Tomione: Forbidden Memories

9 Um momento estranho depois da tortura.


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas a preguiça não me deixa postar nada...
To meio na depre... sério tenho 80, é isso aí 80 leitores e a metade da metade é que comenta... não é uma sacanagem? Chega de enrolar ta ai o cap.

Hermione acabara de chegar à enfermaria escura, pois tomara um caminho longo para desviar de quadros “fofoqueiros”. Com a ajuda de sua varinha, colocou-os em duas camas. Mesmo ainda sangrando por estar com o nariz quebrado, deu uma poção para Abraxas – ele quebrara uma costela com o impacto de ser arremessado contra a estante de livros – mas decidiu deixa-lo dormindo, não queria nenhum escanda-lo àquela hora da noite.

Mesmo não gostando muito da ideia, deu uma poção para curar o braço queimado de Tom – pois no dia seguinte aquilo criaria boatos – e outra para acorda-lo, pois se ficassem ali provavelmente a enfermeira daquela época os pegaria de manhã, ou o zelador Apollyon Pringle.

Em segundos Tom abriu os olhos e rapidamente e num movimento rápido pegou sua varinha da cômoda ao lado e apontou para Hermione. Ela arrependeu-se de ter deixado a varinha ao alcance dele. Um misto de sentimentos apareceu naquela face fria de Tom Riddle, o que chegava até a ser estranho.

Confusão, compreensão, nojo, raiva, ódio.

- Crucio! – exclamou Riddle.

A dor foi intensa e num momento ela já nem sabia onde estava, parecia que estava sendo perfurada por facas enquanto seus nervos se remexiam por baixo de sua pele. Suas veias pareciam quase explodir. Gritos agoniantes eram ouvidos. No instante seguinte a dor desaparecera mais seus órgãos doíam, seu cérebro voltou a perceber o que acontecera, ela olhou Riddle enquanto respirava ofegantemente.

— E... Agora... Riddle? Vai me matar? – perguntou ela recuperando o folego.

- Não seja tola Granger. Sua morte traria problemas. – Falou Tom, sua face num misto de frieza e irritação. – Mas bem que eu gostaria. É melhor apenas apagar sua memória. Mas antes quero respostas. – riu sem emoção.

- Não vou lhe dizer nada.

- A não é? Vamos ver então – Tom tentou usar Legilimência em Hermione, que o bloqueou com Oclumência. (DÃ!!!! ¬_¬’)

Tom irritou-se mais ainda. Ele poderia simplesmente tortura-la até ela dizer o que estava fazendo na sessão reservada e que feitiço era aquele que ela usou contra ele, mas isso o faria perder tempo, e alguém poderia chegar.

- Me dê só um motivo para não torturá-la até você me responder o que eu quero Granger.

Hermione lembrou-se vagamente de Harry dizendo que Voldemort recompensava quem o ajudava e teve uma ideia.

- Um motivo? Você me deve. Eu o trouxe até aqui e cuidei do seu ferimento. Dos dois. – Falou se referindo a Abraxas.

Hermione sabia que a recompensa daquela noite era sair dali com suas memorias e não ia desperdiçar essa oportunidade. A expressão dele se suavizou e voltou a ser tipicamente fria.

- Acha que eu não sei que fez isso para salvar a própria pele Granger? Sei que não queria que ninguém soubesse que aquela confusão é culpa sua! – falou numa voz fria e irritada. – Mas serei misericordioso e lhe deixarei ir.

Hermione se controlou para não rir. Misericordioso? Ele achava que era quem? Ele era só um mestiço com mania de grandeza. Ele era só Tom Riddle. Ela levantou-se com dificuldade, o sangramento no nariz ainda não parara.

- Episkey! – Falou Tom e com um estalo o nariz dela foi empurrado de volta para o lugar. Ela gemeu de dor.

- Não reclame Granger, você já aguentou um Crucio, um nariz de volta ao lugar não é nada.

- Por que fez isso? – perguntou Hermione

Nem ele sabia direito a resposta. Fizera aquilo num reflexo, mas respondeu a primeira coisa que veio a sua mente.

- Queria que esse sangramento parasse. Estava dando nojo. – falou indiferente.

Hermione rolou os olhos opacos e caminhou lentamente para fora da enfermaria enquanto ouvia Riddle bufar. Sentiu uma mão agarrar seu braço e olhou para traz, Tom a encarava intensamente. Ficaram assim alguns segundos até Riddle começar a puxa-la pelos corredores.

- O que está fazendo? – perguntou Hermione.

- Você está muito lenta, vai acabar sendo pega por Pringle. – disse ele.

- E Abraxas?

- Ele inventa qualquer coisa se Pringle o acordar. Nele eu posso confiar que não irá me trair. Já você... – falou ele, deixando a frase “no ar”.

Caminharam em silencio até o dormitório da Corvinal com Tom a puxando. Aquilo era muito estranho, visto que ele a estava torturando não fazia muito tempo. E mais estranho ainda é que ele não estava a insultando de sangue-ruim com uma expressão de nojo ou a puxando com violência. Ele estava apenas a levando com uma expressão neutra.

Chegando lá ela estava prestes a entrar quando ele disse:

- Tem sorte de se safar dessa vez Granger. Na próxima você não vai ter tanta sorte assim.

Ela o encarou e disse com um pequeno sorriso de deboche:

- Mal saímos dessa e já está pensando na próxima confusão Riddle?

Ela não esperou resposta e entrou no seu salão comunal, mas ainda teve tempo de ouvi-lo dizer:

- Com você por aqui isso é óbvio!

Ela apenas riu enquanto a porta se fechava.

continua...

Notas finais
E aí?