Together
24 Antonin Klaus, the sniper of Jim
Notas iniciais
PS: CONTAGEM REGRESSIVA > 2.
SPOILER: O proximo capítulo vai ser de cortar o coração. Um momento super fofo John&Jen e dps um momento mto d+ do Watson com uma outra certa pessoa que gosta de observar :x HUAUHAUHhu Bom capítulo gente!
Passaram-se três dias. Foram três dias monótonos em quem a única coisa de bom que aconteceu com Jennifer foram as visitas de Luke.
E as vistas que ele vez no quarto.
Porém, fora isso, Lestrade ainda tentava recolher motivos par um mandato. Mycroft ainda não havia respondido. Davis não havia parecido, e muito menos o serial killer Lionel. Havia milhares de recados de Irene, John, Madeline e até Trinity no celular e ela se limitou a ir da Yard para o flat.
Era tarde quando o celular soou. Jennifer, antes de atendê-lo, conferiu o numero e sorriu vendo que era do ex cunhado.
- Mycroft, que demora! Espero que tenha meus dados. — Ele deu uma risada baixa do outro lado do telefone.
- Um homem de confiança estará lhe deixando a ficha de Antonin. — Pareceu haver um silêncio. — Exatamente por agora. — E a campainha soou.
- Uou! — Disse ela, correndo para a porta e gritando:
- PODE DEIXAR QUE ATENDO MRS. HUDSON! — Ela abriu a porta e um homem de boina que cobria toda a cabeça até os olhos e de manta que lhe cobria até o inicio dos mesmos, entregou-lhe o envelope pardo. Os olhos do homem eram de um azul claro brilhante e eles lembraram Sherlock para Mars. Eles, os olhos, pareciam sorrir para a jovem que, sem saber bem o porquê, sorriu também. Ela desejava até chorar, e nem sabia o motivo. O homem vestia um sobretudo marrom gigantesco, sapatos quase da mesma cor e uma calça jeans normal. Sua manta era vermelha e sua boina marrom como os sapatos. Não era possível ver sua camisa, mas era possível ver sua mão que tinha pele tão alva como o Holmes mais novo. Ela tocou na de Mars quando ela pegou o envelope e aquilo arrepiou os dois. Ela sorriu, estava desconfortável com aquela imagem tão familiar e, agradecendo, fechou a porta.
- Acabei de recebê-lo. Muito, muito, muito obrigada Mycroft. Devo-lhe uma.
Ela correu escada acima e sentou-se na frente da lareira acesa do 221B. Abriu o arquivo e começou a lê-lo.
- Pelas barbas de Merlin! Esse cara tem mais acusações do que eu tenho sapatos! — Ela exclamou sozinha. — Mas não mais que Madeline, então tudo bem. — Ela riu baixinho.
O homem era um matador de aluguel, atirador profissional. Também era bom em roubos e fazia o tipo capanga bobão que havia nos filmes de mafiosos.
Mas de bobo esse aí não tinha nada.
Tinha, na verdade, uma boate — ou quase isso. — que era de fachada. Onde fazia os negócios.
E era para onde Mars iria nesse exato momento.
E, ainda por cima, iria disfarçada.
Ela correu para o quarto e colocou um espartilho preto com rendas, a calcinha que fazia o par, uma sinta liga que prendeu nas meias. Colocou por cima um vestido tomara que caia e muito justo da cor preta e sandálias muito altas e douradas. Fez uma maquiagem, passou um batom vermelho sangue nos lábios e abriu um sorriso para si no espelho.
Eu daria para esse trabalho.
Colocou o sobretudo de Sherlock que ela tanto adorava e, pegando apenas um pouco de dinheiro, as chaves, o celular e a arma que ainda tinha, totalmente carregada e presa na coxa, foi em direção ao Clube La Luna.
Quando finalmente entrou ela segurou a repulsa. O que se via naquele ambiente mal iluminado e com um cheiro forte de sujo era muitas, mas muitas garotas, da idade de Jen ou até mais jovens, seminuas, ou até nuas, dançando no centro de várias rodinhas de homens babões, na maioria, de mais de quarenta anos.
Alguns nem escondiam que estavam se masturbando dentro das calças.
Outros estavam oferecendo mais grana para continuar o showzinho em algum lugar particular. E apenas para o pagante.
E aquele que oferecesse mais dinheiro levava o prêmio.
Jennifer tentou bloquear o nojo para algo mais importante. Era preciso descobrir quem deles era o chefe. O que não foi uma tarefa árdua. Havia um homem, que também tinha a idade aproximada de quarenta, olhos bem claros e cabelo moreno liso e muito bagunçado. Tinha problemas com a bebida, ela pode perceber, e com o controle que exercia sobre as pessoas. Ela, sem medo algum, guiou-se para a mesa, tirando o sobretudo e chamando a atenção de Antonin.
- Espero que seja meu aniversário. — Disse ele, quando ela sentou-se ao lado. Havia mais dois homens junto dele e ela apenas sorriu.
- Espero que possamos tratar de negócios sozinhos, Mr. Klaus. — Jen respondeu. Ele sorriu, ainda mais divertido, e virou para os seguranças.
- Me tragam mais um uísque... Demorem meia hora. — Não era pouco direto e os homens pareciam obedecê-lo.
- O que posso fazer a essa linda jovem? — Antonin disse, tentando passar a mão de Mars. Ela desviou e riu.
- O nome dessa linda jovem é Jennifer e ela deseja saber qual foi o seu ultimo trabalho com Jim Moriarty. E antes que comece a tentar mentir, eu vou saber.
- Ah, me lembro agora. Eu já vi você... É claro, com mais roupas. Um prazer conhecê-la, Mrs. Mars. — Aquilo foi uma surpresa, mas não pegou Jennifer desprevenida.
- Ainda não respondeu minha pergunta. — Disse a garota impaciente.
- E se eu não quiser respondê-la? — Klaus pediu. — O que você vai me fornecer em troca da informação? — Jennifer sorriu. Ela subiu no colo do homem, colocando uma perna de cada lado e virando o rosto para o mesmo. Ele passou as mãos sobre o tronco da garota, quase chegando às nádegas, foi quando ele as apertou que ela apontou a arma para a barriga do homem.
- Sua vida. — Ela respondeu no ouvido, um sussurro com a voz rouca e sexy. — E agora comece a falar.
- Você é esperta, então tudo bem, será um prazer. — Ele esperou que ela saísse de cima dele e ela riu:
- Oh não, apenas depois do fim de nossa conversa. — E ela sentiu o membro do homem tocar-lhe o íntimo, e, por isso, completou rindo:
- Assim poderás tomar um banho e dar uma aliviada na situação. — Ele semicerrou os olhos, furioso.
- Muito bem. Ele me contratou para matá-la. Ao menos que eu visse Sherlock Holmes pular de um prédio. Esse era a condição para todos nós. Ele contratou, ao todo, quatro atiradores. Cada um tinha um alvo, atirar nos amigos de Sherlock Holmes caso não víssemos o mesmo pular de um prédio ou caso Moriarty não nos falasse o código. — Aquilo pegou Mars de surpresa. Mas não mais do que o final da conversa:
- E isso ainda vale. Eu continuo recebendo do filho de Moriarty para, caso Holmes reapareça dos mortos, atirar uma bala na sua cabeça, Mrs. Mars.
- Holmes está morto.
- Não é o que ele parece pensar. Sabe, a loucura do pai passou para o filho, mesmo que ele seja adotivo.
- Ele tem um filho...? Qual é o nome? — Klaus não respondeu. — EU PEDI QUAL É O NOME?
- Tsc, tsc, tsc... Você me ameaçou uma vez, lieb, não conseguira uma segunda. — E então ela escutou duas armas engatilharem atrás de si. — Você sai quietinha daqui e eu não lhe machuco. Não agora, pelo menos. Se eu precisar cumprir contrato já é outra história. O que acha? — Mars concordou. — Auf Wiedersehen Mrs. Mars.
Jennifer saiu dali sem rumo. A idéia de Holmes ter se matado para salvá-la e salvar seus amigos era tão... tão... Ah, ela poderia ter impedido. Poderia tê-lo aqui e agora com ela.
Mas não. Ela era um alvo ambulante e, para ele, valeria mais a morte do que ela morta.
Engraçado, pois agora parece que ambos morreram.
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