Hermione Granger dirigia-se para a sala de Dumbledore calmamente. Ela havia tomado sua decisão, voltaria no tempo. A menina-mulher carregava somente uma pequena bolsa, com um feitiço de expansão, para suportar vários objetos pessoais. Ela não carregava nenhuma roupa extra já que suas roupas não teriam utilidade na década de 40.

Ela passou pela gárgula e bateu três vezes na porta.

– Entre.

Hermione entrou na sala e lá estava Dumbledore sentado atrás de sua mesa.

– Aceito a missão. – falou ela.

Ele sorriu.

– ótimo. Diga sobre a missão ao meu outro eu do passado. Ele te colocará na escola. – disse Dumbledore.

–Tudo bem.

– E aqui estão suas roupas. – falou apontando para um malão no chão – Seu uniforme também está ai e aqui está o anel.

Dumbledore entregou a caixinha com o anel para Hermione.

– E como eu defino a data que eu quero ir? – perguntou Hermione com uma sobrancelha arqueada no seu rosto impassível.

– É só você colocar o anel e dizer: Convertam Tempus — September I, MCMXLIII. A data é em latim, como a Srta. Sabe um pouco de latim é só dizer a data em que deseja e o anel se encarregará do resto.

– Claro. E como saberei quem é Tom Riddle?

Dumbledore abriu uma gaveta em sua mesa e tirou um porta-retrato com uma foto, antiga, dele bem mais jovem, um homem – que ela supôs ser o diretor Dippet – e um garoto.

– Essa foto é de quando Tom ganhou um premio por serviços especiais prestados a escola quando acusou Hagrid de ter deixado a aranha Aragogue matar a murta que geme.

O garoto da foto era, aparentemente, alto, de cabelos pretos bem escuros e encaracolados e com uma franja cortada de lado que caia ondulada sob seu olho esquerdo, dando um ar sensual. A cor de seus olhos não era visível na foto, mas ela supôs que fossem negros. Ele era muito bonito e o sorriso de canto que ele exibia na foto o deixava mais sedutor ainda. Hermione passou mais alguns segundos encarando a foto, sem ter emoção nenhuma no rosto.

Dumbledore deu um sorriso de quem sabe das coisas e guardou a foto.

– Bom Srta. Granger, espero que tenha sorte com Tom Riddle.

Hermione pegou seu malão, colocou o anel no dedo e disse:

Convertam tempus – September I, MCMXLIII.

As safiras do anel brilharam fortemente em um azul escuro e Hermione sentiu um puxão no umbigo, semelhante a da aparatação. O anel parou de brilhar e de repente ela apareceu em frente à gárgula da sala do diretor, e ouviu passos se aproximando.

Hermione se virou para ver quem era e se deparou com um Dumbledore mais novo.

– Olá professor. – falou ela simplesmente.

Ele a encarou confuso por alguns segundos e disse:

– Olá. Desculpe-me, mas acho que nunca vi a Srta. Por aqui. – falou ele.

– É o Sr. nunca me viu, mas eu já te vi. – falou ela.

– Desculpe mas não estou entendendo.

– Podemos conversar em um local privado?

– Claro – falou ele – siga-me.

Ela o seguiu até sua sala e quando estavam sozinhos ela desatou a falar sobre a missão e o porquê de estar ali e lhe mostrou o anel para provar que sua história era verdadeira.

– Bom, então a seleção vai começar daqui a pouco e a Srta. Vai poder ver para que casa será escolhida. Pode deixar seus pertences aqui, e a Srta. Pode colocar o seu uniforme ali. – disse Dumbledore apontando para uma porta em sua sala, provavelmente o banheiro.

Hermione colocou o uniforme e seguiu Dumbledore até o salão principal, os primeiranistas ainda não haviam entrado e quando Dumbledore chegou, todos entraram juntos. Dumbledore sussurrou algo no ouvido do diretor Dippet e o mesmo fez uma careta.

– Caros alunos, parece que hoje teremos uma aluna de intercambio que entrará no sexto ano e por isso ela será escolhida primeiro para fazer a seleção de casas.- disse Dippet.

O salão foi dominado por murmúrios de curiosidade e vários olhares caíram sobre Hermione, que continuava impassível.

– Hermione Granger – chamou Dippet.

Ela sentou no banquinho e esperou o chapéu ser colocado em sua cabeça.

– oh sim – disse o chapéu seletor – muito inteligente, ainda que misteriosa, superior e indiferente, possui coragem sim, e tem sede de poder ainda que parte de si o renegue, tem uma beleza excelente e... parte de si faria tudo por aqueles que ama. Hum, que decisão difícil... Não tem puro sangue e veio aqui com um objetivo em mente. Então você será da... CORVINAL!


continua...

Notas finais
sim, voces devem estar se perguntando, por que corvinal?
primeiro eu quis fazer algo novo na minha fic tomione já que sempre a hermione ou é escolhida pra sonserina ou pra grifinória.
segundo: no quinto livro durante uma reunião da AD, quando perguntada por uma aluna da casa, Hermione confessa que o chapeu mencionou em manda-la para corvinal mas conclui que seu lugar era na grifinória.
terceiro: Alunos da corvinal são super inteligentes, bonitos e ainda que misteriosos e ainda prezam força de vontade, o que foi uma coisa muito importante na vida de hermione
quarto: hermione não tem sangue puro e não é ao menos mestiça e slytherin preza os de sangue puro.
quinto: sempre gostei da corvinal, então, porque não?