Together By Fate.

5 Capítulo 4 - Uma missão (quase) impossível


Pov Bernardo

Quando eu avistei Sophia, ela já tinha atravessado a avenida onde ficava o restaurante e estava dobrando uma esquina. Era impressionante como mulheres conseguiam andar rápido de salto alto. Para a minha “sorte” não tinha transito e eu consegui passar rapidamente. Corri até ela e segurei seu braço.
— Garota, você é louca?
— Me solta, Bernardo. – quanto mais ela tentava se soltar mais eu apertava o braço dela. – Você tá me machucando!
— Escuta aqui, Sophia, eu nunca vi o meu pai tão feliz como quando ele começou a namorar a sua mãe! Se eles querem se casar, eles vão e não vai ser você e seu jeito insuportável que vão impedir isso, entendeu bem?
— Você não tem nada haver com isso! Você não sabe os meus motivos! Você não me conhece, Bernardo! – ela estava quase gritando. E eu apertei mais o braço dela
— Fala baixo comigo! E eu te conheço muito mais do que você imagina, Sophia Chasemberg, – eu encostei meu corpo no dela, sussurrei no seu ouvido e senti ela se arrepiar – Agora você vai voltar para aquele restaurante, pedir desculpas e ficar bem boazinha, ou eu não respondo por mim.

Não sei se foram as minhas ameaças que surtiram efeito ou se ela finalmente reparou a besteira que iria fazer, mas eu conseguir trazer Sophia de volta. Ela pediu desculpas para o meu pai e para a mãe dela e permaneceu calada durante o resto do jantar. A mãe dela era bem simpática, amigável, inteligente e ate bonita. Ao contrario da filha.

Assim que fomos para casa, meu pai pareceu no meu quarto e se sentou na minha cama.
— Bear, quero conversar com você. – eu estava deitado na cama com o notebook na barriga, fechei o notebook e me sentei ao lado dele. – Na verdade, é mais um pedido.
— Pode falar, pai.
— Eu quero que você converse com a Sophia. – eu olhei pra ele incrédulo, mas antes que eu pudesse dizer algo, ele continuou – Não quero que você force uma amizade com ela, até porque sei que ela não vai querer, mas quero que você tente, pelo menos, ter uma relação amigável com ela.
— Pai, isso é impossível. Eu não vou ter uma relação amigável com ela nunca.
— Bernardo, facilite as coisas!
— Facilitar? Pai, é a Sophia! A nerd! A marrenta pra caralho! Eu estudo com ela desde que eu tenho 5 anos... – meu pai me interrompeu
— Eu sei de tudo isso, meu filho! Mas tente encara-la agora como a Sophia filha da Atena... Ou se você não quiser, pelo menos fale com ela para que ela facilite as coisas. Daqui a uma semana vocês vão morar juntos e eu não quero ter que aguentar discussões em casa o dia todo, entendeu?
— Entendi pai. Segunda, na escola eu tento falar com ela... – ele me interrompeu denovo.
— Segunda não. Amanhã. Atena me disse que ela vai numa sorveteria com as amigas... Apareça lá com Páris e Pietro e peça para eles cuidarem das amigas dela enquanto vocês conversam.
— Sério pai? – eu arqueei as sobrancelhas. Ele se levantou e disse enquanto saia do quarto.
— Muito sério, filho.