Tomione: Forbidden Memories
15 Conversas.
Notas iniciais
Tom estava irritado. Hermione ousou desafia-lo mais uma vez, deixou com vergonha na frente de Slughorn e dos outros membros do clube. Ele sinceramente não sabia o que fazer.
Seu plano era conquista-la para fazê-la falar. Mas não dava com ela sempre o irritando para mantê-lo longe. Teria que investir rápido nela, ele já estava cansado de brincadeiras. E ele já tinha um plano em mente.
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Duas semanas haviam se passado e ainda Madeleine e Ethan eram alvos de cochichos e risadas pelos corredores. Aidan os evitava a todo custo e Ethan já estava cansado da atitude infantil do amigo, estava disposto a procura-lo e colocar as cartas na mesa. Seria uma conversa longa.
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Hermione caminhava para a aula de DCAT dupla com a Sonserina. Suspirou. Seria entediante ter que aprender algo que já sabia.
Mas não foi assim que aconteceu ao chegar à sala – um minuto antes da professora Galatea Merrythought entrar – sentou-se numa mesa no fundo da classe e a professora foi dizendo:
– Alunos vocês ficaram em duplas o ano todo, mas não será com pessoas da mesma casa que vocês.
Cochichos indignados surgiram.
– E não adianta reclamar! Eu escolherei as duplas! – falou Merrythought com sua voz aguda que irritava Hermione.
E começou a sortear as duplas, mas Hermione só prestou atenção nos amigos e nela mesma.
– Senhor Bell com... Eileen Prince. – falou Merrythought.
Resmungando Aidan foi até Eileen. Hermione percebeu que aquela era mãe de Snape. Não era nenhuma rainha da beleza, mas pelo menos não tinha mesmo nariz de gancho que o filho.
– Senhor Malfoy com Elizabeth.
Sem dizer uma palavra Malfoy foi até Elizabeth. Elizabeth evitava ficar perto de Hermione depois daquela tentativa de ameaçava sob ela. Hermione também reparava que agora ela ficava mais perto da irmã.
Ethan foi sorteado e ficou com James Avery (vi esse nome em um maluco no pedaço hee hee) e Madeleine com um garoto louro que Hermione nunca tinha reparado antes.
Enquanto a professora falava Hermione notou a aparência dela. Era bem magra e bem humorada, ficava sempre com os olhos estranhamente serrados, usava uma blusa de moletom e uma saia que ia abaixo do joelho, usava também um cachecol azul com flores brancas e por cima do cabelo grisalho um chapéu marrom. Ela também era diretora da Lufa-Lufa.
– Senhor Riddle com... Senhorita Granger! – exclamou Merrythought.
Hermione arfou. Teria que sentar com ele o ano todo? Sorrindo de canto, Tom aproximou e sentou ao lado dela e disse bem baixinho:
– Parece que teremos de trabalhar juntos o ano todo, ahn?
Hermione sentiu um arrepio passar por seu corpo. Aquilo não era nada bom. Esforçando-se para manter a expressão neutra disse:
– Infelizmente sim.
A expressão de Tom era neutra, mas seu sorriso de canto era de satisfação. Ele havia colocado a maldição Imperio na professora para coloca-los juntos o ano todo, assim seu plano correria mais rápido.
Ficou o mais perto possível de Hermione – perto o bastante para sentir seu cheiro de amêndoas, que estranhamente o inebriava – e pôs-se a escutar a professora.
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Já havia se passado metade da aula e Tom estava entediado. Já sabia toda aquela matéria e poderia jurar que sabia mais do que a própria professora. Com um sorriso de canto bem canalha virou-se para Hermione.
– Tenho certeza de que já sabe essa matéria tanto quanto eu – sussurrou.
– Posso até saber mais prefiro prestar atenção na aula à em você – sussurrou de volta.
– Ora senhorita Granger assim você me parte o coração. – falou Tom falsamente divertido, encobrindo sua irritação.
Estranhamente Hermione deu pequeno sorriso de canto quase imperceptível. Tinha que admitir que Tom era um ótimo ator. Olhou de canto para Tom, mesmo não admitindo, ele era bonito e estava tão perto que seu cheiro a inebriou. Tom tinha um cheiro de uma mistura de terra molhada, pinheiros e gel de cabelo, era estranhamente acolhedor para alguém que iria se transformar em Voldemort.
– Não vai dizer nada senhorita Granger? Você sabe que isso é muita falta de educação. Desse jeito eu vou me sentir como se você não me quisesse aqui. – falou Tom falsamente. Ele não dava à mínima se ela o quisesse ali ou não. Ele teria suas respostas.
– Eu não te quero aqui – respondeu Hermione rispidamente.
Tom rolou os olhos.
– Mude de tática Riddle. Você definitivamente não fica bem interpretando esse tipo de garoto.
A expressão de Tom ficou neutra.
– Pois bem. – disse arqueando a sobrancelha. – Eu só estava tentando ser educado Granger – mentiu.
– Pois eu não acredito em você – falou Hermione encarando os olhos verde-opacos de Tom Riddle.
– Ah é? E o que eu tenho de fazer para você acreditar em mim? – mesmo estando inexpressivo, Tom realmente queria saber a resposta para aquela pergunta.
– Que tal começar falando a verdade? – zombou Hermione.
– Senhor Riddle e Senhorita Granger! Creio que estejam ocupados de mais conversando para prestar atenção não é? Ou será que já sabem a matéria? – perguntou Merrythought fazendo todos os alunos os encararem.
–Desculpe professora. Sentimos muito. – falou Tom com um ar de inocência.
Era assim que ele conquistava os professores? Hermione viu a irritação da professora ceder um pouco, então ela voltou a explicar a matéria.
Hermione bufou e não falou com Tom no restante da aula.
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Ethan, Madeleine e Hermione foram almoçar. Aidan estava lá, mas os ignorava.
Hermione sentou-se e olhou para a mesa da Sonserina. Tom não estava lá. Almoçou rapidamente e foi procura-lo. Nunca podia se descuidar de Tom, ele poderia fazer algo horrível.
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Tom deu uma ultima olhada em seu exemplar de Segredos das Artes das Trevas e suspirou. Não estava realmente prestando atenção, mas só as Artes das Trevas tinham o poder de acalma-lo. Ele pensava sobre o que Hermione tinha lhe dito.
Tom levantou-se e pegou um pequeno frasquinho com uma poção cor laranja em sua cômoda no seu quarto de monitor chefe e a analisou.
– Pois bem senhorita Granger – debochou Tom sozinho – Se você quiser a verdade você a terá. Pelo menos parte dela. – Riu.
OoOoOo
Andando pelos corredores quase vazios de Hogwarts – já que a maioria das pessoas ainda estava almoçando – Hermione acabou encontrando Dumbledore que saia de sua sala, que no futuro pertenceria a Minerva. Dumbledore carregava um livro de grosso de capa preta, que Hermione tinha a sensação de que pertencia a seção restrita.
– Senhorita Granger! – disse Dumbledore se voltando para ela – Eu já ia lhe procurar.
– Ah é? Por quê? – perguntou curiosa.
Dumbledore olhou em volta e apenas alguns alunos passavam no corredor os olhando com curiosidade.
– Vamos entrar sim? – falou Dumbledore entrando novamente em sua sala.
Hermione o seguiu e viu como aquela sala estava cheia de objetos estranhos, igual à sala do diretor estaria no futuro. Dumbledore se sentou e indicou uma cadeira para Hermione.
– Bem senhorita Granger, sei que no futuro eu lhe pedi para recolher informações sobre Tom Riddle ou se necessário mata-lo certo?
– Sim – confirmou Hermione. Ela havia contado isso a ele no primeiro dia em que se viram.
– Então quero que faça uma coisa diferente agora. Sei que isso mudaria as ordens do meu eu do futuro, mas acho que seria melhor que em vez só brigar com o Senhor Riddle como eu observei que esta acontecendo – falou Dumbledore a encarando por trás dos óculos meia-lua – A senhorita deveria se aproximar dele e dar uma chance a ele de mudar. Uma chance de ele conseguir confiar em alguém.
Hermione estava incrédula. Primeiro: Como Dumbledore sabia das suas brigas com Riddle? (Brigas que na verdade estão mais para tortura) Segundo: Se aproximar de Riddle? Dar uma chance a ele? Como diabos Hermione iria conseguir isso depois de tudo que aconteceu?
– Como o senhor consegue saber de tudo? – perguntou Hermione num misto de incredulidade e rispidez.
– Bem eu sou um professor de Hogwarts e segundo a senhorita no futuro serei diretor então eu tento saber das coisas. – falou Dumbledore com um brilho divertido em seus olhos azuis.
Hermione bufou.
– Mas senhor, como quer que eu de uma chance a Riddle depois de tudo isso? Além do mais ele se tornará Lord Voldemort! Um assassino, psicopata, que esta tentando matar meu melhor amigo! – exclamou Hermione.
O brilho nos olhos de Dumbledore sumiu e ele suspirou.
– Eu sei senhorita Granger. Sei que é difícil. Mas eu também não lhe dei uma chance quando lhe escolhi para vir aqui? – perguntou Dumbledore a encarando com seus olhos azuis que pareciam ver o interior da sua alma.
Hermione se remexeu inquieta. Ele sabe, pensou Hermione, claro que não tem como saber a verdade, mas ele sabe que aconteceu algo comigo. Era em momentos como aquele que Hermione odiava como Dumbledore parecia sempre saber o que estava acontecendo.
– Vou tentar. – falou baixo, inconformada e encarando seus pés.
– E também quero que fique com isso. – falou Dumbledore entregando o livro para Hermione.
O título era: Aprendendo magia sem varinha.
– Magia sem varinha? – perguntou Hermione.
– Sim, é muito raro um bruxo saiba controlar magia sem varinha, mas acho que a senhorita tem potencial para tal coisa. E se Tom tentar alguma coisa e pegar sua varinha você não vai estar totalmente sem defesa.
– Aposto que Riddle também sabe magia sem varinha.
– Sim ele sabe – afirmou Dumbledore.
– Aprender isso não é ilegal? Já que quando expulsaram Hagrid da escola o mistério quebrou a varinha dele. – falou Hermione.
– Bem sim, o mistério quebra as varinhas dos bruxos para dar-lhes uma falsa sensação de que não podem mais usar magia. Só que a magia está no bruxo e não na varinha. A varinha é apenas um meio de usar magia. E – continuou Dumbledore a olhando divertido – Creio que isso ficará só entre nós, não?
Hermione deu um sorriso de canto e olhou Dumbledore com seus olhos castanho-dourados-opacos.
– Sim Professor.
Continua...
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