Toda Sua

46 Capítulo 46- Fear and Insecurity.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, demoramos a postar porque, como sempre, fico atolada de coisas do curso e visitas em casa HAHA' E a uma duas semanas meu tio faleceu e foram semanas cheias, então ficou mais complicado... Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Jesse e Klaus.)

Tirei o salto e as jóias. Não sei se ele iria querer conversar agora, então não ia forçar muito.- Vou tomar banho. Já volto.

— Porque não me chamou imediatamente?- Perguntei.

— Porque estava tentando sair de lá.- Disse.

— Onde ficou “o qualquer coisa te chamo”? Você nunca poderia com ele.- Disse.

— Eu não queria que acabasse mal. Estava tentando negociar ou qualquer outa coisa.- Disse.

— Negociar com ele? Em troca do que? De ir com ele?- Questionei.

— É claro que não! Eu já disse que nunca iria com ele.- Disse.

— Então porque ficou lá com ele?- Perguntei.

— Porque eu estava tentando sair de lá do meu jeito, mas percebi que não estava dando muito certo.- Disse.

— Acha mesmo que ele vai desistir assim? Ele quer você de volta, ou sei lá o que, então cada vez que fala gentilmente com ele, acende nele a Callie que ele vê em você.- Disse.

— Eu percebi.- Suspirei.- Porém eu resolvi arriscar. Não devia, eu sei.

— Maldito Silas, tenho que achar uma maneira de acabar com ele.- Disse.

— Eu posso fazer algo? Sei lá, ler uma pilha de livros. Talvez assim eu recompense, já que fui uma idiota hoje... Completamente.- Disse.

— Pare com isso. Eu que vou ver isso.- Disse tirando o paletó.

Suspirei.- Tudo bem.

Eu estava tão furioso com tudo, com Silas por achar que ela era dele, por ela não ter saído logo, por ele ter conseguido entrar na minha cabeça rápido o suficiente para saber o que me afetaria... Fraco. Não, ele não vai conseguir o que quer, mas o pior era o que ele podia ter feito a ela. Podia a ter machucado, tê-la levado, poderia ter perdido ela. Isso seria, com certeza, o que me destruiria. Ouvi os movimentos atrás de mim, ela já tinha tomado banho. Precisava dela comigo. Fui até ela e a beijei de repente. A apertei contra mim. Queria saber se estava bem, que ainda estava segura e mandar para longe todos esses medos, principalmente o de perde-la. Aumentei o beijo, deixando-o intenso e desesperado pela mulher que amo.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava suavemente seus cabelos.

Pensei em como estava sendo falho com ela. Só nessa semana foram duas situações de perigo que sempre chego atrasado. O que vou fazer se não cuido bem dela, a deixando a mercê de tanto perigo?

Acariciava suavemente seu rosto. Minha outra mão estava pousada no peito dele e acariciava ali.

Sinto que ela precisa de ar e vou parando, e quando nos separamos olho-a; minha inocente Jesse... O que faria se a perdesse? Me sinto tão mal por ela ter se machucado, por não impedir Silas de se aproximar dela.

Toquei no rosto dele.- O que foi?

— Jesse...- Minha mente me pertuba com o que pensei que tinha deixado de lado, achando que tantos demônios estavam controlados.

— O que foi meu amor?- Me aproximei mais dele e acariciava seu rosto.

A abraço. Sentindo ela aqui, bem, sabendo que nada vai acontecer... Droga, odeio me sentir assim.- Você está bem?- Percebo que não tinha perguntado.

— Sim. Estou aqui com você. Não poderia estar melhor.- Sorri.

— Ele não machucou você?- Perguntei.

— Não, ele não fez nada.- Disse.

— Entenda e se algo te acontecesse? Por favor, não faça mais isso.- Essa sensação me afligi de maneira dolorosa.

— Ei, se acalme.- Lhe dei um beijo.- Eu estou bem e promete pelo que você quiser que não irei mais ficar sozinha ou caso aconteça irei te chamar de imediato, ok?

— É tudo o quero, você bem.- Disse.

— Eu estou bem.- Sorri.

Dou lhe um beijo na testa. Tinha que me acalmar e parar de surtar assim sempre que acontece algo, fica parecendo insegurança, coisa que odeio profundamente sentir já que me faz lembrar quando era antigamente.

— Durma. Você precisa.- O puxei para a cama.

— O que?- Perguntei.

— Dormir. Você não me parece muito bem.- Disse.

— Bem? Jesse, por pouco Silas não leva você e esse simples pensamento é horrível e me assusta mais do que posso controlar.- Disse.

— Mas não levou e nem vai levar.- Acariciei o rosto dele.- E como você não está bem, durma, irá ajudar.

— Você está sabendo demais.- Disse.

— Sobre o que?- Perguntei.

— Sobre mim.- Disse.

Sorri.- Aprendo rápido.

— Vou tomar banho.- Disse.

— Tudo bem.- Me sentei na cama para espera-lo.

Tomei rapidamente o banho e me acalmava, a água quente ajudou. Voltei para a cama.- Não foi assim que pensei em terminar essa noite.

— Mas aconteceu. Então agora você irá dormir.- Lhe dei um selinho e o coloquei deitado em meu colo.

— Está aprendendo a ser mandona.- Disse.

— Não estou sendo mandona, só quero que fique bem e acho que dormir é o primeiro passo para isso.- Disse.

— Mas faz parecer mandar e fica bem em você.- Disse deitando.

Ri.- Bom, então eu mando sem querer, não nasci para mandar. Sou péssima nisso.

A três dias que não dormia e isso cansa mesmo não confessando. Foi apenas deitar assim e todo esse cansaço se abateu no meu corpo.

— Durma bem meu amor.- Dei um beijo nos cabelos dele e comecei a acariciar os seus cabelos.

— Você faz isso de propósito.- Disse sonolento.

— Claro que não.- Acariciava o rosto dele também.

— Não, claro que não...- Acho que acabei dormindo.

Ele adormeceu e o fiquei olhando por um tempo. Impressionante como estou sem sono. O tirei com cuidado do meu colo, ele estava tão cansado que nem percebeu. Coloquei a camisa dele que estava em cima da poltrona e desci para comer alguma coisa. Comi um sanduíche, tomei um suco e como já estava sem sono, fiz um café preto e levei para a biblioteca. Peguei um livro e comecei a ler.

Olhei e não estava em casa, mas conhecia ali, era a casa antiga. Me levantei e tudo era familiar... Irmãos, mãe e pai. Estava tudo de volta. Sorri. Iríamos sair e pensei que seria uma chance de mostrar ao pai como tinha melhorado nas lutas e ver que ele tinha orgulho de mim assim como dos outros, mas não foi assim, foi horrível. Fraco, medroso e vergonha. Tinha errado dois lances na caça e sem querer arranhou Kol, ele se enfureceu, mais uma vez abrindo minhas costas. Aquilo doía. Porque pai? Em casa minha mãe fez pouco caso e deu umas ervas para não infeccionar e pronto, foi cuidar do pequeno corte de Kol que estava praticamente no seu colo. Estava com dores e dormi. Acordei com barulhos, tinha uma festa do lado de fora. Com dificuldade levantei e olhei, era um casamento. Aquele rosto... Um nome veio em minha cabeça; Jesse. Ela sorria para seu marido; Silas. Me desesperei, não Jesse, não vá. Algo chamou atenção dela onde eu estava e deu adeus. Não. NÃO! Queria sair, ir atrás dela, mas meu pai me parou, me recriminando que ela não era minha, era dele, nunca voltaria a mim e que me castigaria por isso. Não chega, Jesse, dor... Chega.- NÃO!- Tateio a cama, tremendo, ela não está aqui, se foi. Não respirava, focalizando onde estava. Em casa, New Orleans, ele está morto, eu o matei. Foi um pesadelo, mas parte dele é real.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Tadinho do Klaus, não é mesmo? O Mikael foi um cavalo (Que é uma ofensa aos cavalos) com o Nik, né? :( Ah, postamos uma nova fic, então deem uma passada por lá: https://fanfiction.com.br/historia/696045/Up_All_Night_-_One_Shots/ Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)