Toda Sua

34 Capítulo 34- Flawed Plan.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, esse capítulo vai se abrir mais um mistério para vocês tentarem resolver... não vai ser descoberto tão cedo assim, porém acho que os que prestarem bem atenção, vão descobrir HAHA' Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto (Klaus e Jesse)

— Onde estamos indo? — Questionei enquanto ele me levava por um caminho ao qual desconhecia.

Esperei até estarmos próximos à ponte para falar.

— Sempre gostei dessa ponte, ela é um ponto calmo por aqui. — Murmurei.

Admirei a vista enquanto andávamos pela mesma.

— Verdade... É linda!

Paramos no meio dela e, como já era noite, toda a cidade estava acesa.

— Ali é o Quarter French. — Falei, apontando para o lugar. — É ótimo, mas prefiro não levá-la lá.

Franzi o cenho.

— Por que não?

— É o centro de Marcel e não a quero lá no meio. — Expliquei com simplicidade. — Esse lado é mais tranquilo.

— Entendo. — Suspirei e me recostei no corrimão da ponte, olhando o lago em seguida.

Aqui era calmo e sereno, nem parecendo que poderia existir a cacofonia da cidade próxima a nós.

— É lindo, não? — A lua começava a mudar e estava linda no céu, refletida belamente no rio.

Sorri de canto.

— Muito!

A encarei. Tão distraída e tão sexy assim em sua simplicidade de garota ainda...

O colar balançava em minha frente, que era lindo e bastante diferente. Ainda tinha a impressão de que já o tinha visto, porém não prestei muita atenção aquilo e olhei para Klaus, que me encarava.

— Tudo bem? — Questionei.

Assenti.

— Sim, apenas vendo como você está a mesma e, ao mesmo tempo, diferente. — Comentei, sorrindo de canto.

— Diferente? — Perguntei sem entender.

— É... Algumas coisas estão mais adultas, seu corpo, porém ainda tem o rosto angelical e inocente. Uma combinação perfeita.

Meneei a cabeça.

— Dizem que, depois da primeira vez, o corpo muda. — Dei de ombros.

— Sim, o seu não foi exceção.

— Nenhum é. — Falei a ele sorrindo. — E o seu também deve ter mudado depois de sua primeira vez. — Constatei.

— Com garotos é diferente, ficamos mais forte. — Disse a ela.

— Bem, isso eu não sei. Não sou garoto. — Soltei uma risada breve. — Mas minha mãe sempre dizia: “Às vezes a embalagem não faz jus ao conteúdo”. Se é que você me entende. — Falei rindo e, repentinamente, sentindo a falta dela, algo que sempre sinto.

Largando as sacolas ao meu lado, debrucei-me no corrimão.

— Fale mais, você parece sempre lembrar-se dela.

Suspirei baixo.

— Lembrar-me dela, mesmo sendo bom, ainda me faz lembrar também da noite em que ela faleceu, então tento não recordar muito.

— Entendi. Na verdade muito bem.

O olhei, percebendo do que ele estava falando.

— Isso não tem nada a ver com você, sabe disso não é?

Encarei minhas mãos.

— Até certo ponto, tem.

Me virei completamente para ele.

— Claro que não! — Exclamei. — Você não tem nada a ver com o vampiro que a matou!

Olhei para a lua.

— Nós tínhamos um irmão mais novo, Henrik. — Comecei a contar. — Ele sempre nos fazia rir com suas brincadeiras e era extremamente apegado a mim. Todos sabíamos das histórias que contavam sobre os lobos da aldeia vizinha e tinha curiosidade. Um dia de lua cheia, ele insistiu para que fossemos ver, pois dizia que não acreditava. Acabou que eu e Elijah fomos com ele para comprovar. Era verdade e ele ficou extasiado com os lobos, mas um deles nos viu e veio sob ataque. Nós fugimos, porém não o bastante para salvar Henrik.

Me aproximei dele e o abracei.

— Você não tem culpa disso... Nem você, nem Elijah. — Murmurei suavemente.

Podia lembrar claramente dele, de sua risada quando brincávamos.

— Quando voltamos e todos souberam, Mikael decidiu que os lobos já haviam feito o suficiente, assim ele e Esther fizeram o feitiço necessário e, sem saber, bebemos nossas bebidas enfeitiçadas. Quando dormimos, Mikael atravessou cada um com uma espada e, de repente, acordamos sem entender e com uma sede horrível. Tudo doía e queimava. — Suspirei. — Eles nos alimentaram e falaram o que tinham feito. Assim nasceram os vampiros originais.

Acariciei seu rosto.

— E assim nasceu o amor da minha vida. — Sorri de canto.

Franzi o cenho, mantendo meu olhar distante.

— Não entende? Se não tivesse cedido ao pedido dele, tivesse sido pelo menos uma vez mais rígido, meu irmão não teria morrido, os outros teriam suas vidas normais e você teria sua família intacta.

— Ei. — Eu o fiz olhar para mim. — Eu não existira sem você e não tem culpa nenhuma em nada disso. — Falei com firmeza. — Você não tem culpa de seu irmão ter morrido, não tem culpa de seus pais transformarem vocês. Você não tem culpa de nada que aconteceu.

Ignorei o que ela falou.

— Sabe de quem era o sangue usado no feitiço?

Neguei com a cabeça.

— Não...

— Tatia. Até ela foi afetada. — Suspirei longamente. — Mesmo magoado, não desejava a morte dela.

Entristeci com aquilo.

— Sinto muito, pois sinto que isso te magoa. — Peguei sua mão, deixando-a junto a minha. — A única coisa que posso fazer é dizer que não tem culpa, o que é verdade. Você não tem.

Tirei minha mão da dela e passei por meus cabelos, exasperado.

— O que fazer quando já vi várias vezes Rebekah lamentando por não poder ter sua própria família, como era seu sonho? — Questionei, mesmo sabendo que ela não tinha a resposta. — Nem Elijah, muito menos Kol, que nunca irá amadurecer daquele seu jeito rebelde. Eu levei todos a isso!

Peguei seu rosto entre minhas mãos.

— Você não tem culpa nenhuma nisso, precisa tirar isso de sua cabeça! — Disse a ele, tentando fazê-lo compreender. — Você não tem culpa, ninguém tem.

Deixei meus olhos se fecharem.

— Como Jesse... Como se tira isso? — Perguntei baixo.

— Primeiramente, precisa repassar os fatos, ver que não tem culpa nisso. — Murmurei com suavidade. — Você não fez as escolhas, ou fez? Você não escolheu que seu irmão morresse ou que todos vocês virassem vampiros! Precisa aceitar que não tem culpa em nada dessa situação!

Sacudi a cabeça e abri meus olhos, olhando no fundo dos de Jesse.

— Já teve a sensação de que, se não tivesse nascido, tudo estaria em seu devido lugar? — Questionei.

— Todos nós temos. — Falei, acariciando vez e outra sua bochecha. — Sabe o que é isso? Humanidade.

Olhei-a de modo abrupto, pois esperava ouvir muita coisa... Menos aquilo.

Sorri de canto.

— Humanidade é a prova de que você não é o monstro que tanto acha que é e não estou falando de mortes. Já matei muitos vampiros, também tenho sangue em minhas mãos. Estou falando de seus sentimentos.

Recostei minha cabeça na dela.

— Como você consegue ser tão boa?

Afastei meu rosto para olhá-lo nos olhos.

— Eu não sou tão boa, pois todos têm bondade e maldade dentro si, apenas há aqueles que acreditam em apenas uma delas. — Disse simplesmente.

A abracei, deixando-a bem próxima ao meu corpo.

— Acho que mandaram um anjo para redimir um demônio.

Olhei para cima, encarando seus orbes esverdeados.

— Você não é um demônio. — Acariciei seu maxilar com a ponta dos dedos. — Você tem bondade, somente precisa encontrá-la. — Beijei-o nos lábios. — Não precisa mudar, apenas equilibrar.

Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.

— A questão meu anjo é que não posso deixar nenhuma bondade tomar conta, principalmente na posição em que me encontro. Isso leva a fraqueza e, por consequência, falhas. Falhas das quais não estou disposto a permitir que aconteçam. — Falei sério.

— Você é incrível. Seria incrível de qualquer jeito. — Dei um leve sorriso. — Porém, não vamos falar disso. Eu te amo de qualquer forma e irei te amar eternamente.

Sorri para ela.

— Isso é o que basta para que eu continue. — Peguei sua mão. — Vamos? — Quando ela assentiu, pegamos tudo e retornamos ao hotel.

Era estranho como me sentia tranquilo ao conversar com ela. Por exemplo: nunca tinha falado com ninguém o que conversamos na ponte. Deveria ser essa ligação e amor que fazia isso.

Ao adentrar o quarto, esperei ele soltar as sacolas sobre o sofá antes de conversar.

— Você está bem? — Questionei. — Senti que essa história mexe com você.

Suspirei.

— É que nunca tinha falado isso para ninguém. — Confessei.

Me aproximei dele.

— Obrigada por confiar em mim então. — Sorri para tranquilizá-lo e lhe dei um selinho.

— Quando vejo, já estou falando. — Fiz uma careta rápida. — É estranho.

Soltei uma breve risada.

— É assim mesmo, mas fico feliz com isso e, se quiser, te conto sobre minha mãe. Tudo que quiser saber. — Falei sinceramente. — Você me contou sua vida, isso é o mínimo que posso fazer para retribuir.

Neguei com a cabeça.

— Não precisa, tudo bem.

— Não, eu falo. O que quer saber? — Fui até o frigobar e peguei uma garrafinha d’água.

Me sentei no braço do sofá.

— Perguntei por que você sempre comenta, mas não fala sobre ela.

Virei-me para ele.

— Bom, minha mãe era uma pesquisadora. — Contei a Klaus. — Sim, ela tinha fascínio por vampiros.

Franzi o cenho, surpreso com aquele fato.

— Sério? Interessante.

— Meu pai achava que ela estava louca, pois acreditar em vampiros, lobisomens, bruxas e mais um monte de coisas de que ela falava era praticamente impossível de existir, ao ver dele.

Assimilava o que Jesse me contava aos poucos.

— E ele nunca descobriu os daqui?

Neguei com a cabeça.

— Não morávamos aqui, e sim em uma fazenda. Minha infância inteira morei por lá. Éramos vizinhos da família de Dean e nos mudamos para cá a uns oito meses, pois meu pai descobriu que aqui era ninho de vampiro. — Abri a garrafinha d’água e bebi um gole.

Agora eu havia a compreendido melhor.

— Uhm... Por isso não conhece tanto a cidade. — Constatei.

Assenti em acordo.

— É e... Bem... Minha história não é grande coisa. — Dei de ombros.

— Claro que é caçadora. — Sorri de canto.

Ri por um momento.

— Nunca gostei de ser uma, mas não podia dizer não ao meu pai. Ele ainda está mal pela morte de minha mãe. — Meu sorriso se foi e franzi as sobrancelhas. — Para você ter uma noção do quanto ele está mal, meu pai não tem alguém há dois anos. Ele apenas come, bebe, dorme, trabalha e caça. Nunca tive uma boa relação com ele, eu o amo, mas sempre discordamos em muitas coisas e nunca fomos bem próximos.

— Sinto por isso. — Murmurei.

Fiz um gesto condescendente com a mão.

— Tudo bem, não tem o que sentir. — Sorri rapidamente. — Vou tomar um banho. Não demoro. — Tirei o colar que ele havia me dado e senti uma coisa ruim, como um vazio.

Sacudindo a cabeça, fui até o quarto e o coloquei sobre a mesinha de cabeceira, juntamente com o anel que retirei.

— Ei, espera! — Fui até uma das bolsas e peguei a lingerie, indo em seguida ao quarto para entregá-lo a ela. — Tome, coloque.

Peguei-a de suas mãos curiosa.

— Tudo bem, mas... Para que exatamente?

— Quando você voltar, explico. — Falei em tom misterioso.

O olhei desconfiada.

— Ok... Já volto. — Me encaminhei ao banheiro e me despi, logo entrando no box.

Após ela fechar a porta do banheiro atrás de si, ajeitei tudo rapidamente. Tinha um espelho que serviria com perfeição para o que eu tenho em mente. Coloquei o CD, que era apenas de músicas clássicas lentas, coisas que estava acostumado. Tirei minhas roupas, ficando apenas de cueca e me servi de whisky para esperá-la retornar.

Tomei meu banho com rapidez, logo saindo, secando-me e colocando a lingerie. Não entendia muito o motivo dela, mas era linda. Penteei meu cabelo, saindo do banheiro em seguida.

Quando retornou ao quarto, analisei-a de cima a baixo e havia ficado exatamente como imaginei.

Me sentei ao lado dele e o olhei.

— A lingerie é linda, mas ainda não entendi o porquê dela. — Confessei.

— Vai entender. — Estendi minha mão. — Vem.

Peguei a mão dele.

— O que você vai fazer?

— Calma. — A levei até ficar em frente do espelho, me colocando atrás dela. — O que você vê?

Ergui a sobrancelha.

— Eu? — Falei em tom obvio.

— Sim, mas você o que?

— Eu, vestida com uma lingerie branca, cabelos soltos... — Murmurei, ainda sem compreender o que ele queria com aquilo.

A olhei pelo espelho.

— Sabe o que eu vejo?

Franzi o cenho.

— O que?

— Uma mulher linda que faz todos os homens que a cercam desejá-la. — Murmurei, deixando que minhas mãos acariciassem sua cintura.

Revirei os olhos.

— Não é para tanto Klaus, não precisamos exagerar.

— Não estou exagerando, apenas te mostrando a realidade. — Falei com simplicidade, beijando a curva de seu pescoço.

Sacudi a cabeça.

— Nem todos os homens me desejam. — Disse a ele com certa seriedade. — Sou uma garota comum.

— Mas que não valoriza o que é. — Envolvi a cintura dela com um de meus braços.

— Me valorizo sim, apenas não acho que seja tanto assim. — Dei de ombros.

Neguei com a cabeça.

— Não, você acha que é menos do que é na realidade, mas me diga love... Como não se atrair por tudo isso? — Falei, fazendo menção ao reflexo.

— Tudo isso? — Questionei.

— Você é, como dizem agora, um mulherão amor. — Murmurei próximo ao seu ouvido. — Pode fazer qualquer um perder a cabeça.

Afastei alguns fios de cabelo do rosto enquanto balançava a cabeça.

— Klaus, acho que você está precisando de óculos. Eu posso ser bonita, mas mulherão não... Estou meio longe disso. — Disse com sinceridade.

A virei para mim.

— Como pode não perceber o poder que tem? — Questionei. — Não sobre mim apenas, mas de quem desejar? — Isso era completamente o oposto do que eu fazia, tinha sempre o poder e o controle, mas precisava que ela soubesse que também o tem.

— Eu não tenho poder algum Klaus. — Falei séria.

— Claro que tem e vou provar a você.

O encarei, começando a ficar desconfortável com aquela situação.

— Provar?

Assenti.

— Contrariando os meus... Modos... Hoje, o controle é seu.

Comecei a negar.

— Não precisa, não sei controlar nada. — Falei a ele com veemência. — Sério... Melhor não.

— Ei, calma. — Murmurei, percebendo que ela estava começando a ficar um pouco além do desconfortável.

— Eu estou calma. — Disse a ele, embora não estivesse nem um pouco.

— Não, está agitada e com medo de fazer isso. — Constatei.

Suspirei brevemente.

— Não estou com medo, estou apreensiva. Não sei fazer isso e quero continuar não fazendo.

Sorri de canto.

— Você tem o melhor professor que poderia e ele confia em você.

— Klaus... — Mordi de leve o lábio inferior. — Não sei fazer esse tipo coisa. Não tenho esse... Dom.

Acariciei sua cintura suavemente.

— Jesse, você me levou o mais longe possível em minhas barreiras. Essas são as suas, apenas não sabemos por se retrai tanto.

— Não tenho barreiras, só não sei fazer isso! — Exclamei, afastando-me um pouco dele. — Klaus, sinto muito, mas não sou o tipo de mulher fatal, ou qualquer outro nome que tenha para isso.

Soltei uma breve risada.

— Eu falei que te perguntaria sobre tudo que pensava em fazer, então... Você quer ou não?

Sacudi a cabeça.

— Não é a questão de querer ou não, só não sei fazer. — Falei pela milésima vez, tentando fazê-lo entender. — E não tem necessidade de eu ter poder para algo, sou nova nisso mesmo.

Estava incerto sobre continuar, ela parecia mesmo não estar nada a vontade com isso. Então teria de ser de um jeito mais sutil. Como estávamos próximos, me aproximei um pouco mais e a beijei.

Levei uma de minhas mãos ao seu rosto, acariciando-o suavemente.

O plano não era esse, mas tinha de adaptar. A levei para cama, tirando proveito para tocá-la e deixá-la mais à vontade.

Podia ser estranho, porém não sabia mesmo fazer esse tipo de coisa. Comandar algo. E não digo apenas no sexo, mas em nada. Digamos que não nasci para mandar e não me sentia mal por isso. Não posso mudar essa característica.

Tem horas que queria ser diferente, contudo, acho que não adiantava muito pensar nisso.

Não estava decepcionado, mas esperava algo diferente, algo que seria bom para ambos. Não que não fosse, mas ela participando mais ativamente seria ótimo.

Quebrei o beijo e me sentei na cama, o encarando em seguida.

— Desculpe-me novamente. Sei que sou chata e o que mais você quiser chamar. — Suspirei. — Às vezes eu me pergunto se deveria mudar, ou ao menos tentar.

— Ei, tudo bem. Vamos deixar minha ideia para lá. — Me sentei atrás dela e beijei seu pescoço.

Me afastei para olhá-lo.

— É sério Klaus, sinto muito. — Encolhi os ombros. — E claro que eu gostaria de tentar, mas sei que não sou como pensa que sou. Eu me conheço.

— Já disse que tudo bem. — Comecei a beijar a região da tatuagem.

— Se estivesse tudo bem, não estaria me sentindo mal. — Murmurei, soltando um longo suspiro.

— Ótimo, para que fui inventar. — A fiz olhar para mim. — Só esqueça isso, ok?

— Não consigo. — Mordisquei o interior de minha boca de leve. — Eu posso tentar, só não garanto que seja bom.

— Não.

— É sério, eu quero tentar, apenas preciso me acostumar com a ideia. — Insisti.

— Não.

Suspirei.

— Tudo bem.

Ela parecia de fato incomodada. Toquei o rosto dela suavemente.

— Ei.

— Só estava tentando mudar esse clima, mas eu entendo. Não tem mais clima... Desculpe. — Baixei meu olhar.

A puxei para o meu colo.

— Não era essa a intenção, mas disse não por que percebi que não estava a vontade com isso. — Expliquei com jeito. — Quando se sentir melhor a respeito e preparada, vou estar aqui feliz da vida, certo?

— Mas eu estava falando sério. — Apertei meus lábios juntos por um breve momento. — Não que eu não esteja preparada, só receosa de não ser muito boa nessas coisas.

— Exatamente. Essa ideia ainda não é muito... Aceitável... Para você, então deixamos para outro dia. A não ser que esteja me preparando uma surpresa. — Falei, rindo em seguida.

— Na verdade não, mas prometo que irei melhorar esse meu jeito. Sei que ele incomoda. — Murmurei, sentindo-me um pouco culpada.

— Não meu amor, só queria que você se sentisse mais confiante em si mesma, mas o efeito foi contrário, então deixe. — Acariciei sua perna distraidamente.

Franzi o cenho.

— E o que te faz pensar que não sou confiante em mim mesma?

— Você diz toda hora que não é sexy, que não é tudo isso. Queria apenas que visse o que vejo. — Dei de ombros.

Meneei a cabeça.

— Meu amor, não sou o tipo de pessoa que se acha linda. Sei que os outros acham e sei que sou, porém não me acho a última bolacha do pacote e isso não quer dizer que não confie em mim, apenas que ainda tenho muito que aprender. — Falei baixo. — Tenho apenas 18 anos. Comecei nesse mundo dos homens me achando bonita a não muito tempo.

— Então me desculpe por tentar cedo demais, vou te dar todo tempo que quiser. — Disse a ela com carinho.

— Não tem que se desculpar. — Lhe dei um selinho. — Eu que peço. Você merecia uma mulher ao seu lado, não uma garota.

Sacudi a cabeça.

— Não, estou adorando ver minha garota se transformando em minha mulher.

Sorri de modo suave.

— Me desculpe, estraguei tudo... No dia que eu for o que você realmente merece nessa situação, prometo que irei recompensar. — Acariciei sua mão.

— Ohh, vou esperar e aproveitar muito esse dia.

— Você merece. — Dei um selinho nele e sai de seu colo, erguendo-me da cama.

— Onde vai?

— Já que estraguei tudo, pelo menos vou aquecer a comida. — Fui até a sala, localizando instantaneamente a sacola da comida japonesa.

É... Tinha ido longe demais com ela despreparada. Se tem uma coisa que sempre tive, independente do que eu fizesse, era que não fazia nada com uma mulher que ela não quisesse, principalmente agora.

Suspirei e me ergui, indo até a porta para escorar-me na soleira.

— Será que precisa?

— Acho que sim, fica melhor. — Como já estava na pequena cozinha, peguei o arroz e o coloquei no microondas. Após aquecer, os ajeitei em dois pratos, retornando à cama a qual ele já havia voltado a estar e entreguei a ele. Me sentia mal por ser tão... Eu. As pessoas realmente não gostavam de pessoas assim, apenas aturavam. Comecei a comer.

— Está delicioso. — Comentei e ele assentiu.

— Muito. — Comi um pouco do meu e olhei pelo quarto. É, já que o plano A falhou, vamos ao seguinte. — Quer algo para beber? Não é saque, mas...

— Claro!

Coloquei minha comida sobre a mesinha de cabeceira e me ergui.

— O que quer? Seus suquinhos?

Neguei com a cabeça.

— Acompanho você no vinho.

Olhei para ela sorrindo.

— Ótimo.

— Quer que eu pegue? — Questionei.

Neguei com a cabeça.

— Vou pedir que tragam um, este que tem aqui é forte. — Peguei o telefone e liguei, pedindo um vinho branco suave.

Fechei o hobbie que estava a utilizar com a lingerie, já que trariam o vinho.

— Está com frio? — Perguntei após colocar o telefone no lugar, havia deixado a porta da varanda aberta.

— Não, mas não quero que o garçom me veja de lingerie. — Falei a ele.

— Da porta não dá para ver aqui, contudo está certa. Não quero que fiquem babando em você assim. — Disse em tom sério.

Soltei uma risada.

— Ok. — Abri novamente e me deitei na cama, esticando-me preguiçosamente

Ergui a sobrancelha.

— Hum... Me tentando mocinha?

— Eu? Não. — Sorri inocentemente.

— Imagina se fosse... — Bateram na porta e me encaminhei para lá.

O esperava deitada na cama, com uma de minhas pernas estava dobrada. Movi meu olhar para a varanda e fiquei ali, observando a noite e esperando-o retornar.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Uma dica: notaram que a Jesse está mais insegura e tímida não é? Ela não ia regressar assim por nada... bem, comecem seus palpites! HAHA' e fofo o Klaus contando as coisas para ela na ponte, não é? :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)