To Immortality
1 Capítulo Único
Notas iniciais
To Immortality
O som do metal colidindo ao chão era algo a se acostumar. Ele ouvia e sentia o tremor que aqueles quatro pilares faziam, e não era por ser um pouco lento inicialmente que ele não gostava. Na verdade, gostava até demais... Aquilo seria o canto da morte para seus inimigos. Seria o último aviso, um doce som para alertá-los de seu fim.
"Corram o máximo que puderem. Um passo e já serão pisados."
O estringente tintilar do metal contra metal era algo que arrepiava os cabelos dos mais próximos a si, mas não a ele.
Não ele. Ele os ouvia como o canto de pássaros. Aquelas eram as suas asas.
Ao retirarem os tubos extras de seu corpo, Urgot pode apreciar a sua primeira caminhada. Stanwick Pididly o olhava de forma impressionada. O homem aplaudiu vagarosamente enquanto se aproximava com um sorriso no rosto.
Urgot sabia que ele próprio se aplaudia. E por por baixo daquela máscara de ar, um sorriso brotou em seus lábios destruídos.
"Esses cientistas imundos elevam o próprio ego ao céus apenas ao ver sua criação ganhar vida." Urgot olhou para a espada peculiar que havia sido implantada no lugar de sua mão esquerda, o formato de uma faca.
Ele a fez girar como uma escavadeira, o barulho fez com que os ouvidos de Stanwick Pididly se incomodassem. O incomodo vinha do jeitinho que ele gostava.
- Você foi muito corajoso ao se submeter à isso. — Stanwick Pididly analisou para uma prancha cheia de anotações. Segundos depois, seu olho esquerdo piscou estranhamente com de toc. — Também foi muito corajoso ao tentar matar aquele demaciano.
- Ao contrário dos vermes zaunitas, eu sou um noxiano. — Urgot se dirigiu a frente de Stanwick Pididly. — Não preciso me esconder em laboratórios para ter grandes feitos.
Stanwick Pididly o olhou com uma expressão de nojo.
Urgot jogou com rapidez a prancha longe e com a mão em forma de garras, pegou Stanwick Pididly pelo pescoço e o pressionou contra o chão.
- Apague os registros de antes da operação. — Stanwick Pididly sentiu o hálito podre que saía da boca de Urgot. Seu olho esquerdo se contraiu ao perceber que gosmas verdes saíam do corpo daquela coisa e tocavam o seu.
Stanwick Pididly não precisou nem responder, Urgot sabia que ele faria isso. Afinal, todo tolo cientista quer ver a sua criação ganhar a altura que ela merece.
Urgot o soltou e pisou em cima da prancha com uma de suas pernas mecânicas.
Ah... Aquele som era tão adorável.
Aquela sensação era quase como uma segunda mãe. A sensação de liberdade, de superioridade, de imensidão. Afinal, ele havia quase se tornado um Deus.
Não importava a aparência que tinha. Ou até mesmo se ele havia se tornado um fantoche do Alto Comando. Urgot sentia sede. Sede de matar todos aqueles porcos demacianos, esmagaria milhares apenas com um pé.
Ele era aquele que havia suportado a dor de ser partido ao meio e a dor de ser remontado. Várias e várias vezes... Ele poderia viver um milênio só daquele jeito, exterminando demacianos enquanto só pisava em cima. Afinal, eles seriam tratados como aquilo de agora em diante.
Estúpidas formigas.
A terra tremeria no momento que Urgot passasse. Haveriam gritos e mais gritos, multidões aplaudindo aquele novo Deus que surgia. Todos saudariam aquela implacável máquina de destruição.
Tão máquina quanto homem. Menos homem do que máquina. Aquele era um ser perfeito, e não somente ao seus olhos.
Era tudo que Noxus precisava para conseguir a grandiosidade que tanto merecia. Era o que faltava para eles serem indestrutíveis, temidos e glorificados.
O primeiro humano a ver e sentir a morte em sua própria pele. O único humano digno de alcançar a imortalidade e desfrutar de tudo o que ela lhe traria.
"Eu sou aquele que merece a imortalidade." As portas da saída do laboratório foram apertas, a claridade que vinha de fora poderia até cegar Urgot.
Mas não agora. Aquele era um Deus em carne e aquele era apenas o início de seu domínio imortal.
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