To the end

10 Capítulo 10


Notas iniciais
depois de dias eu voltei *o*
desculpem a demora, sabem né...vida de estudante não é fácil! Principalmente para os que acordam 6h da manhã...
mas enfim..
Enjoy! (;

{Frank P.O.V}

Fui embora do encontro morrendo de raiva. Tem vezes que eu penso que Victório ama me ver mal, só pode... E o pior é que ele sabe como me fazer ficar assim. Cheguei em casa e a primeira coisa que fiz foi ligar a TV, deixando em um canal qualquer. Quando me sentei no sofá, desabei em lágrimas, que insistiam em escapar dos meus olhos, mas o que adiantaria? De um jeito ou de outro isso iria acontecer. Depois de umas duas horas, finalmente tinha conseguido parar de chorar e quando percebi Gerard estava encostado em uma parede me fitando. Fui abraçá-lo e ele não me correspondeu, me perguntando se eu não tinha nada para contar a ele.

Naquele momento eu me perguntava do que Gerard estava falando. Foi quando caiu a ficha de que ele provavelmente poderia ter encontrado Victório em algum lugar de Newark e já saber de algumas coisas em relação a minha pessoa. Ele me olhava fixo e desconfiado, me fazendo ficar mais tenso do que já estava.

–Desculpa, mas eu não estou entendendo...

–Não sabia que você tinha uma relação com o Victório... – ele esbarrou em mim propositalmente dirigindo-se até uma estante de livros que se encontrava ali e ficou fitando cada um – eu vi vocês se beijando hoje...

–Tínhamos- dei ênfase- foi Victório que me beijou e...Como você soube disso?

–Digamos que, eu estava muito perto de vocês e além de ver isso, eu o ouvi falar de uma tal de Jamia. Você nunca me falou dela por quê?

Ele deveria ter mexido no meu celular enquanto eu estava distraído, mas não me importei muito no momento. Tratei de manter a calma e responder a pergunta sem chorar, o que estava um tanto difícil naquela hora.


–Porque não Gerard. Eu...


–Porque não não é resposta.- disse me interrompendo


–Eu não vejo necessidade em falar dela. – disse de cabeça baixa


–Ok! E porque você nunca me falou do Victório? – ele perguntou parecendo estar desconfiado


–Porque ele é uma parte do meu passado –disse firme- um passado que eu desejo nunca mais lembrar.


Disse em um sussurro para que ele não ouvisse, mas ele se virou me encarando (tentando olhar diretamente em meus olhos para ser mais exato).


–Quero entender melhor isso...


Antes que ele terminasse de falar, eu me levantei e, sem falar nada, fui para o meu quarto em passos firmes. Tranquei a porta e escorreguei minhas costas na mesma começando a chorar novamente.


–QUE PORRA DE VIDAAAAAAAAAAAAAAAAA! – berrei pra todo mundo ouvir


Fiquei ali por mais um bom tempo até eu perceber que tinha um caderno ao meu lado...


‘Me desculpem por ser esse inútil que vocês conhecem!

Frank’


Escrevi isso deixando em cima da cama e fui ao banheiro para tentar me livrar do sentimento de culpa. Procurei uma lâmina que eu sempre mantinha guardada para esses tipos de situações e se minha mãe soubesse, ela ou me mandaria para um psicólogo ou seria obrigado a morar com o meu pai. Não sabia o que era pior...

Comecei a fazer vários cortes na barriga e principalmente nos pulsos. Ia fazer um corte mais profundo, mas a infeliz da lâmina tinha caído no chão e quando eu tentei alcançá-la, (não sei como) eu acabei escorregando batendo a cabeça em algum lugar, ficando tudo escuro logo em seguida.


{Gerard P.O.V}


Deixaram-me falando sozinho na sala de TV (refiro-me a Frank). Sem pensar duas vezes resolvi ir embora, decidido a resolver aquele assunto no dia seguinte.


Se a Lyn não tivesse me chamado, eu a teria esquecido lá. Levei-a até em casa, conversando sobre coisas desnecessárias e principalmente sobre Frank. Eu voltava para minha casa, quando repentinamente, me veio uma dor de cabeça que doía até na alma e comecei a ficar angustiado. Minha mãe sempre diz que isso poderia ser um pressentimento ruim. E alguma coisa me dizia que eu teria que ser forte.


Cheguei em casa e fui diretamente para meu quarto. Fui tomar banho para ver se eu relaxava. Comecei a me despir enquanto a banheira enchia. Tentei esquecer o mau pressentimento, mas estava impossível. Fechei os olhos com a esperança de fazer tudo aquilo passar, só que não deu muito certo. Logo adormeci.


[Sonho onn]


Vejo Frank deitado em uma cama de hospital. Estava um pouco dormente por conta do efeito da anestesia, pois ele iria fazer algum tipo de...transplante? Sim, eu vi seu coração sendo removido. Vi uma pessoa do seu lado que me parecia muito familiar, tentei identificar seu rosto, mas alguma coisa puxava meu braço, me impedindo de ver.


[Sonho off]


–Gee, rápido acorda. –Mikey puxava meu braço e dava tapinhas no meu rosto para me fazer acordar, mas ignorei. Senti água fria sendo jogada pelo meu corpo, me fazendo levantar da banheira rapidamente


–PORRA CARALHO! NÃO POSSO MAIS DORMIR EM PAZ NÃO?


Mikey me estende a toalha e eu logo amarro na cintura, saindo da banheira bufando. Já no quarto abro a porta do armário e pego uma camiseta azul-marinho sem estampa, uma calça jeans rasgada em algumas partes, um moletom verde-oliva preto e um all star preto. Não estava com paciência pra me arrumar decentemente naquele dia.


–Desculpa, mas você não vai me perguntar nada?

Fitei Mikey que estava com uma cara preocupada e tremia um pouco. Nem tinha me tocado que ele ainda estava lá.


–Perguntar o quê? Aconteceu alguma coisa e eu não to sabendo ainda?


–Aconteceu...e é claro que você não soube ainda, são quase meio-dia –a expressão dele estava me assustando- a Linda ligou pra cá a manhã inteira perguntando de você.


–Por mim? Ué, mas por quê?


–Oh, meu Deus. –disse revirando os olhos- VOCÊ É BURRO OU O QUÊ? –disse alterado- venha comigo que logo você entenderá.


Saímos do quarto praticamente correndo, indo até o carro. Encontramos meus pais já lá dentro, fazendo um gesto para que fossemos mais rápido. Sem entender nada, eu obedeci. Foi quando me caiu a ficha: mau pressentimento + Linda me ligando de manhã = PUTA QUE PARIU! Aconteceu alguma coisa com o Frank. Tem vezes que eu tenho que concordar com o Mikey quando a questão é minha burrice.


O hospital ficava um ‘pouco’ longe da nossa casa, então demorou um pouco para nós chegarmos lá, pois fizemos uma parada em um restaurante para almoçarmos. Depois de algum tempo, nós já estávamos no hospital e Linda estava um pouco aflita. Me aproximei e sem pronunciar uma palavra, a abraçei.


–Ele vai sair dessa Gerard, pode ter certeza.


–O que aconteceu?- perguntou, mas quando ela ia dizer alguma coisa, o médico apareceu


Era alto, tinha cabelos castanhos claros, olhos cor de café e me lembrava um índio. Estava com uma expressão séria, mas dentro do seu olhar vi que parecia bastante aflito.


–Linda Iero?- ela logo se afastou de mim para fitá-lo melhor- poderia me acompanhar?


Ela assentiu e antes que eles se afastassem me pronunciei.


–Poderia ir junto?- eles viraram para me fitar e o médico me olhou um tanto estranho


–Você e o paciente têm algum tipo de parentesco?


Naquele momento me lembrei que minha mãe não sabia do meu relacionamento com Frank. Fitei minha família: para meu pai e Mikey com confiança, mas já para minha mãe com um pouco de medo. Respirei fundo e relaxei os ombros.


–Somos namorados. – ele assentiu e fez um gesto para que eu os acompanhasse


Caminhei uns três passos e olhei para trás. Vi que minha mãe me olhava com desprezo e me lembrei do comentário que Frank fez sobre ela ter olhado Brendon e Ray aos beijos no dia do seu aniversário. Iria ter que encarar um desafio e tanto para convencê-la de que gosto muito de Frank.


Voltei a caminhar em passos acelerados, finalmente chegando até a sala do doutor James Fitth, esse era seu nome.


–Sentem-se- obedecemos e ele colocou a prancheta que carregara em cima da mesa com a ficha de Frank- Infelizmente, eu não tenho notícias boas.


Meus olhos arderam naquele momento, mas disfarcei. Linda alcançou minha mão e a apertou com força. Fiz o mesmo.


–Bom, não foram os cortes que ele possuía na barriga e no pulso esquerdo que o fizeram vir pra cá, e sim uma pancada muito forte na cabeça...


–Co-como assim? –perguntei com a voz um pouco falha


–Ele está com um traumatismo craniano e não sabemos se haverá previsão de melhora e...


Ouvir aquilo foi o suficiente para eu sair daquela sala, sair correndo e começar a chorar feito criança. Não estava acreditando que meu pequeno estava em uma cama de hospital, com vários cortes e traumatismo craniano. Fui até um parque que ficara ali perto e me sentei perto de um campo cheio de rosas. Olhava para o nada e me vinham várias coisas na cabeça.


‘Preciso começar a ser forte a partir de agora’ — pensei


Repentinamente senti alguém colocar um lenço em meu rosto, que tinha um cheiro muito forte. Quem estava fazendo isso comigo? O xinguei de qualquer coisa e logo vi minha visão ficar embaçada e ficar tudo escuro.


Notas finais
tcharãããm...quem será que fez isso com o Ger? O_O
espero que tenham gostado *o*
atéé a próóxima :*