Too dark to care.

1 I can see in your eyes.


Notas iniciais
Espero que gostem. Boa leitura.

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- Eu estava pensando, eu acho que minhas pesquisas estão certas.

- Você acha mesmo?

- Eu tive muitas premonições e tudo aconteceu de verdade, Jenny! Estou começando a me assustar comigo mesma.

- Ei! Olha para frente, foco. Para de olhar para mim, dirige direito Lea! — Jenny gritou eufórica.

- Você precisa parar de ter medo de tudo. — Leana retrucou. Jenny apenas a ignorou.

- Dá pra ir mais devagar?

- Assim vamos chegar atrasadas na escola. — Leana olhou sua amiga loira de cabelos até a cintura e revirou os olhos para a rua novamente. — Quer se atrasar no primeiro dia de aula? Ainda não chegamos nem na casa das gêmeas ainda. Espero que elas estejam na porta nos esperando.

Jenny apenas bufou e Leana riu dos medos dela. Pararam o carro em frente a uma casa branca, grande e bonita. Leana e Jenny avistaram uma garota loira com o cabelo até o ombro.

- Val! Entre! Vamos nos atrasar. — Leana gritou e Valary a obedeceu. — Cadê a Michelle?

- Adivinha? Dormiu na casa do Brian, de novo!

- Esses dois aí não se desgrudam, hein? Pior que você e o Matthew! — Leana e Jenny riram e Valary deu um soco de leve no braço das duas.

Leana deixou as duas na porta da escola e foi estacionar o carro em uma das vagas do estacionamento. Saiu com cuidado pegando sua mochila e respirou fundo aquele ar puro e gelado da manhã. “Este é o ultimo ano. O ultimo obstáculo pra eu seguir meu futuro.”, pensou animada. Não gostava da escola, mas era estudiosa e queria trabalhar e ter uma vida logo. Quando estava indo em direção a escola, algo a chamou a atenção. Na verdade, não algo. Uma pessoa. Estava com uma calça de couro preta, tênis all star preto e branco, uma blusa de gola V branca expondo um pedaço de uma tatuagem no peito e um casaco de couro também preto. Quando Leana percebeu, o estava encarando. Ele estava de óculos escuros, então ela não conseguia perceber se ele havia reparado. Apertou o passo e entrou logo na escola, em direção à sua sala.

A classe estava uma bagunça, como sempre. Deixou sua mala do lado da carteira da Jenny e foi na mesa do professor e foleou a lista de nomes dos alunos novos.

- O que está fazendo? — Jenny perguntou curiosa. Antes que Leana pudesse abrir a boca foi interrompida pela Michelle abraçando as duas com força.

- Jenny! Lea! Quanto tempo, que saudade.

- Pois é, sentimos sua falta também. Como foi suas férias no Caribe com Brian? — Leana perguntou expondo a mesma felicidade.

- Foram ótimas. — Brian interrompeu elas com um sorriso largo e brilhante. — Olá meninas.

E então o casal saiu andando para pegar uma cadeira no fundo da classe. Jenny começou a olhar para baixo enquanto mexia em seus cabelos loiros e longos.

- Jenny, o que houve? — Leana perguntou, embora já sabendo a resposta.

- Desculpe, eu só não me acostumei ainda. Sabe…

- Tudo bem, eu sei que você ainda é apaixonada por ele, mas você vai superar. Uma hora ou outra vai achar alguém e vai superar tudo isso.

Jenny sorriu como resposta e as duas foram em direção as suas cadeiras.

- Olha aquele cara — Jenny falou discretamente. — Que lindo! — As duas riram. Ele estava usando uma camisa quadriculada vermelha e preta expondo suas milhares de tatuagens nos braços, cabelos pretos e lisos, calça de couro preta com um cinto de caveira, all star preto, piercing nos lábios e olhos azuis piscinas perfeitos. Como se soubesse que elas estavam olhando para ele, o mesmo se virou. Encarou Jenny, o que fez com que corasse. O rapaz piscou para ela e então ela deu um sorriso sexy e se virou para Leana.

- Safada. — E as duas riram, mas um perfumo delicioso chamou a atenção de Leana. Se virou em direção de onde vinha o cheiro e avistou aquele cara que havia visto no estacionamento. Ele sentou na carteira ao lado da dela e ficou com a mesma expressão olhando para o nada, sem mexer a cabeça.

- Ei menina, sai do transe. — Jenny disse mexendo no braço de Lea.

- Ah, desculpe. É que…

- Estou atrapalhando algo, senhorita Macfadden e Smith? — O professor as interrompeu o que fez com que as duas revirassem os olhos. Odiavam quando eram chamadas pelo sobrenome. O silêncio foi a resposta. — Eu vou poder começar a aula assim que… — Se virou para o garoto misterioso. — Você tirar seus óculos escuros, por favor. — E o professor deu um sorriso irônico. Sem hesitar ou mudar a expressão, ele tirou os óculos deixando os cabelos negros caírem sobre seu rosto, mas mesmo assim revelando seus olhos azuis chamativos.