Tomorrow

2 Capítulo 2- Nothing


Notas iniciais
Desculpem a minha demora, inspiração tem faltado em minha mente esses dias.

"Castle havia cansado de esperar no carro, e por isso estava ali, algemado a uma cadeira na delegacia.

– Ah! Qual é Beckett? Não pensei que você se importaria de eu sair e tomar um café.

– Não me importei.- Ela não expressava muito a sua frustração.

– Então...?

– O problema é que você não trouxe café para mim.

Rick a olhou como se tivesse nascido uma segunda cabeça no pescoço da moça.

– Sério? Você me algemou a uma cadeira por causa de um café? Beckett os seus argumentos para ficar perto de mim estão escassos?

– Cala a boca, não é nada disso. Você desobedeceu a minha ordem...- Ele a interrompeu.

– Não é a primeira vez que isso acontece.

– Por não ser a primeira vez é que está preso aí.

Olhares foram trocados e a decepção de Kate ficou evidente. Ela fizera aquilo para avisá-lo que não o queria em perigo,

– Pode me soltar?- Castle deu um meio sorriso.- Prometo que fico no carro da próxima vez.

– Eu sei que não vai cumprir essa promessa, mas tudo bem.- Beckett procurou pela pequena chave e em seguida abriu a algema.- Não me prometa o que não pode cumprir Castle.

A jovem detetive levantou de sua cadeira e inclinou-se por cima do escritor.

– Nada que não possa cumprir! Nada.- Castle assentiu e um sorriso triste surgiu em seus lábios.

Beckett sentiu uma estranha vontade de aproximar-se mais daquele homem, e foi o que aconteceu. Centímetros, milímetros, a distancia cada vez menor entre os lábios dos, então, parceiros.

– Richard, Katherine?- Distanciaram-se instantaneamente, o que fez com que ficassem atordoados por poucos milésimos de segundo.

– Martha, o que faz aqui?- Kate foi a primeira a se pronunciar.

– Meu filho ingrato não avisou que sairia de casa, fiquei preocupada, tentei ligar, mas ele esqueceu o celular em casa.

– Ah! Obrigada mãe.- Martha entregou o aparelho ao filho.

– Podemos conversar filho?

– Claro! Quer dizer... Se importa?- Ele virou-se para Kate e lhe indagou.

– Não, claro que não. Pode ir.

Mãe e filho afastaram-se da detetive, o suficiente para que a mesma não pudesse ouvir a conversa. Martha examinou o olhar de paixão que Castle lançava à Beckett.

– Você a ama!- Concluiu a senhora.

– Sim.- Sua resposta fora totalmente distraída, mas verdadeira.- Que? Não, não. O que? Ela é só uma amiga.

– Não adianta esconder de mim filho. Mãe sabe quando um filho está mentindo, e você está.

– Não...- Martha lançou um olhar de repreensão para o filho.- Ok, você adivinhou. Eu amo a Beckett.

– Quando pretende contar a ela?

– Não sei, talvez... nunca.

– Oh! Richard, Richard... Não se deve guardar um sentimento tão pleno, ainda mais quando ele é recíproco.

– Não é, ela só me quer como um amigo.

– Eu vi, foi ela que tomou a iniciativa agorinha a pouco. Ela te ama meu filho. De uma chance a vocês, sei que serão felizes.

– Não tenho tanta certeza.

– Tudo bem. Lembre-se, você está enganando a si próprio.- Com essas últimas palavras Martha despediu-se do filho e entrou no elevador, deixando Castle com seus pensamentos.

– Hey, Rick!- Beckett o chamou do outro lado da delegacia.- Temos um suspeito.

Aquela noite ainda ia perdurar... Muito!

Notas finais
Mereço comentários? Desculpem-me se ficou pequeno, inspiração tem sumido ultimamente.