Toda Sua
16 Capítulo 16- Try Something
Notas iniciais
POV Kol.
Não havia dormido. Sabia que era errado, ela estava com ele, mas como mudar o que eu sinto? Mesmo nunca tendo a melhor das relações com Klaus, assim como os outros, desejava que ele fosse feliz. Ser meu meio irmão não mudava isso, principalmente pelo seu passado. Mas o que posso fazer se queria estar com Jesse? Queria estar no lugar dele? Eu a desejava, porém é mais que isso, acho que estou apaixonado por ela. De manhã ouvi Klaus sair do quarto e ela não. Passei por lá. Sabia os riscos e não me importava em corre-los. Ela estava linda, tranquila e tinha tido sorte, ela estava quase sem roupa. Aquele corpo tão suave, tão...
– O que você pensa que está fazendo?!- Klaus gritou atrás de mim.
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Me acordei com o grito de Klaus e vi Kol. Me cobri imediatamente com o lençol.- Meu Deus. O que foi isso?
– É proibido entrar no seu quarto agora? Olha ai, seu escândalo acordou a menina. Desculpa pelo susto querida.- Kol disse.
Coloquei a bandeja de lado.- Some Daqui!- Disse indo para cima dele.
Coloquei a camisa de Klaus que estava ali e fui até eles.- Por favor. Não briguem.
– Essa casa é minha também, se não quiser que ninguém entre, tranque a porta.- Kol falou.
– Você não tem nada o que fazer aqui!- O peguei pela camisa para tira-lo de lá.
Entrei no meio dos dois.- Ok, parem.- Não queria que Kol se machucasse. Sabia que ele tinha a mesma força que Klaus, mas as adagas não colaboram com isso.- Kol, é melhor você ir. Depois nós conversamos, ok? Daqui a pouco.
– Tudo bem querida, desculpa pelo susto. Até daqui a pouco.- Kol disse.
Botei ele para fora.- Você não tem nada para falar com ela!- Bati a porta.
– Klaus...- Passei as mãos pelo meus cabelos.- Você precisa se acalmar. Você vai quebrar a casa inteira desse jeito.- Me referi a batida da porta, que por incrível que pareça tinha feito a casa tremer.
– Dane-se! Eu tenho é que dar uma lição de uma vez nele!- Eu estava furioso com Kol, mas não iria bota-lo num caixão dessa vez. Quando voltasse estaria apaixonado por ela ainda. Tinha que fazer algo definitivo.
Fui até ele.- Não, você não tem que fazer nada. Deixa que eu falo com ele.
– Você não vai chegar perto dele!- Exclamei.
Olhei para Klaus.- Meu amor, eu só vou conversar com ele.
– Isso é de você, não dele! Sério que não percebeu ainda Jesse?- Questionei.
– Sim, eu percebi. Mas isso não vem ao caso. Eu gosto dele como amigo. E queria pelo menos ajuda-lo. Mas ele gostar de mim, não quer dizer que vai pular em cima.- Disse.
– Você não o conhece, não vou passar isso de novo. É melhor nos mudarmos daqui.- Falei.
– Mudarmos? Ei.- Toquei no rosto dele de leve. Senti ele tremer ao meu toque. Pensei que ele fosse recuar, mas não.- Não precisa de tanto. Eu não gosto do Kol assim. Eu adoro ele, mas como amigo. Eu sou sua. Lembre-se disso.
– E na próxima eu mato ele, simples.- Disse.
– Matar? Klaus, ele é seu irmão! Você não vai fazer isso.- Falei.
– Em sã consciência, não. Mas furioso? Ele só não foi para um caixão ontem por que você me impediu.- Disse.
O beijei.- Eu estou aqui com você não é? Com sua camisa, na sua cama, com seu nome no meu corpo.
– Eu odeio como ele olha para você, como ele deseja você, mesmo sendo minha.- Falei.
– Não se preocupe quanto á isso.- Fiz a linha dos lábios dele.- Irei conversar com Kol. Prometo que será na sala ou cozinha. Um lugar que não seja... intimo. Ok?
– Eu ainda vou descobrir como você faz isso.- Disse.
– Isso o que?- Perguntei.
– Me acalmar.- Falei.
– Isso se chama amor.- Suspirei.- Desculpe, prometi que não diria mais isso.
– Não é exatamente isso. Quando você quer me tranquilizar, você o consegue e juro que ninguém o faz.- Disse.
– Então deve ser algum tipo de dom.- Sorri.
– Sim, exclusivo seu.- Falei.
Sorri.- Isso soa bom.- Dei um selinho nele.- Está se sentindo mais calmo agora? Sem o espírito vingativo?
– Espírito vingativo eu sempre tenho, mas sim, estou.- Disse.
Ri.- Meu Deus. Você tem a voz mais linda que eu já ouvi, sabia? Acho que poderia ouvir você falar o dia inteiro. Sempre que a escuto, não paro de sorrir.
– E eu adoro esse sorriso. Acho que quebrei seu copo de suco e seu café.- Falei.
– Tudo bem. Eu vou fazer para mim. Você gosta de comer o que?- Fui até as malas. Tirei a camisa dele e comecei a colocar o sutiã.
– Não estou com fome mais.- Disse.
Me virei para ele.- Sabe que eu posso ser muito insistente?
– Pode é?- Questionei.
– Sim.- Ele estava sentado na cama e me sentei em seu colo. Uma perna de cada lado dele.- E você vai comer.
– E se eu não quiser?- Perguntei.
– Eu vou ter que insistir mais.- Disse.
– E como vai fazer isso?- Questionei.
– Não sei.- Me fiz de desentendida.- Acho que deveria ser como?- Sorri inocentemente e toquei nas correntes que ele sempre usava.
– Você que quer que eu faça uma coisa que não quero.- Peguei as mãos dela, a levando para ficar ao redor do meu pescoço. Por que meu corpo não aceita que ela não vai me machucar e que pode me tocar? Estava ficando com ódio disso.
Acariciava os cabelos dele.- Você precisa se alimentar bem. Tanto com sangue, quanto com comida. E faz dois dias que não te vejo se alimentando. Nem de sangue, nem de comida.- Minha outra mão acariciava suavemente o rosto dele.
– Ei, eu comi ontem.- Disse.
– Muito pouco. E de sangue? Tem se alimentado?- Questionei.
– Sim mocinha preocupada, eu bebi uma bolsa ontem.- Não tinha bebido de ninguém por que estava estudando a cidade ainda e não queria chamar atenção de Marcel.
– Acho bom. Eu me preocupo com sua dieta. Quero você forte e lindo como sempre.- Disse sorrindo e o beijando.
– Baby, eu não vou morrer de fome, fique tranquila.- Disse.
– Eu me preocupo com você. Mesmo você sendo você.- Acariciei a nuca dele.
– E isso é meio estranho, mas me acostumo.- Falei.
– É bom se acostumar mesmo. Eu gosto de mimar as pessoas que amo.- Sorri e fiz a linha dos lábios dele. Eram tão macios e suaves.
– Então você vai ter muito trabalho.- Disse.
– Não me importo. Vou amar fazer isso.- Ele me parecia tão carente, tão vulnerável, tão necessitado de atenção e carinho. De todos os tipos. E queria poder dar isso á ele.
– Jesse, deixe-me tentar algo.- Respirei fundo.
– Claro.- Disse.
Tirei a minha camisa. Nunca tinha feito isso e não sabia como reagiria. Mas uma parte minha, mesmo que tímida, queria isso dela também, precisava disso.
O olhei. O que será que ele queria? Tinha algumas opções, mas estava esperando mais reações dele. Não queria ultrapassar seus limites.
Peguei a mão dela e coloquei em meu peito. Minha reação era a lógica, recuar e tirar, mas me esforcei para não fazer.
Acariciei o peito dele suavemente, fazendo-o ficar a vontade com o toque.
– Você deve se perguntar por que isso.- Disse.
– Sim. Mas não tem que dizer o porque senão se sente a vontade para isso.- Falei.
Estava de olhos fechados, tentando relaxar.- É por que basicamente todas as vezes que me tocavam, era para me machucar, então acho que meu psicológico criou uma barreira a isso.
– Eu nunca iria te machucar meu amor.- Desci minha mão para o abdômen dele.- Eu sempre irei cuidar de você e te dar carinho.
– Eu sei, estou me convencendo disso. Só que nunca tive isso, então leva tempo.- Disse.
– Eu sei.- Acariciei o rosto dele.- Mas sendo tocado, você terá sensações e prazeres muito diferentes. E as pessoas que te machucaram, não prestam e não merecem serem lembradas por você.
– Até porque ele já está queimando no inferno mesmo.- Estava no limite e tirei as mãos dela suavemente.
– Isso já é um avanço. Você foi ótimo.- Dei um selinho nele.
Suspirei.- Você tem que tomar café, quase não comeu ontem.
– Eu sei. Tem certeza que não quer nada?- Perguntei.
– Tenho.- Respondi.
– Ok, eu não demoro.- Me levantei do colo dele. Coloquei um short jeans e uma blusa. Antes de sair do quarto, sorri suavemente para ele e depois sai.
Fale com o autor