Toda Sua
47 Capítulo 47- Angel of Healing.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Ouvi o grito de Klaus, na verdade acho que toda a casa ouviu. Fui até ele e entrei no quarto.- O que houve?- Perguntei preocupada.
Estava paralisado onde estava quando ela apareceu. Meu anjo, meu doce, estava aqui.- Você está aqui?
— Claro que estou. Estava comendo algo e lendo.- Sentei ao lado dele.
Estava ofegante agora e suando, e aterrorizado.- Você tinha ido e doia, muito, ele me castigava...- Falava sem nexo, tentando organizar o que pensava.
Abracei ele.- Ninguém estava te castigando meu amor.- Acariciava o cabelo dele.- Eu estou aqui com você e nunca irei te deixar.
A prendo em mim e tento me acalmar, inalando seu perfume e tentava respirar mais devagar. Ela tá aqui, tá tudo bem.
— Eu nunca irei te deixar. Eu te amo mais que tudo.- Disse no ouvido dele e depositei um beijo no seu pescoço.
— Eu também te amo, por favor, não vai.- Disse.
Bateram na porta e era Rebekah.
— O que foi isso? Tá tudo bem?- Ela perguntou.
Aninhei ele em meu peito.- Está tudo bem agora Rebekah.
— Dá um pouco de água, sempre ajuda quando ele fica assim. Descansa Nik, você sabe que acabou.- Ela saiu.
— Quer a água?- Perguntei a ele.
Acenei que sim. Minha garganta estava seca e queimando.
Me inclinei um pouco e peguei, servindo um copo de água.- Aqui.- Ele tremia um pouco, então coloquei com cuidado perto da boca dele, ainda o ajudando a segurar.
Bebi a água e ficando mais calmo, como se esfriasse o turbilhão que estava por dentro. A muito tempo que não tinha esses pesadelos e nunca tinha tido assim com ela.
Acariciei o cabelo dele.- Mais calmo?
— Sim. Jesse...- Disse.
— Sim?- Questionei.
Me bateu uma necessidade, precisava dela, totalmente.- Nunca vá.
Sorri.- Nunca.
Estava colado nela e a beijei, com angustia e desespero de antes.
Retribui o beijo, envolvendo meus braços em torno do pescoço dele e acariciava suavemente seus cabelos.
É como antes e necessito confirmar cada coisa dita entre nós, senti-la aqui enquanto o que diz acalma minha alma e apaga qualquer vestigio de dor remanescente. Deito sobre ela, tirando a blusa que está.
Entrelacei minha perna na cintura dele enquanto o beijava. Minha mão descia um carinho pelo seu braço.
— Eu preciso de você.- Digo entre o beijo.
— Você já me tem. Sempre.- Sorri entre o beijo.
Isso vai direto ao meu coração, acalentando o que foi afetado, eliminando a dor e dexando apenas essa necessidade que parece estar fixada em mim. É como se cada vez a queresse mais e fosse mais vital para mim. Tiro o que ainda tem no corpo.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Tiro minha camisa e desejo o seu toque, mais do que nunca, mesmo ainda não sendo confortável preciso, então pego sua mão e coloco no meu peito.
Sorri e comecei a acariciar seu peito suavemente, e colocando todo carinho e amor que tinha para dar á ele.
Enquanto ela toca, eu me distraio trilhando pelo seu pescoço, indo ao caminho dos seus seios. É a minha Jesse e não tinha porque ter medo dela, ou recear.
Minha respiração sempre acelera quando ele me beija e foi o que aconteceu agora. Continuava os carinhos suavemente pelo seu peito e descia pelo seu abdômen.
Ela é a unica que permiti chegar assim e tenho que continuar assim com ela. O desejo já queima em mim, mas deixo ela me cuidar; quero seus carinhos.
Levei meus lábios até seu pescoço e depositava beijos ali, enquanto roçava-os também. Minha mão foi até suas costas e as acariciava também.
Senti a vontade de sempre de repirimir ali, principalmente porque foi como se tivesse machucado novamente, mas permiti que ela continuasse.
Senti ele se encolher ao toque, então tirei minha mão e a trouxe para frente de novo, acariciando seu peito. Não queria deixa-lo desconfortável.
Tenho que parar, é a minha Jes... Saio de seu abraço e me viro de costas.-Continue.
— Você tem certeza? Sabe que não precisa disso, já estamos em um passo longe, podemos ter calma.- Disse.
— FAÇA!- Gritei.
— Ok, tudo bem.- Me inclinei um pouco sobre ele e comecei a depositar beijos pelas suas costas, e minha mão fazia os carinhos.
Dessa vez estava mais longe que antes que eram apenas toques suaves, agora dava acesso total a ela. Apesar de ser torturante como das outras vez, não pararia e enfrentaria.
Continuei os beijos e continuava acariciando ali. Queria que fosse confortável para ele e que ele realmente gostasse, mas infelizmente não era assim. Mas passaria por isso com ele.
Vou acabar com isso de uma vez, para não passar de novo. Fecho os olhos para reprimir as lágrimas que ameaçavam cair e também seguro um soluço. Quando imaginei que um pesadelo fizesse tanto estrago?
Senti ele tenso.- Eu te amo.- Sussurrei no ouvido dele, mas continuei os carinhos. Agora trilhava os beijos pela parte de trás do pescoço dele e a lateral e ia para sua nuca.
As palavras dela vão fundo, continuando o que começaram a uns dias atrás, como num tratamento que seguia seu curso. Era isso que ela era; remédio para todas as minhas dores.
— Você é incrível.- Sorri enquanto continuava os beijos. Imaginava que ele precisava ouvir elogios, elogios que nunca escutou antes.
Cada coisa que ela dizia, eu rebatia uma lembrança antiga, mas que ainda machucava. Eu ia me livrar disso.
Beijava sempre pelas cicatrizes. Não apareciam muito, mas era visível. Já que ele foi transformado com elas, mas por algum motivo, gostava de cuidar delas. Dar carinho á ele, onde nunca teve. Daria o que ele precisa onde fosse e fazia isso agora, beijava todas suas costas e dava mais atenção as cicatrizes que tinha ali.
Ela estava na pior parte. Preferi deitar, deixando melhor para ela e apertava o travesseiro. Vai passar. Eu desejava que aquilo acabasse logo, desejava ela e aquilo sim faria o restante da dor ir embora. Senti pelo travesseirro que algumas lágrimas tinham escapado do meu controle, mas estava num ponto que não me importava.
Vê-lo chorar era muito... forte, porém era o que ele precisava.- Chore meu amor, isso vai te fazer bem. Coloque para fora.- O incentivei. Era sempre bom chorar e falar tudo que você sente. Iria ajuda-lo no que fosse preciso e assim era um modo.
Não pensei que precisasse, mas deixei fluir assim e me surpreendi de como podia colocar tudo assim. Jesse, aonde está me levando? Não sei ao certo, mas era como um faxina em tudo o que era doloroso e que deixava bem; cuidado e curado. Me acalmava e esperava por ela, que deve estar achando tudo isso um belo show de quem se diz tão forte e resistente, mostrando apenas um garoto assustado.
Ele se acalmou e o virei para mim. Sorri e sequei o rosto dele.- Eu te amo.
— Ainda o consegue?- Questionei.
— A cada segundo eu te amo mais e cada vez te admiro mais.- Acariciei seu rosto.- Só um homem de verdade e forte chora. Não tem que ter vergonha disso. Tem que ter é orgulho.
Me apoiei nos meus cotovelos, me aproximando dela.— Se tem uma coisa que você faz muito bem é o meu tratamento, você é uma cura para mim.
Sorri.- Fico imensamente feliz em ouvir isso.
A beijei. Faltava o complemento, o que me aliviaria de tudo. A trago para meu colo.
Me ajeitei melhor em seu colo, enquanto o beijava, envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Desço minha mão para seu sexo, o tocando e estimulando-a. Queria retrubuir a ela tudo o que fazia.
Minha respiração falhou levemente pelo seu toque.
Beijei seu pescoço, tocando na tatuagem. Precisava da reação dela para sondar como estávamos, apesar de perceber que era cada vez mais longe.
Suspirei pesadamente . Cada vez que ele tocava na tatuagem, meu corpo todo se rendia a ele. Seus lábios ou sua mão ali, era simplesmente inexplicável. A tatuagem era o simbolo de que era dele. E quando ele a tocava, isso só ficava claro.
Me coloquei para trás.- Continue.
Sorri. Continuei os beijos pelo peito dele e ia descendo para seu abdômen.
Era bom e estranho, mas ia me acostumar a deixa-la assim.
Desci os beijos para o abdômen dele. Era meio diferente ficar assim nessa "posição", porém acho que me acostumaria.
Queria que ela continuasse e assumisse tudo, mas ela não conseguiria, via no olhar dela isso. Nos virei, já me ajeitando entre as perna dela.
Acho que não tinha nascido para comandar alguma coisa. Não me sentia muito confortável e isso não é insegurança, é somente o meu jeito, não nasci para comandar nada; sou muito passiva para isso.
Entrei nela e nossa conexão foi como sempre; irremediável e plena. Levei as mãos delas nas minhas costas e me movimentei lentamente com ela, explorando nosso prazer.
Como ele tinha colocado as minhas mãos nas costas dele, as acariciava. Uma coisa que não gostava era de ultrapassar limites.
Dessa vez eu que não consigo ficar longe da boca dela e a tomei; era minha, assim como ela completamente. Investi mais rápido e mais intenso; queria logo nosso orgasmo para mandar tudo embora de vez.
Retribui o beijo e com a mão que não estava nas costas dele, acariciava seu rosto. Tudo que sentia com ele era sempre tão... perfeito.
— Jesse...- Ela me levava ao máximo em todos os sentidos, sempre me amando. Como poderei compensa-la por tudo que me faz? Acho que nunca conseguiria.
Comecei a beijar o pescoço dele e continuava os carinhos pelas suas costas.
Limpava tudo da minha mente e só deixava ela; meu anjo libertador. Com essa melhor fluidez da minha mente, sentia o prazer cada vez maior e mais perto do orgasmo.
Sentia o orgasmo perto e a sensação que ele trazia era maravilhosa. O beijei novamente. Não conseguia me manter longe da sua boca.
Entre o beijo gemíamos, deixando escapar o nosso prazer pelos lábios e chegando a um orgasmo, não perfeito, mas liberador de tudo, pelo menos para mim. Deixei minha cabeça encostada na dela, sentindo sua respiração ofegante.
— Eu te amo.- Sorri e acariciei o rosto dele.
— Eu também te amo.- Minha voz estava meio rouca ainda.
Sorri. A voz dele é perfeita quando está rouca. Na verdade a voz dele é perfeita sempre.- Eu amo sua voz.- Disse acariciando o rosto dele.
— Obrigado.- Disse saindo dela, mas ficando deitado nela.
Acariciava os cabelos dele. A cada dia eu me sinto mais ligada a ele.
— Desculpa.- Disse.
— Pelo que?- Questionei.
— Tudo isso que você tem que aguentar comigo.- Disse.
— E quem disse que precisa pedir desculpa por isso? Eu amo cuidar de você.- Disse.
— Mas não deveria precisar.- Disse.
— Iria cuidar do mesmo jeito.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sorri e o beijei.- Durma. Estarei cuidando de você.- Acariciava os cabelos dele que estava deitado em meu peito.
— Abre a janela, tá quente.- Passei a mão por mim e estava suado.
— Tudo bem.- Me levantei e abri a janela.
Não estava bem ainda. Me levantei e fui tomar banho, agora frio. Deixava a água levar qualquer sobra daquele tempo do qual não sei quanto foi exatamente, embora.
Me sentei a cama. Ele ainda estava mal e percebi que não sou tão boa em consolar alguém. Pelo menos não ele. Com quem eu devia, não sou. Queria tanto dizer algo a ele que o fizesse bem, mas não tinha palavras para dizer, não as encontro e acho que não as possuo. Me deitei e me cobri com o lençol, já que estava sem nada.
Sai da água, ali era bom, mas tão quanto onde estava. Botei uma cueca e voltei para cama, mais especificamente o abraço dela.
Acariciava os cabelos dele.- Pode dormir. Ficarei aqui com você.
— Não saia, é horrível voltar a tê-los e estar sozinho como sempre.- Disse.
— Não irei.- O colei mais em mim.- Ficarei ao seu lado.- Beijei os cabelos dele.
Sentia seu perfume.- Faz ideia do quão importante é para mim Jes?
Sorri.- Não exatamente. Acho que ninguém nunca sabe o quão importante é pra alguém. Mas é sempre muito bom ouvir.
— Você é. Nem sei quais seriam as melhores palavras para colocar, mas é o meu anjo que me resgata das minhas angustias, a minha doce e inocente garota que encontrou uma brecha no meu coração e na minha alma se enraizando lá e espalhando essa coisa tão falada que está me curando de dentro para fora. Por isso nunca me deixe, não saberia mais voltar como antes.- Disse.
Sorri.- Eu nunca irei te deixar. Eu sempre ficarei ao seu lado. Para sempre.
Peguei a mão dela, entrelaçando na minha e a beijando.- É tudo que quero.
Logo depois adormecemos com as mãos entrelaçadas e abraçados. Acho que foi um dos melhores sonos que tivemos, pois dormimos juntos e sem acordar em nenhum momento.
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