Tomione: Forbidden Memories
21 Conversa surreal.
Notas iniciais
1- Eu sou uma preguiçosa do caralho.
2- Criei uma fan page no facebook e estive ocupada.
3- Comecei a ler jogos vorazes e vicei, não parei de ler até ler os tres livros.
4- dei uma bela enjoada do nyah! Nem tem fanfics e shippers que eu gostaria de ler!
5- Já disse que sou preguiçosa?
Obrigada pelas recomendações Daughter of Hades e Renata Beatriz! Valeu povo pelos coment's!
Hermione suspirou mais uma vez, nostálgica. Encarou a pequena faca de mesa em sua mão e pensou profundamente se deveria resistir à tentação de se cortar, ou ceder.
Ela estava envolvida apenas em uma toalha, no banheiro do seu dormitório, havia pegado a pequena faca da cozinha. Fazia meia hora que estava ali, pensando. Como aquilo tudo aquilo havia acontecido em sua vida? Era... Surreal. Nunca devia ter aceitado voltar para o passado, mas... Ainda tinha a chance de consertar as coisas. Sem Voldemort, sem comensais. Ela e sua família não precisariam fugir. E tudo aquilo nunca aconteceria. Ser torturada era um preço que Hermione havia aceitado para mudar as coisas. Mas beijar Tom Riddle? TOM RIDDLE? Ela não sabia o que fazer. Sentia falta de seus amigos. Gina, Harry, Ron. Riu com amargura ao lembrar-se de Ron. Antes de tudo gostava dele. E esperava que ele correspondesse. Tudo estava tão distante agora.
Batidas na porta foram ouvidas.
– Hey! Hermione! Dá para andar logo? Tem gente que também precisa usar o banheiro! – Era Madeleine berrando na porta.
Hermione suspirou e vestiu seu pijama calmamente e escondeu a faca em um amontado onde estavam suas roupas. Saiu e viu Madeleine sentada, esperando.
– Então Hermione... – Começou Madeleine, levantando.
Hermione sentou-se em sua cama. Já esperava por aquilo.
– O que o Riddle queria com você hoje? – Perguntou, tentando não soar muito curiosa.
– Nada. – Falou Hermione, num tom de quem encerrava o assunto.
Madeleine bufou, mas parou para examinar o rosto da amiga e franziu o cenho. Sentou-se ao lado dela e perguntou, preocupada:
– Você está bem? Pode me dizer o que ouve. Talvez eu possa te ajudar.
Hermione surpreendeu-se com o pedido. Parecia até que ela e Madeleine estavam virando, realmente... Amigas.
“Não você não pode me ajudar” Pensou Hermione, mas respondeu.
– Eu estou bem.
Ficaram em silencio por alguns minutos. Cada uma, imersa em pensamentos. Foi então que Madeleine surpreendeu Hermione com um abraço. E Hermione não aguentou. Começou a chorar.
Ela estava tão sobrecarregada! Sentia falta de seus amigos, falta de se sentir leve, quando suas únicas preocupações eram se Ron gostaria se ela usasse um vestido para irem juntos a Hogsmeade junto com Harry e Gina. Ela não gostava de admitir, mas sentiu medo naquela hora com Tom. Ela não queria ter de ser fraca, queria ser capaz de mata-lo como fez com outros tempos atrás. Mas ao mesmo tempo não queria. Não queria ser uma assassina. Queria ter uma vida normal. Porque isso tinha que acontecer? Por quê?
Madeleine conseguiu acalmar Hermione cerca de meia hora depois.
– Shiiii... – Falou Madeleine.
Hermione deitou na cama e Madeleine a cobriu, como uma mãe faz com uma criança pequena.
– Você não precisa me contar o que aconteceu. Vai ficar tudo bem, tá legal? Vai ficar tudo bem. – Falou Madeleine calmamente.
E Hermione quis desesperadamente acreditar nela.
OoOoOoO
No dia seguinte Hermione acordou, cansada. Madeleine saia do banheiro, já estava totalmente vestida para aula e Hermione não sabia exatamente como agir. Ela havia chorado e Madeleine a confortado. E Hermione sabia que agora ela já havia criado laços. O que seria ruim quando voltasse ao futuro. Se é que ela voltaria.
Como se notando o desconforto de Hermione, Madeleine sorriu e disse:
– Hey, não precisa ficar assim não vou contar para ninguém. Está melhor?
Hermione pigarreou e disse:
– Sim.
Madeleine suspirou.
– Certo. Agora vai tomar um banho para gente tomar café.
Hermione levantou-se para fazer o que ela disse, mas não se conteve:
– Não vai perguntar o que aconteceu comigo?
– Não se você não quiser contar. –Falou Madeleine, apesar de estar se corroendo de curiosidade, ela sabia respeitar o espaço das pessoas.
– Obrigado. – Falou Hermione, sentindo-se grata.
Grata. Há quanto tempo não se sentia assim?
Hermione tomou banho, fez sua higiene matinal e se vestiu. Estava receosa sobre o fato de talvez tiver de encarar Tom Riddle.
Desceu até o salão principal com Madeleine, Ethan e Aidan. Todos, exceto ela, estavam falando bobagens e gírias, que, para Hermione, eram antigas.
– Estou dizendo, aquele Charlus Potter só sabe causar fuzarca!* — Falou Aidan.
– Pode até ser, mas ele sossegou depois de pegar tantos brotinhos, agora diz que é fiel apenas a Dórea. – Falou Madeleine.
– Acho que aqueles dois estão envoltos em paixão. – Disse Ethan ao lembrar-se do episódio em que estava preso no armário e ouviu Charlus e Dórea se agarrando do lado de fora.
– É, eles são os coqueluche* de Hogwarts. — Falou Madeleine.
Eles chegaram à mesa da Corvinal e Hermione fez questão de sentar-se de costas para a mesa da Sonserina.
(Fuzarca: Confusão. Coqueluche: Assunto do momento).
OoOoOoOo
Hermione estava a dois dias se esquivando de Tom Riddle e achava que estava se saindo bem até dar de cara com ele na biblioteca enquanto buscava livros para fazer a lição.
Ambos procuravam o mesmo livro, então consequentemente se encontraram. Ficaram cara a cara e Hermione o fitou sem dizer uma palavra. Ele estava com uma expressão séria, com um sentimento que Hermione não conseguia definir qual.
– Minha beleza causa isso de vez em quando. – Falou ele neutro.
Hermione arqueou a sobrancelha.
– O que? – Perguntou ela.
– Você não falou nada quando me viu. Isso acontece às vezes. – Falou ele, mas estranhamente sem nenhum ar de pretensão.
– Não acha que é muita pretensão da sua parte? – Perguntou juntando as sobrancelhas, quase com raiva.
Tom franziu o cenho, mas não respondeu. As coisas estavam estranhas. Nem mesmo ele sabia o que fazer. Não sabia se ia continuar a provocando ou se ia... Pedir desculpas. Não, ele não ia pedir desculpas. Alguém como ele, superior, nunca se desculpava. Mas porque estava se sentindo assim? Como se... Necessitasse que ela começasse a exibir outras reações como zombar dele, desde que ela não ficasse daquele jeito.
Hermione pegou o livro e já ia saindo da biblioteca quando percebeu que Riddle a seguia.
– O que é? Você não tem mais o que fazer não em? Como dar poções estranhas para garotas e tentar viola-las? – Perguntou Hermione colocando todo seu rancor em sua voz.
Aquilo o acertou como um tapa. Era diferente das vezes em que ambos eram irônicos e se provocavam. Aquilo, por mais estranho que fosse, era diferente. E ele não sabia o porquê. E ele não queria sentir mais aquilo.
Então pela primeira vez na sua vida Tom Riddle fez uma coisa que nunca se imaginou fazer: Pediu desculpas.
– Eu... – Começou ele, sua expressão neutra se desmanchando, tornando-se algo que Hermione não queria ver nele. – Eu só... – Ele estava jogando todo seu orgulho fora, aquilo o humilhava e custava cada gota de determinação que ele tinha – Eu sinto muito tá legal? – Falou de uma vez – Eu só... Esse é o meu jeito. Quando eu coloco algo na cabeça eu não desisto. E não ia ser diferente com você.
Hermione estava totalmente confusa. Com aquilo, Hermione tinha certeza de que sua vida era completamente surreal. Hermione se perguntava se ela não tinha morrido e ido parar em um mundo paralelo onde caras maus pedem desculpas. Aquilo era tão surreal quanto... Quanto beijar Voldemort. Merda.
Hermione sentiu vontade de zombar dele. Humilha-lo. Mas não o fez. Apenas disse, com raiva:
– Então acha que é assim? Pedir desculpas? Você é louco, Riddle. Completamente louco. Você tentou me vio...
– É, mas eu te deixei ir não deixei? – interrompeu ele.
Hermione emudeceu. Era verdade. Ele a deixara ir.
– Pois bem. Não pense que isso ameniza sua culpa, Riddle. – Falou e então deu um pequeno sorrisinho.
– Me desculpou? – Perguntou Tom.
– Não – Hermione abriu um sorriso zombeteiro – Mas admito que foi engraçado ver você se humilhando – riu e saiu andando pelos corredores.
Estava bem longe quanto ouviu o grito:
– Não pense que eu vou desistir, Granger! Eu ainda vou saber o seu segredo!
Hermione riu e caminhou pelos corredores até sua aula.
CONTINUA...
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