Together By Fate.
8 Capítulo 7 - A primeira aula e o sumiço.
Pov Sophia
Quando eram por volta de 13:40, minha mãe e Ares saíram. Dez minutos depois, Bernardo bateu na porta do meu quarto, interrompendo minha leitura.
— Entra. – ele entrou com um caderno na mão e deixou a porta aberta.
— Pode ser agora... É que mais tarde eu tenho compromisso. – eu assenti
— Pode. Senta. – eu disse me levantando, enquanto ele se sentava na cama. Peguei uns livros e uns cadernos e joguei na cama, me sentando ao lado de Bernardo em seguida.
— Então, você tem mais dificuldade no que?
— Humanas. Matérias que precisam ler muito.
— Geografia? Biologia? História?
— É, história, sim, muito. – ele disse balançando a cabeça e eu ri pelo nariz. Peguei o livro de história e abri no ultimo capitulo que o professor havia explicado
— Bom, vou tentar fazer isso do jeito mais rápido, que vai ser melhor para nós dois. – ele concordou com a cabeça – Eu vou ler o que tem escrito aqui, você anota o que achar importante e de uma forma que você entenda depois e se não entender alguma coisa me pede pra explicar, ok? – então eu comecei a ler sobre a segunda guerra mundial, fascismo, Mussolini, nazismo, Hitler, holocausto. Bernardo raramente me interrompia e anotava bastante coisa. Cerca de uma hora depois, eu acabei de ler tudo e ele começou a perguntar algumas coisas que ele não tinha intendido. Ao contrario do que eu imaginava, Bernardo parecia bastante interessado no assunto. Quando as duvidas dele acabaram, eu me levantei e enquanto eu guardava os livros ele falou uma coisa que eu jamais imaginei escutar
— Sabe, Sophia, você até que explica bem, consegui entender mais com você que com o Marcio. – eu olhei pra ele incrédula
— Isso foi um elogio? – ele se levantou e andou até a porta.
— Não vamos fazer disso um hábito, ok? – ele saiu deixando a porta aberta. Eu andei ate a porta e gritei enquanto ele entrava no quarto dele
— FECHA A PORTA QUANDO SAIR, FILHO DA PUTA! – ele riu e me mostrou o dedo do meio.
Eu acordei com a minha mãe batendo na porta do quarto. Eu me levantei e abri. Ela e Ares pareciam aflitos
— Aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu, sim. Você sabe onde o Bernardo se meteu? Ele não atende o telefone, não deixou recado... – Ares disse. Olhei para o relógio: 17:55, ele já deveria ter saído.
— Sei lá, o filho é seu.
— Sophia! Olha como você fala! – minha mãe me repreendeu
— Ele me disse que tinha um compromisso hoje e por isso que estudamos cedo. Depois não sei, eu tava dormindo como vocês puderam perceber.
— Você não tem o telefone de algum amigo dele? – Ares perguntou
— Olha, querido padrasto, eu não sei se você percebeu mas eu não sou amiga do seu filho. Por que eu teria o telefone de algum amigo dele?
— Sophia! Facilita! Não conhece alguém que tenha? — minha mãe estava preocupada de verdade
— Thalassa e Helena. Vou ligar pra ela e em 5 minutos levo os números la embaixo. – eu disse fechando a porta na cara deles. Era só o que me faltava. O marginal some e eu que tenho que fazer a CSI atrás dele.
*
Assim que entreguei um papel com os telefones de Pietro e Páris anotados para Ares, Bernardo entrou pela porta.
— Ah, apareceu a margarida. Posso parar de bancar o CSI né? Obrigada. – eu disse enquanto subia as escadas. Do meu quarto, só consegui escutar Ares perguntando em um tom muito alto onde Bernardo estava. HAHAHA picadinho de marginal pro jantar.
Fale com o autor