Notas iniciais
estou de volta *o*
bom, eu gostei MUITO de escrever esse capítulo, e espero que vocês gostem também
então, boa leitura (;

Gerard tinha me colocado contra a porta. Ele estava ofegante e respirando muito rápido, quando ele começou a aproximar seu rosto do meu. Senti uma das suas mãos em minha nuca e a outra em minhas costas, quando repentinamente ele parou, tomando consciência do que fazia. Aproximei-me dele e (quase) selei seus lábios, se não fosse pela minha mãe que olhava tudo do topo da escada.

–Bom dia casalzinho –Gerard se virou e ficou sem reação- espero não estar interrompendo nada aí

–N-Não, que é isso. Somos só amigos, não é Fran? – eu assenti e logo ele se afastou de mim

–Er... Gee será que eu poderia falar com você um minuto?

Minha mãe percebeu que estava sobrando ali, então resolveu se retirar.

–Eu vou me arrumar. E Frank, daqui a pouco nós vamos ao mercado. Não demore muito ai

–Ta bom.

Virei-me de frente para Gerard, e tentei criar coragem para falar com ele depois do (quase) ocorrido beijo. Sua face demonstrava que ele estava muito tímido depois de toda essa situação. Tentei criar coragem para confortá-lo...

–Minha mãe é super de boa. Não precisa ficar assim, ok?!- ele sorriu de canto- Quer vir aqui em casa amanhã á tarde?

–Aham. Pode ser- ele observou o relógio que dava 11h40 da manhã e virou se para ir embora, mas antes...

–Vou indo. –ele me deu um beijo no rosto e comecei a ficar corado- Até logo Fran.

–T-Tchau. – Só consegui dizer isso.

Logo, subi para me arrumar todo feliz da vida e (óbvio) minha mãe percebeu e acabou se animando também. A acompanhei no mercado e, como sempre, fiz chantagem emocional para que ela comprasse doces pra mim. Também, quem manda ser viciado...Só que ela sempre diz que é melhor ser viciado em doces do que ser viciado em álcool e drogas, apesar de que toda vez que ela comenta isso, acabo não me sentindo bem, mas não vem ao caso. Voltamos para casa e ficamos assistindo filmes o dia inteiro até dar a hora de ir a tal festa da Donna, que começava ás 21h. Até que eu estava empolgado para essa tal festa. Faltavam dez para as nove quando chegamos no local, só que comecei a ter uma sensação boa que não saberia explicar direito, parecia que eu iria encontrar alguém ali, mas quem? Vamos ver no que isso vai dar.

{Gerard P.O.V}

Que foda a mãe do Frankie aparecer no topo da escada quando a gente estava quase se beijando. Não sabia como reagir depois que ela nos chamou de ‘casalzinho’, queria fugir dali o mais rápido possível, só que ela deveria ter percebido que estava sobrando e logo se retirou. Em seguida Frankie, tentou me confortar como pôde e quando fui me despedir dele, depositei um beijo em sua bochecha, que logo ficou corada. Ele fica muito fofo assim. Quando voltei para a casa do Ray, o encontrei de braços cruzados, me encarando e com uma cara mega fechada querendo satisfação.

–Desculpe sair daquele jeito, tá?!- a cara dele tava engraçada, mas eu me segurei para não rir- mas é que eu tava desesperado e...

–Porque você demorou? Quero saber TUDO o que aconteceu lá. Detalhe por detalhe, AGORA.- ele nem foi exigente

Se eu não contasse pra ele aquela hora, concerteza o mesmo iria insistir até o fim da sua vida para eu contar, então não tinha jeito. Cada palavra que dizia ele ficava ainda mais animado e me deu algumas dicas para um beijo perfeito. Sim, assumo, nunca beijei na minha vida e só Ray sabe disso e ai de ele contar para alguém. Mas o que eu nunca entendi é que ele aceita isso numa boa. Criei coragem para perguntar isso e ele me olhou um pouco assustado, mas...

– Bem, é que...eu nunca te contei, mas...eu não saio só com mulheres.- Fiquei boquiaberto quando ele disse isso

–Q-Quer dizer que v-você é...- gaguejei e ele completou a minha frase

–Bissexual? Sim e com muito orgulho. –disse se sentando de frente pra mim em um dos pufs que se encontrava pela sala, enquanto eu estava sentado no sofá- E confesso que estou saindo com um também.

–Por acaso, é o Brendon do terceiro ano?

–Como sabe?- ele perguntou um pouco surpreso

–Eu sempre desconfiei de que você tinha uma quedinha por ele e vice-versa. Não só eu, mas todo mundo da escola.

–Pior que é verdade.

–E você nunca me contou nada, sua praga. – joguei uma almofada em sua direção enquanto ele ria debochadamente

–Desculpa bést, mas achamos melhor não contarmos para ninguém. –ele continuava a rir e eu jurei vingança contra essa palmeira ambulante (por pensamento, lógico)- é melhor você ir se arrumar, pois daqui a pouco tua mãe vai vir te buscar, e você sabe como ela é com horários.

– Ok! Tô indo.

Enquanto tomava banho, Ray escolhia a minha roupa: uma regata preta e amarela com uma estampa de palhaço, uma calça preta colada no corpo (tenho uma coleção pra dizer a verdade) e um tênis da mesma cor. Logo depois do almoço, me despedi do Ray, pois minha mãe foi me buscar como prometido. Mas quando cheguei em casa, não encontrei Mikey e meu pai disse que o mesmo tinha ido ao mercado fazia mais ou menos meia hora. Eu estranhei, pois ele não é de demorar todo esse tempo, porém, resolvi deixar quieto e comecei a arrumar as coisas para a (maldita) festa. Fiquei pendurando os enfeites na parede o dia inteiro, apesar de serem poucas deu muito trabalho, pois se eu sujasse alguma coisa acabariam me engolindo vivo. Terminei era umas 17h40. Fui falar um pouco com Mikey, mas ele não queria papo, então, decidi desenhar um pouco até dar a hora da festa. Decidi desenhar um casal...um casal de gays para ser mais exato. Era noite de lua cheia e eles estavam tendo o seu primeiro beijo dentro de um planetário. Logo comecei a me lembrar do Frankie, do seu cabelo macio, dos seus olhos verdes e da sua boca irresistível. Comecei a sorrir que nem um bobo alegre, quando minha mãe bateu na porta dizendo que estava ocupada e que um dos convidados já tinha chegado. Só que quando abri a porta...

–Q-Que surpresa.


Notas finais
bem, não foi dessa vez que o Frank e o Gee se beijaram, mas vai acontecer logo, não se preocupem...
até mais amorecos :*