Together. For Survival.

17 DEPOIS: Dezessete


Notas iniciais
Oi, gente! Preparados para o PENÚLTIMO capítulo da fic? E para a novidade a caminho? Antes, gostaria de desejar antecipadamente Boas Festas a todos nós! Não comam em exagero, ok? Bem, aproveitando as férias, vou viajar, descansar, e em breve volto com o capítulo final. Enquanto isso, aproveitem para ler/reler, etc. Lembrando que a série de one-shots "Owen You Nothing (Jurassic)" continuará após o fim desta fic! E tenho duas surpresas incríveis sobre todo o universo Jurassic World. Em breve irei compartilhar! Criei uma página e um grupo para divulgar trechos das fics em breve, curta e compartilhe, please :) https://www.facebook.com/sobrevivendojuntos/ https://www.facebook.com/groups/1682309918649861/ POR FAVOR, COMENTEM / RECOMENDEM a fic! Lembrando que quem deixar vários comentários E recomendar a fic, ganhará spoilers do capítulo final - AINDA SEM DATA DEFINIDA PARA POSTAGEM! TRILHA SONORA: "Safe and Sound" de Capital Cities (inspiração: proteção de Claire por Owen) / "Sex on Fire" de Kings of Leon (inspiração: rsrsrs).

–Você precisa comer alguma coisa, ontem não beliscou nada na festa. – ele segurava seu cabelo enquanto Claire vomitava no banheiro da suíte dos dois.

–Para de falar em comida! – ela disse irritada, enquanto vomitava mais. – a culpa disso é só sua, que me entupiu de bebida no dia do meu casamento. – o acusou.

–Se tivesse comido algo durante o nosso casamento, não estaria assim agora. – ele foi interrompido no meio da fala com um beliscão. – Ai!

–Vou tomar um banho, agora vaza daqui. – ela esbravejou, levantando a cara de perto da privada e o convidando para se retirar. Abriu a porta, completamente suja. Owen fez uma careta para a cena.

–Ok. Se precisar de alguma coisa, estou ali. Desculpe, eu não sabia que ia te fazer mal. – ele saiu de fininho com as broncas, levantando as mãos em redenção.

Claire, que acordou completamente enjoada, prometeu a si mesma nunca mais beber. Principalmente se fosse tequila. Seu estômago queimava, e só passou depois de um longo banho. O primeiro dia de casado dos dois resumia-se a vômitos e cama. Com mal-estar até para sair da suíte, pediram algo bem leve no almoço e remarcaram o encontro com suas famílias para a noite, quando todos se reuniriam para uma refeição no restaurante do navio.

–Melhor agora? – ele a perguntou, segurando em sua mão enquanto andavam pelo salão. Owen não podia deixa-la solta um minuto sequer. E aproveitava o tempo todo para admirar sua traseira, naquele vestido longo, quando Claire se precipitava, andando mais à frente.

–Sim. Que horas marcaram? Estão atrasados. – ela olhou para o relógio central.

–Estão cinco minutos atrasados, Claire. Relaxa. – ele cerrou os olhos, rindo. – olha lá, lá vem sua irmã.

–Ótimo. Falta seus irmãos. Deve ser algo de família. – ela falou com escárnio, e ele apertou seus dedos.

–Claire! – Karen a abraçou – você está bem?

–Sim, agora estou ótima. Foi só um mal-estar bobo. – ela falou e Owen franziu o cenho, pois lembrou de tudo o que viu sair de dentro dela. — E vocês? Estão gostando?

–Estamos! – Gray respondeu, e Claire o abraçou.

–É bem irado. – Zach respondeu. – as garotas são bem gostosas.

–Zach! – Karen deu um tapa no seu braço e Owen riu, parando ao ser encarado por Claire, bem séria.

–Boa noite, gente. – Mike, Joseph e Aliah, irmãos de Owen, chegaram, despercebidos. Owen sentia-se distante deles, e logo após sentarem e todos trocarem as primeiras conversas, Claire observou-os e decidiu dar uma pequena ajuda.

–O irmão de vocês é um homem formidável. – ela disse, enquanto falavam da cidade natal deles. – tenho certeza que se morassem mais perto, iriam gostar. – Owen olhou torto para ela, pois depois de tantos foras naquela manhã, não esperava ter um carinho em seu ego.

–Casou com ele, não poderia achar diferente. – Mike riu, e Claire olhou para Owen.

–Bem, ele salvou várias vidas, inclusive três delas estão nessa mesa, meus sobrinhos e eu. Não podia deixar esse treinador escapar. – ela riu-se.

–E você, Owen, o que tem a dizer sobre ela? – Aliah os cortou, rindo.

–O que posso dizer? Ela corre de salto na frente de um T-Rex. Isso é sexy. – ele chamou o garçom, e todos riram. – queremos champagne, por favor.

–Eu vou querer um suco. – Claire falou, e era a primeira vez que trocava o detox por uma fruta naquele dia.

–Muito esperto, pegou logo a chefe. – Joseph falou e Claire cerrou os olhos, porque via outro comentário maldoso a respeito do marido.

–Na verdade, acho que eu tomei a iniciativa, quando o convidei para dormir na minha cama. – ela sorriu vitoriosa e Owen a olhou surpreso, sem argumentar.

Karen arregalou os olhos, e Zach, que estava no celular, levantou os dele para a conversa e riu. Gray ficou em silêncio, apenas observando a conversa de adultos.

–Podia ter ficado sem essa. – Aliah riu, batendo o joelho no do irmão. Era a que mais estava perto de se reaproximar de Owen. E Joseph, o mais distante. Ele ainda julgava o irmão mais velho dos quatro pelo acidente com os pais.

–Então... Vamos comer? – Karen cortou o clima.

–Quero pizza! – Gray levantou as duas mãos e foi vetado pela mãe, o que fez todos rirem à mesa.

A reunião da família ficou mais calma, e tudo fluiu quase que naturalmente. Owen foi ignorado pelo irmão mais implicante, e todos os demais conversaram sobre suas vidas, como estavam sendo os últimos meses e o que acharam do casamento. Em meio à toda conversa jogada fora, Claire pediu sorvete de chocolate como sobremesa, o que chamou atenção de Owen e Karen, pois nunca a viram comer doces. Muito menos repetir, como fez. Os dois se olharam e deram de ombros, julgando que Claire estava se dando uma pausa de suas dietas ortodoxas.

*

Mais cinco dias passaram. O navio chegava à Turquia, marcando a metade de viagem. Owen se reaproximava de sua família, e Claire se distanciava de todos. Não de propósito. Três dias depois do casamento, seu mal-estar voltou, junto com vômito pelo menos duas vezes ao dia. Ela tentava enganar Owen, fingindo que estava tudo bem, porque não queria estragar a viagem que ele tanto a pediu. Passou a trancar a porta do banheiro da suíte e ligar o som do celular, para que ele nada ouvisse, e só saía dali quando estava bem.

Agora, ao perceber sua figura no espelho, Claire começou a juntar as peças. Ela já deveria ter reparado nos sinais antes. Toda aquela repetição de vômito. Fome. Sono. Enjoo. Sutiã apertado. Mais vômito. Vestido justo sem motivo. Estava tudo fora do comum. Tudo suspeito demais. E era bem verdade que nunca usaram nenhum tipo de precaução. Puxando um pouco a memória, ela lembrou que não estava totalmente em dia com o anticoncepcional. Afinal, se não saía com ninguém antes, aquele tipo de cuidado não era seu foco. Claire não saía com qualquer um e tinha total controle sobre suas atitudes e seu corpo. Ou não. Há alguns meses saiu da tabela de rotina com o caos que virou sua vida. E ele já estava ao seu lado.

–Claire? Eu preciso mijar. – Owen bateu à porta, bocejando. Ela destrancou, e ele se assustou com a palidez e o cheiro do banheiro. – Você está com dor de barriga de novo? – perguntou, entrando no banheiro e subindo a tampa da privada. Claire saiu do banheiro, assustada, e sentou à cama, enquanto ele falava, do banheiro. – Acho melhor a gente ir à enfermaria, você deve ter pego alguma virose.

–Owen, eu... eu não quero sair hoje. Quero descansar. – ela falou, e ele achou totalmente esquisito, dado que seria a única vez que poderiam sair do navio para conhecer, por algumas horas, o destino da viagem. Sabia que ficar muito tempo ali poderia deixa-a entediada.

–Está tudo bem? – ele perguntou, enxugando as mãos na sunga, e sentando ao seu lado. Claire o olhou e pensou em como falar aquilo, completamente aterrorizada com a possibilidade, por mais remota que fosse.

–Tudo bem. Vá com os meninos, a Karen e seus irmãos. Prefiro ficar. Hoje.

–Eu não vou sair e te deixar aqui. Nem sua irmã vai querer ir se você ficar. Está doente? – ele levantou a mão à sua testa.

–Você precisa ir.

–Por quê? Já quer ficar longe de mim? – ele a olhou desconfiado.

–Não.

–Eu... fiz algo errado? Ou em excesso?

–Não, apenas preciso apenas que você vá buscar uma coisa, já que a farmácia daqui não tem.

–Um laxante? — ele a olhou, sem entender.

Não! – Claire revirou os olhos e bufou, enquanto Owen esperava uma resposta. – um teste de gravidez.

Ele continuou a olhando, e pensando se tinha entendido aquilo certo.

–Como é que é? – perguntou, de olhos arregalados.

–Teste. Gravidez. – ela revirou os olhos, irritada. — Traga dois. Ou melhor, traga três. – Owen a olhava sem ação, e esboçou um meio sorriso, quando o telefone de Claire tocou.

–Pronto, Karen. – ela respondeu, e Owen a olhava chocado, surpreso e muito curioso. – Não, não, eu não vou. Estou indisposta. Owen vai com voc... – Karen provavelmente a interrompeu para falar algo. – Ok, então venha. Sim, traga Aliah. Claro, claro. Ele cuida dos meninos. – Claire olhou para Owen, e ele concordou, sorrindo e ainda mudo. Ela tampou o celular e o perguntou, praticamente o implorando. –Pode fazer isso?

–Claro. – ele coçou a cabeça, rindo de lado.

–Ok, Karen. Ele vai descer em vinte minutos. Dezoito, talvez. – Owen balançou a cabeça. Algumas coisas nunca mudavam, tratando-se de Claire Dearing. Outras, mudariam por completo. Em questões de poucas horas.

*

–Eu te disse para não falar para ninguém! – ela reclamou, de braços cruzados.

–Eu não falei. Zach viu. Não tive culpa.

–Ótimo! – ela sentou, com raiva. – Agora a família toda está reunida esperando lá embaixo, e eu não entendo absolutamente nada aqui. Muito obrigada por não ter perguntado como usar isso.

–Ei, você pediu para comprar, não para explicar como usar. Deixa eu ver esse aqui, é de outra marca. – Owen pegou a embalagem e franziu os olhos para qualquer coisa absurda que deveria estar escrito em turco. -Aí, por que não pergunta à sua irmã? – desistiu.

–Mantenha ela longe disso, quero ficar sozinha! – Claire levantou o dedo, quase o ameaçando.

–Quer que eu pergunte à minha irmã?

–Não.

–O que sugere então?

–Vou dar o meu jeito. – Claire levantou, colocou uma saída de praia, e abriu a porta da suíte, levando consigo a sacola da farmácia e parando qualquer funcionário do navio que ela via pela frente. Owen foi atrás, parando na porta enquanto a observava apreensiva por não ter absolutamente ninguém que soubesse ler aquilo. Ele riu sozinho, pensando que se fosse no Jurassic World, haveria uma demissão em massa por incompetência. Ficou sério quando a viu voltar, do outro lado do pátio, enfurecida. Owen chegou a se encolher, pensando que iria apanhar, mas Claire parou e fez uma cara horrível antes de sair correndo para o banheiro para vomitar pela terceira vez só naquele dia.

Quando se acalmou um pouco mais, finalmente lhe bateu a ideia de ligar para o guia turístico deles. Ele era turco, e se não soubesse a própria língua, ela iria agredi-lo seriamente.

Owen segurou a embalagem enquanto ela soletrava cada letra, pausadamente, e revirava os olhos, nervosa pela demora.

–O que isso significa?

–Coloque o bastão no meio das pernas e urine nele, senhora. – ao ouvi-lo, Owen quis rir alto. Ela praticamente jogou o telefone nele e correu para o banheiro, mandando-o ficar na linha com o rapaz.

–Fecha essa merda! – ela berrou quando viu o marido a espiando pela porta.

–A patroa está nervosa. – Owen falou ao telefone e sentou na cama, ligando o viva-voz enquanto Claire voltava apressada com o bastão na mão. Ela andava de um lado par o outro, olhando o pequeno visor enquanto Owen soletrava as demais palavras.

Claire chegou a cogitar que seria melhor estar grávida, pois se fosse mentira, deveria estar bem doente, com sintomas tão estranhos. Ela balançou a cabeça para o próprio pensamento, o julgando esquisito. Parou na sua frente quando viu o sinal de “pronto” do exame. Ela soletrou a única palavra que continha ali. Azul.

Parabéns, você está grávida.

–Ai. Meu. Deus.

Claire quase desmaiou, caindo na cama. Owen vibrou, radiante.

Ela quase acabou com a água do quarto, bebendo o máximo possível e repetindo todos os exames. A cada “positivo”, era como se Owen estivesse num jogo e seu time marcasse um gol. No último, ela ainda não podia acreditar. O futuro pai ria feito um bobo, e ela começou a bater nele.

–Ei! – ele a segurou pelos pulsos. – qual é o problema? Está tudo bem!

–“Qual é o problema”? Ela perguntou, incrédula. — Owen, nós nunca planejamos filhos! Nem discutimos sobre isso.

Você nunca planejou. Eu nunca fui contra. E nunca falamos disso porque você nunca quis. – ele a soltou, vendo como ela estava apavorada com a novidade.

–Isso é um pesadelo. – os olhos verdes estavam úmidos, e Owen franziu o cenho, balançando a cabeça.

–Nossa, Claire... como você pode chamar um filho nosso de “pesadelo”? – ele falou, em tom quase angustiado com suas palavras.

–Quero dizer, eu não sei nem o que dizer, Owen. É muito, muito cedo. – ela se consertou.

–Não. Veio na hora perfeita. – ele a interrompeu. – Olha só, já estamos até atrasados nisso. Nós já estamos casados. É a coisa mais normal do mundo. E é lindo. – ele a certificou, e Claire respirou fundo, confusa. – Sei que não foi a intenção, mas esse é o melhor presente de casamento que eu poderia ganhar de você na minha vida. – ele riu, e o telefone de Claire tocou. Era Karen, e ele atendeu.

–Oi, Karen. – ele a olhava, e Claire tentava se convencer de que aquilo não era real. -Está tudo bem. Mais tarde Claire te liga, ela está tomando banho. Até. – Desligou, e Claire olhava o teste em sua mão, pensativa. –Vou querer guardar todos, mesmo mijados. – Ele o pegou da sua mão e colocou na sacola, e ela finalmente riu de lado. –Vai ficar tudo bem, você vai ver. –Owen a puxou para cima do seu colo enquanto Claire o abraçava, pois se tinha algo que ele sabia fazer, esse algo era confortá-la. Ele sempre o fazia, quando as coisas saíam um pouquinho da reta traçada por ela. E então, ela pensou, não seria diferente agora.

–Pegou o celular com a mão suja do meu bastão de xixi. Vai limpar. – ela falou ao seu ouvido, e o sentiu oscilar no abraço, rindo com o comentário.

Mais tarde, naquela noite, não tiveram como fugir das famílias. Resolveram contar logo, e acabar com o suspense que Zach fez ao comentar sobre a compra de Owen naquela manhã. Só precisou vê-lo andar rindo e esfregando a mão na própria barriga, que Karen já estava de braços abertos e quase chorando ao recebê-los no jantar.

–Ah, meu Deus! Estou tão orgulhosa de você! – ela abraçou Claire, e olhou para Owen, atrás dela. – de você também.

–Ainda precisamos ver um médico para confirmar, Karen. – Claire sorriu, sendo apertada pela irmã.

–Ela ainda não está convencida. – Owen balançou a cabeça, depois de cumprimentar Zach e Gray.

–Eu já devia saber. Você tem comido doces no jantar. – Karen riu.

–Foi mal, Claire. –Zach a abraçou.

–Tudo bem, ele não sabe disfarçar mesmo. – Claire sorriu, e Gray a agarrou.

–Tia Claire! Qual vai ser o nome dele? – o menino perguntou inocentemente, e todos riram.

–Não seja burro, ela nem sabe se é menino ou menina. – Zach falou, colocando os fones de ouvido de volta.

–Eu acho que é mulher. – Owen falou, e seus irmãos chegaram, os cumprimentando e desviando a atenção de Claire.

–Claire, eu não quis ser indiscreta não, mas de manhã pensei em perguntar se não estava grávida. – Aliah riu, a abraçando e falando com o irmão. –Parabéns!

–Nem em um milhão de anos eu esperava essa notícia pela manhã. – Claire respondeu, rindo com ironia.

–Parabéns, Claire. Parabéns, cara. – Mike o abraçou, a Owen sorriu, surpreso com os dois irmãos. Claire notou como ele estava feliz, não só com a notícia, como pela reaproximação familiar.

–Vejo que foram direto ao ponto. – Joseph apenas apertou a mão do irmão, e a de Claire. – foi um casamento bem conveniente.

–Não sabíamos da gravidez. – Owen respondeu, e Claire cerrou os olhos, quando viu o irmão dele rir com sarcasmo. Ela decidiu alfinetar.

–Bem, se eu soubesse antes, o deixaria anunciar para todos na festa. Porque engravidar uma Dearing não é para qualquer um. Tem que ser muito Grady para ter tal abertura. – Claire disparou, e Owen piscou para ela, olhando para o irmão, de peito estufado e ego inchado, quando ela completou. –Assim que cair a ficha, sei que ficarei muito feliz em carregar um filho dele. Sou privilegiada por ter um marido como seu irmão.

Owen pensou em agarrá-la ali mesmo, era só orgulho. Mas simplesmente riu, com o irmão sem graça. Karen aprovou o corte, prendendo um riso. Os outros irmãos de Owen e sobrinhos de Claire engataram uma conversa, prontos para evitar aquele clima desnecessário.

*

Conversas, risos, brindes, comidas e sobremesas depois, e ela realmente já o sentia.

–Ainda não dá para ver nada não. Mas você está e ficará linda de qualquer jeito. – Owen interrompeu Claire, que se olhava seminua no espelho de lado, sem percebê-lo ainda. Ela se consertou, limpou a garganta e amarrou o roupão, sem graça.

–Devia bater na porta antes de entrar. – ela murmurou, e ele a pegou no colo, trazendo-a para a cama. – Owen, quantas vezes vou ter que dizer para não fazer isso... – reclamou, deitada.

–Devia aproveitar, porque daqui a uns meses não vou conseguir passar contigo pela porta. – ele deu uma gargalhada e ela revirou os olhos. – Está mais calma agora?

–Estou. Deixei uma mensagem, vou à minha ginecologista assim que voltarmos.

–Vou contigo.

–Não, você não vai. – ela riu.

–Vou. Eu quero participar de tudo, nem tente me excluir disso.

–Owen... é uma consulta ginecológica.

–E daí? Foi numa consulta comigo que engravidou. – ele riu.

–Você não tem jeito. – ela balançou a cabeça, e riu junto. Porque ele não se emendava, nem casado.

–Reclama mas gosta, eu sei.

–Casei contigo. Isso fala por si.

–Eu te amo demais. — ele sorriu, beijando a esposa e, pela primeira vez, seu filho, no ventre dela, para quem falou. – E seria um desperdício tanto amor não dar frutos como esse primeiro aqui.

–Também te amo. – Claire sorriu, arrepiada. Teve a mais absoluta certeza de que, mesmo não sendo planejado, tudo estava certo. O filho seria sim, dali para frente, muito esperado. E sua vida não poderia ser melhor.

*

–Claire venceu a aposta. – a doutora Margareth avisou, circulando no monitor a prova. Não conseguiam acreditar que estava grávida já de três meses, e nunca perceberam.

Após o exame oficial de confirmação, ela chorou. E agora, chorava de novo. Um pouco antes, discutiram, como de praxe. Ele, querendo surpresa. E ela queria saber o sexo, para começar a arquitetar o quarto. Apesar de ter um forte palpite. Como a mãe não podia ser contrariada, Owen cedeu. Até porque gostaria de vê-la errar, e apostava numa miniatura de Claire.

Não foi daquela vez.

Era a primeira vez que os dois o viam, bem pequeno, ainda no monitor. Um menino. O coração batia tão rápido que ela pensou se seria saudável, mas lembrou quem era o pai, e de como ele ficava perto dela, e riu-se por obviamente aquilo ser natural. Owen sorria feito bobo, quase chorando, enquanto segurava sua mão e acompanhava os movimentos agitados do seu pequeno Grady.

Ele não estava brincando quando disse que queria participar de tudo.

Checava se ela estava tomando as vitaminas necessárias e cancelava dias de trabalho para acompanha-la no obstetra e qualquer outra consulta médica. Ficava com medo de machucar o filho enquanto estavam na cama, e só relaxou quando soube que o aumento de libido era normal e sexo na gravidez fazia bem.

Redobrou a preocupação quando soube que ela planejava um parto normal, em casa, sem nenhuma intervenção cirúrgica. Mas ficou aliviado quando ouviu da própria médica que não recomendaria uma cesariana para ninguém, pelo pós-operatório. Foi então que descobriu que Claire tinha pavor de hospitais.

–O moleque não pode nascer aqui.

–Eu sei. –ela olhava a planilha que bizarramente já constava todo o planejamento de vida do filho até os quinze anos de idade.

–Precisamos comprar uma casa. Urgentemente.

–Concordo.

–Você o que? – Owen riu ao vê-la completamente compenetrada, de óculos, mexendo com os números na tela do computador.

–Eu concordo. – ela revirou os olhos. –Eu não acho que é totalmente seguro ter um bebê crescendo aqui dentro desse resort. Não temos nem espaço para fazer um quarto para ele.

–Sim, e depois, quando nossa família aumentar mais, aí que n...

–Owen. – ela arqueou a sobrancelha.

–O que? Estou sendo realista.

–Ok, vamos nos concentrar na presente gravidez, por favor?

–Vamos. – ele a abraçou pela cintura. –A irmã dele pode esperar um pouquinho.

Claire o empurrou, mas passaram horas grudados dali em diante, procurando casas. Começaram pela Flórida, onde o filho poderia nascer e crescer perto da família dela. Discutiram, várias vezes, até Claire deixar bem claro que não iria parar de trabalhar para virar dona de casa, apesar de Owen achar, inocentemente, que era papel da mãe ficar sempre com os filhos. Após muitos foras e respostas atravessadas, resolveram procurar um lar na Costa Rica, perto da ilha, para onde poderiam voltar sempre após o trabalho. No fim das contas, o filho não precisaria ser criado por estranhos ou parentes vinte e quatro horas por dia. E, quando fosse um pouco independente, poderia ficar na ilha também.

Owen também concordou em, até o início do quarto mês, esconder a notícia dos colegas de trabalho. Ou, pelo menos, achavam que estavam escondendo. Claire vomitava todas as manhãs, inclusive no escritório e banheiro da sala de operações. Saía correndo, julgando que não daria tempo. Owen, que ainda era treinado por ela para chefiar o parque na primeira parte do dia, insistia que era um problema hormonal, mas os olhares dos funcionários mais próximos diziam que não engoliam aquilo. E ninguém arriscaria o pescoço tentando descobrir a novidade. Só Lowery.

–Aí, Owen, consegui recuperar os dez minutos finais da fita do casamento.

–Você é o cara, eu quero ver. Ainda não recebemos a filmagem nem as fotos. – Owen falava alto, disfarçando o barulho que Claire fazia do banheiro.

–Vou te passar amanhã. Aí, essas coisas demoram mesmo. Às vezes meses. De repente, vocês vão precisar de um cinegrafista para registrar o parto do filho de vocês, antes mesmo de verem as fotos oficiais. Só espero que meu currículo seja analisado por esse meu trabalho especial.

George e Vivian se olharam, e Owen tentou se esquivar, antes que falasse bobagem.

–Vou ver se está tudo bem lá dentro. – ele saiu, e Lowery bateu à mesa, rindo para os dois colegas.

–Bingo! Ela está totalmente grávida.

–Vai ver ela não quer falar ainda. Tem um lance de esperar três meses e tal.

–Sério? – Lowery perguntou, e olhou para George, fingindo segurar um microfone. – dê seu pitaco, rapaz.

–Eu não. Mal entrei aqui, não quero perder o pescoço. Mulher grávida é um perigo. Tiro pela minha. Dá até medo, cara.

Os três riram, e decidiram aguardar o dia em que seria feito o anúncio. Só aconteceu duas semanas depois, quando Claire cansou de usar cinta e resolveu assumir de vez suas crescentes curvas.

Todos precisaram se fingir de surpresos. Até Barry, que na semana anterior já ouvira o amigo dizer “amo vocês” ao celular, após ele contar a ela que entendeu porque Blue não a atacou. O instinto selvagem de alguns animais os faziam ter aquelas atitudes, quando encontravam gestantes. Ao ser pego no flagra, Owen disse que tratava a traseira de Claire como um ser humano à parte, quando estavam a sós.

A verdade era que todos naquele parque acreditavam que o casamento tinha sido precipitado por uma gravidez indesejada. O relacionamento dos dois, que era desconhecido por muitos, sempre gerou suspeitas. Mas, àquela altura, Claire e Owen pouco se importavam. Eles só queriam curtir aqueles meses que voavam e traziam inúmeras novidades.

No início do quinto mês, o agora constante sono de Claire, que vinha acompanhar sua constante fome, foi interrompido pelo primeiro chute.

–Owen, é você? – ela virou o rosto para pergunta-lo.

–Não fiz nada... – ele falou, dormindo.

–Ai, meu Deus! – ela berrou e ele acordou, assustado.

–Que foi! Está tudo bem? – ele sentou.

–Pshh! — ela puxou a mão dele para cima da barriga, para compartilhar aquele momento único com ela. Claire começou a chorar calada e Owen ficou em silêncio, sentindo o filho com ela como se estivessem descobrindo o segredo por trás de um grande show de mágica. Dali para frente, os movimentos, chutes, pés e socos seriam constantes.

No início do sexto mês, Owen sabia que a maternidade já havia tomado conta da esposa por completo.

–Não acha que está cedo demais para isso? – ele falou, vendo-a arrumar a mala de roupas do bebê como se estivesse organizando contas no computador.

–Quantos anos você vai levar até notar que sou uma mulher organizada?

–Mega controladora, isso sim. – ele riu-se, vendo-a dividir a atenção entre tela do notebook e mala.

–Se dependesse de você, nossa casa não estaria comprada e nem teríamos uma lista de nomes e significados já resumida. – ela cruzou os braços, o desafiando, e Owen se aproximou, sorrindo de forma cafajeste.

Ele adorava vê-la embicada, principalmente agora, que a achava mais bonita do que nunca, ainda que estivesse com quase vinte quilos além do seu peso normal. Claire misteriosamente não ligava mais para peso, e se permitia ceder aos desejos do seu próprio corpo. Se quisesse uma pizza, comeria. Se quisesse uma torta de chocolate, também. Seguia o plano de dieta passado pela sua ginecologista e obstetra, mas também não negava os “pedidos do filho”, conforme gostava de falar. Ela exalava segurança e felicidade, o que o fascinava, tamanha fora a mudança nos últimos meses.

–Não precisamos de uma lista. Qual nome você quer, afinal? – ele olhou o computador, e viu as seis opções marcadas e seus respectivos significados. Chamou a atenção o nome do pai dele, bem incomum. Owen olhou para Claire e ela o certificou.

–Estava pensando nos nossos pais. O que você acha? – ele olhava pra ela e sorriu ternamente. -Sean Norbert. Fechou? –ela falou como ele, e Owen riu, emocionado. Ele a agarrou, e Claire tentou tirar o rosto de perto dele enquanto era beijada. Sem sucesso. Owen fazia questão de deixa-la ciente do quanto era desejada, e o quanto ele a amava.

Talvez, tanto carinho tenha feito com que Claire desabrochasse e, surpreendentemente, agora amasse estar grávida. Constantemente ele a encontrava observando a barriga como se carregasse um troféu, ou a acariciando como se fosse um tesouro, tamanha era a admiração que surgiu em relação àquela nova vida crescendo dentro dela. Enchia os funcionários já pais de perguntas, ligava para Karen diariamente, via vídeos e programas na internet, idealizando como seria o seu parto, o rosto e a criação do filho deles.

Ser mãe não estava em seus planos, mas foi, sem dúvidas, o melhor resultado de uma falta de controle. Controle este, aliás, que podia assustar Owen. Principalmente com a proximidade do sétimo mês.

–Claire, pelo amor de Deus, precisamos parar...

–Parar? – ela falou, por cima dele, prendendo um riso sarcástico. Não haveria hora menos apropriada para ele dar para trás, quando ela estava quase “lá”. –Por quê? – ela se mexia de forma provocante.

–Estamos transando há muito tempo, está na hora de descansar.

–Está cansado, senhor Grady? –ela se apoiou na cama, e Owen a olhou, suando.

–Não. –mentiu, e ela riu de lado. -Você precisa descansar um pouco. Está grávida.

–Não estou doente. Nem com sono. – ela se ajeitou no colo dele e Owen olhou para cima, porque não tinha escolha alguma com sua esposa muito grávida, naquela posição, o estimulando daquele jeito e o pedindo por mais. Ele a agarrou com força pelos quadris e resolveu se divertir um pouco, porque Claire estava de ótimo humor e, enquanto aquilo durasse, ele deveria seguir o ritmo porque parecia estar no céu. Sempre gostou de carne, e agora amava de paixão todas as curvas que estavam na sua frente. Mas algo o parou.

–Peraí, peraí. – ele parou de beijá-la, e Claire deu muxoxo.

–O que foi, agora? – ela reclamou.

–Ele está ficando muito agitado. – Owen colocou a mão na barriga, enquanto o filho se mexia. – isso não tá muito certo não.

–Owen, deixa de palhaçada. Seja homem, vamos. –ela reclamou, o abraçando, e ele cerrou os olhos, a obedecendo. Ninguém ousava desobedecer Claire, e não seria ele que o faria, estando ela grávida. Continuaram fazendo amor até ela querer parar.

E Claire não queria mais parar, o que deixou Owen preocupado, com o passar dos dias. Ele notava como aos poucos ela vinha ficando com desejos mais e mais intensos. Ultimamente, estava à flor da pele o tempo inteiro. Verdadeiramente incontrolável. Teve que pedir ajuda a quem ele achava que poderia dizer algo, sem precisar constrangê-la. Porque ele não queria fazê-la chorar, como também acontecia constantemente, em horas aleatórias. Por exemplo, ao verem propaganda de Natal em jornais.

–Owen? Tudo bem?

–Oi, Karen, desculpa eu te ligar assim de repente. Mas é sério.

–Cadê a Claire? Aconteceu alguma coisa?

–Não, não, ela está bem, está no banheiro. — ele falava quase cochichando ao telefone, olhando a porta.

–Ok. Levei um susto agora. –ela riu-se.

–Preciso te perguntar uma coisa e tenho que ser rápido. -continuava tomando conta da porta.

Fale.

–É normal a mulher ficar exagerada no final?

Exagerada como?

–Exagerada tipo, querendo fazer toda hora?

Gente…Claire ainda está assim? – Karen riu de novo.

–Tá brincando? Agora sua irmã surtou de vez! Tem me olhado como se eu fosse um pedaço de carne ambulante, um filé pronto pra consumo a qualquer hora do di... – ao dizer as últimas palavras, Claire abriu a porta, e ele disfarçou. Ela o olhava de braços cruzados, e ele cogitou que talvez pudesse ter ouvido algo. – É, Karen, falta pouco. Vou passar para ela, está chegando aqui com os pés de pato. – Owen riu e Claire jogou um travesseiro nele, pois odiava quando era zoada por não conseguir mais andar direito.

*

Para Claire, tudo estava perfeito. Para Owen, ela continuava cada dia mais impossível. No início do oitavo mês, ele poderia dizer que trabalhava em três expedientes por dia: no escritório, nos paddocks, e na cama – seu emprego noturno.

Após duas jornadas de trabalho, sempre era recepcionado por uma Claire semi ou completamente nua, que o dava uma canseira sem fim. “Banho, comida e cama” deveria constar na sua agenda. Apesar de esgotado, ele nunca a negava.

–Eu quero anal. – revirou os olhos e falou, frente a frente, tão logo Owen a colocou sentada em cima.

–Não pode. — Ele franziu o cenho e riu-se.

–Sério? – ela cruzou os braços, nua. — Eu sei que você também quer. – ela o encarava e Owen coçou a testa.

–Eu não. – ele falou assustado, tentando traze-la para perto de si, mas Claire estava irredutível.

–Está estampado na sua cara. – ela falou, apontando, e ele a interrompeu.

–Ei, ei, ei. Qual foi? De novo me julgando pela aparência?

–Você não tira os olhos da minha traseira todas as vezes que está atrás de mim. – ela o acusou, e Owen sorriu, molhando os lábios com a língua. –Nem adianta fazer isso.

–Olha, Claire... você é minha esposa. Está esperando o meu filho. Tento não fazer nada que possa o machucar, e também não gostaria de ferir você. Por isso temos variado pouco. E deitando de lado, comigo por trás, fica bem difícil não te admirar com aquele ângulo perfeito. Entendeu?

Claire riu no colo dele, balançando a cabeça.

–Owen, com todo o respeito, você não chega nem perto dele. Sabe disso. Já conversou com minha médica Aliás, no mesmo dia em que você a perguntou se minha vagina ia ser destruída quando ele saísse. – ela arqueou a sobrancelha e ele riu, lembrando. – Vamos. Ou está perdendo o tesão porque eu estou enorme assim?

Não. – ele estava completamente surpreso, e sem saída. –Amor, olha, isso não vai dar certo. Que tal esperar uns meses? –Tentou se desculpar, a segurando pela cintura e a trazendo para cima dele de novo. Claire se afastou e o encarou, agora irritada.

–Pela milésima vez, não seja frouxo. – ela bateu as mãos nas pernas, nervosa. — Anda, faça de uma vez. – ela saiu do colo dele e Owen foi ordenado a ceder. E teve de assumir aquela missão. Não queria contrariar Claire, muito menos uma Claire bem grávida. Se seu trabalho já era perigoso, em casa ele sempre sofria risco de vida com sua dupla irritação.

Fora isso, seria, sim, um prazer come-la por trás, finalmente.

–Certo. Então... – ele calculou bem a situação, e definitivamente não a colocaria de quatro, correndo o risco de ver uma cena bizarra e com direito a vômito. –Vira aqui, segura na cama. – ele apontou a cabeceira e Claire se ajoelhou, completamente ansiosa.

–Vai. – disse monossilabicamente, escondendo um sorriso de lado, e Owen a surpreendeu com um leve tapa na bunda, que ela insistia em arrebitar para provoca-lo. Claire deu uma gargalhada, surpresa. – É disso que eu estava falando, Senhor Grady. – ela virou o rosto e piscou para ele.

–Está merecendo uma espalmada. – ele piscou e começou a trançar seus cabelos, sem saber o que fazer exatamente. – Agora não me peça para te amarrar na cama nem te bater com chicote. Não sou aquele cara do filme.

–Certo. – Claire balançou a cabeça, ainda rindo, e se encostou nele.

–Calma, ok? – ele falou por trás dela, sentado, e segurando firme em sua cintura. Claire segurou por cima de suas mãos, e sentia suas veias nos braços do marido –Devagar. – ele a beijou na nuca e ela fechou os olhos, sendo guiada por completo, com seu homem fazendo o que fazia de melhor: ama-la. Livre e no seu ritmo constante, ela adorava ser possuída.

Irritadamente, ela puxou as mãos dele sobre seus seios, querendo que ele aproveitasse ao máximo junto com ela. Afinal, imaginava o que um Grady pensava quando a olhava por trás. E ele o fez.

–Calma, mulher. Penetração por trás não ajuda na hora do parto não. – ele falou, e ela riu de novo.

–Estou ciente disso. – Ela o puxou pelo cabelo e Owen a beijou, praticamente à força. Se embalaram por minutos, e Owen sabia como deixa-la louca. –Anda, depois pega meus sapatos. Calce-me e vamos pra cozinha. – ela o convidou, com movimentos completamente indecentes contra seu corpo. Owen olhou para cima, e mesmo encabulado, foi. Sua carne era muito fraca. Depois a agradeceu, por finalmente ter seu pequeno fetiche realizado num momento de tara descontrolada de sua ruiva favorita.

Logo aprendeu que o novo emprego de amante profissional também teria hora extra. Claire passou a interromper o trabalho dele e o próprio serviço para “consultas” a sete chaves.

*

Chegava o nono mês, e Claire entrava na reta final exalando pura confiança e expectativa. O fogo só baixou quando teve um pequeno sangramento, deixando o marido horrorizado e jurando de pés firmes que não iria mais tocá-la até o período do resguardo terminar. Claire acabou concordando, por segurança. Apenas recusava a parar de trabalhar, apesar de ter diminuído o ritmo. Só iria sair de cena na segunda semana do mês, quando iriam para a nova casa esperar a chegada de Sean, após a cerimônia de posse do Jurassic World. Já tinha uma parteira e equipe médica de plantão. Estava pronta e entusiasmada para dar à luz a qualquer momento.

No campo profissional, tudo ia muito bem também. Depois do parque estar totalmente recuperado, habitado com novos animais, pacificamente treinados e sem nenhum tipo de modificação genética, podia-se dizer que a atual gestão veio para ficar. Claire e Owen receberam elogios do Conselho, e nos bastidores todos já comemoravam o sucesso e quase evidente posse da nova dona do Jurassic World. Isso implicaria em um parque saudável, sem pretensões desumanas ou violentas, e chefiado de perto também por alguém que conhecia muito sobre o comportamento animal. Alguém que zelava pelo respeito àqueles seres e que agora sabia como conquista-los rapidamente. Owen Grady tornou-se ainda mais respeitado pelo seu trabalho, olheiras e primeiras rugas. Junto com Claire Dearing, já podiam pensar em reabrir o parque, com muito mais segurança. Também aumentaram as propostas para a expansão para Orlando, mas preferiram não correr com nada. Após o incidente de meses antes, Claire dava muito mais valor à qualidade do que quantidade, e abominava qualquer possibilidade de falhas.

–Sua irmã chegou?

–Ainda não, foi o meu vestido. E sapatos. – Claire conferia sua roupa para a cerimônia. Um vestido preto de cetim e um ombro só, com um detalhe na extensão do quadril de uma listra vermelha e amarela, imitando fogo, que chamaria a atenção quando ela estivesse de lado, tirando o foco da sua barriga imensa.

–Vieram andando como você?

Há há há. –ela respondeu, tirando os cabelos, agora longos, do rosto, e arrumando a franja com os dedos.

Owen riu do banheiro, e sabia que iria sofrer represália quando saísse. O que não aconteceu.

Ouviu seu telefone tocar e ela atendê-lo, enquanto ele se vestia.

Em seguida, um barulho.

Ela estava no chão.

–Claire! – ele a acudiu.

–Atende o telefone. – ela falou, com a mão na barriga e cara de dor. –O T-Rex está solto! – berrou.

Sem saber o que fazer, Owen a levantou, colocando-a na cama e pegando o telefone. Foi informado de que o animal já havia matado dois funcionários, e estava fora da área de contenção. Aterrorizado, o telefone caiu no chão.

Notas finais
Gostou do PENÚLTIMO capítulo? Bem longo, né? Leia com calma! rs. Por favor, peço que convide mais amigos leitores! *-* E comentem, pelor amor de God. Minha outra fic, "Memories (Truth or Dare?)" virou um e-book e ele poderá ser BAIXADO DE GRAÇA na Amazon nos dias 24/12 e 25/12! LINK: http://www.amazon.com.br/Mem%C3%B3rias-Aline-S-A-ebook/dp/B012JU2MOU Ps.1: A one-shot "Owen You Nothing (Jurassic)" continua sendo atualizada ESPORADICAMENTE, com outtakes, e cenas que talvez nem entraram aqui, ou sejam reformuladas/adaptadas. Ps.:2 Curta o fã-clube oficial da Bryce no Brasil, página do shipper "Clawen", e as da fic, no Facebook! https://www.facebook.com/pages/Bryce-Dallas-Howard-BR/120286561648758 https://www.facebook.com/pages/Clawen/614218498714901 https://www.facebook.com/sobrevivendojuntos/ https://www.facebook.com/groups/1682309918649861/ Ps.:3 O CAPÍTULO FINAL NÃO SERÁ POSTADO NA SEMANA QUE VEM!!! NÃO DECIDI QUANDO VOU POSTAR, ESTOU DE FÉRIAS E VOU VIAJAR! BJS.