Toda Sua
20 Capítulo 20- Changes.
Notas iniciais
POV Klaus.
Demorei a pegar no sono. Estava agitado, como sempre nessa época, mas acho que cochilei e acordei com Rebekah me acordando. Eram 5:00 e alguma coisa, o dia começava a clarear. Era Kol. Me levantei e fui com ela ver ele.
– Ele ainda está mal, Nik.- Ela disse preocupada e entrando no quarto.
– Mas como?- Vi o que era, tinha voltado a vomitar.
– Eu mato quem fez isso.- Kol começou a tossir.
– O sangue das bolsas não está parando no estomago dele e até tentamos trazer uma humana, mas ele vomitou também.- Ela disse.
– Kol, você não lembra de ninguém estranho junto a você ou de quem você comprou aquilo?- Questionei.
– Não. Era uma vendedora normal.- Kol disse.
Ela suspirou.- Alguma coisa parou no seu estomago?- Ela se sentou ao lado dele na cama.
– Não. Estou com sede.- Ele disse.
– Já tentou todos os tipos? E comida normal?- Perguntei.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Acordei e Klaus não estava ali. Ouvi umas vozes vindo do quarto de Kol. Eles estavam lá. Como já tinha tomado banho, me levantei e coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/jesse/set?id=90696346 . Fiz a maquiagem, coloquei o sapato e coloquei os acessórios. Arrumei meu cabelo e fui até o quarto. Estava Klaus, Kol e Rebekah.- Tudo bem?- Perguntei olhando para os três.
Rebekah suspirou.- Não. Não está parando nada no estomago de Kol.
– Já tá acordada? Tem que ter alguma coisa para dar para ele.- Disse.
– Sim. O despertador me acordou.- Sorri.- E o que vocês acham que pode ser?
– Foi um feitiço e nada para no estomago dele.- Falei.
– Ei Jesse.- Kol esboçou um sorriso.
Sorri.- Ei Kol.- Fui até ele e depositei um beijo em sua testa.
– Seu cheiro tá tão bom.- Kol falou.
Ele não estava pensando nisso, estava? Só pode ser algo contra mim.
Pensei um pouco.- O meu sangue parou no seu estomago, não é? Você vomitou depois que bebeu das bolsas. Podemos tentar de novo.
– Pode ser. Posso?- Kol disse pegando a mão dela.
– Claro.- Disse.
Kol pegou o pulso dela e mordeu, logo bebendo rapidamente.
Acariciei o rosto dele.- Espero que funcione.- Sorri suavemente.
Kol sorriu e bebeu mais.
Ele bebeu mais um pouco e logo parou.- Está tudo bem? Nenhum enjoo?
– Não.- Kol disse.
Suspirei aliviada.- Que bom.
– Obrigado. Parece que me salvou de novo.- Kol disse.
Sorri.- Não precisa agradecer.
– Eu vou fazer depois então.- Kol falou.
– Não precisa.- Beijei os cabelos dele.- Só se cuide. Mais tarde eu te dou mais sangue.
– Vou esperar.- Kol disse.
– Vou tomar café para enfrentar mais um dia de escola.- Sorri. Dei um selinho em Klaus e desci indo para a cozinha. Antes passei no banheiro e fiz um curativo, tinha curativo cor de pele e também como Kol tinha experiência, não ficava muita marca.
Foi quase insuportável vê-lo bebendo dela, mas se não o fizesse era capaz dele morrer.- Você está bem?
– Sim, bem melhor.- Kol disse.
– Que bom.- Rebekah suspirou.- Pelo menos alguma coisa.
– Cadê Elijah?- Perguntei.
– Ele está dormindo e o deixe assim. Ele é o que mais se preocupa nessa casa e nunca descansa.- Rebekah disse.
– Nossa, sua indireta podia ter sido mais suave. Estarei lá em baixo, qualquer coisa chame.- Disse saindo e descendo.
Estava fazendo um sanduíche e uns bacons quando escutei Klaus chegando.- Quer alguma coisa?
– Não. Deixa eu ver isso.- Disse pegando o braço dela.
– Está tudo bem. Eu já fiz o curativo.- Disse.
– E muito bem, leva jeito.- Falei.
– Eu era um caçadora, meu amor. Coisas básicas.- Disse.
– Verdade, esqueci disso.- Falei.
Ri.-Acontece.- Comi um pedaço do sanduíche.
– Você vai com a London?- Perguntei.
– Não. Vou sozinha, como sempre. Sempre gostei de caminhar pela manha. A London prefere ir com o ônibus ou de carona com o vizinho.- Disse.
– Mas está cedo ainda. Se quiser eu te levo.- Falei.
– Pode ser.- Dei um selinho nele e comi um dos bacons.- Não quer um? Eu sei fazer bacons deliciosos.
– Não obrigado, estou sem fome.- Disse.
– Tudo bem. Ah, e caso precise falar ou algo parecido, você pode se alimentar de mim também. Quando quiser. Estou ajudando o Kol, porque não gosto de vê-lo assim. Mas meu sangue também é seu.- Falei.
– Está tudo bem.- Disse.
– Não parece.- Peguei nas mãos dele.- Estou falando sério. Sempre que quiser pode se alimentar de mim. Na verdade pode se alimentar sempre de mim. Um pouco todo dia, não irá me afetar.
– Vemos isso depois.- Disse.
– Ok.- Sorri e o beijei.
Dei um sorriso leve.- Quando quiser ir me avise.
Terminei de beber o café.- Podemos ir. Não quero me atrasar.- Ele não parecia bem com isso. Mas ele não queria falar, então era melhor não forçar.
– Vou pegar as chaves e vamos.- Fiz isso, avisei que estava saindo e saímos. Não era de ficar assim com os comentários que ouvia, então por que dessa vez o que Rebekah disse me afetou? Eu odeio me sentir assim.
Chegamos no colégio.- Eu vou indo. Nos vemos mais tarde.- Beijei ele.
– Qualquer coisa, qualquer mesmo, me liga.- Disse.
Sorri.- Pode deixar. Até mais.- Sai do carro e fui para o colégio.
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POV Jesse.
Fui para a aula e as três horas de aula seguida foram um tormento. Matemática e Química, ninguém merece. Agora pelo menos tínhamos uma hora de intervalo. Peguei um lanche na lancheria, comi calmamente e agora andava pelo gramado. London não tinha o mesma hora do intervalo que eu nas segundas.
– Sem segurança Jesse?- Escutei a voz de Dean.
Olhei por cima do ombro.- Oi Dean. Não tenho seguranças. Nunca tive.
– Não é o que tem parecido.- Ele disse.
– Eu tenho o Klaus. O que é diferente.- Não disse namorado porque sentia que era mais que isso, mas não sabia como colocar em palavras.
– Ah sim, o vampiro que te fez sair de casa e deixar o que restou da sua família.- Ele falou.
– Eu não deixei nada. Ela que me deixou.- Disse.
– Sabe, eu andei pesquisando e descobri uma coisa muito interessante.- Ele disse.
– Sério? E o que?- Questionei.
– Linhagens vampíricas. E indo atrás dos vampiros certos, descobri que o que matou a minha família vem de uma em especial. E diferente de você, não vou esquecer isso.- Ele disse.
– Não pense que isso irá mudar alguma coisa Dean. Assim você só faz eu me afastar ainda mais de você. Você só tem feito isso.- Disse.
– Não minha querida, vai sim. Quando mata-lo vai acabar o que quer que tenha feito com você e vai voltar ao normal.- Ele disse pegando nas minhas mãos.
– Se ele um dia morrer, eu morro junto. Serei transformada por ele.- Falei.
– Isso nunca.- Ele avançou sobre mim.
– O que você vai fazer? Me bater?- Questionei irritada.
– Não, eu nunca bateria em você meu amor.- Ele tocou o meu rosto.- Você tem que acordar, me mata te ver assim.
– Eu estou acordada. Você e meu pa... Jack que não entendem isso.- Disse.
– Jesse, minha garota, o que aquele monstro fez com você?- Ele disse junto a mim.
– Ele não fez nada e não o chame de monstro. Você não o conhece e não pode dizer isso.- Disse.
– Jesse, por que não consegue ver quem ele é e nunca vai te amar como eu te amo.- Ele disse.
O olhei.- Dean... já conversamos sobre isso. Não quero te magoar.
Ele me segurou e me beijou. Não retribui o beijo e tentei afasta-lo. Mas ele era mais forte do que eu. Ele tentou mais.
– Jesse, por que...- Ele começou.
– Dean, eu não posso ficar com você. Eu te amo como um irmão, melhor amigo.- Disse.
– Não é possível que seja só isso.- Ele falou.
O olhei e toquei seu rosto.- Eu sinto muito que você sofra por isso. E dói em mim isso. Mas é a verdade.
– Ele vai ter o que merece e aquela sua amiga também.- Ele disse.
– O que? A London não tem nada a ver com isso.- Disse.
– Claro que tem. Você começou a mudar depois que ela começou a te levar para sair. E ainda ficava daquele jeito de quem queria sair comigo. Nunca ficaria com ela ou com alguém como ela.- Ele disse.
– Eu não mudei. Em que eu mudei Dean?- Questionei.
– Em tudo. Não é mais aquela que saia comigo e com seu pai para caçar, que assistia os jogos conosco, que era simples, amorosa e obediente. Agora é uma que sai com um demônio, abandonou a casa e que ainda alimenta eles.- Ele disse.
– Primeiro; não o chame de demônio. Segundo; se eu alimento ou não o problema é meu. Terceiro; eu não sai de casa, eu disse que visitaria vocês todos os dias. Mas o foi o... Jack- disse com uma certa frieza- que preferiu assim. Então culpe á ele.
– Guarda o que estou falando. Vou fazer o impossível para acabar com ele e ter você de volta.- Ele disse isso e saiu.
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