Toda Sua
62 Capítulo 62- Old Soul.
Notas iniciais
POV Klaus.
Estava lendo distraído quando senti alguem entrar e me observar.- Diga Elijah.
— O que você está pensando, ou melhor, tramando?- Elijah questionou.
— Nada além de acertar as contas.- Disse.
— Claro, como sempre. Você não percebe que se vingar é coisa de criança birrenta?- Ele questionou.
— E o que deveria fazer na sua opinião? Deixar que tentem até terem êxito?- Questionei.
— Não. Nos protegemos. Simples. Não precisa ficar matando cada pessoa que tenta te matar. Isso é estupido. Se fosse assim, você estaria realmente encrencado. Sabe, você tecnicamente me matou quando me colocou aquela adaga.- Ele disse.
— Mas não matei, sempre está de volta. Fora que não me agrada ficar na defensiva.- Disse.
— Você constantemente está na defensiva. Agora, vingança? De novo? Primeiro era com Katerina. Agora você precisa arranjar mais uma?- Ele questionou.
— Já estrapolou minha paciência com Marcel. Sua sugestão é deixar ele a vontade aqui, onde deveria ser nossa casa e ainda tentando nos eliminar?- Questionei.
— E desde de quando você tem medo do Marcel? Porque é isso que está parecendo. Está com medo dele e das bruxas? Klaus, faça-me o favor. Somos a família original. Ninguém pode nos matar. Então, esqueça isso. Ou simplesmente, pegamos o Marcel, drenamos ele, tiramos a verbena e o compelimos. Simples.- Elijah sugeriu.
— Ainda acho isso pouco. Fora que ele não daria essa cartada sem uma proteção. Isso e ainda estou imaginando o que foi usado para esse feitiço funcionar.- Disse.
Ele suspirou derrotado.- Você é um cabeça dura, mas sinto dizer, não irá matar Marcel. Não foi só você que se apegou a ele como um filho. Farei o possível para o menino que criamos, volte.
— Você vai protege-lo?- Disse me levantando.
— Se for preciso, sim. Como disse, quero nossa família feliz, como naquela época. E ele faz parte dela. Você irá se arrepender assim que mata-lo. Eu conheço você.- Ele disse.
— Me arrependerei se não o fizer.- Disse.
— Ok Klaus. Fique com seu ego e seu incrível temperamento que só faz as pessoas que mais te amam terem receio dele.- Ele disse isso e saiu dali.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Era só o que estava faltando. Elijah vir de protetor de Marcel, mas não ia sair furioso por ai. Não, iria pensar calculadamente. Fui para o quarto.- Você estava aqui? Por que não me chamou para vir também?
— Pensei que quisesse ficar sozinho. Estava distraído lendo e não quis interromper.- Disse.
— Nunca me atrapalharia.- Me deitei junto a ela.
Me virei para olha-lo.- Achou algo?
— Em relação ao que?- Questionei.
— Sobre ontem.- Disse.
— Ah sim. Foi Marcel.- Disse.
— Como você sabe?- Questionei.
— A mensagem que recebi do informante que tenho dentro dos homens dele disse que estavam prontos para algo e as bruxas estavam também.- Disse.
— Informante?- Questionei.
— Sim, um dos vampiros novos dele. O compeli antes que começasse a dar verbena.- Disse.
— Ah sim. E o que você vai fazer?- Questionei.
— Mata-lo.- Disse.
— Nem adianta pedir para pensar melhor né?- Questionei.
— Você também?- Questionei.
— Para mim nunca é a primeira opção. Nem sei se seria uma ultima opção, mas também disse que não ia me meter nisso. Então não vou falar nada.- Disse.
— E voltamos ao velho princípio.- Disse.
— Que principio?- Questionei.
— Que eu estou sempre errado nas escolhas, exagerando e só pensando no meu lado. Ou como Elijah gosta de dizer, dando uma de criança birrenta.- Disse.
— Eu não disse isso. Você faz as escolhas que acha melhor. Só dei minha opinião.- Disse.
— Se depender de vocês eu esqueço o que aconteceu e ainda chamo ele para tomar um drink.- Disse.
— Esquece o que eu falei, ok?- Questionei.
— Ah, estou sentindo falta da minha tagarela.- Disse.
— Não tenho muito o que falar sobre isso.- Disse.
A olhei.- O que foi?
— Nada. Como disse, não tenho muito o que falar. Deve ser por isso.- Disse.
— Isso é estranho.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Você quieta assim. Parece que invertemos.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- Deve ser isso.
Suspirei.- Ok, vou te deixar ler.
— Mas não quero ler.- Disse.
— Ok. Então tem uma coisa que eu quero que faça.- Disse.
— E o que seria?- Questionei.
— Assim que der, convença seu pai para vir para cá.- Disse.
Olhei para ele.- Porque?
— Porque se as coisas forem como imagino ele pode virar alvo, devido a ser ligados a você que é a mim.- Disse.
— Mas e o Dean?- Questionei.
— Ok, ele também.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Vou fazer isso mais tarde.
— E vou mandar alguém ficar de olho na London e quando estiver no colégio.- Disse.
— Ok, obrigada.- Lhe dei um selinho.
— Não posso te deixar desprotegida, não é?- Questionei.
Sorri.- Sua preocupação é muito... fofa.
— Oh, finalmente um elogio. Ganhei meu dia.- Disse.
— Você fala como se eu não te elogiasse.- Sorri.
— Até mais que eu mereço.- Disse.
— Você merece todos os elogios do mundo.- Sorri.- Você sabe que para mim você é perfeito.
— Mesmo sem ser. Dizem que as pessoas são o que queremos ver.- Disse.
— Oh, então você me vê muito diferente.- Ri.
— Mas você... é diferente, dá para perceber.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— Não sei explicar, mas é como se soubesse que é exatamente como vejo.- Disse.
— Depende do que você vê.- Sorri.- O que exatamente você vê?
— A alma mais bonita que já encontrei. Capaz de quebrar barreiras que até então era intransponíveis e ir mais fundo do que qualquer um foi permitido ir.- Disse.
— Bom, isso eu não sei dizer.- Sorri.- Mas se você diz, eu acredito.
— Não sabe? Como é possível isso?- Questionei.
— Eu sei o que eu sinto que sou, mas não me vejo tão "boa" assim. Não sou perfeita.- Disse.
— Se você não é, nem imagino o que sou.- Disse.
— Eu disse que você é perfeito para mim. Perfeito com suas imperfeições. É o seu jeito impulsivo e vingativo que me faz te amar mais. Eu não preciso de alguém "perfeito". Preciso de alguém assim como você, preciso de você e de mais ninguém.- Disse.
— Depois diz que não é um anjo.- Beijei ela.- Meu anjo.
Sorri.- Não sou um anjo.- Acariciei o rosto dele.- Sou só uma mulher apaixonada.
Sorri.- Ok.
— Bom, o que vamos fazer?- Questionei.
— Estava pensando em uma coisa.- Disse.
— O que?- Questionei.
— Vamos ao parque? Quero sair daqui.- Disse.
— Ao parque?- Questionei.
— Sim, aquele que fomos do restaurante. Tem uma parte mais reservada do outro lado.- Disse.
Sorri.- Claro, vamos sim.
— Vamos. Pegue um casaco.- Disse.
Peguei o casaco.- Pronto.
— Vamos.- Queria sair dali. Não me sentia bem, vai saber como é. O parque tinha um outro lado que era uma reserva, então ninguem ia lá. Ficaríamos tranquilos.
Chegamos ao parque. E me perguntava sobre como tudo na minha vida tinha mudado tanto? Como podia ama-lo tanto e ser tão dependente dele? Acho que não teria mais porque viver se ele não vivesse também. Nos sentamos na grama em frente á um lago. Sorri. A vista era linda.
— Quando morávamos aqui, eu saia sem que percebessem e vinha para cá. Ficava imaginando milhares de coisas, mas principalmente como seria ser hibrido na minha cidade.- Disse.
Me virei para ele.- E como é?
— Ser hibrido? Ótimo, mas não é a minha cidade.- Disse.
— Mas um dia vai ser.- Disse.
— Eu não sei mais. Não é a mesma coisa sabe? É diferente agora.- Disse.
— Porque diz isso?- Questionei.
— New Orleans era como... Como vou explicar? Como quando você se sente em casa. Você sabe que qualquer coisa vai ter ali, onde você pode ficar tranquilamente a sua maneira, mas agora não me parece mais assim. Não faz me sentir assim aqui.- Disse.
— Se você não se sente bem aqui, podemos nos mudar. Encontrar outro lugar para chamar de lar.- Disse me virando para olha-lo.
— Não, aqui é a sua casa e enquanto não quiser sair, não iremos.- Disse.
— E quem disse que não quero sair? Não sou apegada a lugares Klaus. Eu vivi em três lugares diferentes. Estou aqui a 8 meses.- Disse.
— Mesmo assim não dá. Tenho muito o que fazer. Apesar da tentadora ideia de te levar pelo mundo.- Disse.
Sorri.- Teremos tempo para isso.
— Sim, teremos.- Me recostei nela, olhando e admirando ali e lembrando de como era bom se sentir dali, de algum lugar.— Eu... – Suspirei. Falaria somente uma vez sobre isso.- Eu esperava isso de qualquer um, mas nunca apostaria em Marcel.
Acariciei o rosto dele e o olhei.- As vezes ele só está acuado e com medo. Pessoas com medo fazem coisas que não querem ou que nem pensavam em fazer.
— Medo? Não se engane como eu me enganei. Só confirmei que a unica pessoa que posso confiar profundamente é em mim. Bem, agora são duas, você também.- Disse.
Sorri.- Obrigada por confiar em mim. Sei que é difícil para você isso, mas fico feliz que esteja na lista.
— Só espero, do fundo da minha alma, se é que eu tenho uma, que não seja o mesmo de sempre.- Disse.
— O mesmo de sempre?- Questionei.
— Confiar, quebrar a cara e se arrepender amargamente de ter feito.- Disse.
— Eu não sou assim Klaus. Eu nunca faria uma pessoa acreditar em mim, sem a intenção de fazer jus a minha palavra.- Disse.
— Só mais uma de suas qualidades.- Dei um sorriso para ela.
— Mas não culpo você por não confiar tão "profundamente". Você tem uma história tão longa e tão mais complexa do que eu sei. Se estivesse no seu lugar, também teria dificuldade.- Disse.
— Muito mais do que imagina, mas não podemos mudar os acontecimentos, resta apenas resolver tudo e depois esquecer.- Disse.
— Isso é verdade. Um dia, talvez daqui uns séculos...- Sorri.- Você estará pronto para contar tudo que precisa. A gente simplesmente sente quando quer falar tudo da nossa vida para alguém. Até as "bobagens". E quando esse dia chegar, estarei do seu lado para escutar.- Toquei no rosto dele.
— O que quer saber?- Questionei.
— Eu? Nada. O que queria você já me contou. Estou dizendo isso no geral. O mais importante sobre mim, você já sabe. E eu o que queria saber sobre você, você me contou.- Disse.
— Contei?- Questionei.
— Sim. Você me falou sobre seus pais, Tatia...- Disse.
— Ah sim, então tudo bem. Faltou bastante coisa. A parte de Marcellus, Mystic Falls e outros.- Disse.
— Mas esses assuntos vem com o tempo. Naturalmente.- Me deitei na grama e encarava o azul do céu.
— Tem certeza que tem só 18?- Questionei.
— Porque?- Questionei.
— Você parece saber e entender tanto que parece ter mais.- Disse.
Ri.- Somente digo o que penso. Como disse tenho a alma velha em um corpo jovem.
Isso me tirou o pouco animo que estava.- Ainda tem isso.
Suspirei. Já entendendo o que ele disse.- Bem, ele não tentou mais nada. Então, não precisamos nos preocupar tanto.
— Ele quieto é pior. Sinal que está planejando.- Disse.
— Não vamos nos preocupar agora.- Puxei ele para deitar ao meu lado e me aconcheguei em seu peito.- Vamos observar o pôr do sol.- Sorri enquanto encarávamos o lindo pôr do sol que começava.
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