Tomione: Forbidden Memories

32 Um dia não tão ruim.


O homem caolho já começou lançando feitiços mudos. Mandou um Reducto direto em Tom, que, com grande velocidade, se defendeu com um Protego e lançou um Locomotor Mortis, também defendido por Caolho.

Hermione entrou na briga ao mesmo tempo que o homem encapuzado, começando assim um duelo de dois contra dois.

– Verdillious! — lançou Hermione em Caolho, deixando seu único olho bom momentaneamente cego pelo jorro de luz verde.

– Maldita!

– Everte Statum — bradou Hermione, fazendo Caolho voar no ar e depois dar de cara no chão.

Tom estava em um duelo de feitços mudos e parecia estar em pé de igualdade com seu oponente. Caolho levantou-se rapidamente, limpando a neve de seu rosto e cuspindo sangue no chão.

– Agora você me irritou, boneca — Falou ele, sério pela primeira vez.

E ele começou a mandar feitiços rapidamente, mal dando chance para ela revidar. Mas Hermione estava com raiva. Muita raiva. Ninguém a chamava de boneca.

Isso a fazia se lembrar dele. Vincent.

Hermione sentiu a boca amargar. Conseguiu ouvir o som do próprio coração martelando em seus ouvidos.

Caolho mandou mais um feitiço em Hermione que se defendeu com um movimento brusco.

– Não... — Começou Hermione defendendo-se de mais outro feitiço — ... Me chame... — Desviou se jogando para o lado — DE BONECA! — Berrou lançando um Estupefaça em um Caolho muito surpreso.

O feitiço o acerto com uma pancada e Caolho caiu no chão, zonzo. Tom desviou de um reducto se abaixando rapidamente e mandou um Diffindo no homem encapuzado, acertando-o em seu rosto, fazendo o capuz negro cair.

Como Caolho ele também era adulto, mas as semelhanças acabavam aí. O homem era loiro de olhos castanhos e feições sérias. Tinha um olhar cruel e Tom soube que ele era muito mais perigoso que Caolho, mas Tom não teve medo. O feitiço que o adolescente lançara havia cortado a bochecha do loiro e sangrava.

O homem passou a mão na bochecha, sujando-a de sangue e depois olhou para o sangue em seus dedos com um sorriso.

– Bom — Aprovou o loiro com sua voz grave.

E num movimento rápido lançou um Conjuctivitus em Tom, que não conseguiu se desviar por inteiro, ficando assim momentaneamente cego.

Gritou de ódio.

Hermione, que havia acabado de derrubar Caolho, voltou-se para Tom que estava no chão com uma mão sobre o rosto e com outra enviando feitiços cegamente na direção do loiro, que desviava facilmente

Ela aproveitou enquanto ele estava concentrado em Tom para mandar um Estupefava direto no peito do loiro, que quase não conseguiu desviar.

O Loiro lançou um olhar de ódio para Hermione e chamou:

– Murray, seu imprestável! Levante-se e lute!

O nome de Caolho era Murray?

– Murray? Sério? — Riu Hermione cinicamente.

– Não ria do meu nome, boneca! — Reclamou Murray levantando-se, assim como Tom que estava com os olhos vermelhos e ardendo, mas pelo menos podia ver normalmente — Porque depois que isso acabar eu vou te foder até você não poder andar só por causa dessa risada — Falou Murray sorrindo com seus dentes podres.

Hermione mordeu os lábios até sangrar para conter um grito de ódio. Fechou os olhos, com memórias invadindo sua mente.

– Eu vou te foder até sangrar, boneca, e depois eu vou pegar uma faca e vou cortar essa sua boca atrevida — Ameaçava Vincent.

– Seu porco nojento! — Gritou.

Hermione começou a gargalhar. Uma gargalhada fria e aguda, doente. Digna de Bellatrix Lestrange. Ela abriu os olhos que estavam mais escuros que o normal e Tom sorriu maniacamente sabendo o que estava por vir.

– Vocês estão mortos — Disse Tom.

Murray e o Loiro trocaram um olhar confuso, mas não deixaram isso afetá-los e recomeçaram o duelo. Mas dessa vez Tom e Hermione estavam em vantagem.

Depois de mais feitiços jogados e dificilmente rebatidos por Murray e o Loiro, Tom lançou um Bombarda e o Loiro lançou-se para o lado, desviando. O feitiço foi longe de mais e acertou a porta do local mais próximo, o Cabeça de Javali. O dono saiu irritado, gritando que eles haviam quebrado sua porta.

– Mas o que é que está acontecendo aqui? — Era Aberforth Dumbledore.

Os jatos coloridos de feitiços continuavam.

– Parem! PAREM! — Berrou Aberforth brandindo sua varinha e criando um Protego de tal força que os empurrou, fazendo-os ficarem mais longe do que já estavam.

O Loiro percebeu que as coisas ficariam muito mais ruins e então aproximou-se de Murray e colocou a mão em seu ombro.

– Isso não vai ficar assim — Ameaçou e desaparataram com um estampido.

Ficaram em silencio ofegantes. Hermione voltou-se para o lugar em que o homem que vieram salvar devia estar. Devia, pois não estava mais lá. Devia ter se arrastado para longe enquanto duelavam.

Hermione bufou. Ela esperava pelo menos um obrigado.

– Mas o que é tudo isso? — Perguntou Aberforth — Duelando com seguidores de Grindewald e destruindo propriedade privada? Malditos adolescentes! Tem noção de como isso é perigoso?

Tom voltou-se para Hermione.

– Eu te avisei.

OoOoOoOoOoOo

Tom e Hermione saiam do Cabeça de Javali, agora com a porta consertada. Aberforth havia explicado que aqueles homens era seguidores de Grindelwald, ele tinha certeza, disse que os reconheceria em qualquer lugar. Só que não sabia o que eles estavam fazendo no país e disse que não ia notificar ao Ministério, não valia a pena. Aberforth também lhes dera um bronca e ainda conseguiam ouvir os seus xingamentos enquanto saiam.

Por causa do duelo, o casaco de Hermione estava rasgado no ombro e seu o cabelo estava uma bagunça e ela tentava inútilmente arrumá-lo. Tom ainda tinha os olhos levemente avermelhados e apesar de suas roupas levemente amarrotadas, ele ainda conseguia parecer bonito.

– Como você consegue manter esse cabelo arrumado? — Perguntou Hermione.

– Um cavalheiro tem sempre que conseguir se manter com boa aparência. É a prática. — Gabou-se.

Hermione fez uma careta.

– E agora? Vamos voltar? — Perguntou ela.

Tom a olhou de soslaio e assentiu.

OoOoOoOoO

Caminhavam pelas margens congeladas do lago negro lentamente e em silencio. Pararam debaixo de uma árvore e Hermione encostou-se nela.

– Que encontro mais divertido — Ironizou ela.

Tom deu um pequeno sorriso cínico, mas não respondeu.

– Então... — Começou ela — Quais são seus planos para dominar o mundo bruxo, Milord? — Provocou sarcasticamente.

Tom virou-se para ela e a encarou friamente, franzindo o cenho.

– Existe alguma coisa sobre mim que você não saiba? — Perguntou seriamente com a guarda levantada.

Hermione sorriu cínica por um momento, mas logo ficou séria. Ela tinha começado, agora tinha que continuar.

– Sim. O real motivo disso.

Tom a analisou por um instante e disse:

– Poder.

– Não pode ser só por isso. O motivo de desprezar elfos, trouxas, sangues-ruins. Porquê? — Exigiu Hermione.

Tom a encarou indiferente.

– Elfos são só servos, seres inferiores, assim como os trouxas e abortos que não tem magia. E sangues-ruins... — Hesitou — Eu vou limpar o mundo dessa escória e para isso preciso de poder — Falou francamente pela primeira vez.

– E acha que vai conseguir isso?

– Sim, se eu tiver os meios necessários.

– As Artes das Trevas, você quer dizer.

– Exato. E não me olhe dessa forma, como se eu fosse malvado. Não existe o bem e o mal, somente o poder e aqueles que são muito fracos para possuí-los. — Recitou. — E chega desse assunto. Você ainda não compreende.

Hermione queria retrucar, que ela compreendia sim. Mas aquele dia estava indo de mal a pior. Primeiro o dia estava horrível para encontros, segundo, tiveram que duelar por um homem que nem se dignou a ficar e agradece-los, e terceiro, Aberforth lhes dera uma bronca. E agora estavam discutindo. Hermione tinha que fazer algo para melhorar.

Tom voltou a olhar para a paisagem e Hermione encarou o chão. A garota teve uma ideia e sorriu maliciosamente. Abaixou-se, enterrando a mão na neve.

– Riddle? — Chamou ela.

Quando ele se virou para ela, Hermione jogou a bola de neve no rosto dele, acertando em cheio.

– Mas que...? — Reclamou limpando a neve gelada de seu rosto.

– Guerra de bola de neve! — exclamou Hermione maliciosamente.

– É assim? Ótimo! — Disse ele abaixando e pegando neve, lançando-a em Hermione, que saltou para desviar e saiu correndo.

Tom correu atrás dela, ambos lançando todas as bolas de neve que conseguiram, rindo cada vez que acertavam. Ele já estava a meio metro de distância dela quando Hermione tropeçou e caiu, levando Tom junto quando ele tentou segurá-la, mas só conseguiu fazê-la mudar de posição e cair de costas.

Resultado: Ambos estavam no chão, com Tom por cima dela, apoiando-se nos joelhos e cotovelos para não por seu peso sobre ela. O riso morreu lentamente quando se deram conta da proximidade. Seus rostos estavam separados apenas por centímetros.

Tom observou os olhos castanho dourados de Hermione, as pupílas dilatadas, assim como ele sabia que as dele também estavam. Ele encarou os lábios avermelhados de Hermione e lembrou-se do gosto deles. Tom queria provar o sabor deles novamente.

E beijou-a.

No início era apenas um encostar de lábios, mas Tom sentiu todas as células do seu corpo reagirem a ela. Ele moveu os lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo.

E Hermione cedeu, sentindo ondas de calor por todo o seu corpo, assim como as tais "borboletas no estômago". Ela colocou as mãos nos cabelos negros e macios de Tom, embriagada por seu cheiro, seu toque. E odiava isso ao mesmo tempo em que gostava.

Separaram-se por falta de ar e Tom deu um meio sorriso malicioso, observando o rosto corado de Hermione por causa do frio e seus lábios inchados.

– Eu já disse que você tem que tomar mais cuidado, Granger, já lhe falei que nem sempre alguém forte e bonito como eu — Disse levantando — Vai estar com você para te ajudar a levantar quando cair. — Sorriu prepotente, oferecendo-lhe a mão para ajuda-lá a se levantar.

Hermione recusou a ajuda e levantou-se sozinha, bufando.

– Você não cansa de ser tão prepotente, arrogante e exibido? — Perguntou grosseira.

– Nem um pouco — Respondeu ele com tranquilidade. — E você, não cansa de ser tão sarcástica, cínica e irritante?

– Engraçadinho — Disse irônica.

– Vamos. Vou ter levar até seu salão comunal.

OoOoOoOoO

Terminado de subir as escadas, Tom e Hermione viram Aidan entrando no salão comunal. Ele, obviamente os vira e pareceu propositalmente a porta parcialmente aberta. O que era ótimo, assim Hermione não teria que responder nenhuma pergunta para entrar.

Ela virou-se para Tom e perguntou:

– Então? Nos vemos amanhã?

Tom assentiu e virou-se para ir embora, com Hermione observando-o ir. Ela já ia virando-se para entrar quando ouviu.

– Hey, Hermione? — Era Tom, parado nas escadas.

– Sim? — Perguntou meio surpresa por ele dizer seu primeiro nome.

– Até que o seu beijo não é ruim — Admitiu ele e deu um meio sorriso para ela.

Um meio sorriso verdade, sem a arrogância de sempre. E então ele virou-se e voltou a descer as escadas.

Hermione estava totalmente perplexa e não entendia porque seu coração estava acelerado daquela maneira. E nem a vontade boba de sorrir. Mas decidiu que não se importaria com isso por agora, estava cansada demais para isso.

– Seu beijo também não é nada mal, Tom — Admitiu baixinho para si mesma e entrou em seu salão comunal.

Notas finais
Oláaaaaaa,

Hoje fui eu Carolina C. - Be Happy - a postar o capítulo.
A nossa querida autora enviou-me o capítulo. :DD
Sou a beta agora.

Obs: Se houver algum erro perdoem-me, mas eu sou portuguesa e às vezes à coisas que me escapam.
Espero que tenham gostado do capítulo. Eu amei. heheh :3

Deixem review! ^^

CC