Notas iniciais
Quantas histórias eu tenho em andamento?? Muitas. Então decidi adicionar mais uma a lista =)
Residência Benson

24 de maio

Ela sentiu o medo chegar a sua mente. Olivia, uma detetive quem investigava crimes sexuais, acabara de ser brutalmente atacada, e nada ela pôde fazer. Estava jogada no chão, onde seu estuprador a deixou. Não conseguia levantar-se, não apenas por causa de sua paraplegia, mas de tão fraca que se sentia.

Não sabia há quanto tempo estava ali parada. Muito, pensava. Ela já sabia sobre esse homem, que tinha como alvo apenas mulheres indefesas, mas nunca se imaginou como uma delas. Quando Elliot lhe disse que sentiria-se seguro se ela estivesse na delegacia ou que ele dormisse em sofá, ela apenas achou que estava exagerando. Agora ela desejava que tivesse escutado-o. Nunca sentiu uma dor tão grande quanto quando foi estuprada, e tudo que queria fazer era morrer no braço de seu estuprador.

Ela estava sangrando, e muito, mas não sabia de qual ferida. Percebeu que se continuasse aqui e não obtesse alguma ajuda, provavelmente morreria pela perda de sangue. Com uma certa dificuldade, conseguiu se arrastar até o chão até onde mantinha seu telefone. Com seu braço, conseguiu alcança-lo e digitou três número "911, qual é sua emergência?"

Ela recostou-se contra a parede mais próxima e depois de uma respiração profunda, disse: "Aqui é a detetive Benson, distintivo 4015. Eu fui... eu fui..." ela não conseguia. Ela não conseguia dizer que fora brutalmente estuprada, era muito frustrante para ela.

"Detetive?" a mulher chamou-a.

Olivia permitiu que lágrimas escorresse livremente por seu rosto "Eu fui estuprada" disse de uma vez.

"Ok, a ambulância esta a caminho" a mulher disse, e Olivia ouviu a linha ficar muda.

Ela viu uma manta em seu sofá e desesperadamente se arrastou até lá. Já não bastasse encarar o fato de ser estuprada, não precisava ser vista nua em frente a seus colegas e amigos. Envolveu-se com ela, e por não conseguir subir para o sofá, esperou pela ajuda chegar enrolada em uma bola no canto da sala.

Cinco minutos depois, ela pôde ouvir sirenes se aproximando cada vez mais. Estava feliz que finalmente iria para o hospital e poder parar com esse sangramento. Mas ao lembrar-se do que viria a acontecer, o kit de estupro, contar o que aconteceu, o tribunal, queria apenas desistir. Sangrar até a morte no chão de seu apartamento.

Logo ouviu alguém batendo em sua porta "Detetive Benson? Aqui é o oficial Morrison. Eu preciso que você destranque a porta para nós..." pediu, depois de tentar abri-la e ver que estava destrancada.

Droga, amaldiçoou-se. Ela não poderia chegar até a porta, ela mal conseguia chegar a sua cadeira de rodas. "Eu não posso..." tentou gritar, embora não tivesse certeza que alguém do outro lado a ouviu.

"Qual o problema, detetive? Seu estuprador ainda esta ai?" continuou a perguntar o oficial.

Seu estuprador, esse era um dos problemas que não gostava que policiais novatos. Eles não sabiam como lidar com uma vítima de estupro como um detetive experiente sabia, como ela sabia. Tentou ignorar, mas a dor que sentia ao ouvir essas palavras era muita. Não respondeu, sabia que não faria diferença, e apenas a deixaria mais humilhada.

"O que você esta fazendo?" indagou Elliot, chegando ao apartamento de sua parceira a tempo de ouvir o oficial perguntar sobre o estuprador. "Você nunca fala sobre seu estuprador a frente de uma vítima!" se ele não estivesse mais preocupado com o estado de sua amiga, provavelmente teria passado muito mais tempo dando lições de moral no jovem rapaz. Ele então se aproximou da porta "Liv, honey, esta tudo bem?"

Olivia ouviu a voz de seu parceiro. Ela honestamente não queria que ele a visse assim, toda quebrada e machucada, mas ainda sim tudo que queria era ele ao seu lado. Não respondeu nada, não queria que a visse chorar, já que agora lágrimas escorriam livremente por seu rosto.

"Ela disse que não pode abrir" o oficial disse.

Elliot obviamente foi o único a entender o motivo. Pôs suas mãos nos bolsos de seu casaco, procurando pela chave reserva que Olivia lhe dera anos atrás. Depois de acha-las, nervosamente foi abrir a porta "Liv, eu estou entrando..."

Depois de avisar para o oficial que não deixasse ninguém entrar até segunda ordem, ele caminhou lentamente dentro de seu apartamento, procurando visualmente por sua melhor amiga. Encontrou-a encolhida no canto do lugar "Liv... it's just me..." ele disse, ao aproximar-se dela.

Olivia olhou ternamente para ele, quem delicadamente sentou-se ao seu lado. "Você esta bem?" perguntou. Não sabia o que falar ou o que fazer. A vítima nunca foi Olivia!

Ela escondeu seu rosto em seu ombro "Não, eu não estou bem" disse em um sussurro, não podendo conter-se mais, chorando histericamente no ombro de seu parceiro.

Essa resposta deixou Elliot ainda mais preocupado sobre seu estado. Por mais quebrada, por mais danificada que Olivia estivesse, ela nunca diria que não estava bem, nunca. Passou seu braço ao seu redor, levando-a para mais perto dele. "It's gonna be ok, Liv..." não sabia se isso era verdade ou não, mas precisava mostrar um pouco de esperança a ela.

Olivia não respondeu nada, apenas continuou a chorar no ombro de seu parceiro. Estava com medo de que seu parceiro, seu melhor amigo a julgaria por não poder defender-se, mas estava aliviada que se encontrava ao seu lado.

"Nós precisamos te levar a um hospital, honey..." disse Elliot, recebendo um leve aceno de cabeça de Olivia, quem não fez nenhum esforço para mover-se. "Onde esta sua cadeira de rodas?"

"Eu não sei... talvez no quarto..." disse em um sussurro, ainda não movendo-se do ombro de seu amigo.

"Ok, então deixe-me ir busca-la" disse Elliot, tentando se afastar de Olivia.

"Ele quebrou-a" sussurrou novamente. Elliot suspirou. Esse era o MO do homem que estavam procurando a semanas, o homem que atacava apenas mulheres indefesas, e depois quebrava suas cadeiras de roda. Ele apenas não podia acreditar que Olivia havia tornado-se uma de suas vítimas.

"Ok, mas eu preciso leva-la para a ambulância. Você esta sangrando muito" disse Elliot e Olivia assentiu com a cabeça. Ele então pegou-a em seus braços e levou-a para fora de seu apartamento, onde paramédicos já esperavam por ela. Pô-la, e acompanhou-os em todo o caminho ao hospital, certificando-se que Olivia não perdesse a consciência a caminho de lá.

Ela foi levada ao ER, mas os médicos não permitiram que Elliot a acompanha-se. Ao sentar-se em uma cadeira na sala de espera, fez a única coisa que tinha em mente. "Capitão, nosso criminoso atacou novamente..."

Notas finais
Reviews me fazem feliz =)