Toda Sua

42 Capítulo 42- Invader of Dreams.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Jesse e Klaus.)

Enquanto ele estava lá batendo no pobre Aidam, eu fiz o curativo. Não tinha sido muito fundo, então fiz o curativo só por fazer mesmo. Esperava Klaus no quarto.

Deduzi que Jesse tinha subido e fui vê-la.- Deixe-me ver isso.- Disse pegando o braço dela.

— Está tudo bem. Eu fiz o curativo e não foi fundo.- Disse.

— Mas que droga! Assim vou ter que te deixar no quarto para ficar a salvo!- Exclamei.

— Klaus, não é para tanto. Ele devia estar faminto.- Disse.

— Jesse, para de aliviar todo mundo! Daqui a pouco vai ser morta assim.- Disse.

— Eu sou assim, ok? Não posso mudar.- Disse.

— E o que? Vai deixar que bebam de você até morrer?- Perguntei.

— Não. Só você pode beber de mim, mas eu não vou matar o Aidam porque ele me mordeu.- Disse.

— Porque não? Por que não mandar Kol para o caixão? Espero que não e que esteja ao seu lado para te proteger, mas pode chegar uma hora que essa sua bondade vai ser fatal para você!- Exclamei.

— É isso que você acha então?- Me levantei.- Que sou boa demais e que isso me faz idiota?

— Não!- Exclamei.

— É isso que parece. Eu não julgo você por você ter matado milhões de pessoas, porque você é assim e te amo do jeito que você é. Agora, eu não consigo ver uma pessoa e deixa-la morrer. Nem mesmo se for um vampiro, lobisomem ou um hibrido! Eu não consigo ser de outro jeito e você não aceita!- Exclamei.

— Jesse... Poderia pelo menos tentar pensar no seu bem estar em primeiro lugar? Faz ideia do risco que correu com Aidam? Pior; com Silas?- Questionei.

— Não vou prometer nada Klaus.- Tirei o colar que usava e a sandália.- E eu sei os riscos que corri. Não sou tão besta assim.- Soltei meus cabelos.

— Eu sei que não, mas tome mais cuidado.- Fui até ela.

Suspirei.- Tudo bem.

— Tome um banho e descanse. Além de passar mal, você perdeu sangue.- Disse.

— Ok.- Fui para o banho e deixava a água cair sobre meu pescoço. Porque é tão dificil para as pessoas aceitarem meu jeito? Porque elas simplesmente não deixam assim. Como faço com elas. Que eu saiba a gente ama as pessoas com seus "defeitos" e "qualidades". Suspirei. Acho que sou a unica pessoa que pensa assim. Devo ser muito estranha e chata mesmo. Terminei de tomar o banho. Peguei o remédio para dor de cabeça que tinha ali no banheiro e tomei. Coloquei a calcinha e o short do pijama, e coloquei a blusa. Ainda era cedo, 17:00, mas precisava descansar um pouco. Voltei ao quarto.

— Estou começando a me acostumar com isso.- Disse.

— Com o que?- Perguntei, indo até o cabide e colocando o vestido que usava ali.

— Botar você para dormir. Parecendo meu bebê.- Estava um pouco mais calmo. Tinha que ter cuidado; Jesse era delicada e poderia magoa-la nessas explosões.

— As vezes me sinto uma.- Me deitei na cama.

— Na verdade acho que é minha bebê. Tenho que cuidar e proteger a todo instante e até comida eu tenho que dar. Fora botar para dormir que é minha parte favorita.- Disse.

— Eu lhe dou trabalho, não é mesmo? Desculpe, devia saber me cuidar mesmo.- Suspirei.

— Não, eu gosto de ser seu protetor.- Abracei ela.

— Mas não gosto de lhe ver irritado por causa minha. Eu devo ser um imã para problemas.- Disse.

— Eu fico irritado muito fácil, sabe como são lobos.- Disse.

— Mas não ficaria se não estivesse aqui.- Me deitei no travesseiro.- Ok, parei. Não gosto de fazer drama, já basta o resto dos meus defeitos.

— Estaria muito pior. E chega disso de defeitos; se não estarei ferrado.- Disse.

Enterrei meu rosto no travesseiro, logo após o olhando.- Tudo bem. Vamos esquecer isso.

— Vem. Descansa, que vou ficar aqui.- Disse.

— Ok.- Me aconcheguei no peito dele. Por um tempo pensei em tudo que acontecia, mas logo depois adormeci.

*****

Ela adormeceu tranquilamente e fiquei pensando. Decidi "ver" se os sonhos não voltavam, seria incomodo demais que ela continuasse sonhar com ele. Como a mente dela era aberta, entrei facilmente. Primeiro ela estava comigo e não pude deixar de sorrir, mas aos poucos o lugar foi se transformando e não era exatamente ela, percebi pelas roupas e pelo jeito, apesar de serem idênticas. Callie. Logo Silas apareceu e podia perceber como ele era ligado a Callie, que sentia ela, eu pude perceber que ela o amava demais. Eles conversaram; ele explicou como seria tudo, pelo visto o dia de enganar Qetisiyah estava próximo; um ou dois dias. Eles estavam a sós e num clima... Ah não, eles... Sim, eles entraram na tenda dela. Ela estava receosa, mas ele confiante que tudo ia dar certo, ficariam juntos por toda eternidade, isso fazia ela ceder. Ele era gentil com ela, em tudo. Nos toques, beijos e palavras. A despia suavemente, ela tremia um pouco, mas ele a confortava a todo momento. Era bem parecido com o que foi com Jesse e eu, essa era a pior parte. Quando ele entrou nela, foi a mesma reação. Como elas eram idênticas... Será que Jesse não tem mesmo nada dela? A continuação foi no mesmo ritmo; lento e amoroso. Isso só pode ser um pesadelo. Justo quando tenho alguém meu, esse alguém foi de outro. Sai da mente dela para não acorda-la com minha agitação e me levantei. Mas que droga! Jesse não era Callie, tinha que me acalmar com isso, ela não irá com Silas. Ela me ama, não faria isso. Estava na janela e vi ela levantar, o seu corpo entregava o sonho que tinha. Ela não tinha culpa, mas mesmo assim não é fácil digerir isso.

Passei as mãos pelo meu cabelo.- Eu odeio esses sonhos.- Murmurei para mim.

— Somos dois.- Disse.

O olhei. Ele estava na janela.- Você não parece muito bem.- Fui até ele.

— A dor de cabeça passou?- Perguntei.

— Não mude de assunto. O que foi?- Toquei no rosto dele.

— Escolhi o dia errado para visitar sua mente.- Disse.

— Você viu o sonho?- Perguntei surpresa.- Nossa, isso é estranho.

— Você não faz ideia.- Disse.

— Sinto muito. Eu nem sei porque sonho essas coisas. Se eu fui mesmo a Callie, ela com certeza não gosta de lembrar disso.- Disse.

— Porque não? Ela o amava, era nítido isso.- Disse.

— Mas eu amo você. E tudo é muito além disso e não gosto de ter esses sonhos.- Disse.

— Eu sei que não tem culpa.- Disse.

Suspirei e voltei a cama. Me sentei e agarrei o travesseiro contra meu peito. Odiava sonhar essas coisas. Pior, não sabia o que podia dizer a ele ou fazer. Acho que serei um eterno problema.

Porque acharia que seria fácil só por que ela é minha? Claro que teria tudo o possível para dificultar e ainda coisas que dificultariam para mim, que afetam meu ciume, meus sentimentos, o que eu queria ou desejasse fazer, meus impulsos... Mas perde-la dependeria de mim, ela estava aqui e não desejava ir, tinha provado várias vezes. Desci da janela, fui até ela e a abracei.- Tá tudo bem.

Retribui o abraço.- Eu não queria sonhar com ele. Eu não sinto nada por ele. Só queria que esses sonhos parassem.

— Eu sei, eu sei.- Coloquei ela no meu colo, ainda a abraçando.

Fiquei abraçada a seu peito. Me sentia segura ali e minha respiração começava a voltar ao normal. Sentia seu perfume e era tão bom. Mexia nos colares que ele usava; adoro mexer ali. Não sei porque, mas me distraiam dos meus pensamentos.

— Você gosta deles não é?- Questionei.

— Sim.- Sorri.- Eles me distraem e ficam lindos em você.

Sorri.- Mais calma?

— Sim. Não tem como não ficar quando estou em seus braços.- Disse.

— Isso é ótimo. Quer água?- Perguntei.

— Não, estou sem sede.- Disse.

— Não quer comer nada?- Olhei e já eram 23:00. Como um sonho dura tanto?

— Não, estou sem fome também. Fui comer mais tarde e dormir tira fome.- Disse.

— Tudo bem. Agora vou cuidar do seu sonho também.- Disse.

— Só de estar assim com você, já estou no melhor dos sonhos.- Escorei minha cabeça no peito dele.

— O meu também, mas ficarei de olho para afastar sempre que um deles começar.- Disse.

— Tudo bem. Mas ainda estou sem sono.- Acariciava o peito dele e a extensão do pescoço dele.- Como foi seu dia hoje?

— Lendo o máximo que existe sobre Silas, mas tem muita coisa que é só ficção e mito. Então tem que procurar fundo para não se deixar enganar e ter uma pista falsa.- Disse.

— Mas uma coisa que eu notei é que ele não tem sua força. Agora por exemplo, você me segura normalmente mas dá pra sentir que você tem uma força a mais. Quando ele me segurou, senti a força de um homem humano.- Disse.

— Obrigado pelo mais forte, mas nunca é bom arriscar e saber do que seu oponente é capaz. E também ele deve estar retomando a força ainda.- Disse.

— Deve ser. Espero que ele entenda que não sou Callie ou não sou mais.- Disse.

— Acho que você nunca foi. Digo, deve ter a ver com aquele colar. Desde que o tem é que começou isso; as lembranças. Ele deve despertar isso.- Disse.

— Será?- Suspirei.- Espero que seja isso.

— Vamos dar um sumiço nele.- Disse.

— Não! Ele quer o colar. Irei entregar a ele. Não vamos destruir a unica lembrança que ele tem dela.- Disse.

— E porque faria isso?- Perguntei.

— Porque ele não é de todo ruim. Ele merece ter alguma cosa dela. E o colar é dele, não nosso.- Disse.

— Sou mais de jogar, sei lá no Mississipi, ou o mais longe de você.- Disse.

Ri e o olhei.- Klaus, não precisa ter ciumes de um colar. Mas você fica lindo com ciumes.

— Não é ciume e sim prevenção. Quem sabe o que mais pode ter nele?- Questionei.

— O colar não vai me comer viva, não se preocupe.- Ri.

— Peças assim podem reter muito poder Jesse.- Disse.

— Klaus, meu amor, você precisa relaxar.- Peguei o rosto dele em minhas mãos.- Não vamos nos preocupar antes da hora.

— Relaxar significa ficar de guarda baixa o que não se aplica a mim. Se tem uma coisa que aprendi é sempre ficar alerta.- Disse.

O beijei.- Tudo bem. Mas não tem com o que se preocupar no momento.

— Somente aqui dentro não, mas o que mais importa é a sua segurança e bem estar, então acho que sempre ficarei preocupado.- Disse.

Sorri.- Tudo bem. Não posso mudar isso.- Dei um beijo no maxilar dele.

— Acho que poderia ficar assim com você para sempre. Sei que está segura, bem e onde quer.- Disse.

Sorri.- Meu lugar é aqui. Ao seu lado e nos seus braços.

— Posso dizer que escolheu um excelente lugar.- Disse.

— Eu sei que sim.- Acariciei o rosto dele.

— E como está depois de ontem?- Questionei.

— Depois de ontem?- Questionei.

— Sim, você deu um grande passo.- Disse.

— Ah, estou bem. Não me sinto estranha e nem nada.- Ri.

— Isso é ótimo, estou orgulhoso de você.- Disse.

— Obrigada.- Lhe dei um selinho.

— Foi um fim de semana muito proveitoso.- Disse.

— É verdade. Acho que ficar três semanas fora ajuda também. Irei viajar semana que vem.- Disse rindo.

— Nem pensar. Não consigo ficar tanto tempo longe de novo. Apesar do sexo de volta é um dos melhores.- Disse.

Sorri.- É verdade. Também não consigo ficar longe de você. É uma tortura.

— Sim. Só não perde para a sensação de perder você.- Disse.

— Você não precisa ter essa sensação.- O olhei.- Você nunca irá me perder.

— Na verdade a tenho todo o tempo. É a falta de costume de ter algo, mas deixa isso para lá.- Disse.

Sorri.- Você agora tem. Serei eternamente sua e de mais ninguém.- Disse o beijando.

Retribui o beijo. Sim, eu tinha que parar com isso. Jesse não ia a lugar algum, tinha que me livrar disso. O beijo fluiu e logo estávamos unidos de novo, acho que já era vicio. Um mês e a minha vida mudou completamente. Não me sentia tão vazio como antes, pelo contrário, as duas coisas que me doíam mais estavam aqui, preenchidas. Agora é resolver tudo ao redor e continuar agarrando essa chance de uma nova vida.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 E esses sonhos da Jesse? Sonhos ou lembranças? E Klaus invadindo sonhos alheios HAHA' coisa feia u.u HAHA' Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)