Notas iniciais
Oukay. esse foi rápido, hem? ;D Betado por Tsuki.

Insuportável. Era essa a mais perfeita definição para aquela aula. O professor como no dia anterior gritava, berrava e eu ainda sim não ouvia nada. Considero-me uma pessoa inteligente, autodidata. Não precisava escutar nada do que ele dizia. Se tivesse um livro por onde pudesse estudar estava tudo resolvido e um dez estaria à minha espera. Não agüentava mais! Sai da sala sorrateiramente. Precisava de um ar. Aquele ambiente era sempre abafado assim?

Meus olhos ficaram passeando pelo corredor largo e extenso, completamente vazio. Encostei-me a parede e os fechei. Respirando fundo. Sentindo meu corpo resfriar. O moletom que usava havia sido deixado de lado depois dos primeiros dez minutos naquela sala. Agora sentia frio novamente. A blusa de manga longa branca e fina que usava por baixo nada esquentava. Cruzei meus braços procurando manter o calor. Fiquei ali, naquela posição alguns minutos quando ouvi passos no corredor quebrando o silêncio que eu particularmente nunca simpatizei. Abri meus orbes rapidamente.

Vinha caminhando devagar. Seu corpo magro parecia mais modelado com a blusa de gola alta que usava. Um tecido aparentemente grosso o suficiente para mantê-lo quente. Uma calça de pano parecida com a do dia anterior era o que ainda usava. Nas mãos os mesmo anéis, no pescoço uma corrente fina de prata, e na orelha direita uma pequena argola. Fala sério, ele não se parecia em nada com um professor! Sem contar que não aparentava muita idade. Os olhos que antes não havia conseguido observar a cor eram negros. Muito negros. E mexiam-se freneticamente observando alguns papeis que segurava. Foi passando por mim como em câmera lenta, notando apenas alguns passos depois que tinha alguém ali. Olhou-me ainda meio de costas, logo depois se virando rapidamente.

- Ah! Oi, você é o Kim certo?

Apenas acenei com a cabeça. Seus lábios logo me mostraram um grande sorriso de dentes amarelados. Seus olhos negros brilhavam. Caralho era assim tão bom me ver?

- Adam, se lembra de mim?

- Sim, tivemos uma conversa rápida ontem. Nunca pensei que você fosse professor daqui.

Deu uma risada baixa e grave. Grave como sua voz. Aquelas que servem como locutor de rádio sabe.

- É, acho que não me pareço muito com um professor. Meu estilo é meio que diferente.

Ele foi em direção a porta de minha sala e olhou pela pequena janela que nela existia, apontando logo depois para algo atrás da mesma.

- Pelo menos é melhor que aquilo! Acho que seu professor está precisando de um pouco mais de amor próprio, porque, que roupinhas hein? Sou mais meu estilo. Não concorda?

Gostei dele! Tinha acabado de tirar com a cara de seu companheiro de trabalho, era lógico que eu simpatizaria. O sorriso sacana que se mostrou em sua face foi contagiante.

- Com certeza! Mas se você é professor aqui, por que não está digamos... Dando aula?

- Hoje não tenho trabalho, vim apenas pegar uns papéis e estava me mandando para um bar aqui perto. Tenho que aproveitar minha folga de alguma maneira. Enchendo a cara é a melhor... Se você não está a fim de ter aula, que tal ir comigo? Melhor matar aula bebendo do que no corredor.

Olhei-o meio desacreditado. Por que Deus nunca me colocou um professor como aquele para dar aula na minha época de colegial? Não dei nenhuma resposta, corri para dentro da sala, peguei minhas coisas e sumi daquela faculdade junto com Adam.

Sua companhia era extremamente agradável! Enquanto sentia a cerveja descendo gelada pela minha garganta, ouvia sua voz grossa tomando conta do ambiente. Estava ficando com frio novamente. Saco! Mas pouco importava, logo estaria tão bêbado que nem lembraria meu nome. Uma das únicas coisas que consumia e, que futuramente poderia resultar em diversos problemas de saúde eram bebidas alcoólicas. Quanto mais forte melhor, sentir aquele ardido descendo por minha garganta – embora uma cerveja não me trouxesse esse mesmo prazer. Quando ficava “alto” parecia um idiota, fazendo burradas por todos os lados, destruindo lugares públicos, discutindo com alguém que nem merecia e no pior dos casos acordando em quartos de motéis sem ter a mínima idéia de com quem tinha estado. É ridículo eu sei, mas de vez em quando não mata ninguém... Ao menos eu esperava.

Já deveria estar no décimo copo de cerveja. Falando mole. Não sentia tanto mais o meu corpo, parecia estar um pouco mais leve. As palavras saiam com facilidade, antes mesmo que notasse que as tinha dito. E ele ali na minha frente parecendo ainda mais sóbrio do que quando o vi na faculdade. Conversávamos sobre Várzea Grande e o que ambos fomos fazer naquele lugar.

- Me formei cedo e trabalhei em outras faculdades no Rio de Janeiro, mas ai acabou surgindo uma oportunidade na UNIVAG e cara... Era meu sonho lecionar aqui, sei que a cidade é uma merda, mas eu gosto fazer o que? Mas e você, por que veio pra cá?

- Meu velho é um idiota e foi demitido do emprego, daí arranjou um outro aqui, fazendo todos se mudarem pra esse fim de mundo. A cidade é escrota e ainda fui arranjar um vizinho daqueles bem desgraçados.

Ele riu. Possivelmente da minha cara. Eu mesmo riria, devia estar ridículo! As palavras pulavam da minha boca facilmente, tanto que até comentei de Forward e, acabaria dizendo mais com certeza.

- Imagino! Hoje em dia é difícil achar um que preste. O meu toca uma porcaria de forró o dia todo. Não consigo nem dormir.

- Sorte se o meu fosse só forró, é um desgraçado manipulador. E o pior de tudo é que o Forward é tipo aquelas caras que eu admiraria.

Já deveria ter chegado ao décimo quinto copo, minha visão estava ficando embaçada. Mas poderia jurar que quando ouviu o nome Forward, Adam se remexeu na cadeira. Voltando com o copo que ia em direção a sua boca á mesa. Poderia ter sido apenas impressão. Mas...

- E esse Forward, ele fez alguma coisa pra você?

- É um idiota, fica vindo com umas conversas estranhas, me tocando, parece um viado! Sem contar as ameaças dele. Tenho certeza que ele faz alguma merda nessa vida dele. Aconteceu alguma coisa no passado que fez ele essa coisa que é hoje, que eu ainda nem sei o que é, mas vou descobrir tudo e mandar ele pro espaço. Jogar tudo naquela cara de nada dele. Eu até vou com a cara dele sabe, mas antes de tudo vem esse ódio, ele se acha o rei da cocada. É um desgraçado isso sim!

Acabei falando de mais, nem percebendo isso na hora lógico. Nem conseguia mais montar uma frase direito, repetindo palavras, usando outras que nem sabia que tinha conhecimento. Adam virava três agora a minha frente, tinha chegado ao ponto em que queria. Completamente bêbado! Vendo meu estado ele simplesmente pagou a conta e apoiou meu corpo no dele, me ajudando a andar, para que não capengasse pelos cantos. Fazia tempo que não passava dos limites, acho que meu sistema acabou desacostumando. Uma hora pude sentir seu bafo quente no meu ouvido, me perguntando baixo onde eu morava. Ouvi alguém dizendo “Você é muito gostoso”, só não soube dizer quem disse, ele ou pior... Eu.

Colocou-me sentado no banco macio de um carro, e o que pareceram alguns segundos depois já estava na porta de minha casa. O corpo de Adam estava tenso, isso eu pude sentir, ficava mirando os lados constantemente. A porta logo se abriu, vi meu pai que movia sua boca rapidamente, senti um beijo em meu pescoço. O que? Era Adam dizendo “tchau“. Alfred que nada viu me guiou por escada a cima, entrando no meu quarto e me colocando delicadamente na cama. Ela parecia tão macia, tão confortável, meus olhos fechavam-se sozinhos.

______

Algo quente deslizava por meu corpo. Subiu pelo meu braço até o meu pescoço, alisando-o. Aconchegando-se depois em meus cabelos, afagando de leve. Bom... Aquilo estava tão bom! Pedi por mais. Desceu para a pele de meu abdômen, arranhando-a, chegando com mais violência ao meu baixo ventre, fazendo com que meu corpo esquentasse. Logo depois pressionando com força minha virilha. Continue, eu pedi. Mas o calor se desfez e uma voz rouca me chamou.

- Kim.

Abri meus olhos com hesitação. Forward me observava com um olhar febril estampado em sua face de “nada”.

- Eu te avisei, mas você não me deu ouvidos. Grave bem esse momento, pois será o seu último.

Meus olhos confusos se manifestaram, meus lábios se moveram em uma tentativa tola de dizer algo. Senti sua mão quente de volta ao meu corpo, agora com estrema violência. Enquanto uma arrancava sem hesitação minha cueca, a outra chegava até meu pescoço, o agarrando, pressionando com força, fazendo com que abrice minha boca a procura de ar. Mas ele não chegava aos meus pulmões. Comecei a tossir enquanto tinha a sensação de algo me invadindo, estava incomodo, eu não queria aquilo. Tossia com força, meu oxigênio se extinguia. E os mesmos olhos febris me encarando.

- Aproveite Kim, pois eu vou.

Meu pescoço foi apertado com mais força, fazendo com que meus olhos se abrissem e eu desse conta de que estava em meu quarto, deitado em minha cama e com uma baita ressaca.

Minha cabeça doía. Não podia dizer que era uma dor insuportável, mas era contínua e irritante. Senti uma vontade gigantesca de ir ao banheiro. Tudo que eu havia bebido aquela noite estava a fim de sair. Aproveitei e tomei um bom banho, extremamente relaxante, que ajudou a diminuir as dores que sentia. Procurei meu celular pelo quarto, não achando fucei nos bolsos da calça que havia usado, o encontrando e verificando a hora. Não entrava muita luz pela janela, já deveria estar amanhecendo. O meu choque foi constatar que o sol não estava para dar as caras e sim um belo de um adeus. Eram seis e meia da noite, ou seja, dormi de mais. Anotei mentalmente “Não beber além da conta”. Ao menos por um tempo.

Sentei na cama e fiquei observando o teto, tentando lembrar algo que me fugira à memória. E então as imagens e sensações do sonho/pesadelo que tive vieram a minha mente. Ainda podia sentir seus dedos em meu pescoço, me sufocando. A sensação incomoda de invasão que nunca gostaria de experimentar. Tudo o que eu menos queria e ainda vindo das mãos daquele que não sabia se deveria temer. Vitor Forward. Bosta, às sete horas ele estaria em minha casa para jantar! Precisava me preparar psicologicamente e estava em um estado nem um pouco aceitável.

A noite com Adam foi movimentada. Simpatizei com ele e suas conversas interessantes. Lembrava-me de tudo com mais clareza, apesar de algumas cenas passarem picadas por meus olhos. Os assuntos no bar, o seu ar inquieto quando toquei no nome Forward, eu dizendo que ele era gostoso. Meu Deus! O que foi aquilo? Adam deve pensar que sou uma bicha. Droga! Se bem, que ele me deu um beijo no pescoço. Será que a bicha ali não seria ele? Esquece.

Comecei a me vestir para o jantar. Para escolher minhas roupas eu realmente parecia uma mulher. Quando em fim resolvia, praticamente tudo que enfeitava meu armário se encontrava espalhado pelo quarto. Naquela noite optei por algo um pouco mais “elegante”, nem tanto também. Uma calça cargo bege e cobrindo meu tronco um moletom – que estava mais para uma blusa com capuz – colado em meu corpo e uns dois tons mais claro que a calça. Em meu pé um all star branco, dando um ar ainda mais despojado ao conjunto. Meu cabelo estava bem penteado, mas ainda um pouco arrepiado nas pontas. Apenas um anel enfeitava minha mão esquerda, minha “gargantilha” preta que raramente me desfazia, apesar das situações e meus pircing’s claro.

Estava pronto. Desci uns cinco minutos atrasado, e qual não foi minha surpresa de observar Vitor sentado ao sofá conversando animadamente com minha mãe e meu pai, que já não via há alguns dias. Ao menos acordado... Estranhei. Pensei que como sempre faria “hora extra”.

Quando chegava aos últimos degraus da escada todos notaram minha presença e direcionaram seus olhares a mim. Definir a expressão de cada um era simples. Os olhos de Alfred transmitiam tristeza, causada possivelmente pelo estado em que cheguei em casa noite passada. Anna estava sorridente, graças à presença de Forward, para quem já arrastava suas “asinhas”. E ele? Bom, Forward possuía ainda sua face de “nada”, mas pude notar um olhar intenso, que me fez estremecer ao lembrar das sensações obtidas naquele sonho nada satisfatório.

- Finalmente acordou Kim! Pensei que a ressaca não iria passar.

Minha mãe falou em tom zombeteiro. Ela ainda tinha a moral de zoar com a minha cara. Nem mesmo preciso repetir o que penso a seu respeito. Acho que ela havia realmente ido ao cabeleireiro, já que seu cabelo encontrava-se cacheado, algo que não era ao natural. O vestido azul claro e curto, com decote em V com certeza escolhido para provocar Forward. Alfred usava o mesmo terno que deveria ter usado no trabalho. E Vitor estava bem mais despojado, diferente do ar mais sério que sempre possuía. O cabelo sem gel, mas bem penteado, um sapatênis combinando com a calça azul marinho e a blusa de gola “aberta” cinza.Mesmo o tecido sendo grosso, acentuava todos os seus músculos. Olhei para meu braço um pouco magro e me perguntei mil vezes por que nunca entrei numa academia. Após a tirada ridícula de Anna e um olhar cabisbaixo de meu pai, foi Forward quem falou.

- Não sabia que gostava de beber Kim.

- Eu gosto, por quê? Algo contra as pessoas que aproveitam à vida?

- Kim! Não fale dessa maneira com o seu convidado. Eu não permit...

Meu pai disse em um tom mais elevado. Ele deveria ter ficado realmente chateado com o fato de eu ter passado da conta. Não foi a primeira fez nem seria a última. Mas ele nunca havia me presenciado naquele estado. Raramente voltava para casa nessas situações.Forward o olhou com um sorriso encantador nos lábios, que faria qualquer um se desmanchar aos seus pés – menos eu, claro – e cortou sua fala.

- Tudo bem Alfred! Eu como amigo de Kim, tenho que me acostumar com essas perguntas ácidas. Ele também terá que se acostumar com alguns dos meus vários defeitos. Não é, Kim?

- Hum!

Como aquele idiota me irritava.

- Ora Vitor, você um homem de “porte” amigo de nosso filho. Chega a ser um honra. Ele sendo ainda tão imaturo é de se surpreender.

Homem de porte? Imagina... Anna não estava dando em cima dele. Outra que conseguia me tirar do sério. Não sei como meu pai podia ser tão ingênuo e trouxa. Eu deveria ser adotado, só podia!

- Kim é um garoto fora do comum, muito fora do comum.

Disse olhando em meus olhos. Fora do comum? Não seria ele o fora do comum, o especial, o maravilhoso. Não sabia que os papéis haviam se invertido. Alguns minutos depois e fomos avisados de que o jantar estava pronto. A conversa que havia se prolongado na sala durante aqueles minutos, foi muito bem administrada por Forward. Evitando assuntos que aparentemente não queria dando inicio a outros, ou melhor, fazendo com que os assuntos se iniciassem espontaneamente. Os olhos de meus pais brilhavam, sendo capturados pelo “poder de atração” que aquele homem possuía. Aos poucos eu entendia o que Flora quis dizer com o fato de ele poder manipular as situações ao seu bel prazer. Será que das pessoas ali presentes apenas eu notava isso?

Sentamo-nos à mesa e começamos o jantar tranqüilamente. Sem muitas falas graças à comida em nossa boca. Olhava pra Vitor constantemente, que retornava o olhar sem censuras. Planejei aquele jantar de inicio para avisá-lo sobre minhas intenções, mas acho que há certo tempo isso havia se modificado. Indo para uma simples e singela razão: provocá-lo. Coisa que me traria uma satisfação inimaginável. Palavra difícil, mas muito bem empregada.

- Não gosto muito do silencio. O que acha de falar sobre a sua empresa Forward?

Ok. Começaria a dar indícios de que algo ao menos eu sabia. Quem sabe eu não poderia criar uma situação desconfortável para ele. Seria muito divertido. Um sorriso quase imperceptível se formou em seus lábios antes que começasse a falar.

- Tenho uma empresa chamada Forward Investimentos. Que como o nome já diz faz investimentos, hoje em dia, em empresas de grande porte, logo depois somos recompensados com os lucros que essa poderá nos proporcionar. Temos algumas afiliações com bancos e empresas aéreas, como a que o senhor trabalha Alfred. Gosto muito do meu trabalho, apesar de cansativo. Meus clientes são pessoas muito difíceis!

Um tom divertido surgiu em sua voz na última frase. Quem seriam seus clientes? Que tipo de milionários metidos à sabe tudo deveriam ser – se assim fossem?

- Deve ter sido difícil chegar até onde está hoje. Pergunto-me o que ocorreu em São Paulo, com você tão jovem, que possa ter sido o estopim para um negócio tão lucrativo. Deve ter sido realmente marcante.

Um olhar colérico foi lançado a mim. Colérico no sentido de agastado, atormentado. Agora sim eu o estava provocando. Acho que ele não pensou que uma velinha língua solta iria me falar sobre sua adolescência ou a viagem tão misteriosa a São Paulo. Demorou um pouco a responder, talvez formulando em sua mente uma resposta falsa e convincente.

- Um garoto sonhador em uma cidade grande não pode resultar em muito mais coisas do que problemas, e em meio a isso acabei fazendo amigos e conhecendo pessoas que me abriram a mente para o mundo que temos hoje. Devo a eles tudo o que tenho.

Como se ele devesse algo a alguém. Forward não fazia o estilo de quem deixa alguma brecha para futuros favores ou agradecimentos. Se ele tinha dinheiro ou o que fosse com certeza havia conseguido tudo sozinho. Os modos usados eu já não sabia, mas sua personalidade manipuladora o ajudara. Depois daquilo muito não foi dito, meu pai fez algumas outras perguntas sobre a empresa de Forward e sua associação com a companhia aérea em que trabalhava e minha mãe dando as indiretas mais diretas que já vi. Praticamente dizendo em voz alta “Me enlouqueça na cama esta noite, gostoso”. Faça-me o favor! Os olhares trocados entre Vitor e eu não eram dos melhores, gostaria de saber o que se passava em sua mente, o que não demoraria muito a acontecer.

- Com licença, gostaria de usar o toalete. Será que você não podia me dirigir até lá... Kim?

- Eu te acompanho até lá, Vitor.

- Não, tudo bem Anna, termine o seu jantar. Uma dama não deve se preocupar com isso! Meu amigo aqui pode fazer esse favor a mim.

Levantei-me muito a contra gosto, aqueles olhos alucinantes e bicolores me lançando olhares lascivos. O que aquele homem queria tinha até medo de descobrir. O banheiro ficava um pouco distante da parte da casa onde estávamos, praticamente escondido perto a porta que levava aos fundos da mesma. Chegando a porta indiquei o interior e já virando as costas para me afastar da li. Mas, fui surpreendido com meu braço sendo puxado violentamente e uma porta se fechando atrás de mim, sendo trancada logo depois. Olhei para Vitor que me fitava intensamente levando suas mãos ao cós da calça e arrancando seu cinto.

- Agora vamos brincar, Kim.

Notas finais
*-----* HoHoHo Parei na melhor parte né?! É eu sei HHAUAHUHUA Bom esse cap. vei rápido, e caraa, eu gosto dele! Primeiros indicios de YAOI *-----* Ahh eu queria agradecer os reviews que veem deixando. Vcs não tem noção de como eu fico feliz, pareço uma louca com cara de boba na frente do pc *espero de verdade que ninguem tenha me visto assim, kkk*. OBRIGADA DE VERDADE! AGOOra depois desse momento super feliz, vou avisar que o proximo capítulo vai demorar. Eu sei que disse que postaria mais, desculpem mesmo, só que eu não esperava por uma crise de falta de criatividade, que resultou em um "TO TOLTALMENTE SEM ESTOQUE". Se até o fim de semana que vem eu tiver escrito 2 capítulos e meio eu posto =P Bom, vou ficando por aqui. Quero comentários hem. Até a próximo, que espero que não demore a chegar ;D Bjaoo**