Tomione: Forbidden Memories
31 Encontro.
Hermione saia de seu dormitório, devidamente vestida para o seu “encontro” (NA: Imaginem como quiserem, eu não tenho criatividade para roupas, quanto mais da década de 40). Madeleine ia a seu encalço.
–... E tome esse chiclete de menta, caso vocês se beijem – Ia dizendo enquanto colocava o chiclete na bolsa de Hermione.
– Madeleine! – Hermione repreendeu – Eu não vou beijar ele!
– Aham, tá! – Zombou Madeleine – Aposto que vão se vão se agarrar no primeiro lugar escuro que encontrarem.
– MADELEINE! CHEGA! – Berrou Hermione.
Ela estava estressada, Madeleine podia ser muito irritante às vezes.
– Ok, ok, nervosinha. – Cedeu Madeleine – Mas certeza de que você vai agarrar aquele pão, eu tenho!
– Pão? – Zombou Hermione.
– Não enche Hermione, você sabe que ele é boa-pinta!
Hermione bufou e saiu do salão comunal da Corvinal deixando Madeleine que berrava um “Boa sorte” para trás.
OoOoOoOo
Hermione desceu as ultimas escadas que desciam para o salão principal. Lá encontrou Tom, que estava devidamente arrumado, esperando-a.
– Finalmente, pensei que você ia me deixar esperando aqui. – Falou Tom.
– Deveria ter deixado assim um pouco desse seu ego vai embora. – Falou Hermione indiferente.
Tom a olhou com desdém.
– Vamos senhorita Granger. – Falou ele oferendo seu braço.
Enganchou seu braço no dele, sentindo a mesma sensação elétrica que sempre percorria seu corpo quando estava próxima dele. Andaram, sentindo as outras pessoas olharem para eles juntos e fofocarem uns com os outros, não importa o quanto andassem, sempre sentiam os olhos dos outros alunos sobre eles. As meninas, com inveja e os meninos com surpresa (e até um pouco de raiva).
Ela e Tom pegaram uma carruagem até Hogsmead, finalmente podendo falar um pouco sem que os outros olhassem para eles.
– Não andamos nem cinco minutos e aposto que Hogwarts inteira já sabe que estamos indo juntos. – Comentou Hermione com desgosto.
Tom riu sem humor.
– Quando você é popular tem que se acostumar com isso. – Disse ele.
– Ok, Senhor Popularidade – zombou.
Tom fez uma careta pretenciosa. Ficaram em silencio no resto do percurso até Hogsmead. Tom ajudou Hermione a descer da carruagem. Estava frio e nevava. Ventava muito, bagunçando os cabelos de Hermione, e o céu estava cinzento.
Dia perfeito para um encontro, pensou Hermione ironicamente, ajeitando seu cachecol.
Eles caminharam de braços dados, os seus sapatos afundando na neve.
– Aonde vamos? – Perguntou Hermione.
– Aonde você quer ir? – Perguntou de volta.
– Vamos ao Três Vassouras – Falou ela dando de ombros.
Caminham entre a neve até o local. Hermione se sentia estranha, sentia mais como se o passeio fosse obrigado (o que, tecnicamente, era), mas pelo menos se sentia confortável com o silencio.
Entraram no Três Vassouras com vários alunos os observando. Pegaram uma mesa no fundo e Tom puxou uma cadeira para ela como um perfeito cavalheiro, apesar da sua careta pretenciosa. Pediram duas cervejas amanteigadas, a de Hermione com uma pitada de gengibre.
Conversaram sobre seus gostos, coisas em comum que faziam, como dois adolescentes normais, isto é, se contar as “trocas de farpas” entre os dois.
– Meu livro favorito é Hogwarts, Uma História. – Disse Hermione depositando sua caneca na mesa.
– É um livro muito bom, mas não meu favorito. – Admitiu Riddle.
- Ah, é? E qual é o seu, um de artes das trevas? – Perguntou Hermione sarcasticamente. — Se fosse, certamente eu não te contaria qual. – Falou indiferente. — Com medo de que eu aprendo seus truques, Riddle? – Perguntou. — Nem um pouco. – Respondeu prontamente com um sorriso desafiador.
O assunto morreu e se encararam. Tom sorrindo desafiador e Hermione sorrindo sarcástica. Ela não pode deixar de observar os detalhes do rosto de Riddle. A pele pálida, as expressões finas, os lábios vermelhos, os olhos verdes escuros, quase castanhos com o brilho opaco. E a pinta na bochecha.
O sorriso de Hermione sumiu lentamente. Memórias de quando se beijaram passou pela cabeça dela encarava a boca fina de Riddle. O rosto de repente sério dele denunciou a ela que ele pensava sobre a mesma coisa. Ela balançou a cabeça tentando tirar aqueles pensamentos ridículos da mente.
– E então? – Perguntou Hermione.
Tom passou a ter uma expressão indiferente e passou a mão no cabelo, arrumando fios fora do lugar.
– Parou de nevar. – Constatou ele, olhando pela janela – Vamos sair daqui.
Ela assentiu. Pagaram a conta e saíram dessa vez apenas andando lado a lado. Hermione notou que tudo estava vazio, exceto por dois estranhos, ambos vestidos de preto, as capas cobrindo-lhes os rostos. Estavam falando com um homem baixo, calvo e magro de vestes verdes sujas que não pareciam lhe proteger muito do frio. Os dois homens pareciam estar ameaçando-lhe, pois o de vestes verdes estava tremendo e com um olhar receoso. Hermione franziu o cenho. Talvez só esteja tremendo de frio, pensou dando de ombros.
Passaram direto por eles e Hermione escutou um trecho da conversa.
–... Fiquei sabendo que Gregorovitch pode tê-la, mas ele nem é daqui, porque estão... – E foi só Hermione não conseguiu ouvir mais, mas isso nem era da sua conta mesmo.
Pararam de caminhar e Hermione olhou para o local onde futuramente seria a casa dos gritos. Agora era apenas um terreno vazio.
– Não vai me contar o verdadeiro motivo de ter me convidado pra siar, Milord? – Perguntou ela dando ênfase no “Milord”.
Ele bufou.
– Por que é tão difícil acreditar que eu só te convidei para um encontro como dois adolescentes normais? – Perguntou ele.
Hermione riu sarcasticamente.
– Porque isso não é verdade. – Respondeu.
– Pois fique sabendo que, para seu governo, essa é a completa verdade. – Falou ele.
– Vou fingir que acredito – disse ela.
Foi então que ouviram um grito. Tom e Hermione olharam para trás e viram o homem de vestes verdes no chão, cobrindo o rosto com as mãos e gemia de dor. Os homens riam. Um deles estava segurando uma varinha na mão e havia retirando a capa do rosto, revelando um homem branco e careca, com feições rudes e uma cicatriz horrível sobre o olho, que ia dá sobrancelha até a bochecha. Mesmo de longe, Hermione pode notar que ele era cego de um olho.
Ela retirou a varinha das vestes e já estava indo em direção a eles quando Tom segurou seu pulso.
– Aonde pensa que vai? – Perguntou Tom.
Hermione arqueou as sobrancelhas.
– Ajudá-lo, hora essa. – Respondeu ela.
– Não é da nossa conta. – Replicou ele.
Hermione bufou.
– “Nossa conta”? Não me lembro de ter pedindo pra você vir junto. – Falou irônica puxando seu pulso do aperto dele, indo em direção ao homem no chão.
–... Que não esteja mentindo. Ou você já sabe. – Ameaçava o homem com a cicatriz sorrindo com seus dentes podres.
Tom, resmungando, tirou a varinha das vestes e foi atrás de Hermione.
– O deixem em paz! – Exclamou Hermione ficando na frente que ainda resmungava de dor.
– Ahn? O que temos aqui? A boneca veio salvar o velhinho? – Ria o da cicatriz, enquanto o outro ainda que tinha sua face oculta pelo capuz nada fazia.
Hermione apontava sua varinha para aquele ser asqueroso em sua frente.
– Saia daqui ou eu vou deixar essa sua cara horrível. Apesar de que vai ser difícil deixar mais feia do que ela já é, mas eu consigo. – Ameaçou ela.
Tom parou ao lado dela, prestando atenção ao homem encapuzado. Por que ele não fazia nada?
O homem da cicatriz riu debochadamente.
– A boneca está irritadinha. Pois saiba garota que eu posso acabar com você e esse seu namorado com uma mão amarrada nas costas. – Falou ele.
Tom riu sem humor. Seu rosto era uma mascara de frieza.
– Então tente.
Fale com o autor