leve de carro?
- Pode ser, gostaria de uma carona.
Ao chegar, Leana agradeceu e falou que podia deixá-la sozinha a partir daí. Tocou a campainha e ninguém atendeu, e então ela viu que a porta não estava trancada e já foi entrando.
- Val? Sou eu, Leana!
Ela disse entrando pela sala e avistou o corpo de sua amiga no chão. Botou a mão na boca e chorou por um tempo. Resolveu passar pela cozinha e pegar um copo de água com açúcar e tropeçou no cadáver de Matthew. Ficou desesperada. Quantas vezes teria que passar por essa situação, afinal? E então um outro recado na parede.
VALARY DESCOBRIU A VERDADE, PENA QUE NÃO ESTÁ MAIS ENTRE NÓS PARA TE CONTAR.
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