Tomione: Forbidden Memories

2 Prólogo - Mudanças e sofrimento.


Notas iniciais
Capitulo não muito explicativo mais é necessário.

1 DE SETEMBRO, DESEMBARQUE DO TREM DE HOGWARTS.

Harry Potter e Ron Weasley desembarcaram em Hogwarts para mais um ano nesse magnifico lugar. O estranho era: não haviam encontrado a melhor amiga – Hermione Granger – em lugar algum. Não estava na mesma cabine que eles, como em todos os anos anteriores, por mais estranho que fosse.

– Onde Hermione se enfiou? – perguntou Ron.

– Não sei. Melhor perguntarmos para McGonagall depois. – falou Harry.

Ambos pegaram uma carruagem junto com Luna e Neville a caminho do castelo que tanto amavam. Mais tarde naquele mesmo dia a seleção dos primeiranistas acontecia e Ron e Harry procuravam McGonagall.

– Professora? – chamou Harry assim que a encontraram.

A professora os olhos com um misto de seriedade e pena.

– Sr. Potter e Sr. Weasley, creio que estão aqui para perguntar onde está a Sra. Granger, não? – falou séria.

– Sim professora. Aconteceu alguma coisa com a Hermione?

Minerva respirou fundo.

– Tenho péssimas noticias para os senhores.

Ron trocou um olhar com Harry. Não deveria ser nada bom.

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– Queremos ver a Hermione agora! – exigiu Harry depois de saber de tudo.

– Infelizmente não poderá jovem Harry – falou Dumbledore com um olhar de pena.

– Hermione é nossa amiga, exigimos ir vê-la! – falou Ron.

– Compreendo, mas o estado dela... Não é bom, ela está praticamente...

– Sabemos como ela está! E por isso... – interrompeu Harry.

– Sr. Potter! Acho que não compreende a situação. A Sra. Granger não está bem e precisa de repouso. Quando ela estiver bem, ou melhor, um pouco recuperada, poderá voltar a Hogwarts – falou McGonagall – Agora vão para seus dormitórios.

Contrariados, ambos saíram vermelhos de raiva em direção ao salão comunal da Grifinória. Estavam horrorizados com a situação da amiga. Nunca pensaram em como os seres humanos — trouxas — podiam ser cruéis.

– Sapos de chocolate – Harry falou a senha e entraram pela passagem.

Jogaram-se no sofá com um peso no coração. Não acreditavam no que acontecera com a amiga. Mais tarde contaram a Gina e ela vomitou enquanto ouvia a narrativa. Os amigos tentaram ser fortes, mas quando estavam sozinhos choraram pela amiga.

Pensaram em formas de sair de Hogwarts para encontraram a amiga e várias vezes no ano tentaram escapar, mas Dumbledore estava sempre de olho, fazendo com que fosse impossível a saída. O boato que corria em Hogwarts era que Hermione estava fazendo um intercambio – grande mentira.

E assim foi até as férias do natal, em que os tres estavam empolgados por que poderiam sair e ver a amiga no hospital trouxa. Mas quando chegaram ela já não estavam mais lá. Foram informados de que um Sr. idoso e com longos cabelos e barba branca (o que só podia ser Dumbledore) a havia retirado de lá, informando ser um parente.

Depois das férias, o grupo já estavam desistindo da ideia de tentar ver a amiga, visto que era quase impossível, mas quando voltaram, tiveram uma surpresa tremenda: Hermione estava lá, na entrada de Hogwarts, com um sorriso no rosto os esperando, como se nada de ruim tivesse acontecido, o que era uma grande mentira.

A amiga estava diferente, notaram logo, mas não era o que esperavam. Esperavam uma Hermione triste, até depressiva, mas o que estava lá era diferente. Era uma Hermione incrivelmente bonita, seus cabelos encaracolados e sedosos tinham um brilho e macies encantadores, sua pele era branca e pálida, sua temperatura era anormalmente gelada, seus dentes, perfeitos, brancos como a neve, seus lábios eram vermelhos e convidativos. E ela usava roupas que marcavam suas curvas e a deixavam deslumbrante.

Não era a Hermione que esperavam nem em um milhão de anos, mas o traço de sofrimento estava lá, como eles esperavam que estivesse. Seus olhos amendoados não tinham vida nenhuma, estavam completamente opacos, e que a visse de longe e que não a conhecesse acharia que ela era cega. O sorriso em seus lábios era falso, mas não menos bonito. Ela não esbanjava felicidade alguma, parecia que ela era uma maquina. Uma espécie de máquina que só estudava e que parecia não se importar com nada. Apenas parecia.

Os amigos ficaram preocupados e sempre a tratavam com carinho, como se quisessem demonstrar que estavam lá para ela. Ela se sentia bem com isso, sentia que só podia confiar em Harry, Ron, e sobre tudo Gina, ela os amava e para ela, apenas eles restavam. Hermione se recusava a pensar no passado, se recusava a pensar em seu sofrimento e tentava a todo custo não sonhar com isso toda a noite, tentava não sonhar com os gritos das pessoas que lhe fizeram mal e tentava não sorrir ao se lembrar do sangue em suas mãos.

Ela estava diferente, estava mais... Cruel. Sua personalidade se tornara fria e calculista e ela se recusava a mostrar sentimentos. Continuava inteligente, mas parecia que havia ficado mais, parecia que havia se interessado por poder, mas se recusava a ir à busca do mesmo. Preferia estar com os únicos de tinha. Harry, Ron e Gina.

Nas aulas estava diferente, sempre respondia as perguntas como antigamente, mas o que realmente surpreendeu a todos fora na aula de Snape. Todos estavam sentados, quietos em suas carteiras, esperando Snape começar a fazer perguntas sobre a matéria.

“Então quem poderia me dizer o que é a poção Veritaserum?” perguntara Snape, esperando ver a mão da irritante sabe-tudo erguida, pronto para ignora-la.

Mais isso não aconteceu, Hermione não levantara a mão, sabia que seria terminantemente ignorada pelo seu professor de poções se fizesse isso.

“Ora, ora, parece que a sabe – tudo Granger não sabe realmente tudo” falou Snape, cínico.

“Não sabe responder a pergunta Sr. Granger?”

Hermione ergueu os olhos para seu professor de poções, o encarando com deboche.

“Claro que sei professor”

“Então por que não ergueu a mão?” bradou irritado chegando mais perto.

“Ah, é que eu não estava muito a fim de responder e ter que encarar essa cara de desgosto do morcegão das masmorras, que por acaso é o Senhor.” Falou tranquilamente e com um quase imperceptível sorriso de deboche.

A sala explodiu em risos, até na mesa da Sonserina, por mais improvável que fosse. Harry e Ron nunca esperavam esse tipo de resposta da amiga, visto que ela era sempre bem educada com os professores.

Snape fez uma cara assassina e emitiu um som de desagrado.

“Menos 50 pontos para Grifinória”

Os Sonserinos riam e os Grifinórios faziam expressões indignadas, mas ninguém ousava reclamar, sabia que só teriam mais pontos perdidos se fizessem isso.

Dumbledore ficou sabendo e chamara Hermione para sua sala.

– Sr. Granger, fiquei sabendo de sua pequena façanha na aula de poções – começou Dumbledore.

– Oh é?

– Sim, e devido a sua... Mudança de aparência e personalidade lhe acho perfeita para uma missão que lhe agradará muito – falou Dumbledore a encarando por trás de seus óculos.

– Continue, por favor – disse visivelmente interessada.

– Vou ser direto. Quero que volte no tempo e que recolha informações sobre o jovem Tom Riddle e se necessário, matá-lo. – falou tudo de uma vez.

Hermione arregalou os olhos opacos, um parte de si estava incrédula.

Ele queria que ela voltasse no tempo, para a época de Tom Riddle, o que era perigoso, visto que ele podia matá-la. Mas pensando bem, Eles não teriam morrido se Voldemort não estivesse à solta. Nada daquilo tudo teria acontecido com ela, e suas mãos não estariam manchadas do sangue que havia gostado de arrancar. Ela não precisaria ter feito tudo aquilo, e nem ter tanto sofrimento em sua vida.

Dumbledore a encarava enquanto ela ponderava. Ele notou como era estranho que mesmo que alguma emoção estivesse presente nos olhos da jovem, eles jamais deixavam de ser opacos. A dor constante dela era semelhante à de Você-sabe-quem, apesar de que o desejo de poder dele era insaciável e ele — provavelmente — não tinha brigas constantes com duas metades de si mesmo.

– Explique – pediu Hermione, sem nenhuma expressão no rosto.



continua...

Notas finais
= ) devo continuar?
estão curiosos para saber o passado de hermione?