Notas iniciais
Espero realmente que tenha ficado bom, adoro escrever umas fics family-friendly de vez em quando.

‒ Fica rosa, fica?

Tonks pedia ao filho de 3 anos enquanto brincavam sentados no tapete, o garoto com os cabelos bem verdes.

‒ Um rosinha para a mamãe, sim? Para a gente chegar parecidos na casa dos tios, olha!

Ela mesma mudou seus cabelos para a cor rosa. O garoto apenas riu e voltou a atenção para seus brinquedos. Remus chegou logo depois.

‒ Ainda tentando?

‒ Bom, tentar não custa nada, né? Ele já tem idade para mudar por conta própria, eu acho.

‒ Uma hora ele consegue. Vamos nos arrumar para a ceia?

Ele ofereceu a mão para ajudar a esposa a levantar e depois pegou o filho no colo.

‒ Você pode continuar brincando na casa dos tios, agora temos que tomar banho para sair. – Ele explicou quando Teddy lhe lançou um olhar nada simpático.

Tonks já estava vestida e tentando escolher qual brinco combinava mais com a roupa quando um Remus encharcado saiu do banheiro com um pequeno Teddy limpo.

‒ Tem como você colocar a roupa nele, querida? Ele meio que adiantou meu banho e preciso terminar.

‒ Claro, meu lobinho! ‒ Ela riu e pegou o garotinho enrolado na toalha. ‒ Vá terminar seu banho, estaremos esperando.

Enquanto ela tentava enfiar o suéter de Natal no filho, Teddy se desvencilhou e tentou fugir, tropeçando nos próprios pés.

‒ Está vendo o que acontece quando você tenta fugir? Ah, não, amarelo, não...

O garotinho ria no chão com os cabelos totalmente amarelos como gema de ovo.

‒ Ele mudou outra vez? – Remus perguntou, saindo do banheiro com a toalha enrolada na cintura.

‒ Tropeçou e mudou. Amarelo, acredita?

Ele riu e vestiu sua roupa de Natal. Teddy acabou por deixar que o pai lhe vestisse o suéter. Todos prontos, saíram de casa e chamaram pelo Noitibus Andante, uma vez que Remus ainda achava arriscado viajar com Teddy pela rede de Flu. Em pouco tempo estavam na casa dos Potter, onde tinham combinado a festa daquele ano.

James atendeu a porta e abraçou o velho amigo, desejando um feliz Natal para ele e a esposa, antes de sair da frente da porta, dando espaço para eles entrarem.

‒ E aí, Prongs, quem já chegou?

‒ Sirius e Peter, é claro, seus sogros e metade dos Weasley. Teddy vai gostar, Bill trouxe a filha e ela tem quase a idade dele.

‒ Ótimo! Vai ser bom ele se distrair com outra criança.

A casa já estava bem cheia, mesmo com alguns convidados ainda faltando. Tonks deu um beijo no marido e o empurrou na direção da cozinha.

‒ Mamãe acabou de me dizer que os rapazes estão lá, vá se divertir com eles. Deixa que eu levo Teddy para brincar na área das crianças.

A “área das crianças” era um grande cercadinho na sala, onde Fleur tentava distrair a filha com alguns brinquedos.

‒ Oh, finalmente outra criança! – Ela sorriu abertamente quando Tonks colocou Teddy no cercadinho. – Vic está ficando entediada de brincar sozinha.

A garotinha loira se aproximou, oferecendo um brinquedo ao novo amigo. Teddy pareceu tímido de início, mas em menos de cinco minutos já estava entretido em mil brincadeiras novas. Com a agitação, seu cabelo mudou outra vez. Vermelho.

‒ Metamorfomago? – Fleur perguntou.

‒ Sim, puxou à mãe. – Tonks sorriu, orgulhosa. – Ele está numa fase em que os cabelos mudam fácil, mas ele não escolhe quando, nem a cor. Vai por acidente, como quando ele tropeça, leva um susto, se anima demais...

‒ Ele ficou bem de vermelho.

‒ Obrigada! Aposto que vão fazer piadinhas com os Weasley por conta disso.

Não deu nem tempo de começar outro assunto com Fleur quando Sirius chegou na sala e começou a rir.

‒ Ei, Arthur! Tem mais um seu perdido por aqui!

Fleur e Tonks apenas se encararam e riram. Ted chegou logo depois, dando um abraço apertado na filha e depois se dirigindo ao neto.

‒ Como vai o meu moleque?

‒ Vovô! – Ele correu até o avô, mudando o cabelo novamente. Roxo berrante dessa vez.

‒ Quase lá... – Tonks suspirou.

‒ Vovô, quero tapete mágico!

Fleur olhou intrigada para Tonks, que riu.

‒ É uma brincadeira que meu pai faz com ele sempre que se encontram. Só não sei se os Potter teriam um tapete pequeno pra emprestar para eles brincarem. Vou perguntar para Lily.

Lily conseguiu um tapete não muito grande para Ted fazer flutuar com o neto em cima e sair deslizando pela sala. Não demorou muito para Victoire ser incluída na brincadeira também. Harry chegou descendo as escadas com o braço em volta da cintura de Ginny e riu.

‒ Esse aí vai gostar de voar no futuro! Lembra muito eu mesmo com aquela vassourinha que Sirius me deu.

‒ É, parece mesmo. – Lily comentou. – Remus, pode esperar uma vassoura de presente no próximo aniversário de Teddy. James e Sirius não vão deixar essa passar.

Na hora da ceia, todos os convidados já estavam lá. Teddy chegou à mesa nos ombros do avô com o cabelo azul turquesa.

‒ E ainda nada do meu rosa...

‒ Não se preocupe, filha, ainda vai aparecer. – Andromeda se sentou ao lado da filha. – Ele ainda tem o resto da noite e, quando você tinha essa idade, conseguiu fazer 10 cores em uma única noite.

‒ Filhos nos surpreendem. – Molly entrou na conversa depois de levitar várias travessas de comida até a mesa. – Acredite em mim, eles nunca param com isso. Nem quando crescem.

Lily também se juntou à conversa.

‒ A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte final. – Ela riu. – James me falou isso uma vez, quando Harry ainda estava na escola. E faz sentido.

Elas riram juntas e foram aproveitar a ceia. A mesa cheia rendeu muitas conversas diferentes, além de muitas novidades. Percy anunciou que sua esposa esperava o primeiro filho do casal, Ron marcou a data de seu casamento com Hermione e Harry confirmou seu noivado com Ginny, o que muitos ali não acharam uma novidade. Fred e George contaram sobre a nova filial da loja de logros, dessa vez em Hogsmeade (descontos para estudantes de Hogwarts, o que deixou Lupin um pouco preocupado, mas ele ainda tinha oito anos até Teddy entrar na escola), Andromeda prometeu se aposentar no ano que vem e Charlie contou que estava organizando uma excursão com outros magizoologistas para estudar dragões asiáticos.

Mais tarde, houve a troca de presentes na sala, em frente à árvore de Natal. Muitos presentes, novos suéteres Weasley para todos. Os campeões em pacotes foram as crianças, é claro, entregues por um Peter vestido de Papai Noel (depois da garantia de uma garrafa de Whisky de Fogo de James, Sirius e Remus).

‒ Nymphadora, olhe!

Tonks se virou para ralhar com a mãe por ela ter chamado seu nome em voz alta, mas tudo o que conseguiu foi sorrir. Teddy, rindo e abrindo os pacotes de presente, com os cabelos cor de rosa como os seus.

Notas finais
Feliz Natal e próspero Ano Novo!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!