Together

5 Incontável


Notas iniciais
Como sempre, estou sendo atrasilda. Me desculpem ;_;. E este é o último capítulo, o qual o tema era livre... Bom, o fim me agradou e espero que vocês gostem. Eu quero agradecer todo o carinho que vocês tiveram com a coletânea, todos que comentaram, elogiando ou até mesmo criticando de forma positiva, sério mesmo, vocês são incríveis e tenho um carinho imenso por todos! Mas sem mais enrolação e gayzisse porque de gay já basta o capítulo, vamos ao que interessa: BOA LEITURA!

Já havia perdido as contas de quanto tempo estavam juntos.

– Seis anos? – Deixou um sorriso tomar conta de seus lábios. – Já está mais que na hora. – Ele pôs-se a lembrar-se dos momentos que passaram juntos.

Eram incontáveis as vezes que Tetsuya sentiu seu coração disparar quando estava perto de Ryota.

Eram incontáveis as vezes que sentiu seu rosto esquentar com a mão suave do loiro em seus cabelos lisos.

Eram incontáveis as vezes que se pôs a dizer repetidas vezes que o amava.

Eram incontáveis as vezes que se sentia realizado ao beijá-lo.

Seu amor por Ryota era incontável.

– Tetsuya-sensei! – Chamou uma das crianças. – Eu não tenho sono!

– Shh. – Fez para o pequeno. – Você deve dormir. Cuidado para não acordar os seus colegas.

Estava tão alheio que sequer percebeu que ainda estava na hora de trabalho.

Já era um professor infantil há dois anos e adorava exercer a profissão. Recordava-se do quanto Ryota o apoiou quando conversaram pela primeira vez sobre o que iriam fazer no futuro.

– Eu quero ser um professor... – Começou Tetsuya. – De jardim de infância.

Sério? – Os olhos do loiro brilharam. Você seria um ótimo professor, Kurokocchi!

E lá estava ele, após anos, sendo chamado de Tetsuya-sensei por crianças que ainda teriam um futuro enorme pela frente.

Sorriu mais uma vez e começou a admirar o rosto das crianças adormecidas. Percebeu também que o aluno que antes o havia despertado de seus devaneios, agora, cochilava junto aos outros.

– Bons sonhos. – Ele sussurrou para as crianças.

Ao fim da tarde, os pais vieram buscar as crianças e assim Tetsuya pôde ir embora.

Quando colocou seus pés fora da creche sentiu seu celular vibrar. Pegou-o do bolso e viu a mensagem:

“Tetsuyacchi,

Estou indo buscá-lo! Espere-me em frente ao seu trabalho e logo estarei aí.

Te amo muito! (。・ω・。)ノ♡

Com amor, Ryota”

Encostou-se ao muro alto da creche e fechou os olhos.

– Tetsuyacchi! – O loiro correu na direção do menor.

Tetsuya abriu os olhos e sorriu ao ver a face conhecida do namorado.

– Você realmente não perde a mania do ‘’cchi’’ – Comentou. – Olá, Ryota-kun.

– E você ainda usa ‘’kun’’ no meu nome. – Resmungou. – Somos iguais, Tetsuyacchi.

O de olhos azuis, por fim, se rendeu.

– Como foi no trabalho? – Perguntou Ryota, mantendo-se atento à falta de expressão habitual do menor.

– Foi ótimo. – Sorriu. – Mas acabei me distraindo um pouco durante a soneca das crianças.

– Que raro! – Surpreendeu-se. – Há algo lhe perturbando?

– Não realmente. – Fitou os olhos de Ryota. – Só estava pensando em você.

Era possível ver o rubor que tomou conta das bochechas brancas do loiro naquele momento.

Era engraçado como mesmo que já estivessem acostumados com as confissões de amor um do outro, ainda corassem e sentissem o mesmo sentimento fortíssimo que sentiam ao descobrirem o amor mútuo.

– Tetsuyacchi... – Resmungou Ryota, abraçando-o. – Eu te amo!

– Eu também te amo. – Respondeu o outro, apertando-o.

Tetsuya afastou-se do loiro em seguida.

– Posso dizer algo?

Ryota ficou surpreso com a reação não habitual do namorado, mas fez que sim com a cabeça e assim o menor continuou.

– Eu venho pensando... – Começou, fitando os olhos do loiro. – Já namoramos há seis anos e também trabalhamos. Temos responsabilidade o suficiente para nos sustentarmos e por isso eu estive me perguntando se já não era a hora de morarmos juntos.

– Que... – O loiro arregalou seus olhos.

– Você quer vir morar comigo, Ryota-kun?

Naquele momento, Ryota não conseguiu explicar a felicidade que sentia e também não conseguiu conter as lagrimas que escorreram pelo seu rosto.

– Eu quero!

Tetsuya riu da reação exagerada do namorado, mas também sentiu seus olhos se encherem d’água.

– Certo.

Já estavam juntos por seis anos e agora era mais um passo na relação. Não que importasse, pois sabiam que permaneceriam para sempre juntos.

Fim.

Notas finais
Obrigada por lerem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!