Toda Sua
52 Capítulo 52- An Interrupted Bath.
Notas iniciais
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Acompanhei ela até o quarto. Tirei os sapatos para acomoda-la melhor.- Se eu não tiver uma ataque enquanto estivermos aqui, já vai ser lucro.- Disse me jogando na cama.
Ri. Me deitei em cima dele, me apoiando no peito dele e o olhando.- Eles somente pediram uma massagem, nada demais.
— Nada de mais? Tá bom.- Disse.
— Klaus, você já recebeu massagens bem melhores do que eles pediram.- Sorri.
— Recebi?- Me fiz de desentendido.
— Recebeu sim. Está esquecido é?- Questionei.
— Na verdade estou esquecido de muita coisa. Sabe o estresse acaba com a memória da gente.- Disse.
— Tadinho.- Acariciei o rosto dele.- Mas será que deveria relembra-lo?
— Só comece o que tem intenção de acabar. E essas paredes me parecem muito finas.- Disse.
— Isso é verdade. Não era muito agradável escutar meus tios.- Fiz cara de nojo.
— Que horror. Minha princesa inocente escutando essas coisas.- Disse.
— Inocente e curiosa.- Ri.- No outro dia eu perguntei o porque de tanto barulho. Acho que cortei totalmente o barato do meu tio. Porque das outras vezes que eles vieram aqui, nada aconteceu. Mas as vezes eles iam para a casinha que tem aqui atrás. De guardar coisa que não são mais usáveis.
— Casinha?- Questionei.
— É. Sabe quando você não quer mais alguma coisa? Então, você joga lá. Mas minha vó sempre manteve limpa, agora quem limpa tudo é a dona Aurora.- Disse.
— Interessante.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Puxei ela para meu colo.— Agora volte a dormir ou vai colocar algo mais confortável?
Me levantei e tirei o roupão. Coloquei somente uma calcinha e voltei para o colo dele.
— Você tá me provocando é?- Questionei.
— Não.- Ri.- Você sabe que eu durmo assim.
Puxei o edredon até em cima.- Então vai dormir assim.
— Mas está quente.- Tirei meus braços para fora do edredom.
— Coloque uma camisola, mas pode ficar sem calcinha.- Disse.
Ri.- Ok. Mas eu não gosto de dormir sem calcinha.- Me levantei e coloquei um camisola.- Melhor?
— Na verdade não, preferia sem, mas na situação que estamos não responderia por mim se alguém entrasse aqui.- Disse.
Ri.- Tadinho do meu amor.- Voltei a cama.
— Mas fique tranquila, já estou bem. Já tenho que o precisava.- Disse.
Sorri e o beijei.- Eu também. Tudo que que precisava está aqui.- Toquei no rosto dele.
Intensifiquei o beijo, ela é tão perfeita. Não sei o que faria se tivesse demorado mais para encontra-la e aquele nojento tivesse... Não, melhor não pensar nisso.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele. Era tão bom ficar nos braços dele, acho que ficaria neles para sempre.
Ficamos ali, entre beijos e carinhos por um bom tempo.- Não imaginei que essa não ligação funcionasse tão longe.
Sorri.- Eu também não. Mas acho que a saudade ajudou. Estava com o coração apertado de tanta saudade.
— Sabe que num momento achei que estava magoada o suficiente para que não quisesse que viesse atrás de você?- Questionei.
— Como você pode achar isso?- Toquei no rosto dele.- Eu nunca iria querer ficar longe de você.
— Eu não sei. Pensei tanta coisa que nem sei mais.- Disse.
Sorri.- Eu já disse, eu sou sua. Ficar longe de você, é como ficar sem o coração ou sem minha alma. Senti falta de tudo em você.
— Desculpas essas ideias doidas desse seu namorado aqui.- Disse.
— Um namorado perfeito.- Lhe dei um selinho.
— Não tão perfeito, mas em construção.- Disse.
Sorri.- Você é perfeito para mim. Tudo na medida certa.- Disse acariciando a nuca dele.
— Nossa, como cheguei a ser tão sentimental? Isso é estranho.- Disse.
Ri.- Até isso é na medida certa.
Ri— Tudo bem, mas estou me acostuamando mais.
— A ter uma namorada muito coruja?- Disse sorrindo.
— Também. E dar um pouco mais de valor aos sentimentos.- Disse.
Sorri.- Você está indo muito bem.
— Também com a professora mais fofa e linda do mundo como não ser um bom aluno?- Questionei.
O beijei.- Quem faz o trabalho é você. Eu somente lhe dou um "empurrãozinho".
— O empurrãozinho e quem segura na queda.- Disse.
— Assim você me deixa convencida. Vocês todos me elogiam demais.- Ri.
— É apenas a verdade, mas parei porque a ultima vez que fui por esse caminho não deu certo.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Não se lembra a ultima vez que fui fazer "você se perceber"?- Questionei.
— É que você me vê com outros olhos, assim como os outros. E eu me vejo com os meus olhos, é diferente. Como você se vê diferente do que eu vejo.- Disse.
— Como disse melhor não ir por ai, mas está tarde para você estar acordada.- Disse.
Suspirei.- Ok.- Lhe dei um beijo.- Você vai dormir comigo, não é? Não quero você em claro, como duvido que passou esse tempo.
— Como é dormir mesmo?- Questionei.
— Assim.- Me sentei no colo dele, como estava antes.- Vamos dormir abraçados hoje. Estou com muita saudade.- Sorri e puxei o edredom para cobrir nós dois ali abraçados.
Fazia carinho no cabelo dela.- Durma bem.
— Boa noite. Mas durma, se não amanha eu te puxo os cabelos.- Ri.
— Ok.- Fiquei acariciando ela até ela dormir e depois a olhava, na verdade fiquei velando seu sono a noite inteira. Mesmo com a sensação de cansado não conseguia dormir por estar colocando tudo no lugar ainda. Colocando o que tinha tido com ela. Quando amanheceu e ela começou a se mexer e vi que acordaria, então fechei os olhos dando a impressão que dormia.
Me acordava e vi ele de olhos fechados. Esperava que ele tivesse dormido. Tentei não me mexer muito para não acorda-lo.
— A onde a senhorita vai?- Questionei.
— Eu te acordei?- Perguntei.
— Não, mas tá cedo ainda, pode ficar aqui.- Disse.
— Preciso tomar banho e temos que tomar o café da manha.- Disse.
— Pode ficar aqui que busco para você.- Disse me pondo de pé.
— Klaus, tem um monte de gente lá. Preciso ir.- Sorri.
— Tem? Como não ouvi barulho nenhum agora pela manhã nem me lembrei disso.- Disse.
Ri.- Ok, vai indo. Vou tomar banho e já vou.
Ainda bem que ela não percebeu. Ri pensando em como cuidava de mim. Peguei uma roupa para tomar banho também e decidi fazer companhia a ela.- Oi.
Olhei para ele e sorri.- Vai tomar banho também?
— Decidi economizar água.- Disse.
— Isso é muito... correto.- Sorri.- Está se preocupando com a natureza é?- Disse divertida e tirei a camisola.
— Sim, água é muito importante.- Disse.
— Sei.- Ri. Tirei a calcinha e entrei no box.- Vai vir?
— Com certeza.- Me despi e entramos. Quero ver é esse banho não ter nada a mais.
Liguei o chuveiro e deixei a água cair pelo meu rosto, cabelo e corpo.
Me juntei a ela, pegando o sabonete e a ensaboando e beijando seu pescoço.
Sorri.- Você gosta de me ensaboar não é?- Afastei meu cabelo.
— Quer que eu pare?- Estava atrás dela e envolvi sua cintura com meus braços.
— Com certeza não.- Sorri e acariciava levemente a mão que me envolvia.
Como o cabelo já estava afastado, beijei na minha tatuagem, estava com saudade dela. Com a mão livre ensaboava pela frente, nos seios.
Me arrepiei instantaneamente com seu toque. Principalmente o na tatuagem. Somente um toque dele ali e já me arrepiava. Como ele conseguia ter esse efeito em mim? Também não sei. Só sei que é bom.
— Estava com saudade dela.- Disse.
Sorri.- E ela estava com saudades suas.
— Tadinha, mas vou compensar muito.- Passei minha língua pela extensão dela.
— Já está começando muito bem.- Sorri. Tudo que ele fazia na tatuagem me arrepiava. Era meu lugar mais sensível a ele. Deve ser por representar que sou dele, assim ela responde ao dono dela.
— Mas falta muito ainda...- Deixei o sabonete descer pela sua barriga.
— Algo me faz pensar que essa economia de água era tudo uma desculpa.- Disse rindo.- Como se eu não conhece você muito bem.
Sorri, a virando para mim e a beijando.- Como se você não tivesse pensando a mesma coisa.
Sorri.- Será? Não me lembro de pensar isso.- Envolvi meus braços em trono do pescoço dele.
— Não? Nem assim?- Passei a mão por sua intimidade.
Sorri.- Isso refresca minha memória.
— É?- Segurei ela e a encostei na parede.- Acho que sei de muito mais que você pode lembrar.
Sorri.- E o que seria?
— Love, está esquecida assim?- Disse no ouvido dela.
— Estou. Minha memória enfraqueceu um pouco.- Sorri.
— Tadinha.- Estava com ela na posição e entrei nela.- Lembre-se sobre barulho.
— Então teremos que resolver assim.- O puxei para um beijo e acariciava sua nuca.
Nem sei explicar como é bom tê-la novamente. Comecei a meter mais fundo dentro dela.
— Jesse, estamos te esperando para tomar café.- Kol disse batendo na porta do banheiro.
Parei o beijo com cuidado.- Já estou indo Kol.- Tentei não rir.
— A propósito você tem aqueles óleos para massagem ai?- Kol perguntou virando a maçaneta da porta.
— KOL, SAI DAQUI E DO QUARTO!- Gritei.
— Opa, é banho coletivo e não fui chamado?- Kol disse entrando no banheiro, indo aos vidros no armário.
A nossa sorte é que o box estava embaçado.- Deixa que eu levo os óleos. Tem uns bons que não estão ai.
— Ah tá, então vou te esperar.- Ele saiu do banheiro, sentando na cama.
— Eu vou fazer pedacinhos e mata-lo; simples.- Disse.
Ri. Kol era uma coisa fofa de engraçada.- É melhor sairmos.- Disse desligando o chuveiro.— Sem matanças Klaus.- Sorri e lhe dei um beijo. Peguei o roupão e vesti.
— Quem vai matar? Tem coisa pior que isso.- Disse.
— E sem coisas piores também.- Ri. Saímos do banheiro e Kol ainda estava ali.
— Bom dia amor.- Kol disse abraçando ela.- Descansou?
Sorri.- Sim. E você está bem? Conseguiu dormir?
— Um pouquinho, mas fiquei vendo TV para passar o tempo. Diferente do meu irmão aqui, que não pregou o olho.- Kol disse.
Olhei para Klaus.- Então você dormiu não é mesmo?
— Claro que dormi. Não a noite toda, mas dormi.- Disse.
Balancei a cabeça.- Ok, vocês dois vão indo. Vou me vestir e já vou.
— Tá bom, espero você lá em baixo.- Kol deu um beijo no rosto dela e desceu.
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