Together Forever
1 Único.
Notas iniciais
Espero que gostem =)
Boa Leitura.
Mikey’s P.O.V.
Eu estava sentando na sala de espera do hospital, havia mais um homem ali, tão nervoso quanto eu, provavelmente pelo mesmo motivo.
– Qual o nome dela? – ele perguntou-me, mexendo as mãos freneticamente.
– Ana – sorri, nervoso.
– Menino ou menina? – ele tentou continuar a assunto.
– Menino – respondi, secando o suor de minha testa. – E você?
– O nome da minha mulher é Klara, e vamos ter uma menina – ele sorriu, animado.
– Prazer, meu nome é Mikey – estendi uma mão para ele.
– Meu nome é Richard – ele respondeu, apertando minha mão.
Eu estava área da maternidade do hospital, estava casado há quase três anos com Ana e hoje teríamos nosso primeiro filho.
Ana era a garota mais incrível que eu tivera em minha vida!
Ela era baixa, magra e tinha cabelos escuros. Nos demos bem desde o primeiro momento em que nos vimos, até que percebemos que não era apenas amizade... Ficamos noivos por seis meses até que casamos.
Agora ela estava fazendo exames finais para depois ser encaminhada para o parto, eu queria acompanhar cada momento do nascimento de nosso bebê.
Ainda assim ela continuava sendo a minha pequena... A mesma Ana linda que eu conhecera há três anos.
Lembrava-me como se fosse ontem...
***
Flash Back – On
– Rápido, Mikey! – Gerard gritava pelo vidro do carro, buzinando freneticamente em frente à saída de meu prédio.
– Espera! – rosnei, correndo enquanto carregava a caixa extremamente grande do presente que eu e Gerard compráramos para Lina, a nova namorada de Gerard.
Ela estava fazendo aniversário e ele queria que tudo fosse perfeito, então colocava tudo sobre as minhas costas, como sempre.
– Parece mulher – ele resmungou enquanto eu entrava e colocava o cinto de segurança.
– Lina demora assim também? – retruquei.
– Não... Devo me retratar... Você é pior que mulher! – ele acelerou o carro com força exagerada.
Seria uma festa surpresa no apartamento de Gerard, ele levaria ela para ver uma peça de teatro e quando voltassem a levaria para lá, eu estava encarregado de receber todos no apartamento enquanto isso...
Chegamos ao prédio de Gerard e subimos rapidamente até seu apartamento. Já haviam vários balões coloridos espalhados pelo chão, entrei e coloquei a caixa comprida e gigante na cor vermelha sobre o sofá, eu sabia o que era ali, até o ajudei a escolher, mas para os outros era segredo de estado.
– Quem está organizando tudo isso? – perguntei. – Quero dizer... Enchendo esses balões?
– Amanda e Ana... – ele respondeu simplesmente.
– Ana? – perguntei.
Amanda eu conhecia, era uma amiga de infância de Lina, tinha cabelos avermelhados e olhos verdes, um doce de garota.
– Ah, você não conhece – ele disse enquanto pegava uma bexiga verde do chão e jogava para o alto. – É prima de Lina, filha de uma irmã da mãe dela – ele explicou. – Ela mudou-se recentemente para Nova York, então pedi se ela podia ajudar com a festa.
– Hum – disse apenas.
– Por falar nisso, ela já devia ter chegado – ele parou de jogar a bexiga para o alto, pegando-a nas mãos e olhando em volta pensativo, formando uma linha firme de preocupação com os lábios.
– O trânsito está infernal, daqui a pouco ela chega – joguei-me no sofá livre.
– Okay – ele suspirou. – Enquanto isso me ajude a terminar de encher esses balões – ele jogou dois pacotes de balões coloridos para mim.
– Eu tenho asma... – lembrei-o.
– Faz séculos que você não tem uma crise, isso não vai mudar a sua situação de ex–asmático – ele revirou os olhos, levando um balão à boca e enchendo-o.
Okay, eu não tinha mais crises, mas estava com preguiça e essa era a única desculpa que encontrara. Não adiantou, tive que ajudá-lo.
Depois de quase meia-hora enchendo balões o interfone tocou, Gerard correu para atender.
– Ana está subindo – ele disse voltando ao sofá.
Apenas fiz um gesto com a cabeça de concordância, estava enchendo uma bexiga e não podia responder.
Depois de alguns minutos a campainha tocou, Gerard deixou-me enchendo as bexigas e correu para abrir a porta. Assim que ele a abriu, pude ver a figura feminina e sorridente que estava ali. Era Ana.
– Olá! – ela sorriu, abraçando-o rapidamente. – Desculpe a demora, mas a cidade está cheia de carros e a cada dia o trânsito fica pior.
– Tudo bem – Gerard sorriu também, fechando a porta. – Ah, este é meu irmão, Mikey – ele gesticulou para mim.
– Olá, Mikey – ela sorriu alegremente para mim.
Tentei responder, mas estava com um balão na boca, acabei deixando ar escapar entre meus lábios, o que fez com que o balão esvaziasse rapidamente, girando pela sala loucamente e caindo sobre o ombro de Ana.
– Oh, desculpe! – falei rapidamente, nervoso.
– Tudo bem – ela riu, pegando a bexiga sobre seu ombro. – Isso sempre acontece comigo.
Sorri levemente. Primeiro encontro, e eu já havia feito besteira... O que? Primeiro encontro? Como assim, Michael? Quem disse que isso era um encontro?
– Oh Droga! – Gerard bufou.
– O que houve? – perguntei.
– Esqueci de ir buscar o bolo na confeitaria! – ele choramingou. – Preciso ir!
Gerard pegou a chave de seu carro rapidamente sobre a mesa de centro da sala.
– Como assim? Vais nos deixar aqui sozinhos? – perguntei, nervoso com o fato de ficar ali sozinho com Ana.
– Vocês são grandinhos, já têm idade para ficar sozinhos em casa – ele revirou os olhos, correndo até a porta. – Se alguém ligar diga que fui resolver os últimos preparativos para a festa... E se Lina ligar, diga que fui à lavanderia – ele bateu a porta.
– Lavanderia... – Ana riu.
– Ele nunca vai à lavanderia – ri também.
Ana sentou ao meu lado no sofá, pegando uma bexiga no pacote entre nós e esticando-a – isso fazia com que o balão enchesse mais fácil.
– O que tem na caixa? – ela perguntou, apontando a caixa vermelha e comprida onde estava o presente para Lina.
– Segredo – sorri.
– Eu sou prima dela – ela choramingou, fazendo uma cara tão fofinha que causou-me uma dor no coração.
– Gerard me mata – desviei o olhar, se não fizesse isso acabaria contando.
– Eu defendo você – ela insistiu.
Ela estava fazendo de propósito, não é? Isso era injusto!
– Não faça essa cara – quase implorei, vendo que ela ainda estava com aquela face infantil, como um cachorrinho que acabara de cair do caminhão de mudança.
– Por quê? – ela riu.
– Por que assim eu fico tentado a falar – revelei.
– Bem, então eu continuarei fazendo – ela brincou.
Acabei sorrindo, sem jeito. Por que eu estava assim? Nunca ficara tão envergonhado perto de uma garota.
– Você é diferente pessoalmente – ela comentou.
– Como assim? – arqueei uma sobrancelha.
– Você... sorri – ela riu.
– Pois é – ri também.
– E é mais alto do que eu pensava que fosse – ela continuou.
Olhei-a de cima a baixo.
– Eu sei, qualquer um fica alto perto de mim – ela revirou os olhos, lendo minha mente.
– Desculpe – acabei rindo novamente.
– Não precisa se desculpar – ela sorriu. – Sou mais baixa que Frank, então não está falando nenhuma mentira.
Ficamos conversando durante muito tempo, acho que se passaram quase uma hora e meia desde que Gerard saíra até aquele instante, quando o telefone tocou.
Corri para atender.
– Alô?
– Gerard? – a voz feminina e familiar perguntou, parecia confusa.
– Não, Lina, aqui é Mikey – respondi.
– Ah, o que está fazendo aí? – ela perguntou.
Procurei uma desculpa rapidamente em meu cérebro.
– Ajudando Gerard na faxina – respondi rapidamente.
Vi Ana rir, provavelmente achara essa desculpa idiota e esfarrapada de mais.
– Hum, okay – Lina pareceu acreditar. – Posso falar com ele?
– Não – disse rapidamente.
– Por quê? – ela estranhou.
– Ele... não está – falei.
– Mas você não está ajudando-o na faxina?
– Estou... Mas ele saiu – tentei reverter às coisas. – Levou a roupa para a lavanderia.
Ana enterrou o rosto nas mãos, rindo. Eu estava enrolando-me cada vez mais.
– Lavanderia? – Lina perguntou.
– Sim, lavanderia – respondi.
– Gerard não vai à lavanderia – ela riu, mas parecia desconfiada.
– Mas ele foi à lavanderia – continuei com a mentira.
– Estranho... – ela comentou.
– O que é estranho? – tentei agir normalmente.
– Gerard ir à lavanderia – ela respondeu.
– Por que Gerard ir à lavanderia é estranho?
– Por que ele nunca vai à lavanderia, Gerard nem deve saber o que é uma lavanderia – ela explicou.
– Mas ele foi à lavanderia – voltei a dizer.
– Eu entendi, por que está repetindo tanto isso? – ela estranhou.
– Por que ele foi à lavanderia – respondi.
– Okay, ele foi à lavanderia, vamos parar de falar nisso – ela pareceu bufar. – Ele volta logo?
– Não sei... Ele foi à lavanderia e...
– Chega de falar em lavanderia! – ela interrompeu-me.
– Okay – dei de ombros.
– Quando ele voltar peça para que me ligue – ela pediu.
– Pode deixar – respondi.
– Tchau, Mikey – ela disse.
– Tchau – respondi, desligando.
– Ele foi à lavanderia? – Ana riu, olhando-me.
– Foi o que ele mandou dizer – dei de ombros novamente.
– Mas podia ter pensado em algo melhor – ela respondeu.
– Eu sei – sorri, desanimado, sentando-me ao seu lado novamente. – Então... Vai fazer alguma coisa amanhã?
– Como assim? – ela questionou.
Eu era tímido, já estava sendo bem difícil para eu falar aquilo e ela ainda queria explicações?
– Quero dizer... Vai sair amanhã à noite? – especifiquei.
– Não – ela respondeu simplesmente, levando um balão à boca e começando a enchê-lo.
– Quer sair comigo? – perguntei rapidamente, com medo de gaguejar.
Nesse momento o balão que ela enchia escapou de sua boca, girando pela sala assim como o meu fizera há alguns minutos, ela estava com olhos arregalados e boca entreaberta.
– É sério? – ela ficou surpresa.
– Sim – respondi.
– Oh... Nossa! – ela parecia estar ofegante, assustada. – É... É claro que eu... quero! – ela riu, nervosamente.
– Bem... – sorri. – Passe-me seu endereço e eu passo para lhe buscar amanhã à noite, as oito, pode ser?
– Sim – ela sorriu, ficando vermelha.
Nesse instante a porta da sala abriu-se em um átimo. Era Gerard.
– Acho que vou ter um derrame cerebral – ele bufou.
– Acalme-se – pedi. – No que posso ajudar?
– Apenas venha comigo buscar o bolo no carro – ele suspirou, apoiando-se na parede. – Estou com muito medo de derrubá-lo.
– Okay – concordei. – Voltamos logo – disse à Ana, que continuava vermelha.
Desci até o estacionamento com Gerard, ele estava elétrico e nervoso, a última vez que o vira assim foi... Bem, acho que eu nunca o vira assim.
Ele fora o caminho todo até o carro fazendo um discurso de “como estava apurado com todos os preparativos”, eu apenas respondia “uhum” para tudo que parecia-me uma pergunta.
– ... e isso está me deixando louco, entende? – ele terminou quando paramos em frente ao seu carro.
– Uhum – respondi.
– Você não ouviu nada que eu disse – ele pareceu indignado.
– Ouvi, sim – respondi, mentindo.
– Então o que eu acabei de dizer? – ele cruzou os braços.
Vasculhei minha mente.
– Sobre... Os preparativos da festa – chutei.
– Você não prestou atenção! – ele quase gritou.
– Você não pode ser meu irmão – revirei os olhos. – É gay de mais para isso!
Ele ignorou-me, abrindo a porta de trás do carro, revelando o bolo gigantesco que havia ali, coberto com papel-manteiga e uma tampa de plástico para que não desmanchasse.
– Precisava ser tão grande? – arregalei os olhos.
– As pessoas não irão comer pouco, Michael – ele bufou.
– Você não vai comer pouco – retruquei. – Não é a toa que está assim.
– Eu estou em meu peso adequado! – ele rosnou, furioso.
– Uhum – ironizei.
– Vai à merda – ele voltou a me ignorar.
*
A festa fora incrível, Lina quase desmaiou ao entrar no apartamento de Gerard e ver tudo aquilo. Nós também quase entramos em choque quando eles entraram, já que Lina e Gerard estavam falando algumas... besteiras de casal.
Todos ficaram surpresos quando Lina abrira os presentes, e ela quase surtou ao abrir a caixa vermelha gigante. Era uma guitarra – eu já sabia disso, claro. Uma guitarra preta que ela vira diversas vezes em uma loja de instrumentos no centro da cidade e dissera que um dia compraria.
Ficamos até a madrugada no apartamento de Gerard.
Agora eu estava sentado na sala de meu apartamento contando os minutos para sair dali e ir buscar Ana para jantar.
Eu estava pronto desde as seis e meia da noite, agora eram sete e meia, não aguentava mais, então saí dali, se dirigisse com calma chegaria na hora exata de pegá-la.
Assim aconteceu. Às oito horas em ponto eu parei em frente ao prédio onde Ana morava, liguei para seu celular para avisar que chegara. Cerca de cinco minutos depois ela apareceu na entrada do prédio, correndo até o carro.
Saí para recebê-la.
– Olá – sorri.
– Oi – ela sorriu também.
– Vamos? – perguntei, abrindo a porta do carro para ela.
– Claro – ela sorriu ainda mais, entrando no carro.
Fechei a porta e entrei também, ligando o motor e acelerando.
– Como passou o dia? – perguntei, tentando puxar assunto.
– Bem... um pouco ansiosa – ela deixou escapar.
– Entendo... – ri um pouco.
– E você? – ela tentou mudar o foco, já corando um pouco.
– Frio na barriga durante o dia inteiro – confessei.
– Tenso – ela riu.
– É isso que o amor faz – falei, sem pensar.
Quando dei por mim já havia falado, não dava para voltar atrás. Senti meu rosto ficando quente, o rubor se aglomerando em minhas bochechas.
Olhei para Ana rapidamente, ela estava tão vermelha quanto eu, um tanto surpresa.
– Bem... Curte qual estilo musical? – tentei mudar de assunto.
– Rock – ela respondeu rapidamente.
– Legal – murmurei.
O jantar foi legal, conversamos sobre muitas coisas, Ana era divertida e simpática, a cada momento eu ficava ainda mais fascinado por sua beleza e por seu jeito de ser.
Conversamos o caminho de volta inteiro também, depois de pegarmos maior intimidade os assuntos surgiam rapidamente.
Abri a porta do carro para que ela saísse, peguei sua mão para ajudá-la, fazendo-a sorrir.
– Muito gentil – ela disse.
– Garotas especiais merecem tratamentos especiais – falei para ela, fechando a porta do carro.
– O jantar foi maravilhoso – ela sorriu largamente. – Nunca me diverti tanto na minha vida!
– Nem eu – concordei. – Você é incrível.
– Você também – ela quase sussurrou.
Nos encaramos por alguns instantes.
– Vou indo então... – ela suspirou.
– Boa noite – falei.
– Boa noite – ela respondeu, dando-me as costas.
Eu era um idiota!
A garota mais incrível que eu havia conhecido estava ali e eu a deixaria ir embora com um simples “Boa noite”?
Estiquei-me e consegui pegar seu braço, puxando-a rapidamente para mim. Ela se virou, confusa, não lhe dei tempo para pensar, selei nossos lábios o mais rápido possível.
Seus lábios eram macios contra os meus, um beijo lento e suave, mas que me fez sentir coisas que jamais sentira beijando outra garota.
– Você... é louco – ela sussurrou, separando nossos lábios lentamente, mas sem que nos soltássemos.
– Talvez – concordei.
– Eu gosto disso – ela continuou, tocando seus lábios nos meus novamente, agora com mais urgência.
Flash Back — Off
***
Eu nunca esqueceria daquele dia, nosso primeiro beijo... O início de tudo que tínhamos agora.
– Michael? – o médico entrou na sala de espera.
– Sim? – levantei rapidamente.
– Está tudo pronto – ele sorriu. – Pode me acompanhar?
– Claro – disse, ficando ainda mais nervoso.
– Boa sorte! – Richard, o meu companheiro de espera na sala, disse.
– Obrigado – sorri, caminhando atrás do médico, Dr. Edwards.
Colocaram-me uma roupa azul, tive de colocar também uma touca e uma máscara, regras médicas. Acompanhei o médico até a sala de cirurgia, entrei rapidamente e logo pude ver Ana deitada sobre a mesa de cirurgia.
– Olá – disse, nervoso, aproximando-me dela.
– Oi – ela sorriu, sua testa estava suada e alguns fios de cabelo que fugiam de sua touca estavam colados nela.
– Como se sente? – perguntei, pegando sua mão.
– Bem... – ela respondeu. – Já estou começando a me sentir dormente da cintura para baixo, acabaram de aplicar a anestesia.
– Logo, logo veremos o rostinho do nosso filho – sorri, acabei ficando um tanto emocionado.
– Nosso pequeno Mikey Jr. – ela riu um pouco.
Passei a cirurgia inteira ao lado de Ana, conversando com ela, tentando mantê-la distraída, até que ouvi aquele barulho... Ou melhor... Aquele choro.
Um choro de bebê, que por vezes eu achara irritante e agora sentia como se fosse a melhor melodia do mundo. O choro do meu filho.
– Nasceu – arfei, olhando rapidamente para o médico.
Uma enfermeira o trouxe rapidamente até nós, entregando-me ele. Era pequeno e gordinho, como todos os bebês recém-nascidos. Mexia as mãozinhas freneticamente e chorava muito.
– Nosso bebê – Ana disse, realmente emocionada.
Só então percebi que minha visão estava completamente embaçada por culpa das lágrimas que vinham aos meus olhos e transbordavam.
Meu filho. Isso ecoava em minha mente, agora eu era pai.
Beijei a testa do pequeno ser que estava me meus braços, aos poucos ele se acalmava.
Era apenas o começo.
– Eu te amo – Ana disse para mim, sorrindo.
– Eu te amo – respondi, a maior verdade que eu dissera em minha vida, eu a amava.
Notas finais
Beijos'
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