Toda Sua
56 Capítulo 56- Disturbing Dreams.
Notas iniciais
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Me acordei com Klaus se mexendo e resmungando alguma coisa. Ele parecia agitado.- Klaus?- O chamei e tentava acorda-lo.
Me senti fraco e cai, sem conseguir me levantar. Era muita dor e as lágrimas vinham sem cessar. Eu tinha perdido a mulher que amava, a unica que me amou e estava sozinho de novo; no escuro, com a dor que me sufocava... Não aguentava mais aquilo, queria que acabasse logo. Perde-la era a morte para mim.
— Klaus.- O chamei novamente e tocava em seu rosto que transparecia dor. Estava preocupada.
— A perdeu e agora ela é minha.- Kol dizia.- Ela me ama e vai ser feliz como você nunca fez.- Ele ia em direção a ela que o abraçava.
Jesse, não! Por favor! A dor atingiu um ápice insuportável.
— Klaus.- Chamei mais alto. A expressão dele estava me deixando preocupada.
Sentia algo me sacudir e me chamar. Eu queria sair dali. Jesse.... Jesse.- Jesse!- Me senti despertar.
— Graças a Deus você acordou.- Toquei no rosto dele.- O que houve?
— Me perdoa, eu não queria... Por favor, não vai.- Disse atordoado.
— Perdoar pelo que? E eu não vou a lugar nenhum.- Acariciava o rosto dele.
Me abracei nela. Não parecia com medo ou com raiva.- Era um sonho?
— Deve ser.- Acariciava os cabelos dele.- O que você estava sonhando?
— Você foi... me deixou.- Tinha sido tão real que podia sentir toda a dor ainda.
— Ei, eu nunca irei te deixar.- O fiz olhar para mim.- Nunca.
— É horrível.- Me abracei nela. Não queria que visse que como lá estava a beira das lágrimas. Esse pesadelo era pior do que qualquer um que já tinha tido.
Acariciava os cabelos dele e seu rosto.- Não vou te deixar. Nunca faria isso.
Tentava me acalmar e respirar fundo. Foi só um pesadelo. Ela tá aqui.
— Calma meu amor.- Acomodei ele em meu peito.- Me conte o que aconteceu no sonho.
— Eu tinha perdido o controle com Dean. Eu o matava.- Disse.
— E porque você perdeu o controle?- Puxei o cobertor e o cobri.
— Você estavam em posições invertidas naquela massagem e ele se aproveitava para te tocar.- Disse.
— Isso foi... peculiar. Seus sonhos são bem elaborados heim?- Sorri e lhe dei um beijo.- Se um dia alguém for me fazer uma massagem. Será você.
— Ver você ir foi a pior coisa que já senti. Olha que tenho um belo histórico.- Disse.
— Eu nunca te deixaria aqui na "vida real". Nós conversaríamos e de algum modo sei que você se arrependeria. E remorso é o primeiro passo para alguém ser perdoado. Então seu sonho está um pouco errado.- Sorri.
— Ainda tinha mais.- Disse.
— E o que mais?- Perguntei.
— Kol. Ele conseguia. Você corria para os braços dele.- Disse.
— Mas isso foi um sonho. O que sinto por Kol é algo forte, mas não é homem e mulher. Já expliquei isso á ele.- O beijei.- Isso não vai acontecer, ok? Foi só um sonho.
— Eu sei. Vou esquecer isso. Pode voltar a dormir, te acordei.- Disse.
— Claro que não. Ficarei aqui com você. Não vou deixa-lo assim.- Acariciava o rosto dele.
— Assim?- Perguntei.
— Assustado, tremendo e com medo. Eu conheço você. Você pode achar que não, mas conheço. E não vou deixa-lo assim.- Disse.
— Sabia que foi por causa disso que acostumei a não dormir?- Perguntei.
— Na verdade eu suspeitava, mas não tinha certeza. Porém você pode dormir tranquilo. Estou aqui com você e não sairei daqui.- Disse.
— Mas como pode perceber meu inconsciente é meio teimoso.- Disse.
Ri.- Isso é verdade. Então vamos fazer alguma coisa que nos distrai disso.- Olhei em volta.- Já sei, me conte o que você fazia antigamente.
Suspirei.- Qual antigamente quer saber?
— Vamos começar por logo que se transforam. Talvez uns 10 anos após.- Disse.
— Estava acostumado com o que era já. Porém sentia falta do outro lado, mas estava mais fácil viver com ela.- Disse.
— Ok, melhor passar para um tempo mais histórico. Conheceu a linhagem de reis e rainhas da Inglaterra? E quando eles "acharam" os Estados Unidos?- Questionei.
— Ah sim, foi uma época bem interessante com todas as cortes.- Disse.
— Gostaria de ter vivido nesse tempo.- Sorri.- Me parece legal. Só que não sei se me acostumaria com o espartilho e com as guerras.
— Espartilhos são lindos e sexys, mas complicados. E as guerras bem, em tempos de tantas descobertas e disputas, era o esperado.- Disse.
— Não gostaria de ver alguma guerra. Espero que não estoure nenhuma por ai, se só os ataques terroristas já me assustam, imagina uma guerra?- Questionei.
— Mas tinha coisas interessantes, como a disputa por alianças e as estratégias. Alguns eram muito bons nisso.- Disse.
Ri.- Você com certeza adora um conflito.- Disse rindo e o beijando.- Mas eu me pergunto; tem tantos relatos de pessoas que morreram sem nenhum sangue... Será que nas guerras teve vampiros?
— Com certeza. Tinham vários e era uma situação propicia a se alimentar sem problemas.- Disse.
— A orgia dos vampiros.- Disse rindo.
— Essa frase leva a outros rumos.- Ficar assim e falar sobre coisas que não eram problemas me ajudava a esquecer aquilo e me tranquilizava. Sempre me perguntei como um pesadelo pode me desestabilzar tanto.
— Também. Mas você que é um vampiro sabe que se alimentar é o maior prazer de um vampiro. Então sangue se torna uma luxuria.- Disse.
— Sim, vamos deixar nesse nivel.- Disse.
— Meu Deus. Vocês vampiros são mais tarados que os homens humanos.- Disse rindo.
— Você não faz ideia do que somos capazes.- Disse.
— Desse jeito eu fico curiosa.- Disse.
— Acredite love, melhor ficar sem saber. É muito para sua doce inocência.- Disse.
— Ok, agora você me despertou pensamentos. E agora você vai me falar. Odeio ficar curiosa.- Sorri.
— Se tem uma coisa que posso dizer é; conheci quem escreveu o Kama Sutra, mas não esses popularizados. Os primeiros da India.- Disse.
— Uau. Essa pessoa tinha cada ideias. Quando eu tinha 12 anos eu peguei pra ele. Encontrei a bolsa do meu professor de matemática entre aberta e tinha o livro. E como eu era uma peste, eu peguei e comecei a ler. Só que eu acho que não dormi direito por umas duas semanas.- Ri.- Depois daquilo nunca olhei mais pro meu professor da mesma forma, eu corava só de olha-lo.
— Danadinha. Sabia que na India as mães dão eles para as filhas no dia do casamento delas?- Questionei.
— Que horror! Isso é pior do que ser uma das mulheres que vivem naqueles arrem. Porque ganhar um Kama Sutra de presente deve ser constrangedor.- Disse.
— Lá é comum. E ainda tem que ouvir um; faça de tudo para agradar seu marido, mas gosto de lá, é um lugar calmo e com pessoas agradáveis.- Disse.
— Bom, antigamente era assim. As mulheres tinham que agradar seus maridos, mas de qualquer forma era uma época boa.- Disse.
— Sim, mas acho que para isso o livre arbitrio é a melhor maneira de se lidar.- Ri.- Disse o cara que matou a maioria dos namorados da irmã.
— São nessas horas que eu agradeço por não ter um irmão. Porém acho que gostaria de ter um irmão mais velho. Sei lá, parece legal.- Disse.
— Sim, é. Apesar de perturbar muito, é bom.- Disse.
— O Elijah não me parece te perturbar.- Sorri.- Na verdade eu acho que você o admira muito.
— Shh! Não deixa ele ouvir isso, se não ele não vai largar do meu pé. Mas é verdade, mesmo com tanta coisa ocorrida.- Disse.
Ri.- Na verdade acho que todos admiram ele. Na verdade se eu não o conhecesse eu teria medo dele. Aquela pose dele passa medo, sério.
— Acho que essa é a intenção ele.- Disse.
— Mas no fundo ele é amável e um doce. Assim como você.- Disse o beijando.- É doce e carinhoso. Pelo menos com quem você ache que mereça.- Sorri.
— Mas isso não é bom.- Disse.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Porque se espalhar vão achar que podem nos enfrentar e teria lutas desnecessárias. Já com o temor além de conseguir mais rapidamente, economizo tempo e desgaste com desafiadores.- Disse.
— Entendo, mas vocês são muito além do poder. Vocês são legendários. Ou você acha que não lia histórias sobre vocês? Mas na histórias vocês eram um pouco diferentes.- Ri.- Na verdade muito diferente. Ninguém ousaria desafia-los. Eles respeitam vocês. O medo nunca é uma boa coisa.
— Sabendo trabalhar, é sim. Mas isso só se tivesse uns duzentos anos para você entender a trabalhar com isso.- Disse.
— Bom, eu prefiro resolver as coisas sem medo. Não sou muito boa com essas coisas de medo. Deixo essa parte com você.- Sorri.
— Sim, pode deixar. Mas você é boa em uma coisa relacionada a ele.- Disse.
— Sou?- Perguntei.
— Sim. Em faze-lo passar.- Disse.
Sorri.- Bem, isso eu tento. Mas nem sempre eu tenho sucesso.
— Eu posso discordar disso.- Disse.
— Você superestima minhas habilidades sabia?- Ri.- Mas se você diz, eu acredito.
— Considerando que estou bem melhor, diria que não subestimo.- Disse.
— Fico feliz que esteja melhor.- Lhe dei um beijo e acariciei seu rosto.- Vocês vampiros deviam ter algum tipo de chá que os fizessem relaxar para dormir. E sem sonhos.
— Acho que só outro pode fazer isso, entrando na nossa mente.- Disse.
— Bem, isso é impossível no momento.- Ri.- Mas pense assim; eu nunca irei te deixar. Quando isso ocorrer, será só um sonho. E você simplesmente o apague da sua mente e volte a dormir.- Sorri.- Porque eu nunca te deixarei.
— Vou tentar, mas não posso garantir que vou dormir de novo.- Disse.
— Não precisamos dormir.- Me acomodei na cama para que ficássemos abraçados.- Vamos ficar assim. Abraçados.
— Mas você tá com sono, pode dormir.- Disse.
— Na verdade não estou. E eu gosto de ficar assim.- Disse.
— Jesse, descanse. Eu estou acostumado com isso, vou ficar bem.- Disse.
— Klaus, eu não vou dormir. Não adianta insistir. Vou ficar acordada junto com você.- Disse.
— Teimosa.- Disse.
Sorri.- Eu sei.
— Eu não fiz um escandalo, fiz?- Perguntei.
— No sonho? Bem, você resmungou algumas coisas e tinha uma expressão de assustado e dor. Era um misto de coisas.- Disse.
— Ah, que bom.- Disse.
— Ainda não entendi porque os homens tem a necessidade de mostrar que são durões.- Ri.- Isso se torna até divertido.
— Você diz isso porque não já acordou uma casa inteira nos escandalos durante sonhos.- Disse.
— Eu não falo dos sonhos. Eu falo de vocês homens terem que manter essa linha de durões. Para mim não tem nada a ver. Acho que todo mundo tem suas fraquezas.- Disse.
— Deve ser genética.- Disse.
Ri.- Só pode.
Acabou que ficamos ali conversando por um bom tempo, mas o sono venceu ela e eu para não ficar pensando bobagens acabei dormindo também, esperando ser um sono tranquilo agora.
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