To the end
7 Capítulo 7
Notas iniciais
ta ai mais um capítulo pra vocês..
espero que gostem e eu (talvez) vá demorar um pouco pra postar o próximo capítulo, pois minhas aulas começam amanhã -.-
mas enfim, boa leitura :))
Ele nos olhava um pouco surpreso com o que acabara de ver. Não deveria esperar que o filho estivesse beijando um homem. Só estranhei, pois ele sorriu e se aproximou de mim, me fazendo ficar com um pouco de medo.
–Então você que é o filho da Linda? –assenti e ele estendeu a mão- prazer, Donald Way.
–Frank. Frank Iero, o prazer é todo meu. –o cumprimentei
–Ah, então esse que é o famoso Frank... Que interessante- cada palavra que Donald dizia, Gerard apertava cada vez mais a minha mão- Gerard não parou de falar de você um minuto sequer
–É mesmo?- o fitei e o mesmo estava bastante corado
–Aham. Ah, vou indo no mercado filho, precisa de alguma coisa?-o mesmo negou com a cabeça- então, ok- ele seguiu em direção a porta dos fundos, mas virou-se- e não se preocupa comigo, viu! Não sou homofóbico.
Eu sorri e ele logo saiu. Olhei para Gerard e ele puxou minha mão, me guiando para o andar de cima. Disse que iria falar com Mikey enquanto ele iria pegar outra camiseta em seu quarto. Dei três batidas leves na porta e ouvi uma voz chorosa.
–Quem é?
–Mi, sou eu, Frank. Posso entrar?
–Sim.
Entrei e ele me pediu para fechar a porta na chave. Fiz o que pedira e me sentei ao seu lado. Começamos a nos olhar e ele estava com os olhos vermelhos, inchados de tanto chorar. O mesmo tremia, tremia tanto que conclui o que deveria ter acontecido. Ele me abraçou e voltou a chorar.
–Ele voltou a te ameaçar, não é isso?
–S-Sim. –ele estava muito desesperado -E-eu t-to com m-medo
–O que ele disse dessa vez?
–Ele v-vai vir p-para a f-festa. –meu sangue ferveu assim que ouvi aquilo- Me ajuda, por favor?
–Não desgrude de mim -ele me fitou interrogativo- se você ficar perto de mim, ele não irá fazer nada. –ele assentiu- agora, vá no banheiro lavar esse rosto e se trocar ok?!
Assim que ele se levantou, ouvi alguém bater na porta. Destranquei a mesma e era Ray, com uma expressão estranha que não saberia definir.
–O Miks ta aí? –afirmei- é que um dos convidados quer muito falar com ele.
–Poderia saber quem é?
–Um tal de Collin Urie. Ele veio de NY justamente para o aniversário da Donna e para matar as saudades dele. Avise-o por favor.
–Pode deixar. –logo ele se retirou
O irmão gêmeo do meu maior inimigo. E meu único amigo verdadeiro que pensei que nunca mais veria. Ele e todos da minha antiga escola sabiam de que Victório era o terror naquele lugar, e que eu era sua principal vítima. Só não apanhava dele porque Collin nunca deixava. Naquele momento, prometi a mim mesmo que iria proteger Mikey desse, desse...ser que não merece ser xingado e sim, torturado por tudo que fez comigo e com outras pessoas inocentes.
–Com quem você tava falando?- virei-me e Mikey estava secando seu cabelo com uma toalha e vestia uma camiseta verde oliva, um casaco xadrez, uma calça jeans e botas.
–Com o Ray. Disse que o Collin quer muito falar com você.
Ele abriu um sorriso em seu rosto, jogando a toalha em qualquer canto e me estendeu o pente para ajudá-lo a arrumar seu cabelo, enquanto ele terminara de se arrumar. Meia hora depois estávamos lá, colocando a conversa em dia. Ray estava junto e Gerard conversava com uma mulher que provavelmente deveria ser sua tia e de vez ou outra, trocava olhares com ele.
A festa estava bastante animada, quando era mais ou menos 23h, quem eu menos temia, apareceu. Mikey começou a tremer e eu estava ali, do seu lado para protegê-lo, pois é pra isso que servem os amigos. Assim que o viu, veio em nossa direção.
–Não sabia que era conhecido do Iero. – disse
–O que você quer?- ele o puxou pelo braço indo diretamente para a cozinha. Eu fui atrás para (tentar) defendê-lo.
–Solta ele Victório.- disse
–Ora, ora. Tá defendendo o amiguinho, é...veja o que fala Frankie, eu posso ir até sua mãe agora e contar algumas coisas que você fazia, o que acha? – disse em um tom alto demais
–Que história é essa?- Mikey o encarava indiscretamente
–Ele nunca te contou? –disse irônico- Eu mesmo conto
Na hora, eu dei um soco em seu rosto.
–PORQUE VOCÊ NÃO MORRE DESGRAÇA? -gritei e, em seguida, sai pela porta dos fundos.
{Gerard P.O.V}
–PORQUE VOCÊ NÃO MORRE DESGRAÇA- ouvi vozes do Frank da cozinha. Me assustei e fui até lá. Meu pai, minha mãe, Collin, Linda e Ray foram também
Encontramos Victório no chão com uma marca vermelha em seu rosto. Deveria ter levado um soco. Até que não me assustei, pois quem fez isso é o meu herói. Odeio Victório Urie com todas as letras, assumo. Resolvi perguntar o porquê de ele apanhar e o fiz falar a verdade.
–P-porque eu o-os a-ameaçei. – disse se contorçendo de dor.
–Vou atrás deles. –Ray disse indo em direção á porta e fiz um gesto para ele me esperar. O mesmo assentiu
–Isso é pra você aprender a não ameaçar os outros seu merda. –dei um chute em suas costas sem dó e logo sai.
Ouvi minha mãe me repreender, mas ignorei. Encontrei Mikey na frente de casa tentando criar coragem para ir falar com Frankie. Assim que ele nos viu, fiz um gesto para que ele nos acompanhasse e o mesmo obedeceu. Encontramos Frankie chorando, sentado na calçada em frente á sua casa. Mikey foi o primeiro a falar.
–Você quer desabafar?- perguntou, enquanto afagava suas costas
–N-Não. Só m-me ajuda a a-abrir a p-porta, por f-favor?- ele estendeu a chave e Ray se encarregou de abrir as portas enquanto eu ligava para minha mãe.
–Oi filho, encontraram ele?
–Aham, ele só está um pouco cansado. Diz pra Linda que não precisa se preocupar.
–Tudo bem amor. Fiquem com ele até ela chegar viu?! Ordens nossas.
–Pode deixar. E o Victório? Já saiu daí?
–Ele quase se desentendeu com o Donald e o Coliin levou ele pra casa. Ah, e se precisarem de alguma coisa liga pra mim e a Linda disse que vocês podem pegar o que quiserem da geladeira. É só isso, fiquem com Deus.
–Amém. Tchau.
–Tchau
Assim que desliguei, ajudei Mikey a levar Frank (que tinha adormecido) até seu quarto. Ele o deitou enquanto eu procurava uma roupa confortável. Apostei por uma regata branca, pois estava muito calor naquela noite.
–Vou fazer companhia pro Ray. Se incomoda em ficar aqui?
–Não, pode ir. Qualquer coisa eu chamo vocês. Ah, duas coisas: a Linda disse que nós podemos pegar o que quiser da geladeira e uma pergunta –ele fez um gesto com a mão para que eu falasse- quem bateu no Victório? -Ele apontou para Frank e logo saiu.
Nunca pensei que ele pudesse ter essa atitude violenta. Ta, o Victório não é flor que se cheire, pois já tive a (infeliz) oportunidade de conviver um ano na mesma turma que ele. Graças a Deus, ele foi transferido de colégio. Mas a pergunta que não quer calar: porque Frank bateu nele? Se descobrir eu juro quebrar aquela carinha angelical que ele tem.
Comecei a despi-lo com cuidado, deixando ele só de boxer. Analisei cada tatuagem sua e admirava uma por uma, quando me toquei que estava com a regata na mão. O vesti e me deitei ao seu lado, velando o seu sono, até que não agüentei e acabei adormecendo do seu lado.
{Frank P.O.V}
Assim que acordei, senti uma respiração em minha nuca e aquilo me arrepiou. Abri um sorriso quando vi Gerard ali ao meu lado. Me levantei com cuidado para não acordá-lo. O observei por uns 5 minutos, ele parecia um anjo dormindo. Fui no banheiro e resolvi tomar um banho depois daquela noite agitada. Fiquei um bom tempo lá, refletindo sobre meu passado. Porque ele ainda atormenta a minha vida em, porque?
Saí do chuveiro e percebi que não peguei as roupas no armário, resultado: tive que amarrar a toalha na cintura. Só espero que o Gerard não tenha acordado, senão ele iria me atacar (acho). Olhei no relógio e eram 7h da manhã de domingo.
–Ave maria- susurrei
–Algum problema?- me virei e observei que Gerard me fitava com um olhar safado
–N-Não, nenhum. Só vim pegar uma roupa que acabei esquecendo.
–Hum. Você tá melhor sobre o ocorrido de ontem?
–Aham-disse sem olhá-lo, no fundo aquilo ainda estava me abalando-Fica tranquilo, viu amor! Eu já volto- o mesmo assentiu
Era impressão minha ou ele vez ou outra mordia o lábio inferior? Bom, resolvi me trocar ao invés de ficar tendo esses pensamentos pervertidos. O encontrei no mesmo lugar e me aproximei, selando seus lábios em seguida. Ele laçou seus braços em minha cintura, me puxando para mais perto. Pedi passagem com a língua e o mesmo cedeu, enquanto eu afagava seus cabelos deixando o beijo muito mais intenso. Foi quando alguém abriu a porta.
–Gee, o Ray já foi e eu também já vou indo. Interrompi alguma coisa?- Mikey disse um pouco sem jeito
–Não, que nada Miks. Fica de boa, vou ficar aqui pois o Fran vai me ajudar a organizar a festa surpresa para o Ray, né?- o fitei concordando
–É mesmo, falta pouco mais de um mês. Até queria ajudar, mas não quero ficar vendo meu irmão e meu amigo se agarrando.-ele tirou alguma coisa do bolso e jogou em nossa direção (lê-se em cima da cama)- Juízo vocês dois. Tchau
Vimos que ele tinha jogado um preservativo de morango. Olhei para Gerard e o mesmo ficou corado. Não entendi muito bem o porque e resolvi perguntar.
–Bem, é que quase ninguém sabe mas eu...
–É virgem?- ele me fitou
–S-Sim. E você?- neguei com a cabeça e ele assentiu
–Vamos fazer o planejamento da festa do Ray?
–Aham
Peguei um caderno de anotações e decidimos encomendar um pouco de tudo: bolo, doces, salgados, decorações. Em seguida minha mãe apareceu pedindo para falar comigo, só que quando ela viu que estávamos fazendo planos para a festa ela resolveu ajudar. Á tarde fomos até a casa dos Way pegar o restante do dinheiro e ir para uma loja de instrumentos musicais comprar a famosa guitarra que o Gerard não parou de falar um minuto.
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Quinze de julho tinha chego, e combinamos de fazer a festa surpresa em minha casa com a aprovação da minha mãe. Ela, Donna, Donald, Gerard e Brendom ficaram de montar a festa. Enquanto eu e Mikey iríamos prender Ray na cama, vendá-lo e torturá-lo até dar a hora da festa, que seria no fim da tarde.
–EU VOU CONTAR PARA O GEE QUE VOCÊ QUER MEU CORPO FRANKITO. –começamos a gargalhar ainda mais- ISSO, RIAM DA MINHA FACE. SE O BRENDOM ME VER NESSE ESTADO EU JURO FAZER PICADINHO DE VOCÊS.
–Tem creme hidratante para o corpo aí Mikey.
–Não, tem que ir comprar e eu me recuso a ir.
–Ok, cuida desse delicinha ai que eu já volto – mandei um beijo para ele no ar
–Pode deixar- ele deu uma piscada sensual
Fui até a farmácia que ficara a duas quadras dali, só que no corredor de cremes eu reencontrei Victório. Tentei disfarçar indo para um corredor de esmaltes, só que ele acabou se aproximando e fiquei com receio dele fazer alguma coisa contra mim.
–Me encontre amanhã á noite nesse local. E sozinho –ele me entregou um papel e foi embora logo em seguida.
Aproveitei e comprei alguns esmaltes para minha mãe e comprei o creme hidratante que faltara. Voltei para casa do Ray e logo esqueci que Victório existira. Mikey estava abusando do Ray, que estava com um lenço em sua boca.
–Agora chega- desamarrei o mesmo- vai tomar banho pois eu quero que você vá em um lugar comigo
–Só se vocês prometerem não me torturarem mais- concordamos e ele foi para o banho. Escolhemos uma roupa para ele: camiseta azul escuro, calça jeans rasgada em algumas partes e botas, pois desde que eu o conheço ele só usou este calçado.
–Vi o Victório na farmácia-ele me olhou um pouco apavorado- calma, ele só quer que eu vá encontrar ele nesse endereço aqui- estendi o papel a ele
–Eu conheço esse lugar, quer que eu vá junto com você?
–Não, ele quer que eu vá sozinho.
–Tudo bem, mas já sabe.- assenti até Ray aparecer com aqueles cabelos esvoaçantes, que estavam molhados, de braço cruzado encostado na parede
–Minhas roupas, por favor.- jogamos a mesma e ele entrou novamente no banheiro e não demorou muito para o mesmo sair. – Vamos cambada?- assentimos e eu fui atrás dele para vendá-lo com sucesso. – Porra meu, de novo isso?
–Calma, não vamos te torturar. Só caminhe em silêncio.- disse
Fechamos a casa e seguimos rumo á minha. Estava tudo escuro assim que entramos. Tirei sua venda e logo acenderam a luz.
–SURPRESAAAA!
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