Tomione: Forbidden Memories

16 A história de Dumbledore.


Notas iniciais
Desculpem a demora, esse capitulo não vai ter nada de mais pois tive que pegar ele praticamente inteiro do livro 7. Desculpe. O Tom nem aparece nele. Sorry.

Hermione folheou o livro que Dumbledore lhe dera e na primeira pagina havia uma espécie de desenho, era um circulo por dentro de um triangulo e uma linha reta.

- O que significa este símbolo professor Dumbledore? – perguntou Hermione o encarando com seus olhos castanho-dourados-opacos.

Dumbledore a olhou meio envergonhado.

- É o símbolo das relíquias da morte. Eu anotei aí. Desculpe.

Reliquias? Aberforth dissera uma vez algo sobre aquilo. Fazia muito tempo.

OoOoOo

Hermione tinha acabado de sair do hospital trouxa, dali a dois dias seriam as férias de natal. Dumbledore acabara de busca-la e estavam prontos para aparatar.

- Bem senhorita Granger iremos para Hogwarts, certo? Ou prefere ir para A Toca? – perguntara Dumbledore gentilmente.

- Hogsmeade. – respondeu Hermione neutra. – Quero ir para Hogsmeade.

- Hogsmeade? – Perguntou Dumbledore surpreso. – Por quê?

- Pretendo me hospedar em algum lugar. Talvez no Cabeça de Javali. – respondeu vagamente.

- Cabeça de Javali? – perguntou Dumbledore desconfiado, seus olhos azuis pareciam fazer uma radiografia da garota. – Com que objetivo? Não gostaria de rever seus amigos?

- Sim, mas não agora. Preciso de um pouco de contato com as outras pessoas antes de voltar a revê-los.

Mesmo desconfiado Dumbledore aparatou com ela para Hogsmeade e andaram juntos até o Cabeça de Javali. Que por acaso era um bar sujo, mas tinha acomodações para hospedes.

Dumbledore entrou no bar e um velho de cabelos muito brancos estava sentado em uma das mesas olhou para Dumbledore com admiração e alegria.

- Alvo! – Chamou alegremente com sua voz asmática.

- Olá Elphias! – falou Dumbledore alegremente andando até Elphias com Hermione em seu encalço.

- Sente-se Alvo! – falou Elphias.

- Não posso Elphias. Tenho que falar com o dono do bar. Elphias esta é Hermione Granger – falou Dumbledore apontando para Hermione – e Hermione este é Elphias Doge.

- Olá senhor Doge. – cumprimentou educadamente Hermione.

- Olá.

- Tenho que ir agora Elphias. Irei agora Hermione cuidarei para que tenha suas acomodações aqui e partirei logo em seguida. – falou Dumbledore.

- Claro.

Dumbledore se foi.

- Sente-se senhorita Granger – falou Elphias.

- Obrigada. O senhor conhece Dumbledore há muito tempo?

- Sim, desde a época de Hogwarts. – falou com os olhos brilhando.

- Falando de Dumbledore? – falou uma voz atrás de Hermione.

Hermione virou-se para encara-lo e se deparou com um homem baixo, calvo, meio gordo e de expressões rudes. Sem esperar convite sentou-se a mesa.

- Lancelot! – falou Elphias perdendo o bom humor e olhando para Lancelot com raiva.

- Dizem que Dumbledore quando jovem sempre foi metido com artes das trevas! – falou Lancelot zombeteiro.

Dumbledore? Artes das Trevas? Como era possível? Perguntava-se Hermione.

- Fofocas! – disse Doge vermelho.

- Só diz isso porque idolatra Dumbledore! – acusou Lancelot. Às vezes eu acho que você esquece o que ele fez com sua irmã aborto!

Irmã? Dumbledore tinha irmã? Aborto?

- Não é verdade! Ela não era aborto! Ariana era doente! – falou Doge com raiva mantendo um tom baixo.

- Então porque Dumbledore nunca falou de Ariana?

- É muito claro! Ele esteve tão devastado com sua morte...

- Não é isso! Porque ninguém nunca ouviu falar dela até que eles carregaram o caixão para fora da casa e fizeram um funeral para ela? Onde estava o santo Alvo enquanto Ariana esteve trancada no porão? – perguntou Lancelot com um sorriso sarcástico.

- O que quer dizer com trancada no porão? – perguntou Hermione se pronunciando pela primeira vez.

Lancelot olhou para ela e vendo o interesse sorriu zombeteiro e disse:

- Oh... A mãe de Dumbledore era uma mulher terrível, nascida trouxa, embora eu já tenha ouvido que ela fingia ser outra coisa...

- Ela nunca fingiu nada! Kendra era uma boa mulher! – falou Doge angustiado.

- É o que você diz Elphias! Em nossa época abortos eram renegados embora fosse um extremo aprisionar uma garotinha em uma casa e fingir que ela não existia...

Doge arfou.

- Ariana era doente! – falou Doge desesperado – Sua saúde sempre foi frágil para permitir que ela...

- Saísse de casa? – caçoou Lancelot – Ela nunca foi levada para St. Mungus, eu sou um curandeiro de lá posso afirmar isso!

Elphias Doge estava miserável e Lancelot satisfeito consigo mesmo.

Hermione lembrou-se de Harry, em como ele fora trancado pelos Dursley, como se fosse uma aberração ser bruxo. Teria a irmã de Dumbledore sofrido o mesmo destino ao contrário: Aprisionada por falta de magia? Alvo realmente a deixara sozinha enquanto brilhava em Hogwarts?

- Ariana morreu jovem. Você esteve no funeral dela, não esteve Elphias?

- Sim estive. Alvo esteve com o coração partido...

- Seu coração não era a única coisa. Eu soube que Aberforth, o irmão, quebrou o nariz de Alvo a caminho da cerimonia fúnebre!

Elphias parecia aterrorizado.

- Como?

- Tenho contatos. Aberforth gritou que era tudo culpa de Alvo, que Ariana estava morta e então socou sua cara – falou Lancelot animado – Alvo nem se defendeu e isso foi esquisito, pois Alvo poderia ter destruído Aberforth em um duelo com as duas mãos amarradas nas costas!

Uma mão bateu com força na mesa, Hermione virou-se e deu de cara com um homem muito parecido com Alvo.

- Falando de mim? – Era Aberforth Dumbledore.

Um minuto de silencio seguiu-se. Lancelot parecia sem saber o que dizer, Doge parecia a ponto de ter uma crise nervosa e Hermione estava séria.

Aberforth virou-se para Hermione e disse a olhando com seus olhos muitos azuis:

- Venha Granger.

Hermione levantou-se rapidamente e segui-o, subiram as escadas e entraram numa sala simples. Na parede havia uma pintura a óleo de uma garota loura com um sorriso doce.

Aberforth parou, acendeu a lareira, sentou-se numa poltrona e a olhou e disse:

- Por que esta aqui e por que esta com meu irmão?

- Por nada. Vim apenas me hospedar. – respondeu Hermione simplesmente sentando numa cadeira.

Um minuto de silencio seguiu-se.

- Sr. Dumbledore aquela é sua irmã Ariana? – falou Hermione rompendo o silencio.

- Sim – falou tensamente – Como sabe disso?

- Elphias Doge falou dela.

- Aquele velho idiota – murmurou Aberforth – Idolatrava Alvo. E você parece idolatrar também.

- Eu gosto do professor Dumbledore – falou Hermione simplesmente.

- Gosta? Engraçado como quantas pessoas gostam do meu irmão e acabam muito piores do que se ele os deixasse seguir seus caminhos sozinhos.

- Do que está falando?

- Nada.

- Você está falando da sua irmã?

Aberforth olhou para ela: seus lábios se moviam como se ele mastigasse as palavras que estava segurando. Então desatou a falar:

- Quando minha irmã tinha seis anos ela foi atacada por trouxas. Eles estavam espiando através da cerca do jardim e a viram usar magia involuntária. Ela não podia controlar. Eles passaram a cerca e quando descobriram que ela não estava fazendo truques, eles se empolgaram em tentar fazê-la parar.

Hermione arregalou os olhos. Sentiu-se como se uma faca rasgasse seu coração.

- Acabou com ela. Ariana nunca mais ficou bem. Não queria usar magia, mas também não conseguia se livrar dela; A magia se encurralou dentro dela e a deixou louca, extravasando através dela quando ela não era capaz de controlar e quando isso acontecia ela ficava estranha e perigosa. Mas na maioria do tempo ela era doce, assustada e inocente. Meu pai foi atrás dos canalhas que fizeram aquilo e os atacou então foi mandado para Azkaban. Nunca falou de Ariana, pois se o ministério soubesse, trancariam Ariana em St. Mungus. Nós a mantivemos escondida, mudamos de casa e dissemos que ela estava doente e minha mãe cuidava dela.

Aberforth ficou de repente como se tivesse anos mais novo.

- Eu era seu favorito. Não o Alvo. Ele sempre ficava no quarto estudando. Ele não queria se incomodar com ela. Ela gostava mais de mim, eu a fazia comer e a acalmava quando minha mãe não conseguia. Então quando ela tinha 14 anos, e eu não estava em casa, ela teve uma crise e como minha mãe não era mais tão jovem acabou morta. Ariana não podia controlar. Então isso colocou um ponto final nas viagens de Alvo com Doge. Os dois vieram para casa e Alvo virou pai de família. HÁ! – Aberforth cuspiu no fogo.

- Eu não ligava para os estudos, podia cuidar dela, mas Alvo não deixou. Isso atrasou o Sr. Brilhante, mas ele conseguiu cuidar dela por umas semanas até que Ele chegou.

Um olhar perigoso surgiu na face de Aberforth.

- Grindelwald. E então meu irmão tinha um igual para falar, tão brilhante e talentoso como ele. E Ariana ficou em segundo plano, enquanto eles se concentravam em seus planos e procuravam relíquias. Poucas semanas após isso, eu já estava cheio, era quase hora de eu voltar a Hogwarts, então eu disse a ele que era melhor desistir. Eu disse que ele não podia muda-la, ela não podia ser ajustada, ele não podia leva-la com ele. Grindelwald não gostou daquilo. Ficou furioso, me disse o quão estúpido eu era, tentando ficar no caminho dele e de meu irmão. Ouve uma discussão, puxamos nossas varinhas e ele lançou a maldição Cruciatos em mim, Alvo tentou impedi-lo e então nós três estávamos duelando. Ariana não podia suportar aquilo. Acho que ela queria ajudar, mas não sabia o que estava fazendo, e eu não sei qual de nós fez aquilo, pode ter sido qualquer um... E então ela estava morta. Grindelwald fugiu. Alvo estava livre de Ariana, certo? Livre do fardo que era minha irmã.

Um minuto de silencio se seguiu. Lágrimas queriam escapar dos olhos de Hermione, mas ela se conteve.

- Eu sinto muito – falou baixinho.

Para mudar de assunto Hermione perguntou:

- O que eram essas relíquias que você disse que Alvo e Grindelwald procuravam?

Hermione ainda estava chocada com o fato de que Grindelwald e Alvo eram amigos. Parecia tão improvável.

- As tais relíquias da morte. – Bufou Aberforth e começou a contar a história dos três irmãos que enganaram a morte e conseguiram a pedra da ressurreição, a varinha das varinhas e a capa de invisibilidade.

OoOoOo

- Senhorita Granger? – perguntou Dumbledore preocupado.

- Sim – disse Hermione siando de suas lembranças. – conheço a história.

- Conhece é? – perguntou Dumbledore interessado.

- Sim. E acho isso muito falso. Apesar de que...

- De que? – perguntou Dumbledore ansioso.

-... Conheço uma capa de invisibilidade como a da história. – Cedeu Hermione. Ela ainda não conseguia acreditar em tudo que Aberforth lhe contara.

Então como que para confirmar a história, ela viu nos olhos de Dumbledore algo nunca tinha visto antes nos olhos dele: Cobiça.


continua...