Notas iniciais
Olá meus amores, voltamos o/ Quanto tempo, heim? Estava morrendo de saudades já :3 Mas creio que todos compreendem que ENEM, vestibular e provas no curso é sempre puxado né? Fora que eu recebo mais visita que a casa do presidente dos EUA HAHA' Brincadeiras a parte, desculpem a demora mesmo :) Bem, vamos ao capítulo que é o que estavam com saudades e não dos meus papos aqui né? HAHA' Nos vemos lá embaixo...

POV Jesse.

Saímos de casa e não demorou muito para estarmos na escola. As primeiras aulas foram chatas e completamente entediantes, então acabei por ficar pensando nos sonhos e em tudo que estava acontecendo agora.

O que será que tenho a ver com Silas? Será que tenho algo de Callie em mim, nem que seja um pouco? Por que, sinceramente, não consigo odiá-lo. Pelo menos, não como deveria.

Na hora do intervalo, fiquei conversando com Milly, uma de minhas amigas. Ela não era a minha confidente, no entanto, gostava muito dela. Milly estivera viajando e, agora que retornou, veio repleta de novidades, assim como já estava programando animadamente a formatura e as festas com London, o que me distraiu um pouco de meus pensamentos.

Quanto mais próximo chegava a hora da saída, mais meu estômago embrulhava. Iria falar com meu pai pela primeira vez depois de tudo e não tinha dúvidas de que seria deveras complicado. Ao me ausentar da escola, vi Dean de relance e ele me fitava como um predador encara sua presa. Ele sempre me olhara daquela forma, porém antes era de cuidado, agora não tenho ideia como interpretar.

Ignorando toda aquela reviravolta dentro de mim, andei até minha antiga casa, onde parei por um momento para analisá-la. Mordendo discretamente meu lábio inferior, me aproximei da porta e apertei a campainha após respirar fundo.

Meu pai abriu a porta e estacou na porta ao me encarar.

— Jesse... — Murmurou, parecendo não crer que eu estava ali, em sua frente.

— Oi. Podemos conversar? — Questionei em tom casual, mesmo que sentisse uma dor imensa em meu peito por meu próprio pai ter me rejeitado.

— O que foi? Percebeu o que estava fazendo? — Retorquiu ao me analisar minuciosamente, parecendo sempre procurar algo de diferente em mim.

Neguei com a cabeça.

— Não. Apenas vim pedir uma coisa. — Lhe disse, sendo direta.

— Então o que é? — Inquiriu, disfarçando algo que não consegui decifrar por seu olhar duro sobre mim.

Tomei coragem e endireitei a postura.

— Vim pedir minha emancipação. — Falei ao cruzar meus braços contra o peito. — Não quero ter que ficar lhe incomodando até os 21 caso precise fazer algo que necessite de uma permissão.

Ele fez questão de erguer a sobrancelha.

— E por que eu assinaria? — Questionou, um tanto cético pelo meu pedido. — Tendo a sua guarda, posso muito bem evitar que pratique ideias piores!

— Por que disse que, no instante que passasse por essa porta, não seria mais sua filha. — O lembrei com seriedade, fazendo-o desviar seu olhar do meu.

— Faz ideia do quanto me destruiu ver você indo com... Com alguém como ele? — Perguntou ao retornar a me encarar. — E ainda me destrói a cada dia mais.

Soltei um longo suspiro, sacudindo a cabeça.

— Você não entende, e pior, não quer entender. Nem ao menos deu uma chance a ele! — Exclamei com indignação. — Ele pode ser um vampiro, mas todos merecem uma chance. Sabe aquele ditado “nunca julgue um livro pela capa”? Você deveria aprender isso.

Ele trincou os dentes, claramente irritado.

— Como vou suportar uma raça que me tirou tudo que tinha? — Inquiriu e deu um passo à frente.

— Não, não tirou! Você mesmo me expulsou de sua vida! — Respondi em minha defesa.

— Por causa dele você foi. — Rosnou baixo, mas o ódio que meu pai sentia da espécie dele estava mais que presente em seu tom.

— Eu apenas me mudei para uma casa que é logo aqui perto, como faria ano que vem, quando fosse para a faculdade. O seu orgulho me afastou, pois até iria convidar você e Dean para morarem lá, mas são tão cabeças duras que acho que fiz o certo em não voltar para tentar. — Murmurei, não conseguindo mascarar o quanto aquilo me machucava.

Ele suspirou, amenizando sua expressão.

— Jesse, pelo amor de sua mãe, ainda pode mudar isso. — Insistiu e meu pai sabia que utilizar o nome de minha mãe naquela discussão era golpe baixo.

Recuei um passo.

— Não coloque minha mãe no meio! — Exclamei, estreitando levemente meu olhar. — Você sabe o quanto ela era apaixonada por esse mundo; que mesmo amando-o, pensava que não era real, mas infelizmente um vampiro que não presta a matou. No entanto, isso não quer dizer que todos sejam assim!

Meu pai estreitou os olhos, transformando-os em fendas.

— E quer dizer que o seu é assim? — Inquiriu, voltando a se irritar.

Não tenho certeza de onde saiu aquela coragem, mas não consegui controlá-la e, quando percebi estava próxima dele.

— Não, mas ele nunca mataria alguém que amo. — Falei, encarando o fundo de seus olhos. — Ele poderia tê-lo matado aquela noite caso não se importasse comigo.

Vi-o ponderar por um momento antes de suspirar e assentir em desistência.

— Traga os papéis que assino. — Disse a mim por fim.

Suspirei, assentindo logo após.

— Agradeço. — Murmurei antes de começar a me afastar. — Não irei mais te incomodar, até mais. — O olhei pela última vez antes de me virar, saindo o mais rápido que podia dali.

Não aguentava encará-lo por muito tempo, me sentia rejeitada e odiava isso. Andei até uma praça que havia a duas quadras de minha antiga casa para ligar para Klaus e esperá-lo ali, contudo, no meio do caminho, senti uma tontura e parecia prestes a cair.

POV Misto (Silas e Jesse)

— Opa, te peguei. — Falei assim que a segurei pelos antebraços, firmando-a.

— Obrig... — Parei assim que o encarei, reconhecendo-o de imediato.

Era ele. Era Silas.

Tinha a encontrado finalmente e ela me reconhecera. Era como se minha alma tivesse sido renovada com Callie próxima a mim, pois tinha sofrido a pior das dores quando Qetsiyah a matara. Porém, de alguma forma, ela dera um jeito de voltar para mim.

Minha doce Callie ainda tinha o mesmo olhar inocente, doce e amoroso, no entanto, a única coisa que estragava era que ela achava que tinha de ficar com o tal híbrido. Sei disso por que venho acompanhando-a há algum tempo, já que vim para esta cidade, New Orleans, atrás do colar que ela havia me dado no dia de nossa união. Foram tão poucos os momentos de felicidade juntos...

Conforme andava por aqui atrás do local onde ele se encontrava, acabei avistando-a em uma rua qualquer. Tinha certeza absoluta de que era ela, só não se recordava disso. Desde aquele instante, comecei a acompanhá-la sem que me percebesse até que se envolveu com ele. Um ódio tomou conta de mim, ele estava tomando a mulher que voltou para mim e, por muito pouco, não a peguei para levá-la comigo. Apenas não o fiz para não assustá-la, mas agora... Agora ela sabe, se lembra e poderemos, enfim, ficar juntos.

— Olá, minha Callie. — Murmurei, sorrindo pela primeira vez em muito tempo.

Sacudi a cabeça, negando.

— Não sou Callie, sou Jesse. — Tentei me soltar dele, contudo, ainda estava fraca demais para tal.

— Acalme-se, meu amor. Você está fraca e precisa se recuperar. — Falei a ela, logo a pegando em meu colo e começando a andar, mesmo com Callie se remexendo para que eu a soltasse.

— Me coloque no chão, Silas. — Pedi, pois era muito estranho estar nos braços dele.

— Callie, se acalme. Está apenas confusa com este século. — Afirmei com veemência, continuando a seguir para uma parte da praça em que poderíamos conversar melhor.

— Eu não sou Callie, meu nome é Jesse! — Exclamei exasperada, não sabendo o que esperar daquilo tudo, apenas querendo que ele compreendesse que eu não era quem ele tanto queria.

— É uma confusão, querida. — Disse a ela novamente, tentando convencê-la.

Acabei por suspirar, tomando outro rumo para minhas perguntas.

— O que quer comigo? — Questionei ao puxar meu vestido mais para baixo, já que ele não me largava.

— Meu amor, sei que se lembra de nós. Deixe tudo voltar. — Pedi com carinho.

Massageei minhas têmporas com a ponta dos dedos.

— Silas, estou com outro e eu o amo. — Falei com a maior clareza que pude, porém, vi que ele não aceitara tal fato.

— NÃO! — Exclamei mais alto do que deveria, logo respirando fundo para me acalmar. — Callie, você tem que parar com isso, se afastar dele e se unir a mim novamente, meu anjo. Nem ao menos imaginava que iria te reencontrar aqui, mas já que o fiz, não irei perdê-la de novo. — Garanti com firmeza.

O encarei, completamente séria.

— Não posso me afastar dele. Eu sou dele. — E indiquei a tatuagem, para enfatizar minhas palavras.

Examinei aquilo no pescoço dela com incredulidade.

— Que loucuras está fazendo com seu corpo na presença daquele híbrido? — Perguntei, praticamente cuspindo a última palavra. — Ele não vai mais tocar em você. Você é minha, assim como sempre fui seu. — Suavizei minha expressão. — Durante todos esses milênios, nos momentos em que tinha plena consciência das coisas ao meu redor, a única coisa que me lembrava era dos nossos momentos juntos.

Levei ambas as mãos ao rosto, respirando fundo em seguida para não fazer nada imprudente.

— Que tal você me levar para casa de Klaus e lá conversarmos melhor? — Sugeri com certo cuidado. — Apenas nós três, sem violência... Ou qualquer outra coisa que saiba fazer. — O alertei.

Neguei com a cabeça.

— Não tenho o que conversar, Callie! Você é minha mulher! — Continuei a insistir. Por que ela não aceitava aquilo? — Não recorda ainda das juras que fizemos? O colar que me deu? — Soltei um discreto suspiro. — Lamento não ter encontrado o anel que lhe dei.

— Primeiro: me chame de Jesse, ok? — Pedi pela enésima vez. — Segundo: se você me levar até em casa, lhe devolvo o colar, pois estou com ele.

Franzi o cenho, acabando por me sentar em um dos vários bancos espalhados pela praça e ajeitando-a em meu colo.

— Por que insiste tanto que te chame assim? — Acabei por questionar. — Sempre achei seu nome tão lindo, doce e inocente. Exatamente como sempre foi.

— Por que nome é Jesse! — Exclamei, quase erguendo minhas mãos no ar em frustração. — E eu nem sei se sou mesmo Callie. — Murmurei para mim mesma, mesmo sabendo que era a única explicação. Balancei a cabeça, afastando tais pensamentos. — Ok. Me leve até em casa, por favor? Eu sei que você é um cara legal... Eu... — Me parei, soltando um breve suspiro. — Eu conheço você. — Confessei.

— Está vendo? — Peguei o rosto dela em minhas mãos, acariciando-o com delicadeza. — Você está aí, louca para voltar agora que estou aqui. E uma das coisas que mais desejo é pedir seu perdão.

Peguei em seus pulsos, afastando as mãos de meu rosto.

— Silas, você não tem que pedir perdão. E outra, as coisas mudaram. — Tinha que lhe dizer isso, senão continuaria a insistir nessa mesma coisa. — Não estou me sentindo bem o bastante para conversar agora, não comi nada desde que acordei e preciso mesmo ir para casa.

Pensando por um breve momento, assenti para mim mesmo. Precisava pensar nela antes de em mim mesmo.

— Tudo bem. Vou alimentar você, vamos. — Me ergui e a ajudei a ficar em pé, segurando-a pelo antebraço para me certificar de que ela estava mesmo firme.

— Por aqui. — Fiz um sinal para que ele me seguisse. — Preciso ir para casa, então não tente me enrolar. — Mesmo não querendo, acabei por sorrir levemente de canto. Uma sensação de gostar me invadia, mas não era paixão, era apenas... Gostar como um amigo. — Olha, nós vamos a minha casa para falar com Klaus e seus irmãos, assim como devolver seu colar, mas por favor, por mim, não vamos usar a violência por lá, ok?

Vendo que ela estava preocupada com aquela situação toda, resolvi dar a resposta que sabia que a tranquilizaria.

— Se é para seu bem estar, eu faço. — E sorri para confirmar minhas palavras.

Sorri novamente.

— Obrigada. — Ao nos aproximarmos do cruzamento, um táxi passou, então fiz um sinal para que ele parasse e nós o pegamos, não demorando muito para chegarmos em casa.

Já estava me preparando psicologicamente para a reação de Klaus, principalmente por hoje ser o primeiro dia de lua e encolhi de leve meus ombros. Teria de ser cuidadosa.

— É aqui? — Questionei assim que descemos do táxi e examinei a mansão à minha frente. Poderia não gostar do híbrido, mas também não poderia deixar de admitir que ele tinha bom gosto.

— Sim. — Andamos até a entrada e abri a porta, permitindo que Silas passasse antes de fechá-la. Dei alguns passos em direção à sala e respirei fundo, logo o chamando. — Klaus?

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Silas depois de Mystic Falls veio aterrorizar New Orleans... acho que isso não vai dar boa coisa HAHA' Será que a Jesse é a Callie mesmo? O que acham? Ah, avisos: Começamos a postar no Social Spirit, por enquanto só a fic Toda Sua, mas é só para casos vocês verem não pensarem ser plágio ou algo do tipo, ok? Eu vou deixar o link no meu perfil, então se quiserem dar uma olhada, vão lá :) Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)