Toda Sua
25 Capítulo 25- Know.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Deixei ela dormir e fui pesquisar sobre como estava a cidade nos lugares certos. Acabei descobrindo que a família de Sophie era uma das mais poderosas que já tinha tido aqui e que Marcel mantinha a irmã dela presa para ela cumprir o que ele queria. Isso estava interessante. Voltei com o dia amanhecendo e entrei suavemente, mas acho que ela sentiu eu sentar na cama.
Senti Klaus sentar na cama e abria meus olhos. Quando o vi, sorri.- Bom dia.
– Volte a dormir, está cedo.- Disse.
– Não consigo.- Me sentei na cama.- Não dormiu?
– A dias que não durmo direito, só cochilos.- Disse.
– Então é você que precisa descansar. Vem aqui.- Puxei ele e coloquei sua cabeça em meu colo.
– Não precisamos de tanto. Foi bom que comecei a pesquisar algumas coisas.- Disse.
– Mas eu adoro cuidar das pessoas, caso não tenha notado.- Sorri e acariciei o cabelo dele.- E que coisas?
– Sobre o que Marcel esconde. E talvez consiga uma aliada de dentro do circulo dele.- Disse.
– Sério? E você achar que pode tira-la do lado dele?- Questionei.
– Se conseguir chegar a ela? Com certeza. Ela mesmo disse que não vê a hora de alguém tirar ele de onde está.- Disse.
– Eu notei que vocês tem uma história. E você conseguiria fazer algo á ele? Me pareceu que você gosta dele, de algum modo.- Disse.
– Não tinha pensado nisso, mas provavelmente.- Oh droga, aquele garoto era o mais próximo que tinha de um filho.
– Você não precisa decidir isso agora amor.- Acariciava o rosto dele.- E também acho que se vocês se acertarem, tudo pode dar certo.
– Você quer dizer ele me devolver a cidade.- Disse.
– Se é isso que você quer, sim. Acho que você devia ir reconquistando a confiança dele, voltar a fazer coisas que faziam...- Falei.
– E por que eu deveria reconquistar algo?- Perguntei.
– Porque ninguém ganha usando a violência e sim a inteligência.- Disse.
– Diria que os dois juntos.- Disse.
– Não quando isso é com uma pessoa que você gosta. E você gosta do Marcel, Klaus. Não precisa machuca-lo.- Disse.
– Ele me traiu, não dá para deixar assim.- Falei.
– E quem disse que você matando-o ou machucando-o irá mudar isso?- Perguntei.
– Assim terá sido a coisa certa a se fazer.- Disse.
– Não. Porque você iria se arrepender. Acredite em mim. Depois de mata-lo irá sobrar só um vazio e cedo ou tarde a culpa irá aparecer, junto com a saudade. Não estou pedindo pra você mudar e sim pra não fazer isso com alguém que você gosta. Nem é alguém que eu goste, porque particularmente ele é um pé no saco, mas você gosta dele.- Disse.
– E por que acha que isso vai me atingir?- Perguntei.
– Porque eu sinto o que você sente por ele. E é forte.- Disse.
– Isso não é algo que me impeça.- Disse.
– Então você me mataria ou um dos seus irmãos? Matar de verdade.- Falei.
– Você tenho certeza que não.- Disse.
– E os seus irmãos?- Questionei.
– Ai é mais complicado. Mas Rebekah eu também colocaria na certeza de salvo.- Disse.
– E você sabia que esse pensamento pode ser o mesmo deles?- Perguntei.
– O que, exatamente?- Questionei.
– Eles também podem cogitar a ideia de te matar.- Disse isso, logo em seguida batendo na cabeceira da cama. Sim, eu sou supersticiosa, um pouco.- E eles são originais também. Não é algo que gostaria de ver.
– Quem já tentou duas, pode tentar novamente.- Disse.
Suspirei.- Meu Deus, isso vai ser uma coisa difícil. A ultima coisa que queria era ver vocês brigando.
– Bem, mas por enquanto as coisas estão calma e a não ser que Kol te agarre, sem motivos aparentes para brigas.- Disse.
Ri.- Ok. Mas ele não irá me agarrar.
– Eu não duvido nada de ninguém.- Disse.
– Então não duvide que eu não o agarre.- Disse em um tom irônico.
– Continue brincando assim.- Falei.
Ri.- Eu gosto de provocar. É um dom.
– Só cuidado quando for provocar.- Disse.
– Porque?- Perguntei.
– Porque eu posso estar num mal dia.- Disse.
– Ok. Prometo que essa semana que você está mais seu lado lobo, não irei provocar. Irei controlar meu instinto.- Ri.
– Como você percebeu que era isso?- Perguntei.
Sorri.- Porque eu te conheço. E essa semana é de lua. E você está mais intenso em tudo, fora que fica estressado mais rápido.
– É muito estranho como você me conhece.- Disse.
Pensei um pouco.- Na verdade é mesmo. Porém fico feliz em te conhecer. Pelo menos um pouco.
– Eu arriscaria melhor do que qualquer um.- Disse.
– Mas não como você se conhece.- Sorri.- Um dia eu chego lá.
– Isso é. Mas é assim com todos. Ninguém te conhece melhor que você mesmo.- Disse.
– Pode ser. Mas acho que nunca nos conhecemos bem. As vezes uma pessoa ao seu lado te conhece ainda melhor.- Disse.
– Só se tiver a ligação que temos, porque pode até conhecer, mas não sabe o que sentimos.- Falei.
Sorri.- É verdade.
– Você vai ver seu pai hoje?- Perguntei.
– Hoje não. Vou ir amanha ou quinta. Hoje ele não fica em casa, só volta as 23:00.- Disse.
– Ah sim, então quando quiser podemos ir.- Disse.
– Ok. Só vou tomar banho. Já volto.- Me levantei e fui tomar banho.
Iria ter que equilibrar tudo isso, apesar do cansaço. Algo me dizia que devia ficar em alerta e meus instintos não costumam errar. Tentaria relaxar, mas com tudo que ouvi e vi, sabia que principalmente com Marcel teria que ser bem cauteloso no que fazia.
****
Fale com o autor