Together

17 Madeline and Sherlock


Notas iniciais
O que esse título lhe faz pensar? HEHE... Bom capítulo :D

A campainha soou, Madeline achou que era Jennifer. Ela deveria ter esquecido alguma coisa, como, por exemplo, o celular, que não parara de tocar desde que ela saíra.

- Sim eu sei Mars, você esqueceu o telefone... Tem algum número louco para falar com você e... — Mad abriu a porta e soltou um grito. Um grito abafado e surpreso.

- SHERLOCK! — Ele entrou no quarto procurando à amada.

- Onde ela está Madeline? Onde ela está? — Ele disse meio desesperado.

- Você está vivo?! VIVO! Oh, ela vai matá-lo. — Mad disse. Vendo nenhuma reação ela simplesmente jogou a bomba:

- Ela saiu. Com um cara. — Ele se virou, erguendo-a pelos ombros.

- Para onde? Quem é ele?

- O parque perto da praia... Olha, você "morreu" por mais de um ano, não é como se pudesse cobrá-la e ela tem o direito de ser feliz e eu acho... — Sherlock ainda segurava a garota pelos ombros e olhava nos olhos da ruiva intensamente.

- O NOME! — Ele gritou.

- Luke Berrigan. — Ela respondeu. Ele a soltou, quase desmaiando ali mesmo, sentando-se momentaneamente na cama que estava atrás de si.

- Mr. Holmes... Aconteceu alguma coisa? — Madeline percebeu que aquela reação não era digna do grande Holmes que Jennifer falava.

- Ele vai matá-la. Ele vai... Tudo por minha culpa... — A ruiva encarou-o espantada.

- Luke? Ele não faria mal a uma mosca. — Disse Mad, confiante. Ela sabia disso, ela tinha certeza disso, ela apostava sua vida que Luke Berrigan era um namorado melhor do que Sherlock Holmes. Ele nunca fingiria a morte e, com toda certeza, não iria matar Mars.

- Precisamos encontrá-la e rápido. — Ele disse, indo em direção a porta, Mad o seguiu.

- Por quê? — Ele parou na porta, virando-se para a jovem e a encarando. O olhar era preocupado e ela podia perceber uma dor guardada no peito.

- Luke Berrigan é órfão. — Ela ficou surpresa, porém, tal fato não era grande coisa.

- Sim... E? — Disse, revirando os olhos.

- E, quando criança, ele foi adotado... — houve um silêncio constrangedor e, Madeline teve o pressentimento que não ia gostar das palavras que viriam. — Por Jim Moriarty. — Os olhos da ruiva ficaram gigantescos, ela pegou o primeiro casaco que viu na frente, um telefone e as chaves do quarto e foi em direção da porta, passando por Holmes e indo em direção as escadas. Vendo que o moreno ficará para trás, virou-se para ele e disse:

- Vamos! — E por fim os dois se colocaram a correr em direção à praia.

Fique bem, minha pequena. Eu estou chegando...

- Você está bem? Quer voltar para o hotel? — Luke pediu.

- Não... — ela respondeu, ainda tonta. — Eu só preciso... Nada. — Já fazia vinte minutos que a garota havia tomado a droga, logo, ela estaria desmaiada e ele terminaria o serviço.

- Então, aceita um passeio na casa dos espelhos? — Ela sorriu fracamente e seguiu Berrigan entre as pessoas.

Na entrada, Sherlock e Madeline procuravam avidamente pelo casal. Não havia ninguém, ele não via sua loira.

- Ali! — Mad gritou, correndo na direção do casal que entrara na casa dos espelhos.

Sherlock se pos a correr no encalço da ruiva, desejando que chegassem em tempo de salvá-la.

Um homem também entrava com o casal na casa dos espelhos e Sherlock o percebeu. Ele parou de correr por um segundo, desejando que aquilo fosse uma mera ilusão, pois, se verdadeira a imagem que via, Jennifer tinha ainda menos chances de sair daquele lugar respirando.

- Sherlock? O que foi? — Madeline Covington parou ao lado de Holmes que encarava o homem corpulento de cabelos grisalhos.

- Ele... Não pode ser. — Holmes disse, baixinho.

- Ele quem? Sherlock, temos que salva-la... Vamos!

- É ele Madeline, ele está aqui também. — Holmes disse.

- Ele quem?

- Davis. Davis Turner. — Madeline teve um ultimo relance do homem entrando na casa e depois entrou em desespero. Sherlock começou a correr, mas ela não tinha forças para tanto e apenas ficou parada olhando para a entrada.

Ela viu Holmes entrar e viu também o segurança do lugar gritar com ele. Ela apenas ficou ali parada até que o celular que tinha em mãos soou.

Droga, eu peguei o celular de Jennifer ao invés do meu. Pensou a garota. O número tinha o nome de Irene, e ela sabia, era a dominatrix que quase colocará a nação de joelhos.

Quase, pois Sherlock Holmes havia salvado o país.

- Srta. Adler? — Madeline disse, atendendo o telefone.

- Quem é? — Disse Irene, percebendo que não era Jennifer e ficando preocupada.

- Madeline.

- A garota do hotel. — Ela disse, concordando.

- Isso.

- Posso falar com Jennifer?

- Não creio que será possível. — Disse Mad. A voz soou preocupada o que, instantaneamente preocupou Irene.

- Aconteceu alguma coisa? — Foi quando Madeline viu Luke Berrigan sair sozinho. Ele parecia estar procurando alguém. Madeline se virou caminhando entre a multidão.

- Não... Ela apenas está em um encontro e deixou o celular comigo.

- Um encontro... Seria com o garoto Berrigan?

- Isso mesmo. — Mad respondeu, se esquivando para um lugar onde tivesse total visão da casa dos espelhos.

- Droga! — Isso chamou a atenção de Covington.

- Desaprova a relação? — Pediu a ruiva.

- Eu disse que ela devirá ficar longe dele. — Irene respondeu.

- Concordo com a senhorita. — Mad retrucou. Isso surpreendeu Irene.

- Porque?

- Creio que pelo mesmo motivo que você, Mrs. Adler. É de meu conhecimento que você trabalhou com Moriarty por um tempo, tão logo, deve ter conhecido Luke.

- E você, como amiga dela, deixou que ele se relacionassem mesmo sabendo da verdade? — Pediu a dominatrix indignada.

- Fiquei sabendo a poucos minutos... Ela corre riscos Irene. Luke já desistiu de procurá-la, mas Davis está aqui também.

- Como? — Disse Irene, desesperada.

- Eu e... Bem, eu e um amigo, que foi quem me contou sobre Luke, viemos para o parque, que foi onde Luke pediu se seria um bom lugar para trazê-la. Vimos ele e Jen entrando na casa dos espelhos e, segundos depois, Davis entrou também. Meu amigo está lá dentro e... — Davis saíra caminhando da casa, ele tinha um sorriso no rosto. — Luke saiu faz alguns minutos e agora Davis saiu e ele parece... Ele parece feliz.

- Quem está lá dentro? Quem é seu amigo?

- Não posso dizer eu não... — Ela achou que não deveria contar a Adler sobre Sherlock.

- É Sherlock, não é?

- Como você...? Você soube o tempo todo que ele estava vivo?

- Não, apenas alguns dias. Ele pediu que eu protegesse Jennifer. Entretanto, como eu conheço Luke...

- Ele a conhece. — Mad terminou a frase.

- Sim. Ele me capturou durante a noite e fui torturada. Consegui fugir por mera sorte e fui levada para um hospital em Londres. Quem me atendeu foi Mary Watson. A dona da casa onde estou nesse exato momento.

- Você só pode estar brincando?! Avise John. Diga para ele vim para cá o mais rápido possível... AI MEU DEUS, JENNIFER! — E então Madeline desligou o celular correndo em direção a Holmes que carregava Jennifer no colo. Ela percebeu, felizmente, que o peito dela estava se mexendo, indicando a respiração.

Ela podia não estar bem, mas estava viva.