To The Moon
1 Ato I - Dr. Neil Watts e Dra. Eva Rosalene
Notas iniciais
Em uma noite, acima de um penhasco, há uma mansão, perto de um farol. Dois irmãos tocam piano tranquilamente.
Estava tudo normal, até que ouvem um barulho de um carro batendo.
Mais abaixo de um penhasco, um carro realmente bateu, e ao lado, um esquilo atropelado.
Do carro, saíram duas pessoas, usando jalecos brancos: Dr. Neil Watts e Dra. Eva Rosalene.
–Pra onde você estava olhando, Neil?! — gritava Eva.
–Ora, sinto muito por ter heroicamente desviado do esquilo que surgiu do nada! — respondeu Neil.
–...Você o atropelou mesmo assim.
–...Ah.
–Você o atropelou e bateu na árvore...
–Olhe, não se preocupe, o carro é da empresa.
–Você ficou maluco? O chefe vai nos matar!
–Hm... A gente diz que foi pra salvar um cachorrinho. Ele gosta de cachorrinhos, né?
–Ele é mais chegado em gatos.
–...Por que o mundo tem que ser tão complicado? Que seja, isso pouco importa. O problema foi resolvido.
–Ótimo, escreva isso no seu relatório. Vamos pegar o equipamento no carro para continuar o caminho.
–Ok. — Neil entrou no carro e pegou uma caixa de ferro, que parece ser pesada — Pronto. Vamos lá.
Enquanto subiam o penhasco, perceberam uma pedra bloqueando seu caminho.
–Quem pôs essa pedra aqui? — perguntou Eva.
–Talvez seja um sistema de segurança.
–Não temos tempo pra essas coisas. Vamos tentar empurrar pra longe.
–Talvez, se encontrarmos um galho de árvore para usar como-
Antes de terminar a frase, Eva simplesmente empurrou a pedra com suas mãos. A pedra saiu quicando, como se fosse uma bola de basquete.
–O... O que é que... — gaguejava dra. Rosalene.
–...O que era aquilo?
–Definitivamente, não era uma pedra. Hum... Nós temos que nos apressar. A gente investiga aquela coisa depois.
–Ceeerto.
Os dois continuaram subindo o penhasco, até chegarem na mansão. Eva bateu na porta.
Dentro da mansão, uma das crianças gritou:
–Mãe! Eles chegaram!
Do lado de fora, Neil colocou a caixa do equipamento no chão, para descansar.
–...Lugar legal para se aposentar, né? — disse Eva.
–O meu será mais. Turno da madrugada: amá-lo ou odiá-lo?
–Pergunta retórica, sua coruja.
–...Sabe, provavelmente vamos virar mais uma noite.
–Eu sei.
–E eu duvido que tenha algum café.
–Cala a boca.
–...E as ondas do mar cantarão canções de ninar...
–Que ninguém vai ouvir porque você não para de falar.
A porta se abriu. Os dois já iam entrando, mas Eva disse:
–Não esquece o equipamento, idiota.
–...Eu não recebo o suficiente pra isso. — Neil pegou o equipamento e entrou na mansão.

Fale com o autor